Último post do ano: Apresentações e Boas Festas!

Mais um ano se finda e o grupo encontra-se em nova formação. Como de costume, uma mistura entre alunos dos períodos iniciais da graduação com outros dos períodos finais. Tal mistura proporciona um convívio bastante enriquecedor!
Dessa forma, segue abaixo o nome de cada um deles, acompanhados do período em que se encontrarão no semestre letivo 2017.1.

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Adriele Valle – 5º Período

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Bruno Salgado – 3º Período

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Cassia Freitas – 8º Período

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Diana Rubim – 4º Período

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Gabriela Oliveira – 5º Período

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Guilherme Neumann – 7º Período

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Gustavo Carvalho – 7º Período

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Isaque Souza – 5º Período

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Júlio Araújo – 6º Período

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Letícia Leal – 5º Período

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Letícia Spínola – 5º Período

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Luciano Araújo – 9º Período

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Lucas Scarton – 6º Período

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Matheus Saggioro – 7º Período

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Sarah Kirchmaier – 4º Período

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Thiago Nascimento – 3º Período

 

Nas próximas postagens, será possível identificar o autor de cada texto publicado, incluindo os recentes integrantes do grupo. Basta conferir o nome do petiano abaixo do título do texto.

Não deixe de acessar a página Sobre os autores para saber mais informações sobre os petianos que atuam no blog, como seus interesses e motivações ao participarem desta atividade.

Além desses integrantes, temos o tutor do PET Civil UFJF: é o professor Marconi Moraes, que segue sendo tutor do grupo pelos próximos 3 anos.

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Marconi Moraes – Professor do Departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária.

 

E neste mês de dezembro, aconteceu a confraternização de fim de ano do grupo, reunindo tutor, petianos ativos e petianos egressos!

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Grupo PET Civil UFJF.

 

Tomados, então, por esse espírito de festividades, o grupo PET Civil UFJF deseja a todos os leitores um Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Com a chegada do próximo ano, desejamos que se inicie um outro ciclo, repleto de paz, saúde e infinitas alegrias.

Encerramos aqui as postagens de 2016, retornando às atividades do blog em fevereiro de 2017. Até a próxima e… Boas Festas!

 

Postado em Sem categoria

III Concurso de Pontes de Papel das Escolas Públicas de Juiz de Fora

Na última semana, aconteceu o III Concurso de Pontes de Papel das Escolas Públicas de Juiz de Fora. Tradicionalmente, o projeto é organizado pelo PET Civil UFJF em parceria com o Centro de Ciências da Universidade Federal de Juiz de Fora e já obteve apoio e reconhecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em suas duas últimas edições.

E a edição de 2016 foi especial por contar com duas novidades:

  1. Presença da ArcelorMittal: Nesta edição, trabalhamos, pela primeira vez, em conjunto com a ArcelorMittal, grande empresa referência na produção de aço no Brasil e no mundo. Essa parceria possibilitou a materialização de uma das diretrizes da empresa: o incentivo à educação científica;
  2. Participação do ensino fundamental: Em virtude da parceria da empresa com a Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal de Educação de Juiz de Fora, responsáveis por escolas de ensino fundamental, os alunos do 9º ano foram os grandes protagonistas do evento.

As escolas participantes foram:

  • E. M. Cosette de Alencar, sendo representada por 2 equipes;
  • E. M. Presidente Tancredo Neves, com 4 equipes;
  • Colégio de Aplicação João XXIII, também com 4 equipes.

Segundo edital, poderiam ser enviadas até 4 (quatro) equipes por escola, com um máximo de 6 (seis) alunos integrando cada equipe.

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Cartaz de divulgação do Concurso.

 

PROGRAMAÇÃO

 

DIVULGAÇÃO NAS ESCOLAS: Na última semana de outubro, petianos e tutor do grupo PET Civil começaram a visitar as escolas, de sala em sala, para divulgar o concurso, no intuito de despertar a curiosidade de alunos do 9º ano sobre a construção de pontes de papel e animá-los a participar.

INSCRIÇÕES: as equipes tinham até o dia 11 de novembro para se inscreverem e se aventurarem nessa empreitada.

REUNIÃO DE LÍDERES: No dia 18 de novembro, no Centro de Ciências, foi realizada uma reunião entre integrantes do PET Civil e os líderes de cada equipe para melhor explicar o funcionamento do concurso e as tarefas a serem realizadas, além de breve explicação sobre alguns conceitos, como a aplicação da 3ª Lei de Newton e o esperado comportamento da ponte.

MONTAGEM DA PONTE: Nos dias 21 e 22 de novembro, também no Centro de Ciências, foi dada a largada para a construção das pontes. Os alunos tiveram 12 horas para tal atividade, de 13h às 19h em cada dia. Durante todo esse momento, foram auxiliados pelos integrantes do PET Civil e, em meio à árdua tarefa, fizeram algumas pausas e ainda tiveram lanches oferecidos pela ArcelorMittal, preparando-os para o segundo tempo.

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Alunos do Cosette de Alencar e Tancredo Neves dando início à construção das pontes.

Diferentemente da Olimpíada de Engenharia Civil, concurso realizado pelo PET Civil com estudantes de engenharia e arquitetura da UFJF, os alunos do 9º não realizaram seus próprios projetos das pontes. Cada equipe recebeu o projeto, em folha A1, desenvolvido pelo PET, com medidas e instruções.

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Projeto como “molde” da ponte a ser construída.

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Petiano Júlio dando instruções acerca da montagem.

A fim de estabelecer justas e iguais condições, todos construíram sua ponte sob o mesmo projeto com materiais fornecido pelos organizadores, apenas. Tais materiais formaram um kit contendo 2 folhas de papel cartão, lápis, borracha, réguas, tesouras, estiletes e colas-branca.

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RUPTURA DAS PONTES: Na manhã do dia 26 de novembro, sábado, o evento tem seu encerramento com a cerimônia de ruptura das pontes, realizado em anfiteatro do prédio Itamar Franco, na Faculdade de Engenharia da UFJF. Os participantes do 9º ano, pais, amigos e professores foram convidados a assistirem à etapa mais aguardada, em que poderiam saber o quão resistentes eram suas pontes.

 

O EVENTO

 

No evento de ruptura das pontes, também contamos com a presença do Elói, diretor do Centro de Ciências da UFJF, que nos ajudou em todas as edições; da Elaíne, representando a Secretaria Municipal de Educação de Juiz de Fora e do Ricardo Schmidt, gerente de Recursos Humanos da ArcelorMittal. Além disso, contamos com a presença do Tribuna de Minas, jornal da cidade e região, que acompanhou parte do evento.

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Abertura do evento com direito a palavras do tutor Marconi, Ricardo Schmidt, Elói e Elaíne. (da direita para esquerda)

Na etapa final, todas as pontes foram submetidas a um teste de carregamento, de modo a verificar qual a carga máxima suportada pelas estruturas. Antes do rompimento, cada ponte foi pesada, sendo sua massa um dos critérios de desempate. A equipe vencedora seria aquela cuja ponte suportou maior carga.

De acordo com a ordem de entrega das pontes, cada equipe se apresentou, recebeu certificado de participação e, com muito nervosismo, torceram por suas pontes. Ao final do rompimento da ponte, aplausos. Expectativas foram superadas e emoção até o final: a ponte vencedora foi a última a ser rompida!

 

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Pórtico preparado pelo PET Civil para ruptura das pontes.

EQUIPES VENCEDORAS

1º LUGAR: equipe “Unidos do XXIII”, do João XXIII (carga de ruptura: 7,910 kg)

Premiação: medalha de ouro, livro Manual do Mundo, um caderno e um kit com brindes da ArcelorMittal.

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Parte da equipe UNIDOS DO XXIII.

2º LUGAR: “Pontes GIKSMY”, do Tancredo Neves (carga de ruptura: 7,392 kg)

Premiação: medalha de prata e um jogo de xadrez.

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Alguns integrantes de PONTES GIKSMY.

 

3º LUGAR: equipe “Vamo Dali”, do Cosette de Alencar (carga de ruptura: 6,812 kg)

Premiação: medalha de bronze e caderno da ArcelorMittal.

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Equipe VAMO DALI.

Durante o evento de ruptura, foram sorteados vários brindes da Arcelor, como chaveiros, canetas, camisas e também camisa da XII Olimpíada de Engenharia Civil.

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Prêmios para os três primeiros classificados.

 

FEEDBACK’S

 

  • Dos professores presentes:

“COMO UMA PONTE DE PAPEL AGUENTARIA TANTOS QUILOS?”, questionava Jerusa, professora do Cosette de Alencar que acompanhou seus alunos durante os dois dias de montagem e na ruptura. A princípio desacreditada, depois que viu o projeto da ponte, começou a acreditar nessa possibilidade. Jerusa achou o evento muito interessante e elogiou o empenho dos alunos participantes.

  • Dos pais:

“ELA ACREDITOU MUITO EM SI. ACHO QUE VALEU A PENA TODO O NERVOSISMO E PREOCUPAÇÃO.”, comentou Francisco, pai da ganhadora Juliana. Ele ficou entusiasmado com o evento e satisfeito por ter acompanhado sua filha. Por fim, agradeceu e completou: “É uma grande oportunidade para os alunos.”.

  • Dos alunos participantes:

A aluna Tatiane, do Tancredo Neves, que se mostrou interessada desde a divulgação nas escolas, vivenciou e superou os desafios propostos. No segundo dia, sua equipe se reorganizou, soube dividir bem as tarefas e conseguiu refazer toda sua ponte a tempo. Ela gostou muito e já está aguardando os próximos concursos.

“FOI BEM LEGAL A EXPERIÊNCIA DE FAZER ISSO. NA HORA, PENSEI QUE FOSSE MAIS FÁCIL.”, comentou Vanessa, integrante da equipe vencedora.

Segundo Juliana, outra integrante da equipe Unidos do XXIII: “Como eu gosto de matemática e quero fazer faculdade de arquitetura, me interessei muito. Na hora de fazer, tivemos nossas discussões, mas todos se ajudaram. Foi muito legal trabalhar em grupo.”.

Ambas concordaram que uma das partes mais difíceis foi colar cada barrinha. Essa dificuldade já era esperada em todos os grupos, uma vez que a atenção na montagem e as técnicas utilizadas são decisivas para uma ponte resistente. Para contornar essa situação, a equipe foi atenciosa, refizeram barrinhas que não ficaram boas e só montaram a ponte no segundo dia, esperando a cola secar.

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Equipe vencedora sendo premiada.

O PET Civil gostaria de agradecer a todos os envolvidos, em especial à ArcelorMittal, que possibilitou a realização e sucesso do nosso evento nessa primeira das muitas possíveis parcerias, e parabenizar todos os participantes do Concurso! Até o próximo!

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Toda a galera que fez esse Concurso possível!

Para mais fotos da 3ª edição do Concurso de Pontes de Papel das Escolas, acesse: Álbum do Concurso

E ainda CONFIRA:

Reportagem do Tribuna de Minas: Concurso de pontes de papel reúne mais de 70 estudantes em JF

Site da ArcelorMittal: http://brasil.arcelormittal.com.br/

Site do Centro de Ciências da UFJF: http://www.ufjf.br/centrodeciencias/

Post sobre o I Concurso de Pontes das Escolas: aqui

Post sobre a XII Olimpíada de Engenharia Civil: aqui

 

 

Um exemplo vindo dos gramados

Real Madrid e Bayern de Munique ganharam camisas especiais da Adidas em parceria com a Parley for the Oceans, feitas com resíduos plásticos retirados do oceano. O uniforme do Real Madrid é totalmente branco, e do Bayern na cor vermelha. Segundo a Adidas, “para refletir a história exclusiva da camisa e o compromisso com os oceanos da Parley, os dois clubes e patrocinadores concordaram em não ter os logos visíveis para tornar as camisas o mais sustentável possível”. Como imagens de divulgação, o lateral Marcelo e o meia Xabi Alonso aparecem tomando um banho cercados de lixo na água do mar.

As novas camisas foram usadas por Bayern de Munique contra Hoffenheim no dia cinco de novembro, e Real Madrid joga com as suas contra Real Sporting de Gijón no dia 26 do mesmo mês.

Além das camisas, a linha reciclada conta com o primeiro tênis de corrida UltraBOOST Uncaged Parley. O tênis tem um design inspirado nas ondas do mar e é feito de  uma mistura de Ocean Plastic (95%) e poliéster reciclado (5%).  Cadarços, base, suporte do calcanhar e forro, também foram feitos com materiais reciclados.

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Os resíduos plásticos retirados do oceano para a confecção de tais produtos são recuperados pela intervenção e operações de limpeza de Parley em áreas costeiras das  Ilhas Maldívas, com objetivo de gerar interesse global e soluções para a ameaça da poluição plástica nos oceanos.

Parley for the Oceans é o espaço em que criadores, pensadores e líderes se juntam para aumentar a  conscientização das pessoas a respeito da beleza e da fragilidade dos oceanos, bem como colaborar com projetos que podem acabar com essa destruição. A Parley acredita que o poder de mudança está, principalmente, nas mãos dos consumidor – uma vez que ele tem a escolha – e o poder de moldar uma nova mentalidade do consumidor está nas mãos das indústrias criativas.

“Esses lançamentos representam um novo passo na jornada da Adidas com a Parley for the Oceans. Nós não somente conseguimos criar um calçado de plástico do oceano reciclado, como também criamos a primeira camisa feita 100% com resíduos do oceano”, explica Eric Liedtke, membro do conselho executivo do Adidas Group e responsável por Global Brands. “Nós não vamos parar aqui. Vamos fazer um milhão de tênis usando a Parley Ocean Plastic em 2017 – nossa principal ambição é eliminar plástico virgem na nossa cadeia de suprimentos”, completa.

“Agora não estamos pensando só em gerar conhecimento para o problema. Queremos colocar em ação e implementar estratégias que possam acabar com o ciclo de poluição de plástico para sempre. Inovação ecológica é um campo novo de atuação e com o lançamento das camisas Ocean Plastic e o UltraBOOST Uncaged adidas X Parley, nós convidamos cada consumidor, jogador, equipe e torcedor para impactar junto com a Parley e definir seu papel no meio ambiente”, afirma Cyrill Gutsch, fundador da Parley for the Oceans.

O projeto da marca para 2017 significará que pelo menos 11 milhões de garrafas plásticas retirada das áreas costeiras pela Parley Global Clean-up Network serão recicladas e repostas em produtos de elite de performance.

Fonte: Globo EsporteParley for the OceansCiclo Vivo

As grandes pirâmides e suas construções

     Ao estudar a história da antiguidade, muitas questões podem chamar a atenção, mas é inegável que o fato de seres humanos conseguirem construir com eficácia estruturas complexas e pesadas, sem o auxílio de grandes máquinas e softwares avançados, é algo fascinante.


      As grandes pirâmides possuem como principal material de construção blocos de pedras que chegavam a pesar 2 toneladas. O formato escolhido é justificado pela estabilidade característica do polígono piramidal. Contudo, ao analisar as pirâmides que ainda se mantêm intactas, encontra-se alguns aspectos que diferem umas das outras. Enquanto a pirâmide Guise no Egito é lisa, as pirâmides de Huaca del Sol no Peru e a Tigre na Guatemala possuem degraus que separam a estrutura em vários níveis.


    Desde milhares de anos atrás, muito se discute sobre a construção em si das grandes pirâmides. Até hoje, não foi descoberto exatamente todos os métodos usados pelos construtores antigos, entretanto, algumas ideias foram consolidadas.

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     Pode-se separar o processo de construção das pirâmides em 3 fases: escavação, obtenção de material e transporte. Na fase de escavação fica claro que egípcios, maias, macedônios e mongóis levavam a sério as fundações. Para evitar inclinações e desmoronamentos, buracos de estacas eram cavados em intervalos regulares ao longo do relevo, levando em conta que as laterais da pirâmide fossem paralelas aos eixos leste-oeste e norte-sul (no caso dos egípcios). Porém, havia um grande desafio pela frente: o nivelamento da construção. Atualmente, ainda não se tem certeza como o nivelamento foi executado, mas a teoria mais provável diz que os trabalhadores despejavam água nos buracos escavados e nivelavam todo o material acima da linha da água, depois repetiam o processo.

Os grandes blocos usados eram formados por granito, calcário, basalto, argamassa e tijolos de barro. A falta de ferro obrigou os trabalhadores a usarem pedra e cobre para obter e modelar os materiais de construção.

Por fim, vale ressaltar a dificuldade enfrentada na fase de transporte dos enormes blocos de pedra sem ajuda de veículos resistentes. Tratando-se dos egípcios o desafio era ainda maior, já que o solo arenoso do deserto dificultava o uso das rodas. Assim, os meios utilizados baseavam-se em trenós, embarcações e rampas.

Além de impressionar com sua vista externa, muitas das grandes pirâmides fascinam estudiosos com seus ambientes internos. Labirintos, divisão complexa de cômodos, câmaras de descarga e grandes galerias provam que a engenharia é mais antiga do que parece e sua importância sempre será grande, tanto na antiguidade quanto nos dias atuais.

 

Fonte: Ultracurioso, Kalyzatf, Revista Planeta, Sempre Tops.

Mulheres na Engenharia

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As mulheres conquistam cada vez mais seu lugar no mundo moderno. Um exemplo claro disso é a engenharia, que deixou de ser um campo de universo masculino para dividir espaço com as qualidades femininas. Turmas que antes formavam com uma ou duas representantes do sexo feminino, hoje são metade compostas por elas. Observar as bibliotecas de faculdades de engenharia cheias de mulheres é motivo de orgulho para toda a sociedade.

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Enedina Alves Marques

Voltando um pouco na história, em 1917, mesmo ano em que na Rússia o dia 8 de março consagrou-se como o dia da mulher, Edwiges Maria Becker Hom´meil entrava para a história como a primeira engenheira do Brasil formada pela Escola Polythecnica do antigo Distrito Federal (RJ), que hoje seria a Escola Politécnica da UFRJ. Vinte e oito anos depois de Edwiges, em 1945, na UFPR, formava-se a primeira engenheira do estado do Paraná e primeira engenheira negra do Brasil, Enedina Alves Marques, também considerada uma pioneira da engenharia brasileira.

Trazendo a história um pouco mais para perto, na Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1933, Marilia D’Alva Fabiano Alves torna-se a primeira mulher engenheira (geógrafa) formada pela Escola de Engenharia de Juiz de Fora e Dulce Palmer é a primeira mulher a se formar pela Escola de Engenharia como engenheira civil e eletrotécnica em 1938.  Essas são apenas algumas mulheres, dentre muitas outras de igual importância, que superaram limites para fazer história na engenharia brasileira.

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Apesar da participação feminina crescer a cada dia, alguns preconceitos precisam ser vencidos. Embora a legislação brasileira, em seu artigo 7º, inciso XXX da Constituição Federal de 1988, proíba a diferença de salários e a discriminação trabalhista relacionada ao sexo, idade, cor ou estado civil, quando se observa os gráficos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), percebe-se que a média salarial das engenheiras, no Brasil, é 14% menor que a dos homens. Além do desafio da desigualdade, aos poucos as mulheres têm saído dos escritórios e vencido o preconceito da presença delas em canteiros de obras. Afinal, o mundo precisa de mais mulheres de botina e capacete fazendo história.

Reportagem especial mostra a inserção das mulheres na Engenharia Civil

 

Fontes: Blog da EngenhariaUNOCHAPECÓ ; UFJF .

Ponte de vidro na China bate 10 recordes mundiais

Citada no post mais recente do blog, a ponte de vidro chinesa foi construída a 300 metros acima do Grand Canyon de Zhangjiajie, na cidade de Hunan. Inaugurada em 20 de agosto de 2016, a ponte tem uma vista extraordinária de montanhas íngremes, geralmente cobertas com névoa, as quais inspiraram o diretor James Cameron na produção do filme “Avatar”.

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É a ponte de vidro mais alta e a mais longa do mundo, com 430 metros de extensão, sendo 375 metros de parte suspensa. Além disso, tem a maior plataforma do mundo para bungee jumping e o balanço mais longo da Ásia. Logo, esses são alguns dos 10 recordes mundiais já alcançados por essa incrível obra de engenharia.

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Ela foi projetada pelo arquiteto israelense Haim Dotan e sua construção, que demorou cinco meses a mais que o previsto para ser concluída, custou cerca de 10,9 bilhões de reais. Para Dotan, a ponte deveria ser a mais “invisível possível, para não obstruir a visão”.

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A ponte tem 6 metros de largura e é composta por 99 painéis com três camadas de vidro em cada um. Ademais, ela une os dois penhascos do Cânion, através de quatro vigas de aço e concreto (duas em cada extremidade) que permitem a sustentação da mesma.

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Entretanto, a segurança de uma obra de tal porte era motivo de dúvida para os futuros visitantes. Com isso, antes da inauguração, voluntários foram convidados a testar a resistência da ponte. Foi permitido que eles batessem, repetidas vezes, com um martelo em um dos vidros da estrutura.  O resultado foi a quebra de apenas uma das três camadas de vidro, sendo que as outras duas ficaram intactas. Após esse teste, um carro ainda circulou várias vezes sobre esse vidro rachado e não produziu nenhum outro dano.

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A ponte é capaz de receber cerca de 800 visitantes simultaneamente e 8000 visitantes diariamente. Com isso, a China espera que Hunan aumente a atratividade turística para o parque natural de Zhangjiajie.

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Imagens Ponte da China Notícia

Ponte de Beipanjiang: a nova ponte mais alta do mundo

Não é novidade que a China seja pioneira na construção das pontes mais altas do mundo. Como já abordado anteriormente no blog (Confira o post!), 4 das 5 pontes mais altas do mundo são chinesas. Entretanto, esse dado já mudou. Em setembro do presente ano, foi concluída a obra da Ponte de Beipanjiang, que fica a 565 metros acima do rio Nizhu, no sul da China.

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Essa ponte tem 1341 metros de comprimento e irá ligar as províncias de Guizhou e Yunnan. A construção contou com cerca de 1000 engenheiros e técnicos, sendo que foi iniciada há três anos. Segundo a Televisão Central da China (CCTV), o custo da obra valor equivale a 133 milhões de euros (aproximadamente 470 milhões de reais). A inauguração para o público está prevista para o fim de 2016.

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Há poucos meses antes da conclusão dessa obra, a China concluiu outra grande construção, que recebeu o título de ponte de vidro mais cumprida do mundo.

A seguir, podemos observar o perfil do terreno em que foi construída a ponte, evidenciando o desafio da construção devido à elevada altura até o rio.

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Construir uma ponte com uma altura equivalente a um prédio de 200 andares não é uma tarefa simples, mas o relevo característico da China instiga o país a quebrar seus próprios recordes, desafiando os limites da Engenharia.

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Confira o vídeo da CCTV sobre a finalização da obra:

Fontes: Maiores Pontes do Mundo, Ponte de Beipanjiang.

AquaRio: o maior aquário da América do Sul

Com vias de inauguração no próximo dia 09 de novembro, a Cidade Maravilhosa abre as portas para uma experiência que, até então, não podia oferecer aos turistas. Localizado na Zona Portuária do Rio de Janeiro, o aquário “AquaRio” está situado em uma área cercada pelo Museu do Amanhã , o Museu de Arte do Rio (MAR) e pela praça Mauá.

A atração foi orçada em R$130 mi de reais e custeada totalmente pela iniciativa privada. Com uma expectativa de receber cerca de 1000 visitantes por hora, acredita-se que, no primeiro ano, 1 milhão de pessoas terão passado pelo local.

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A infra-estrutura é de um prédio de 5 andares, com 26 mil m² de área construída e 4,5 milhões de litros de água salgada. Em um mesmo corredor, terão 28 aquários seguidos, numa tentativa de imergir o visitante numa atmosfera semelhante ao fundo do mar, com tons azuis que variam do claro ao escuro e uma iluminação tênue.

O que mais chama atenção no projeto é um túnel que passa no meio do tanque principal. A estrutura de acrílico tem 26 metros de comprimento, 3 de altura e 2 de largura. Situada 7 metros abaixo do nível d’água, a passagem está sujeita a uma pressão de 3,5 milhões de litros de água. É possível interagir visualmente com os peixes e se sentir realmente submerso. Alguns eventos já ocorreram no local, como um desfile de moda; outros, por sua vez, são os sugeridos pelo próprio estabelecimento: como o de dormir com os tubarões; crianças a partir de 6 anos e adultos poderão dormir sob o acrílico como se estivessem deitados no fundo do oceano.

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Além dos números impressionantes, o aquário assume um caráter tecnológico que permite ao visitante criar um peixe virtual que o acompanhará por todos os lugares e disponibiliza telas led em todos os aquários para passar as informações dos respectivos habitantes. Com capacidade para 8 mil animais de cerca de 350 espécies diferentes, o local já começou a fase de povoamento e pretende inaugurar com 3 mil criaturas.

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Conversando com os museus ao seu redor, contará com instalações que alertem para a importância da preservação da fauna e sobre o impacto do ser humano nos oceanos. E, em consonância com a preocupação ambiental, os animais ali colocados são de origem da costa brasileira, onde alguns sofriam ampla perseguição por serem o pescado comum da população; dessa maneira, os tanques estarão possibilitando a preservação de algumas espécies fora do meio selvagem. No futuro, o museu/aquário terá um centro de reprodução em cativeiro que será anexado à estrutura inicial.

A água salgada dos aquários é bombeada do alto-mar por meio de navios, uma vez que a Baia de Guanabara é contaminada por metais pesados. Após canalizada e devidamente tratada, ela segue para os tanques.

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Segundo o biólogo marinho Marcelo Szpilman, o aquário conta com a função de ensinar: ensinar as pessoas sobre a importância de preservar a natureza; e, a partir do momento em que elas entenderem como o ecossistema aquático funciona e se sentirem conectadas a ele, elas terão uma perspectiva diferente no seu dia-a-dia.

Maior Aquário da América do Sul

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Estrada do Atlântico

    A Estrada do Atlântico, Atlanterhavsveien em norueguês, está longe de ser uma estrada qualquer! Além de ligar a costa continental à cidade Averøy, saltando de ilha em ilha, é um dos destinos turísticos mais procurados na Noruega.

    Sua inauguração foi em 1989, tendo um custo superior a 120 milhões de dólares. A obra teve a duração de seis anos, enfrentando durante esse período um total de 12 tempestades fortes, com registros de furacões, provenientes das intensas correntes de ar presentes no local. Durante o projeto, foi necessário levar em conta também os fortes choques do mar com a estrada em diversos pontos. Porém, atualmente, isso é um dos fatores que chamam a atenção dos turistas, que a qualquer momento podem ser surpreendidos por uma onda batendo em seu carro (Imagem 1).

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Imagem 1: Ondas quebrando sobre a Ponte do Atlântico

    Esse maravilhoso percurso, construído literalmente a beira-mar, conta com mais de 8 quilômetros, que incluem curvas peculiares (que provocam a sensação de estar em uma montanha-russa), formas atípicas, oito pontes sobre o Oceano Atlântico, além de passar por pequenas ilhas, recifes e fiordes (profundas entradas do mar no continente) que proporcionam uma paisagem inexplicável. Em determinadas épocas do ano, quando o mar está calmo, as focas, baleias e golfinhos, deixam as ondas de lado para se tornarem a atração. Tal obra harmoniza arquitetura e engenharia, chegando, inclusive, a ganhar em 2005 o prêmio de melhor construção norueguesa.

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Imagem 2: Estrada Atlântica – Rota conectando ilhas cênicas

Fonte: Estrada do Atlântico e Noruega Estrada do Atlântico

Concreto translúcido

Diante de um cenário onde as técnicas na construção civil avançam a todo momento, aumentam-se a as possibilidades de aplicações dos materiais de acordo com os desejos e necessidades dos clientes. Com o concreto não e diferente, hoje já e … Continuar lendo

Energia limpa pode ser gerada a partir do lodo de esgoto

Com  intuito de reduzir a geração de resíduos sólidos através de hábitos de consumo mais sustentáveis e propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização desses resíduos foi criada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pela Lei 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404/2010.

A PNRS define seus princípios, diretrizes, objetivos da mesma forma que seus instrumentos, distribuição de responsabilidades e a forma compartilhada da gestão dos resíduos sólidos, envolvendo Municípios, Estados, setor empresarial e sociedade civil, além de impor que empresas elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Em resposta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lançou recentemente o edital para construção de uma estação de geração de energia elétrica a partir do biogás que é naturalmente produzido durante o processo de tratamento de esgoto e com isso eliminar o volume de lodo descartado no aterro sanitário – 500 toneladas por dia. O projeto inicial deve ser construído na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barueri.

A empreitada será feita por meio de um contrato de concessão de 30 anos com a iniciativa privada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Barueri, a maior de São Paulo. Nessa ETE são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região, incluindo parte da capital. A Sabesp vai fornecer o lodo e o biogás gerados na ETE e a empresa entrará com a tecnologia para gerar energia térmica e elétrica.

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Embora esse resíduo represente em média 1% a 2% do volume total do esgoto tratado, seu gerenciamento é bastante complexo e demanda custos elevados de disposição final, além disso, após o tratamento de esgoto, o lodo é o resíduo mais valioso devido à sua grande quantidade e riqueza de matéria orgânica. Assim, o projeto pretende aproveitar este potencial para “minimizar custos e impactos ambientais”.

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O biogás é um combustível gerado no processo de biodigestão para a secagem do lodo que fica na estação após o tratamento do esgoto e pode virar energia. Só que hoje esse potencial energético é queimado na própria ETE e lançado na atmosfera, enquanto o lodo seco é transportado até o aterro de Caieiras, na Grande São Paulo, onde sofre decomposição.

Em contrapartida ao descarte de lodo no aterro usado pela Prefeitura de São Paulo, a Sabesp trata todo o chorume da decomposição do lixo da cidade. Segundo o diretor metropolitano da estatal, Paulo Massato, com o novo negócio, o lodo também poderá ser usado pelo parceiro para a produção do biogás.

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O edital prevê que nos primeiros cinco anos de concessão deverão ser gerados 5 megawatts de energia e 10 megawatts a partir do sexto ano. Essa energia é suficiente para suprir de 60% a 75% o consumo de energia da própria ETE.

Fontes: PNRS    Sabesp    Estadão    Ciclo Vivo

 

 

 

XXXIX Semana da Engenharia UFJF

Na XXXIX Semana da Engenharia UFJF, que ocorreu do dia 12 ao dia 17 de setembro de 2016, o Grupo PET Civil ofereceu algumas atividades que serão listadas abaixo:

  • Palestra Magna com Márcio Sequeira – Mola Structural Model: A maior campanha de financiamento coletivo do país

No primeiro dia do evento, o arquiteto mestre em Engenharia Civil pela UFOP, Márcio Sequeira, dissertou sobre sua experiência durante o processo de idealização e comercialização do Kit Estrutural de Mola, que inspirou o I Concurso de Mola realizado pelo PET Civil ainda este ano.

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O Kit Estrutural de Mola e o palestrante Márcio Sequeira.

A palestra foi enriquecedora e muito elogiada pelos presentes. Márcio demonstrou, por meio de sua longa trajetória até a concretização de projeto, que persistir em meio as inúmeras adversidades foi o fator principal para o sucesso do Mola Structural Model.

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O Grupo PET Civil com Márcio Sequeira.

O PET Civil agradece a sua presença e esperamos nos encontrar novamente!

  • Quiz Cultural:

Tradicional na Semana da Engenharia, o Quiz Cultural é composto de 20 perguntas sobre conhecimentos gerais de mundo, ciências exatas e humanas. As equipes, compostas por 3 participantes, tem um tempo limitado para responder as questões e assim definir a equipe melhor pontuada e, consequentemente, vencedora.

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Os vencedores ganharam pen-drives e camisas do Concurso de Pontes!

  • XII Olimpíada de Engenharia Civil – Concurso de Pontes de Papel

No dia 14 de setembro de 2016, na Faculdade de Engenharia da UFJF, foi realizado a XII Olimpíada de Engenharia Civil – Concurso de Pontes de Papel.

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O concurso propõe a construção de uma ponte treliçada, feita através de papel-cartão (disponibilizado pelo Grupo PET) e cola, que seja capaz de suportar uma carga próxima de 100N. Além disso, a ponte é julgada pelos quesitos estrutural (divisão da carga de colapso pelo peso-próprio da ponte) e estética (concede-se uma menção honrosa para a equipe que tiver a ponte e o pôster melhores avaliados).

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Exposição das pontes para votação de alunos e professores no quesito estética.

A realização de tal concurso permite que o aluno identifique na prática os conceitos aprendidos em sala de aula, tais como em Mecânica e Resistência dos Materiais. Ademais, promove uma integração entre os cursos da faculdade por meio de um trabalho que deve ser realizado em equipe.

Antes da montagem, os petianos realizam uma reunião com os líderes de cada equipe para explicar o edital e ainda oferecem um minicurso de Ftool para auxiliar no dimensionamento das pontes. Assim, após a conclusão do projeto, a montagem é realizada na faculdade sob supervisão do PET e a ponte deve ser entregue no prazo previamente estipulado.

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Montagem das pontes.

Após alguns dias dedicados a secagem da cola das pontes, o evento de ruptura foi realizado no dia 14 de setembro. A etapa final do concurso é sempre a mais esperada e atrai um grande público para a faculdade.

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Assim, cada ponte é submetida a um teste de carga para estabelecer uma lista classificatória baseada na exatidão e eficiência no projeto das mesmas. Durante a ruptura das pontes ocorreram ainda sorteios de camisas do concurso e distribuição de descontos para o Curso Alfa, a mais nova parceria do PET Civil.

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As pontes vencedoras foram:

  • 1º lugar: Palace II (carga de ruptura de 8,51 kg)

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  • 2º lugar: Cortante Zero (carga de ruptura de 8,695kg)

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  • 3º lugar: Pinguela 3.0 (carga de ruptura de 7,235kg)

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Prêmio das equipes vencedoras.

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Golden State Legends: premiada como a ponte mais bonita pelo quesito estética.

 

Para mais fotos do evento acesse a página do PET Civil  e para assistir a cobertura completa feita pela TV Integração clique no link: http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/mgtv-2edicao/videos/t/edicoes/v/competicao-movimenta-semana-da-engenharia-em-juiz-de-fora/5306430/.

O PET Civil agradece a todos que participaram da Semana da Engenharia e parabeniza os vencedores da XII Olimpíada de Engenharia Civil – Concurso de Pontes!

 

Engenharia em favor do trânsito, educação em favor da vida

Quando o assunto é trânsito, muitas pessoas não têm consciência da abordagem de profissionais especializados para que haja fluência, eficácia e segurança nas ruas das cidades. Entretanto, mesmo com inúmeros estudos para melhoria do trânsito, a população, de maneira geral, não se atenta para a importância da educação e respeito ao exercer a função de motorista, ciclista ou pedestre. Fato esse é comprovado ao se observar o número de mortos em acidentes de trânsito, no Brasil, até 2014:

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Essas estatísticas não param de subir, e trazem vários questionamentos: A engenharia não tem sido eficaz? Quais são as causas? De quem é a culpa?


  • Engenharia e trânsito:

Atualmente, há inúmeros programas no mercado que ajudam a solucionar problemas de trânsito; e os profissionais especializados desenvolvem cada vez mais melhorias através desses programas. A seguir, pode-se observar a interface de um desses programas, o Simulation of Urban Mobility (SUMO), que auxilia na simulação do trânsito a partir da criação de malhas viárias. A partir dele, é possível observar o fluxo de veículos, causa de congestionamentos e vários outras características de determinado local. Com isso, pode-se criar soluções para melhoramentos.

Além de estudos na área de mobilidade urbana, a engenharia está diretamente ligada na construção de pontes, viadutos e estradas inteligentes a fim de beneficiar a população. Em Juiz de Fora, por exemplo, a construção de novas pontes é um assunto recente, pontes essas que contribuíram para desafogar o trânsito na região central da cidade.

  • Educação e trânsito:

Mesmo com diversas ações para melhorias, as estatísticas de acidentes de trânsito só aumentam. Em Juiz de Fora, tem se visto muitas notícias de atropelamento nos últimos dias, principalmente na Avenida Rio Branco (39 atropelamentos em 2016). Esse dado leva a uma conclusão: o pedestre ou o motorista está desrespeitando as leis de trânsito. Se houvesse educação no trânsito, muitos dos acidentes seriam evitados.

No anel viário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), observa-se constantemente o desrespeito dos motoristas, principalmente em horários de pico. Muitos motoristas não enfrentam a fila pra sair do campus, e optam por furá-la, podendo ocasionar acidentes.

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A fim de conscientizar os motoristas e pedestres, todo ano é feita uma Semana Nacional do Trânsito (SNT), que conta com panfletagem e palestras que têm por objetivo colocar em prática a importância do respeito às leis de trânsito. Nesse ano, o tema é “Eu sou + um por um trânsito + seguro”. A SNT teve início ontem, 18/09, e se encerra no sábado, 25/09. A programação conta com panfletagem nas ruas da cidade e no restaurante universitário da UFJF. Além disso, alunos das Faculdades de Engenharia e Arquitetura farão “short talks” nas salas de aulas de ambas as faculdades.


Aliando a tecnologia por parte dos profissionais e a educação no trânsito por parte de todos, pode-se mudar as estatísticas em relação a acidentes e mortes. E isso não é difícil, basta que cada um comece a adotar práticas simples, mas que têm efeitos positivos imediatos.

Fontes: Acidentes de Trânsito, SNT 2016, Anel Viário UFJF

Sustentabilidade em alto nível

Na cidade alemã de Heidelberg está sendo construído o maior complexo residencial sustentável do mundo. O empreendimento localiza-se em uma área antes ocupada por um terminal de trem de carga, correspondente a aproximadamente 108,6 hectares. O Heildelberg Village, como é conhecido o complexo, terá 162 apartamentos equipados com painéis solares, varandas individuais e jardins verticais, que podem abrigar confortavelmente até 5 pessoas.

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O Heildelberg Village, foi projetado no escritório alemão Frey Achitekten com o objetivo de ser uma obra exemplar em termos de eficiência energética, utilizando vários princípios da arquitetura bioclimática.

Os apartamentos são conectados à geração de energia através de micro-usinas solares e também contam com um moderno sistema de ventilação, que adapta-se automaticamente às necessidades reais dos moradores, garantindo a eficiência energética do complexo. Os gastos com energia são de no máximo 15 kilowatts/ por hora, enquanto em apartamentos convencionais esse valor varia de 100 a 300 kWh.

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Além dos painéis solares instalados nos telhados dos prédios, o que já é habitual em outros empreendimentos, o Heildelberg Village  terá estes “geradores de energia” também nas fachadas, o que contribui para uma significativa redução no gasto energético. O presidente da Frey Architekten, Wolfgang Frey, afirma que “os painéis solares terão dupla função: produção constante de energia e arrefecimento da temperatura no verão”.

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A vegetação presente nos chamados “telhados verdes” e nas paredes dos edifícios ajudarão no controle térmico e na manutenção da qualidade do ar. A tinta utilizada no acabamento dos edifícios tem também uma função eco-friendly, por terem incorporadas em sua mistura o titânio, que será responsável por transformar uma parcela da poluição atmosférica em oxigênio e nitratos inofensivos em um processo natural .

O Heildelberg Village deverá ser finalizado até 2017, e será mais do que um simples complexo residencial, pois o projeto é de que este seja o maior complexo de casas passivas do mundo, que unirá inovação, sustentabilidade e rentabilidade .

Fontes:

Ciclo Vivo

Green Savers

 

“Liberdade Iluminando o Mundo”: a Estátua da Liberdade

A intenção em construir a Estátua da Liberdade, ou Liberdade Iluminando o Mundo como ela é chamada oficialmente, surgiu na Paris de 1865, durante um jantar na casa do jornalista e historiador Edouard de Laboulaye. Os franceses tinham como principal objetivo presentear e homenagear o centenário da independência dos Estados Unidos, além de celebrar o bom relacionamento entre eles. Ademais, a construção desse monumento ainda serviu para demonstrar a força da sociedade maçônica, visto que Fréderic Auguste Bartholdi, escultor e construtor da estátua, era um dos membros.

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Assim, em 1875, a construção da Estátua da Liberdade começou na França, sendo finalizada 10 anos depois. A parte estrutural da mesma, que foi projetada por Alexandre Gustave Eiffel (também projetou a Torre Eiffel) e por Eugene Emmanuel Viollet le Duc, foi feita de aço, similar a um esqueleto metálico. Tal estrutura está levantada em volta de um pilar centralizado, o qual sustenta as barras colocadas na diagonal usadas na fixação da casca da estátua.

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Para a casca ou cobertura usou-se 80 toneladas de cobre norueguês em forma de placas unidas por rebites, que foram batidas à mão até atingirem a configuração da imagem da previamente definida. No fim, a Estátua da Liberdade ficou com uma altura de 46,5 metros e um peso de 225 toneladas.

Para o suporte da mesma, os americanos construíram um pedestal em um antigo forte e acrescentaram uma significativa quantidade de concreto para suportar o peso expressivo da estátua.

No transporte para Nova Iorque, a estátua precisou ser desmontada e acondicionada em cerca de 214 caixas.

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Ao chegar no solo americano, ela demorou 4 meses para ser montada no pedestal erguido na antiga Ilha de Bedloe que, após receber a estátua, passou a ser chamada de Liberty Island (Ilha da Liberdade). Sua inauguração ocorreu em 28 de outubro de 1886, com direito a uma parada militar e a presença do presidente Grover Cleveland.

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Características:

  • Há uma referência ao dia da independência dos Estados Unidos na tábua apoiada na mão esquerda da estátua, que foi a razão para a construção da mesma.

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  • A silhueta da noiva de Bartholdi e o rosto de sua mãe serviram de inspiração para o escultor construir a mulher que a estátua representa.

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  • A Estátua da Liberdade já passou por duas reformas, sendo uma em 1938 e outra em 1986.

  • Ela é a escultura mais pesada que existe (Guiness Book).

  • Chegar ao topo da estátua é como subir um prédio de 22 andares, ou seja, cerca de 354 degraus (o elevador interno só vai até a plataforma, logo abaixo dos pés da estátua).

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  • É um dos pontos turísticos mais atrativos dos Estados Unidos (4,2 milhões de visitantes todos os anos).

  • O pedestal somado com a estátua tem uma altura de 93 metros.

  •  A UNESCO considera que ela é um Patrimônio Mundial da Humanidade e em 2007 foi eleita como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo.

     

     

    Estátua da Liberdade, Construção, Imagens.

Arca de Noé do Século XXI

Um dos relatos mais conhecidos na Bíblia se tornou mais real recentemente. Um grupo de criacionistas do Estado de Kentucky, nos EUA, resolveu investir na construção de uma réplica da Arca de Noé. A estrutura, que funcionará no parque temático cristão Ark Encounter, foi aberta ao público no dia 7 de Julho de 2016, com a expectativa de receber visitantes de vários países nos próximos meses.

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Para a construção da arca, buscou-se seguir fielmente as descrições bíblicas. Ela conta com 150 metros de comprimento, 25 metros de largura e 15 metros de altura. Cerca de mil trabalhadores foram contratados para a construção, sendo que seguiam algumas técnicas da era antiga, como a flexão manual da madeira. Essa é a maior estrutura de madeira dos Estados Unidos; consiste em aproximadamente 7800 m3 de madeira, sendo que a predominante é pinho.

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A expectativa do presidente do grupo responsável pelo empreendimento, Ken Ham, é grande; ele acredita que a arca será uma das maravilhas do mundo moderno. Desde que o projeto foi lançado, vários empresários se interessaram pelo potencial turístico do local, gerando mais de 80 milhões de dólares em arrecadação, dos quais 23 milhões foram doados.

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O Ark Encounter possui outras atividades para os visitantes, sendo que o objetivo da obra vai muito mais além do que deixar os cristãos mais próximos dos relatos bíblicos. O número de visitantes é muito grande desde a inauguração. Espera-se uma arrecadação que passa a casa dos milhões de dólares por ano. No site do parque, são vendidos os ingressos e passadas informações para o público. No vídeo a seguir, pode-se ter ideia da dimensão e características construtivas da famosa Arca de Noé.

 

Fontes: Ark Encounter, Arca, Imagens.

ARoS: um Museu Diferente

O Museu ARoS está localizado na cidade de Aarhus, na Dinamarca. Sua criação original data de 1859, sendo um dos mais antigos do país.Com 10 andares e cerca de 20.700 m² de área total, consiste em um edifício moderno que foi reaberto em 8 de abril de 2004.

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Com 816.468 visitantes no ano de 2015, é o segundo museu mais visitado em terras dinamarquesas e um dos maiores do norte europeu. Ele possui diversas atrações em meio às instalações artísticas minimalistas: loja oficial, café, praça na cobertura e uma passarela suspensa em forma de arco-íris.

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A cobertura que já contava com placas de energia solar, em 2007 teve um implemento fantástico. Entre 5 ideias, a ganhadora foi a do arquiteto Olafur Eliasson: ”Your Rainbow Panorama”.  A instalação é uma passarela circular suspensa 3.5 metros acima da cobertura, tem um diâmetro de 52 m, comprimento de 150 m, altura e largura internas de 3 metros. O conceito embutido é a alternância de cores das placas de vidro, seguindo o padrão de cores do arco-íris.

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A coroa permite uma visão 360° da cidade e, ao anoitecer, é iluminada por holofotes internos. O efeito criado é muito interessante e muitos garantem que o sucesso de visitações, em grande parte, se deve a essa instalação futurista.

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Outra obra do museu que chama a atenção do público por seu viés perfeccionista é “Boy” do artista australiano hiper realista Ron Mueck. O artista passou oito meses transformando um modelo de 40 cm de argila na sua obra final de 5 metros que pesa meia tonelada, adicionando apenas silicone e fibra de vidro. É de se impressionar.

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Para os que se interessam por prédios em camadas, esse também é um aspecto interessante do local. Vários lances de escada abaulados se encontram no centro e dão vista para o vão central.

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Aos engenheiros com um viés arquitetônico e aos amantes das artes esse é, com certeza, um programa para se fazer antes dos 30.

Fontes: Galileu & Cores

 

 

 

Edifício mais alto do mundo está sendo construído na Arábia Saudita

Na cidade litorânea de Jeddah, segunda maior da Arábia Saudita, está sendo construído o prédio mais alto do mundo, o Jeddah Tower, com aproximadamente 1km de altura.

Segundo um comunicado divulgado pelo governo saudita, 26 dos 200 andares já foram erguidos. A previsão é que o edifício esteja pronto em 2020 a um custo de US$ 1,23 bilhão (R$ 4,05 bilhões).

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11 de janeiro de 2016

O arranha-céu irá acomodar o observatório mais alto do mundo em uma área bruta de construção de 245.000 metros quadrados. A futura obra, de uso misto, comportará  vários escritórios, um hotel Four Seasons com 200 quartos, 121 flats e 360 apartamentos residenciais.

© Jeddah Economic Company/Adrian Smith + Gordon Gill Architecture

Os arquitetos responsáveis pelo projeto criaram o conceito de uma torre que lembrasse uma planta do deserto que brota com uma folha e ao longo do seu crescimento surgem outras. Dessa forma ao longo da torre há 3 ‘recortes’ que são andares de estrutura única que se separam a fim de que o vento passe por eles, garantindo uma maior estabilidade.

© Jeddah Economic Company/Adrian Smith + Gordon Gill Architecture

Para a locomoção pelo interior da torre serão necessários 12 escadas rolantes e 59 elevadores sendo que 1 décimo dos mesmos terá velocidade acima de 60 km/hora.

A manutenção de uma temperatura agradável será feita por sistemas de ar condicionado junto com vidros especiais que ajudam a dispersar boa parte dos raios solares.

Para garantir a segurança, existirão paredes que evitam a propagação de pequenos incêndios e galerias de contenção, que possuem sistema de eletricidade e hidráulicos próprios, além de sistemas de comunicação e enfermaria, e são capazes de suportar temperaturas consideráveis. As galerias são necessárias para conter um grande número de pessoas enquanto outras são retiradas rapidamente no prédio – sem elas haveria um grande caos na hora em que todos acessassem os elevadores ao mesmo tempo a fim de fugirem de um perigo iminente.

Segundo engenheiros envolvidos na construção, foram necessárias fundações de 60 metros de profundidade para sustentar o edifício. Caso contrário, a ação da maresia, devido à proximidade com o mar, poderia corroer sua estrutura. A empreiteira responsável pela obra também está testando diferentes tipos de concreto.

Além disso, outro obstáculo são os ventos. Para enfrentar o problema, o formato da torre não será homogêneo.”Como o formato vai mudar, os ventos vão contornar o prédio e não terão um impacto tão extremo como um bloco de concreto”, explicou , à revista americana Construction Weekly o arquiteto Gordon Gill, do escritório de arquitetura Adrian Smith + Gordon Gill Architecture, a cargo do projeto.

© Jeddah Economic Company/Adrian Smith + Gordon Gill Architecture

Levar o concreto aos andares mais altos também será um grande desafio. É provável que os engenheiros usem métodos similares aos empregados na construção do Burj Khalifa, atual detentor do título de arranha-céu mais alto do mundo com 828 metros de altura e 163 andares, onde 170 mil metros cúbicos de concreto eram bombeados por uma única bomba, normalmente à noite, quando temperaturas mais baixas facilitavam o funcionamento do sistema.

O projeto do Jeddah Tower é uma tentativa de diversificar a economia da Arábia Saudita, ainda fortemente dependente da exportação do petróleo, que responde por 75% de todas as receitas do país. E será  também um dos grandes desafios da engenharia moderna, de onde poderão surgir novos conceitos que modernizarão a construção de edifícios

Fontes:

Engenhariae

Jeddah Tower

Kingdom Tower

 

 

Parque de diversão sustentável

Buscando unir diversão com conscientização, uma empresa de entretenimento e uma empresa de energia limpa resolveram juntar forças e criar um novo conceito de parque temático na Holanda, um parque sustentável.

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A ideia é transformar equipamentos que fornecem energia em brinquedos. Visando promover aos visitantes não só o lazer, com experiências únicas, mas também informações sobre formas limpas de energia, como a eólica, que têm sofrido um crescimento expressivo.

O projeto do parque conta com atrações que não podem faltar como montanha russa, além de uma torre de queda livre de noventa e cinco metros de altura, um toboágua gigante, entre outras em um terreno de oito mil metros quadrados.

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 A proposta é uma solução para o elevado consumo de energia em parques de diversão no movimento de brinquedos, áreas úteis e de alimentação, banheiros e administração, por exemplo. Para assegurar o fornecimento de energia serão instaladas turbinas eólicas espalhadas pelo parque e painéis de energia solar para funcionamento dos restaurantes.

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Um símbolo do futuro, parque7o primeiro parque de diversão sustentável no mundo não esquece do seu objetivo educacional de contribuir na conscientização do público sobre o benefício das energias renováveis, levando isso de uma forma recreativa e prazerosa.  “Criar um
ambiente no qual as pessoas possam experimentar as energias limpas de uma forma divertida e educacional pode ser uma destas formas. E não seria engraçado dizermos aos nossos amigos que demos uma voltinha numa turbina eólica verdadeira? ”, afirmou Richard Klatten, CEO da empresa responsável pelo projeto.

Fontes: Pensamento Verde                                                                                                                     Blog da Engenharia

Materiais da construção civil em esculturas: Ben Young

O artista australiano Ben Young utiliza dois dos principais materiais da construção civil em suas esculturas: o vidro e o concreto. Há mais de 15 anos, Young desenvolve esse trabalho de maneira autodidata, devido a sua enorme paixão pelo surf e o oceano. Como consequência, o movimento das ondas é uma das características mais marcantes em suas esculturas.

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“The Beacon”

Young desenha à mão seus projetos, por meio de diretrizes do desenho técnico em 2D e, posteriormente, os transforma em 3D através do corte de cada placa de vidro e da junção de tais camadas laminadas. Assim, o trabalho desse artista se revela como sendo inteiramente manual.

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“Escape”

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“Safe Keeper”

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“Fjord”

O vidro usado nas esculturas é do tipo Float, que é um dos mais comuns, duráveis e baratos do mercado da construção civil. Assim como em obras da engenharia, o fato do vidro ser transparente, permitindo a entrada da claridade facilmente, é o que o artista mais explora em suas exibições. Por meio de uma iluminação estratégica, Young acredita que “… a luz reflete e dá a ilusão da peça que está sendo trazida à vida”.

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“Oxygen”

Atualmente, Young introduziu o concreto em suas esculturas, que é outro material básico da construção civil. Os contrastes físicos e visuais entre o vidro e o concreto, além da textura e das cores de tais materiais, foram os fatores que agradaram e motivaram o artista a fazer essa junção.

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“Detachment”

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“Suspended”

 

Para mais informações sobre Ben Young e suas obras: http://brokenliquid.com/

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Banheiros secos: vasos sanitários que dispensam uso de água

Recentemente, a falta de recursos hídricos passou a ser uma preocupação no Brasil e no mundo. Por isso, alternativas que eliminem ou reduzam o uso de água passaram a ser muito bem vindas. Um exemplo de ideia sustentável é o banheiro seco, que conta com vasos sanitários que não dependem do uso de água. Mas esse não é o único benefício desse tipo de banheiro; uma de suas maiores aplicações é o uso de resíduos sólidos como adubo orgânico.
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Há alguns modelos de banheiros secos, com níveis diferentes de complexidade. Um modelo que vem sendo difundido no Brasil é o idealizado pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC), em Pirenópolis – GO, que foi batizado como “Húmus Sapiens”.

No sistema Húmus Sapiens, os dejetos são direcionados a uma câmara de compostagem, onde ocorre a mistura dos resíduos com serragem, sendo armazenados até virarem composto. Após essa fase, esse cobanheiro seco 7mposto é levado para o minhocário, local em que vira um adubo orgânico de alta qualidade para uso agrícola: o húmus. Para cada banheiro, há dois vasos sanitários, com suas respectivas câmaras de compostagem, pois, enquanto uma está em operação, outra está armazenando os resíduos em processo de compostagem; assim, cada câmara funciona por um período de 6 meses, alternadamente. Essas câmaras são isoladas e impermeáveis, evitando contaminação.

Para instalação e bom funcionamento do banheiro seco, alguns aspectos importantes podem ser levados em conta. A saber:

  • Deve ser instalado, preferencialmente, em um local com desnível de 1 a 2m, que favorece a construção da rampa com declividade de 45º;
  • A instalação de um mictório, para uso masculino, pode ser interessante no sentido de tratar a água do lavatório juntamente com essa (e a urina) em círculos de bananeiras;
  • Após o uso, cabe aos usuários jogar serragem para evitar mal cheiro;
  • O sistema deve ser vedado corretamente, com colocação de chapas na parte superior das câmaras, portas de inspeção nessas câmaras, além de um duto para saída de gases e ar quente;
  • A pintura das câmaras de preto (absorve mais calor) e posicionamento para o Norte (recebe maior incidência solar no dia) são boas medidas para um  funcionamento mais eficaz.

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A construção de um banheiro seco se insere no fechamento de um ciclo natural e exemplifica a famosa Lei de Lavoisier: “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Transformar os resíduos em adubo para hortas, jardins, além de evitar um alto gasto de água e tratamento de esgoto são medidas totalmente plausíveis nas condições atuais.

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Muitas são as vantagens da adoção de banheiros secos, das quais se destacam o enriquecimento da terra, aumentando a fertilização e matéria orgânica, além de afastar parasitas e eliminar necessidade de adubo químico; evita poluição, com redução de esgoto e lixo orgânico; recupera a terra degradada, além de diminuir níveis de erosão no solo.

Palavras-chaves: Banheiro Ecológico, Funcionamento, Vantagens

Como alcançar seus objetivos

Durante a vida, todos as pessoas têm vários desejos, sonhos e objetivos. Conseguir uma promoção no emprego, fazer outra faculdade, abrir uma empresa, mudar a área da atuação profissional, fazer um intercâmbio…

 

Tanto as aspirações profissionais, citadas acima, quanto as pessoais, às vezes parecem impossíveis de serem atingidas, entretanto, com algumas mudanças de atitude podem se tornar mais alcançáveis. Tornar sonhos em realidade não é uma tarefa fácil, pelo contrário, é árdua demais, e para isso, é necessário sair da zona de conforto, definir uma meta, esboçar uma estratégia e depois trabalhar duro na sua empreitada. No início pode parecer assustador, as pessoas não sabem qual caminho seguir, aparecem dificuldades, porém com motivação e garra se torna mais fácil e perfeitamente possível.

Definição da meta

A primeira coisa a se fazer, é pensar na meta, que ela seja mensurável, e que tenha um prazo para o término, após é necessário colocar isso em um papel, isso deixa o objetivo mais concreto e palpável, o que dará segurança para você seguir em frente.

Exemplo: Aprender espanhol em 3 anos

Elaboração da estratégia

Traçar as pequenas etapas para chegar ao objetivo, por exemplo:

  • Matricular-se em um curso;
  • Estudar 3 vezes por semana;
  • Fazer exames de proficiência;

Note que com os exames é possível você fazer uma avaliação e saber se está no caminho certo, não é necessário esperar 2 anos para saber que o plano não funcionou, as verificações periódicas são fundamentais para o sucesso.

Abaixo estão algumas ferramentas para serem usadas durante o processo e que irão permitir você lapidar seu objetivo.

  1. Divida o projeto em partes menoresestudante-subindo-pilha-livros

Diante da complexidade do projeto, muitas pessoas se sentem assustadas e acabam desistindo antes de começar, então não importa o quão grande e difícil ele seja, quebre-o em fragmentos menores, dessa forma, você passará a enxergar tarefas mais simples, o que irá favorecer você a sair da inércia.

  1. Comece agora

A maioria das pessoas costuma empurrar os sonhos com a barriga, um exemplo clássico é o personagem Homer Simpson que diz “Por que fazer hoje o que posso fazer amanhã?”, sendo assim, o amanhã nunca chega. Com o projeto fragmentado os passos se tornam menores. E aí, Qual é o passo de hoje?

  1. Não é necessário ser perfeito

No início não busque a perfeição, apenas tente fazer e aceite que seu trabalho não é espetacular, mais tarde você poderá sempre aperfeiçoá-lo. Por exemplo, para fazer uma redação, primeiro anota-se o que será abordado, depois escreve-se os parágrafos, para finalmente fazer uma revisão gramatical no texto e corrigir algumas ideias que não ficaram claras. Depois disso, o texto se apresentará de forma melhor, mas ainda assim, não está perfeito. O que acontece é que pessoas ficam paralisadas por querer sempre a perfeição, então lembrem-se que feito é melhor do que perfeito.

  1. Manter a consistência

Não tente fazer tudo de uma vez, mais importante que isso é manter uma consistência ao longo do tempo.  Nem sempre tudo sai como o planejado, mas mesmo assim a partir de hoje você irá tomar seu rumo novamente.

  1. As pequenas vitórias devem ser comemoradas

Durante o percurso dessa sinuosa estrada, ao longo do caminho, a cada quilômetro percorrido é importante que tenha recompensas. Isso gera motivação e incentivo para romper novas barreiras.

  1. Tenha um prazo

Antes do início do trabalho, deve-se ter um prazo em mente, cada etapa deve ter um prazo definido, assim é mais fácil cumprir seu cronograma. As vezes, é necessário adiar ou alterar os prazos, principalmente diante de tarefas novas em que o tempo de realização é desconhecido. Seja realista, dessa forma se desafiará e será gratificado com as vitórias.

  1. Mantenha o foco

As pessoas geralmente tem muitos projetos, querem abraçar o mundo, isso não é o problema, mas sim o fato de tentar resolver tudo ao mesmo tempo. Dessa forma, para otimizar e manter o foco, ordene suas missões em uma lista, dê prioridade para o topo e só depois de concluir essa tarefa, passe para a próxima.

  1. O sucesso é medido por trabalho feito, não por tempo gasto

Quando você vai para a academia e passa duas horas por dia trocando ideia com os amigos, você deixa de treinar. Então, o mais importante é medir a produtividade por trabalho feito, não pelo tempo gasto. Evite perder tempo com tarefas pouco efetivas e lembre-se que o sucesso é medido pela conclusão do trabalho.

  1. Fuja das distrações

Quando as pessoas realizam tarefas que demandam concentração, muitas das vezes perdem o foco com coisas paralelas como celulares, emails e redes sociais. Ainda existem muitas outras formas de distração, cabe a você observar a sua rotina e se controlar para se tornar mais produtivo, você vai perceber que vai ganhar tempo para praticar outras atividades.

  1. Mantenha o equilíbrio

Para ser mais produtivo você tem que encarar suas tarefas como uma maratona, não um tiro de 100 metros. Ter uma rotina com hábitos saudáveis é muito importante, você deve observar fatores como qualidade da alimentação, sono e atividade física. Dessa forma, você terá fôlego para correr essa maratona.

  1. Simplifique

Faça tudo se baseando no trabalho, esforço e superação. É difícil aceitar, mas não acredite em fórmulas mágicas, atalhos e promessas, isso tudo só irá fazer você gastar seu tempo em vão.

Lembre-se, por mais difícil que seja sua trajetória, algumas mudanças de atitude te deixarão mais perto do sucesso, o que antes parecia impossível aos seus olhos pode se tornar um sonho realizado. Você é do tamanho do seus sonhos, e acredite, não há nada mais poderoso do que você. Bom trabalho!

fonte: blogdaengenharia, arsenalempreendedor 

Circuito Praça Mauá

No sábado 11 de junho, o grupo PET Civil UFJF realizou uma viagem ao Rio de Janeiro. Saímos de Juiz de Fora por volta de 5:30 da manhã e chegamos no Centro da capital fluminense perto das 10:00.13428553_1028369803898078_6120163319909648174_n13427978_1028369810564744_2112666165810159265_n (1)33b8806e-67bd-41aa-a25c-9c19a212c6ab

O objetivo principal da viagem era realizar uma visita técnica ao Museu do Amanhã, situado na Praça Mauá.2fc71b65-660e-427f-abb8-87ae4f615aa9

Logo na entrada, surpreende-se com a magnitude da estrutura metálica em balanço que serve de cobertura para os turistas durante a fila de entrada. Uma professora de arquitetura que estava realizando a viagem também explicou que a concepção da estrutura metálica de cobertura tem o design de modo a maximizar a captação de luz solar e, assim, gerar energia para o museu. Além disso, a construção, cerceada por espelhos d’água, remete a um navio que adentra o mar.

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Nós petianos fomos uns dos primeiros a entrar e não enfrentamos muitas filas. A primeira atração foi um simulador, em que, deitados no chão, pudemos assistir a um vídeo de 8 minutos que versava sobre o Cosmos.  d80d19f7-3d75-454f-9f3b-fe6a0b6bcbf4

Em seguida, a exposição assumia um caráter extremamente tecnológico e interativo; entre ambientes na forma de cubos e bancadas eletrônicas, era possível absorver a mensagem passada pelas instalações. Dentre as atrações que mais chamaram a atenção, está o quiz em que era possível calcular a Pegada Ecológica de cada um e ver como seria possível reduzi-la.

No fim do andar superior, passamos por telas extremamente elevadas, da maneira dos anúncios da Times Square, nas quais vimos os impactos da ação humana no planeta como um todo; entramos na “Oca”, que representava a parte do “Nós” e, por fim, chegamos no mirante em que se via a Estrela do Amanhã, as águas da Baia de Guanabara e a Ponte Rio-Niterói.3a1c26bb-3fbe-42bf-a4bc-e15f956ab1526840e41f-5777-4dc6-8c7a-0a7c9ec26afa

No andar de baixo, estava ocorrendo a exposição de Santos Dummont com um cunho bem sofisticado: havia uma esteira ilustrada com mapas no centro e aviões suspensos que davam a ideia do movimento; além disso, cerca de 50 pequenos aviões moviam-se por engrenagens e roldanas ao redor de todo o teto; para os mais criativos tinha como fazer seu próprio aviãozinho de papel, subir uma escada e lançá-lo em uma pista de voo.49b854f3-9231-4662-a784-48affe3b5818

Aproveitamos o intervalo para saborear um Food Truck na própria praça e, logo depois, fomos no Museu de Arte do Rio, ainda na praça. O MAR é intrigante; uma cobertura única em forma de ondas interliga dois prédios e remete ao movimento das águas. Pudemos ter contato com as exposições que ocupavam 4 andares. Essas tinham um cunho mais literato e, através de palavras ou artes visuais, passavam mensagens pertinentes. Uma em particular que chamou a atenção foi a que abordava a questão da violência na cidade e algumas das cenas exibidas eram bem fortes e faziam o público refletir bastante sobre a realidade.be1bf176-8558-47b3-b54a-bb0566cd2827

Ao fim da segunda visita, ficamos esperando a van de retorno sentados na Praça Mauá enquanto os jovens andavam de skate e uma banda de rua ecoava ao longe.

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Veja o mundo através de vidros inteligentes

O vidro é um dos elementos mais comuns na construção civil e, por isso, agrega grande valor e importância às edificações. Apresenta diversas aplicações, tais como: esquadrias, pisos, escadas, prateleiras, fachadas de prédios e residências e outras atribuições decorativas (vide montagem abaixo).

Aproveitando a versatilidade desse material, somos convidados a conhecer uma inovação para uso do vidro: o “SmartGlass” (também conhecido como vidro inteligente, vidro polarizado ou vidro privativo).

Ele apresenta uma tentativa de revolucionar o modo como as pessoas e ocupantes de determinados ambientes se adaptarão ao seu uso. Mais do que isso, será possível perceber como o vidro poderá se adaptar de acordo com as situações impostas.

“A ideia é trazer dinamicidade aos painéis (como em janelas), assim como o sol também é dinâmico.”

Há, no mercado, várias marcas e indústrias que fabricam tal tipo de vidro, variando nas suas vantagens e funcionalidades. Aqui serão apresentados alguns interessantes.

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SmartGlass usado para trazer privacidade às divisórias de ambientes, como em salas de reuniões, de estudos.

 

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SmartGlass usado para atender o quesito segurança da exposição de um automóvel numa loja.

 

O QUE É O VIDRO INTELIGENTE? E COMO FUNCIONA?

 

Os vidros inteligentes pertencem a uma família de vidros especiais que permitem controlar a privacidade do ambiente com um simples apertar de botão ou toque na superfície.

São capazes de mudar, instantaneamente, do transparente para o opaco (e vice-versa), de modo preciso e uniforme, após receberem um impulso elétrico.

O porquê dessa transformação deve-se à sua composição por um display ultrafino colocado entre duas camadas de vidros laminados¹ (ou lâminas de vidro), além dos condutores de eletricidade.

Nas tecnologias “Intelligglass”, “PDLC Smart Film” e “MDV-switch”, tal display é composto por partículas suspensas em cristal líquido² em repouso. No modo desligado, sem passagem de corrente elétrica, o vidro permanece opaco e as partículas suspensas se encontram em orientação aleatória. Quando se tem a passagem de corrente, no entanto, essas partículas orientam-se de tal maneira que permitem a passagem de luz, tornando o vidro transparente (modo ligado).

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Componentes de um vidro inteligente.

 

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Sistema de funcionamento dos mecanismos do SmartGlass.

 

Pela tecnologia “SPD – SmartGlass”, o funcionamento é parecido com o das tecnologias anteriores, através de alinhamento e desalinhamento das moléculas de partículas suspensas. A diferença se dá pela presença de SPD (Suspended Particle Device), com a possibilidade de controlar a quantidade de luz, brilho e calor que passa através de vidros ou produtos plásticos.

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Funcionamento do SmartGlass com tecnologia SPD.

 

VANTAGENS E CARACTERÍSTICAS:

  • Rápido tempo de acionamento: mudança de transparente para opaco (e vice-versa) em fração de segundos;
  • O vidro com MDV-switch também pode ser controlado por controle remoto, sensor de presença, timer, aplicativo no smartphone e fechadura de portas;
  • Proporciona privacidade e segurança;
  • Quando opacos, tornam-se ótimos espaços para retroprojeção de imagens e vídeos;

 

Nessas fotos, temos o SmartGlass como espaços para projeção.

  • Possuem excelente durabilidade (para o MDV-switch, são mais de 3 milhões de computações – liga/desliga);
  • Apresentam tamanhos customizados, dependentes da utilidade. É possível reunir painéis para criar uma fachada de vidro;

 

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  • Podem ser usados em ambientes internos e externos;
  • Manuseio simples e seguro e instalação muito parecida com a de um vidro laminado comum;

 

Quantas vezes não ouvimos reclamações sobre a claridade ou reflexo da luz atrapalhando nossa leitura do quadro em uma sala de aula?

É sabido que as persianas não são tão eficientes, além de possuírem pouca durabilidade. Assim, os vidros também se mostram úteis ao eliminarem a necessidade de usar fechamentos (como brises, persinas, cortinas) evitando, também, as sombras.

Outra forma de aproveitarmos a luz natural, essencial para a condição humana, e a vista panorâmica de determinados ambientes.

O vidro com tecnologia SPD é, ainda, eficiente energicamente e controla a temperatura. Por meio de “controle dinâmico dos raios solares incidentes sobre as janelas/fachadas”, há grande redução do consumo de energia elétrica (mais de 25%) comumente utilizada para ventilação, iluminação e ar condicionado. É, portanto, um aliado da sustentabilidade.

O SPD também permite um conforto térmico, pela possibilidade de gerenciar luminosidade e calor, sem contar com o “vidro dimerizável”, com mudança do grau de transparência do vidro.

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O preço varia conforme, por exemplo, as dimensões do vidro, utilidade, necessidade de blindagem. É preciso entrar em contato com as respectivas empresas e responsáveis para mais informações.

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Aqui estão apresentadas algumas especificações técnicas do SmartGlass, que variam de acordo com o modelo, sendo SPD e MDV-switch, respectivamente.

Por fim, para nos impressionarmos ainda mais, há outras aplicações para o vidro inteligente, além da arquitetônica.

É possível usá-lo em janelas de aeronaves, barcos e trens, teto solar de veículos, porta e visores de refrigeradores, vitrines, entre outras, como mostraremos a seguir. Fica a dica!

Nas fotos acima, temos um fantástico exemplo disso. É possível perceber a inovação dos vidros inteligentes sendo aplicada na esfera da arte e entretenimento. O SPD Smart Glass contribuiu em muito para a proteção de artefatos delicados e centenários que são prejudicados com a exposição à claridade, minimizando esses efeitos.

O visitante aperta um botão e tem 60 segundos para visualizar e apreciar tal peça. Após esse tempo, o display de vidro escurece automaticamente. As peças se encontram no Brooklyn Museum, no bairro Brooklyn, em Nova Iorque/EUA.

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¹ O vidro laminado é uma alternativa para segurança, apresentando resistência a quebras e impactos comparável à do que o vidro temperado. O nome deve-se à sua formação por duas lâminas de vidro coladas por uma película de PVB (Polivinil Butiral).

 

² Os cristais líquidos, aparentemente estranhos, estão em muitos utensílios que usamos diariamente, como em telas de notebooks, relógios digitais, CD players e outros equipamentos eletrônicos. São os famosos LCD’s (liquid cristal display, ou display de cristal líquido). Encontram-se num estado intermediário em relação ao sólido e líquido, pois as partículas sólidas se permitem mudar para uma orientação específica a fim de ativar o procedimento do vidro inteligente. E também são muito sensíveis à temperatura.

 

Intelligglass        PDLC Smart Film        MDV-switch        SPD-SmartGlass     SmartFilms

Vidro laminado      Cristal  líquido       Vidro inteligente no museu

Obra monumental entra em sua última década de construção e encanta com vídeo futurista

Após 134 anos, desde a criação do projeto, o Templo Expiatório da Sagrada Família, popularmente conhecido como Basílica da Sagrada Família, localizada em Barcelona, Espanha, dá início a fase final de seu plano. O ano de inauguração da obra completa foi especialmente escolhido para 2026, data que marca o centenário da morte de Antoni Gaudí, arquiteto catalão idealizador da obra, pelas mãos do qual, o grandioso e delicado templo nasceu, tendo como fonte de inspiração o próprio catolicismo e a natureza.

Marcado pelo estilo arquitetônico gótico, a basílica chama atenção pela altura – considerada uma das mais altas construções religiosas do mundo –  e pela enorme quantidade SAGRADA FAMILIA CEL 002de torres, num total de dezoito até o final, das quais doze são de cerca de 100 metros representando os apóstolos de Jesus. Das outras seis mais altas, quatro representam os evangelistas, uma a Virgem Maria e a maior, de 172,5 metros de altura, representa Jesus Cristo. Seguindo o padrão da arquitetura predominante nas robustas catedrais do cristianismo ocidental, tem seu formato em cruz latina, com cinco grandes naves centrais, atravessadas por um transepto de três.

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O templo conta com três fachadas denominadas Fachada da Paixão, Fachada da Glória e Fachada da Natividade. Esta última está dividida em três pórticos, dedicados as virtudes, sendo eles: Pórtico da Esperança, Pórtico da Caridade, Pórtico da Fé, além da Árvore da Vida. Sobre a iluminação, o projeto priorizou a luz natural com muitos vitrais, criando um ambiente multicolorido, sereno e tranquilo espiritualmente.

 

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Em termos geométricos, Gaudí tomou como exemplos, formas específicas, que combinadas, dariam um toque único e especial ao templo. Destacam-se a forma hiperboloide nas janelas e torres; paraboloide nas abóbadas, tetos e sacristia; helicoidal nas escadas; elipsoides nas colunas; cônicas nas fachadas e telhado, entre outras. Em relação às proporções, o arquiteto não economizou nas relações simples entre as partes de maior e menor dimensão, usando relações como 1 a ½, 1 a 2/3,  1 a ¾, e etc., além de séries numéricas para o cálculo de alturas, larguras, comprimentos e diâmetros das diversas partes do templo.

 

 

Os materiais usados levam junto a característica do local em que foi implementado. Nas torres, destaca-se a Pedra Montjuïc arenosa, comum em muitas edificações em Barcelona, mas que tem passado por um momento de escassez, sendo que atualmente sua maior fonte vem da demolição de prédios antigos. Devido a esse problema, o granito e outras pedras arenosas aparecem como opção a essa substituição. Como técnica construtiva, a abóbada catalã caracteriza-se por duas ou três camadas de tijolo ou telhas para criar uma estrutura muito mais resistente.

 

A tecnologia também tem acompanhado a obra, com a utilização de computadores para o corte de pedras, assim como a modelagem de poliéster e fibra de vidro. A segurança é primordial em construções desse porte, com todos os equipamentos e auxiliadores necessários para um trabalho livre de incidentes.

 

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Pelas dificuldades e especificidades durante a realização da obra, a Sagrada Família é hoje considerada um laboratório a céu aberto, já que desde o planejamento e concepção por Gaudí, como a construção por partes, ela tem superado obstáculos, como a paralisação durante a Guerra Civil Espanhola de 1936 e inovado na forma construtiva. O vídeo abaixo, disponibilizado pela própria Fundação, mostra um pouco do que podemos esperar da reta final dessa obra que marcará para sempre a história dos templos religiosos e da grandiosidade da engenharia e arquitetura, capaz de atravessar séculos.

 

 

Fonte: Sagrada Família e Wikipédia

Canais do youtube para engenheiros

A disseminação da informação e do conhecimento tem se dado de forma cada vez mais dinâmica e rápida. Em qualquer lugar é possível estudar, aprender coisas novas e descobrir curiosidades sobre o mundo. Sendo assim, nada melhor para isso do que uma rede onde se possa buscar variados conteúdos, com apoio visual para explicações e links de referência para a pesquisa. Pensando nisso, pontuamos cinco canais do youtube onde é possível ter contato com diversos temas de engenharia.

O primeiro canal é o “Clube da engenharia“, nele encontramos curiosidades, novidades e matérias de renome referentes ao campo.

Clube da engenharia

O segundo é o “David Bim“, que disponibiliza vídeo aulas e tutoriais de Bim.

david bim

Seguindo, e com um enfoque parecido, o canal “Canal da engenharia civil” também nos trás tutoriais de como utilizar certos programas para desenhos e cálculos estruturais.

Canal da engenharia

Em quarto, temos o canal “Vida engenharia” que aborda conhecimentos técnicos de forma simples.

Vida engenharia

E como ninguém é de ferro, um canal feito por um engenheiro para o público em geral, de muito sucesso, com enfoque no entretenimento. “Zangado

Zangado