Concreto submetido à altas temperaturas / Incêndio em edificações

Notícias sobre incêndios em construções são quase comuns no dia-a-dia das grandes cidades. Fiação antiga e sem manutenção, acidentes com produtos químicos e falha humana são os principais fatores causadores destas catástrofes.

Seguindo o post sobre a nova NBR 15200 – Projeto de Estruturas de Concreto em Situação de Incêndio, vamos falar um pouco sobre o comportamento do concreto em casos extremos como estes.

É fundamental, para a elaboração do projeto de um edifício, considerar o comportamento das estruturas de concreto quando submetidas à altas temperaturas, pois com o aumento progressivo desta, as propriedades mecânicas do concreto começam a degradar, podendo ocorrer colapso estrutural. O atendimento às normas é importantíssimo, quando consideramos a segurança da construção.

O concreto pode ser submetido à temperaturas elevadas acidentalmente ou estas podem fazer parte de suas condições normais de trabalho. Estas situações se distinguem pela elevação brusca ou gradual da temperatura. Um caso famoso de elevação de temperatura acidental é o incêndio do Canal da Mancha, em 1996. Observe o dano causado pelo fogo às paredes do túnel:

Outra situação comum é a de estruturas feitas para trabalhar sob temperaturas elevadas, como alguns componentes de usinas nucleares, altos-fornos ou repositórios de rejeitos radioativos. Nestes casos, por razão de segurança, a estrutura deve ser capaz de suportar temperaturas elevadas e de longa duração sem perder a capacidade estrutural. E, no caso de usinas nucleares, mantendo a propriedade de confinamento de materiais radioativos.

Abaixo, o edifício de confinamento do reator da Usina Callaway, no estado de Missouri, EUA, com mais de 2 metros de grossura de concreto e metal.

O concreto é um material poroso, altamente heterogêneo e composto por várias fases - podendo conter em seu interior fluidos na forma líquida e gasosa. Quando exposto a condições de temperatura elevada, há a ocorrência de fenômenos físicos e químicos, que alteram a estrutura porosa e as propriedades do meio.

Como a reação de hidratação do cimento é reversível e termoativada, a exposição do concreto à temperaturas elevadas pode ter efeitos deletérios, com a ocorrência de desidratação da matriz a base de cimento, fissuração devido a pressões internas geradas pela evaporação da água de amassamento remanescente da mistura e ao desplacamento superficial (“spalling”, como é visto na imagem do Canal da Mancha).

Ainda, os concretos comuns e de alta resistência se comportam de maneiras bem distintas quando submetidos aos mesmos grau e taxa de aquecimento. O concreto de alta resistência tende a desenvolver maiores pressões nos seus poros, uma vez que é mais compacto do que o concreto comum, reagindo então através do fenômeno do “spalling”.

O comportamento de estruturas submetidas a solicitações causadas por temperatura é analisado através de métodos numéricos, como a malha de Elementos Finitos mostrada abaixo:

Nota-se o baixo coeficiente de condutividade térmica do concreto: em 23 cm de espessura, a temperatura caiu de aprox. 570⁰C para 50⁰C. Esses resultados são testados experimentalmente e validados, conforme fontes.

Na elaboração de projetos de edifícios residenciais, públicos e industriais, uma das considerações feitas é a seguranca humana na ocorrência de fogo. O uso do concreto, por não ser combustível, não emitir gases tóxicos e ser capaz de conservar resistência suficiente por períodos extensos, permite operações de resgate e diminui os riscos de colapso estrutural.

Fontes e Agradecimentos:

Rafaela De Oliveira Amaral, SIMULACÃO DO COMPORTAMENTO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO SUBMETIDAS A INCÊNDIOS

Anna Paula Guida Ferreira, MODELAGEM DOS FENÔMENOS DE TRANSPORTE TERMO-HÍDRICOS EM MEIOS POROSOS SUBMETIDOS A TEMPERATURAS ELEVADAS: APLICAÇÃO A UMA BICAMADA ROCHA-CONCRETO

Quarta Universitária – O Engenheiro 2020

Do nosso parceiro – Energia Inteligente (Blog PET Elétrica), em tradução livre do artigo The Engineer of 2020: Visions of Engineering in the New Century, pela Academia Nacional de Engenharia dos Estados Unidos:

Uma boa definição de Engenharia seria “desenvolver sobre pressão”. Esse desenvolvimento afeta diretamente a produção tecnológica e consequentemente o modo de vida da população.

Inovações tecnológicas são absorvidas quando existe uma necessidade ou uma oportunidade para tal, mas em um mundo globalizado e interconectado, as necessidades surgem praticamente diariamente. Se espera da Engenharia que ela seja capaz de fornecer essas constantes inovações tecnológicas no mundo atual.

À medida que entramos no novo milênio, já é possível identificar tendências que podem definir os limites e a composição da força de trabalho de engenharia. Algumas das tendências mais marcantes estão listados abaixo:

  • população global próxima de 10 bilhões com um grupo demográfico de constante envelhecimento e demanda crescente para a diversidade na força de trabalho de engenharia;
  • um imperativo para a ”sustentabilidade” em face do crescimento da população global, industrialização, urbanização e degradação ambiental;
  • aumento do foco no risco de gestão e avaliação com vista em segurança pública e privacidade;
  • globalização dos sistemas econômicos e interconexão de seus componentes;
  • ritmo acelerado dos avanços tecnológicos, incluindo o aumento importância da tecnologia da informação, ciência da comunicação e biológica, materiais e processos de engenharia;
  • crescentes preocupações com as implicações sociais e políticas dos rápidos avanços tecnológicos e sua aplicação desigual entre os diferentes grupos;
  • diminuição da meia-vida de conhecimentos de engenharia em diversas áreas;
  • complexidade crescente e fundações interdisciplinares em sistemas de engenharia;
  • crescimento do componente da economia ”baseado em serviços”;
  • aumento do número de engenheiros trabalhando em áreas não tradicionais que requerem competência tecnológica e/ou fluência (por exemplo, gestão, finanças, marketing, políticas públicas, etc);
  • mudança da contratação de engenheiros de grandes empresas para as pequenas e médias empresas e a crescente ênfase na empreendedorismo;
  • oportunidades crescentes para incorporar a tecnologia na educação e no trabalho de engenheiros.

Para ser capaz de fomentar essa nova demanda mundial os engenheiros precisam acompanhar a nova tendência de rápida atualização e compreender que eles mesmos são os agentes propulsores da tecnologia. Áreas clássicas da Engenharia agora necessitarão de conhecimento interdisciplinares para se obter os resultados desejados.

Um engenheiro civil, por exemplo, deverá ter conhecimento de novos materiais, novos compostos para atender os diversos fins. Os trabalhos em equipe cada vez mais exigem um mínimo de conhecimento das mais variadas áreas, para tratar com diversos profissionais.

Apesar de determinados princípios da engenharia não se alterarem no futuro, a explosão do conhecimento, a economia global e a forma como os engenheiros trabalham irão refletir uma evolução contínua.

O engenheiro de 2020 terá que se adaptar às novas tendências tecnológicas de sua época, mas os problemas que hoje existem, caso continuem a ser negligenciados logo se tornarão grandes crises. Caberá aos engenheiros procurarem alternativas sustentáveis para viabilizar o crescimento da economia aliada a preservação do meio ambiente.

Em suma, para aumentar a produtividade econômica do país e melhorar a qualidade de vida em todo o mundo, a educação em engenharia deve antecipar e se adaptar às mudanças dramáticas de prática de engenharia. O Engenheiro de 2020 urge à profissão que reconheça o que os engenheiros podem construir para o futuro através de uma ampla gama de papéis de liderança na indústria, governo e academia - e não apenas através de trabalhos técnicos. Escolas de engenharia devem atrair os melhores estudantes e estarem abertas a novos ensinamentos e métodos de formação. Com a educação e treinamento apropriados, o engenheiro do futuro será chamado para se tornar um líder não só nos negócios, mas também em setores sem fins lucrativos e governo.

Modificação na NBR 15200 – Projeto de Estruturas de Concreto em Situação de Incêndio

28/05/2012 1 comentário

Entrou em vigor neste sábado, 26 de maio, o novo texto da NBR 15200, Projeto de Estruturas de Concreto em Situação de Incêndio. A norma, baseada no Eurocode (norma européia) estabelece os critérios de projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio e a forma de demonstrar o seu atendimento, conforme requisitos de resistência ao fogo estabelecidos na ABNT NBR 14432.

A norma estabelece requisitos gerais de proteção contra incêndio que compreende:

  • reduzir o risco de incêndio;
  • controlar o fogo em estágios iniciais;
  • limitar a área exposta ao fogo (compartimento corta-fogo);
  • criar rotas de fuga;
  • facilitar a operação de combate ao incêndio;
  • evitar ruína prematura da estrutura, permitindo a fuga dos usuários e as operações de combate ao incêndio.

A versão original havia sido publicada em 2004 (NBR 15200:2004) e começou a ser revisada em abril do ano passado. As modificações foram necessárias para atualizá-la em relação aos avanços tecnológicos na área da segurança em incêndios e para ajustar alguns procedimentos à prática de projetos.

O texto antigo utilizava os métodos mais simples da norma europeia. “Os calculistas começaram a utilizar a norma e notaram que, para os pilares, os métodos levavam a resultados pouco econômicos”, diz Valmir Pignatta, professor-doutor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e integrante da Comissão de Estudo de Estruturas de Concreto (CE 02:124.15), do Comitê Brasileiro da Construção Civil (CB-02). “Trouxemos vários métodos e adaptamos aos nossos costumes e dimensões”, disse ele.

Segundo o engenheiro Alio Ernesto Kimura, que participou da elaboração do projeto, as principais novidades da ABNT NBR 15200:2012, resumidamente , são:

  1. A norma contém 48 páginas, sendo seis anexos normativos e um anexo informativo;
  2. Algumas informações estão apresentadas de forma mais clara, como por exemplo: não há limitações na espessura de lajes em ambientes não compartimentados e da distância entre o eixo da armadura longitudinal e a face do concreto exposta ao fogo (c1) de armaduras negativas em qualquer caso, permissão da interpolação linear para obtenção de valores intermediários no Método Tabular;
  3. As tabelas do Método Tabular contemplam TRRF (Tempo Requerido de Resistência ao Fogo) até 180 minutos;
  4. Possibilidade de redução de c1 quando As,ef < As,calc ou Sd,fi < 0,7.Sd. Sendo As,ef a área de armadura detalhada, As,calc a área de armadura necessária, Sd,fi a solicitação de cálculo em situação de incêndio e Sd a solicitação de cálculo à temperatura ambiente;
  5. Não é permitida a consideração do revestimento na determinação das dimensões mínimas da seção transversal de pilares e lajes lisa ou cogumelo. Para outros elementos, não há essa restrição;
  6. Nova tabela para lajes nervuradas armadas em uma só direção;
  7. Novo método analítico e um novo método tabular mais geral para dimensionamento de pilares;
  8. Detalhamento do Método do Tempo Equivalente, que pode reduzir as exigências em muitos casos;

Outras informações podem ser obtidas no link: 2º PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 15200

Fonte: Rede GMinas

Sustentabilidade: Visita Técnica à ArcelorMittal – Parte 2

Sabe-se que a gestão ambiental vem ganhando um espaço crescente na sociedade e, em nossa visita à ArcelorMittal, o assunto não passou despercebido. Fomos recebidos na Casa da Natureza, que possui espaço para palestras, exposição de trabalhos e uma residência em miniatura, visando a conscientização de visitantes quanto ao racionamento de energia em seus domicílios.

Além dos conselhos, a empresa procura dar o exemplo aos visitantes, mostrando que é possível aliar desenvolvimento e sustentabilidade.

Preservação e Biodiversidade

Além das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) nos municípios onde está presente, a empresa investe na identificação e no monitoramento das áreas e, a partir dos estudos, que incluem cenários de risco, são tomadas ações corretivas e preventivas com relação aos impactos ambientais.

Eficiência no Consumo

Uso eficiente de água em seus processos produtivos. Redução dos Descartes de efluentes permitem média de recirculação do grupo é de 98,12% e contribuem significativamente para a redução de custos da empresa.

Redução do consumo de carvão vegetal no topo do alto-forno aproveitando finos de carvão vegetal por meio de um sistema de injeção e pesquisa em desenvolvimento para reaproveitamento do gás metano liberado durante o processo de carbonização da madeira para a geração de energia.

Reaproveitamento inteligente

Resíduos críticos, como a escória, têm merecido atenção especial como agregado para artefatos e pisos de concreto. A ArcelorMittal Juiz de Fora desenvolveu e teve aprovado, em 2010, pela Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) da Zona da Mata, para produção em escala industrial,   bloquetes ecológicos sextavados para pavimentação urbana.

Produzido a partir escórias de forno elétrico, de alto-forno e terra de Shredder (gerada no beneficiamento de sucata metálica), o material oferece muitas vantagens: é 25% mais barato que os bloquetes tradicionais, evita consumo de recursos naturais não renováveis (areia e brita) e tem maior permeabilidade, flexibilidade, resistência à compressão e característica antiderrapante. O bloquete ecológico sextavado ganhou o prêmio de inovação tecnológica do 17º Concurso Falcão Bauer, concedido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Aço para Construções Sustentáveis

Material 100% reaproveitável, o aço pode ser reciclado indefinidamente sem perder qualidade, mantendo inalteradas características como resistência e dureza. Segundo dados da Sociedade Americana de Engenharia Civil (ASCE), a reciclagem de sucata de aço reduz em 90% a geração de resíduos minerais; em 90% o consumo de matérias-primas naturais e em 70% a energia necessária para a produção de aço novo.

Como funciona: a ArcelorMittal recebe sucatas metálicas, como geladeiras, fogões, equipamentos industriais em quatro entrepostos próprios próximos das fábricas, onde é feita a seleção, o controle da contaminação e a preparação antes de serem enviados para os fornos. Além disso, recebe material de outras empresas que recolhem e vendem para as siderúrgicas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), a produção à base de sucata exige apenas um quarto da energia necessária para fabricar o aço que utiliza o minério de ferro como matéria-prima.

Certificados e Selos Ambientais

O Certificado de qualidade ambiental da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que permite aos clientes identificar os produtos que atendem às necessidades da construção civil sustentável. O objetivo é obter um diferencial adequado ao segmento das obras que obedecem as diretrizes do selo verde do Green Building Council, que concentra as principais empresas de construção; e as obras de infraestrutura previstas para a Copa de 2014. O rótulo ambiental da ABNT, contemplando estruturas metálicas importantes nas edificações, como vergalhões, telas soldadas, treliças, pregos, arames, perfis, fios e barras laminadas.

Selo ecológico do Instituto Falcão Bauer de Qualidade que atesta os níveis de sustentabilidade envolvendo o processo de transformação de sucata, minério de ferro e gusa em aço.

Agradecemos pela receptividade e pela lembrança do “Mel ArcelorMittal”  produzido pela empresa em suas reservas florestais situadas em Juiz de Fora!

Fontes: Relatório de Sustentabilidade, Brasil Econômico, Arcelor

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Visita técnica ArcelorMittal – Parte 1

23/05/2012 1 comentário

O PET Civil visita a siderúrgica ArcelorMittal, sede em Juiz de Fora,  parte do maior grupo siderúrgico do mundo, responsável por aproximadamente 6% da produção mundial que, em 2011, foi de 1,527 bilhões de toneladas métricas (segundo a Associação Mundial do Aço). Dentre os aços longos (produtos belgo), são produzidos os mais variados tipos (vergalhão, arame, pregos, etc), com destaque voltado para o mercado da construção civil.

O aço

É, basicamente, uma liga de ferro e carbono. O ferro é encontrado em toda crosta terrestre sob a forma de óxidos de ferro, como é o caso do minério de ferro. O carbono é também relativamente abundante na natureza e pode ser encontrado sob diversas formas. Na siderurgia, usa-se carvão mineral ou carvão vegetal. Em suma, a fabricação do aço pode ser dividida em quatro etapas: preparação da carga, redução, refino e laminação.

O carvão exerce duplo papel na fabricação do aço. Como combustível, permite alcançar altas temperaturas necessárias à fusão do minério. Como redutor, associa-se ao oxigênio que se desprende do minério com a alta temperatura, deixando livre o ferro. O processo de remoção do oxigênio do ferro para ligar-se ao carbono chama-se redução e ocorre dentro de um equipamento chamado alto forno.

Etapas do processo produtivo

1. Preparação da carga

Antes de serem levados ao alto forno, o minério e o carvão são previamente preparados para melhoria do rendimento e economia do processo. Grande parte do minério de ferro (finos) é aglomerada utilizando-se cal e finos de coque (obtido pela destilação do carvão na coqueria), dele se obtendo ainda subprodutos carboquímicos. A siderúrgica visitada utiliza de carvão vegetal nesse processo.

2. Redução

Essas matérias-primas, agora preparadas, são carregadas no alto forno, que atinge a temperatura de 1300°C. O soprador garante a manutenção de oxigênio aquecido, lançado pela parte de baixo do alto forno. O carvão, em contato com o oxigênio, produz calor que funde a carga metálica e dá início ao processo de redução do minério de ferro em um metal líquido: o ferro-gusa ou ferro de primeira fusão. O gusa é uma liga de ferro e carbono com um teor de carbono muito elevado. Impurezas como calcário e sílica formam a escória, utilizada na fabricação de cimento.

* Por que o alto forno não derrete? Ele possui uma camada interna refratária (cerca de 800mm) que o protege por 3 anos, quando o alto forno é paralisado para que a camada seja refeita. Sua reativação é demorada (cerca de 3 meses) e é por esse motivo que ele é mantido ligado 24h por dia.

3. Refino

Aciarias a oxigênio ou elétricas são utilizadas para transformar o gusa líquido ou sólido e a sucata de ferro e aço em aço líquido. Nessa etapa (temperaturas de 1580 a 1650°C) parte do carbono contido no gusa é removido juntamente com impurezas. O refino ocorre nos fornos panela e o aço líquido é solidificado em equipamentos de duas maneiras:

  • Lingotamento Convencional – processo em que o aço líquido é solidificado em lingoteiras estáticas. Os lingotes então são conformados a quente em laminadores primários visando a produção de blocos, tarugos ou placas.
  • Lingotamento Contínuo – processo em que o metal líquido é solidificado em lingoteiras refrigeradas de maneira a produzir placas ou tarugos contínuos.

4. Laminação

O tarugo de aço, em processo de solidificação, é deformado mecanicamente e transformado (através de equipamentos chamados laminadores) em produtos siderúrgicos (vergalhão e barra mecânica), cuja nomenclatura depende de sua forma e/ou composição química, ou segue rumo à trefilaria (fio-máquina).

Classificação dos laminadores

Classificação

Descrição

Condições de trabalho:
- Laminadores a quente
- Laminadores a frio
A laminação a quente se faz a temperatura acima do ponto crítico do aço
O trabalho a frio tem como consequência o aumento da dureza e da resistência à tração
Função:
- Primários
- Acabadores
Laminadores primários, ou de desbaste, são aqueles em que os lingotes são transformados em produtos semi-acabados, tais como: placas, tarugos ou blocos
Os laminadores acabadores dão ao material, vindo do laminador primário, a forma final, como: perfilados, trilhos, tubos, chapas e etc.

5. Trefilação

Etapa que dispõe de trefilas, em que produtores de arames e barras utilizam o fio-máquina como matéria prima. Deformado a frio, os resultados são arames industriais, arames para construção civil e arames recozidos, treliças e telas eletrosoldadas, também destinadas à construção civil.

Agradecemos a receptividade da ArcelorMittal, em especial ao funcionário  Lázaro, que nos acompanhou ao longo da visita.

Fontes: Arcelor, Aço Brasil, Apostila de siderurgia

Figuras Infomet

Dez Dicas Práticas para Comprar um Imóvel Residencial na Planta

A aquisição de um imóvel na planta pode ser um negócio repleto de vantagens, a economia pode ser de até 30% em relação aos imóveis prontos, as taxas condominiais geralmente são menores, há grande facilidade de realizar modificações ainda na fase de construção, as condições de financiamento são flexíveis e as taxas são menores, entre diversos outros benefícios, há maior facilidade na obtenção da documentação, estes entre outros benefícios tornam a compra na planta uma opção atraente. Contudo, é preciso tomar alguns cuidados  para que este tipo de investimento não se torne uma dor de cabeça, não faltam casos de fraudes, atrasos na obra e promessas não cumpridas, além de deficiências sérias no produto final. Seguem algumas dicas, publicadas em um artigo da revista Imóveis News, que podem ajudar o consumidor a fazer um bom negócio.

1 – Solicite a assessoria de um corretor de imóveis
Pesquisar de forma aleatória na internet e visitar vários empreendimentos sem ter um foco definido, além de ser cansativo, tende a não trazer resultados satisfatórios. Então, solicite a ajuda de um corretor de imóveis com registro no CRECI e que conheça bem o mercado. Evidencie para ele quais serão os fatores decisivos na hora da comprar (valor que você tem disponível para a entrada, valor do imóvel, localização, entre outros). Este serviço poupará seu tempo e dará maior segurança no negócio.

2 – Visite as ofertas selecionadas pelo corretor
Com as seleções dos imóveis realizadas pelo corretor, agora sim é hora de acessar os sites dos empreendimentos e das empresas interessadas em vender. Dedique algum tempo para visitar os plantões de vendas e decorados e não tenha vergonha de fotografar, pedir folders e pegar informações sobre tudo (preços, condições, quantas unidades já foram vendidas, quando será entrega a obra, etc.). Também dê uma atenção especial à implantação do empreendimento, à posição da(s) unidade(s) em relação ao sol, nível de infraestrutura e avaliação da vizinhança (barulho, bancos, praças, escolas, pontos de ônibus, entre outros). Faça isto durante o dia e durante a noite. Além de saber como será o nível de segurança para sua família é um bom referencial para verificar se o imóvel tende a valorizar, manter-se estável ou depreciar.
3 – Busque Saber o Histórico da Construtora ou Incorporadora
Certifique-se de que existe um RI – Registro de Incorporação e que a construtora ou incorporadora é idônea. Você poderá buscar informações no site Reclame Aqui, no PROCON, nos Juizados Especiais, nas mídias sociais e utilizar o próprio Google para verificar como a empresa trata os consumidores e como estão os cronogramas de entrega de outras obras. Caso o terreno ainda esteja em alguma disputa entre herdeiros ou com outras limitações legais que possam vir a prejudicar o andamento da obra, evite fazer o negócio. É importante que você visite outras obras feitas pela empresa e, se possível, converse com os moradores ou com o síndico para saber mais sobre como foi o processo de compra e relacionamento pós-venda.

4 – Evite comprometer mais que 30 % da renda familiar
Em geral, os bancos, imobiliárias e construtoras fazem uma análise criteriosa de quanto você poderá comprometer da renda familiar para pagar as prestações da casa própria. Pela nossa experiência, um bom parâmetro é não deixar mais que 30 % das despesas para este negócio, mesmo que não existam muitas exigências dos vendedores. Desta forma, você evitará aborrecimentos.

5 – Prestações intermediárias e índices de reajuste
Verifique atentamente o contrato. Se for o caso, contrate um advogado para assessorá-lo. Em geral, as empresas solicitam sinal, prestações intermediárias (balões) e outro valor na entrega das chaves. Quanto ao índice de reajuste, esteja atento para saber qual deles será adotado e quanto representarão os reajustes nas prestações ou no valor anual do imóvel.  Os valores que deverão ser pagos para a construtora antes do financiamento variam entre 20 e 30 % do total. Este valor deverá ser pago até a data de entrega da obra.

6 – Quem pagará a corretagem?
A taxa média de corretagem é de 6% (seis porcento) e quem paga é o vendedor do imóvel. Atente para este item, pois, pode ser uma boa moeda de troca na negociação, caso você tenha este recurso disponível.

7 – Valor do condomínio
Procure saber com o corretor qual o valor provável do condomínio. Hoje com empreendimentos com infraestrutura similares a de um clube é importante você deixar uma reserva para estes custos, quando for morar no imóvel. Evite surpresas!

8 – O financiamento
Avalie as diversas ofertas de financiamentos bancários. Não tenha pressa, pois, os juros podem variar muito de um banco para outro conforme o padrão da construção. Os principais bancos que operam no mercado imobiliário são : Banco do Brasil, HSBC, Santander, Bradesco, Itáu e Caixa Econômica Federal.

9 – O Contrato
Se tiver dúvida, procure um advogado. O PROCON orienta que no contrato devem constar os dados da construtora e do vendedor, valor total do imóvel, forma de pagamento ou de financiamento, periodicidade e índice de reajuste, local de pagamento, penalidades no atraso de pagamento de parcelas (a multa é de até 2%), valor do sinal antecipado, indicação da unidade privativa e garagem adquiridas (localização, confrontação, metragem total, área privativa, área comum, garagem etc.) e outras condições prometidas pelo vendedor. No contrato também devem constar o prazo para início e entrega da obra. Caso seja prevista multa por atraso na entrega, é importante que ela esteja incluída nas cláusulas do documento. Anexo ao contrato também deverá estar o memorial descritivo, constando tudo que o imóvel deverá ter depois de pronto.

10– Entrega da obra
Atualmente existe segurança na compra de um imóvel na planta, em virtude dos avanços legais do setor imobiliário. Além do patrimônio de afetação, existem modelos de estruturação do negócio que “blindam” o empreendimento, tais como as SPEs – Sociedades de Propósito Específico. Mas, se você ainda não se sentir confortável, uma forma cômoda é fazer um seguro de garantia de entrega da obra (custa de 1 a 3% do valor do imóvel). Várias empresas já possuem este seguro, principalmente se elas estiverem utilizando recursos de financiamento para a construção (exigência dos próprios bancos). Se a empresa for de capital aberto você pode acompanhar a “performance” financeira dela pela própria internet. Elas publicam balanços abertos aos acionistas, que você também pode acessar.

Seguindo estas dicas você com certeza estará mais preparado para fazer a compra certa sem arrependimentos! Bons negócios!

Fonte: Blog Edvaldo Correa

Humor – Quando o engenheiro não está na obra…

18/05/2012 1 comentário

Nossos professores já dizem, e o senso comum é claro: “quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”.

O baixo nível de instrução dos trabalhadores da construção civil atualmente, aliado ao pouco investimento no treinamento destes profissionais ocasiona inúmeras consequências no rendimento do setor. Quem nunca ouviu (ou mesmo presenciou) o caso em que o mestre de obras vem contar, todo cheio de rodeios, que colocaram a armação inteira dos pilares do lado errado? Ou que botaram água/areia demais na betoneira, e o troço “desandou”? Ou que o desnível do pavimento está mais de “um palmo”? Ou que…

Esses pequenos deslizes, ocasionados pela falta de fiscalização e gerenciamento do canteiro, geram sérios prejuízos para as empreiteiras, além do desperdício de material e risco para os trabalhadores.

Mas mesmo com todo o controle do mundo, a criatividade humana não tem limites. E alguns casos, mesmo indesejáveis no dia-a-dia, não deixam de ter um lado cômico.

Duvida do que esse pessoal faz? Veja você mesmo:

Rambo 9 – O retorno!

Piscina de ondas artificiais

Calorzinho durante o serviço?

Excelente opção de entretenimento familiar

Betoneira Kamikaze

A luta final contra a enceradeira

Pobre máquina…

São muito engraçados, e ilustram perfeitamente o que pode ocorrer na obra quando não se tem controle da situação.

Muitos desses vídeos mostram situações que possuem alto risco de se tornarem acidentes sérios. Logo, devemos, como futuros engenheiros e técnicos em segurança, ter em mente que um bom planejamento da obra gera economia de recursos e preservação da vida.

Fonte: Youtube, Blog Felipe Fuscaldi

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