O Uso de Geossintéticos no Encamisamento de Colunas de Fundação em Aterros sobre Solos Moles

Solos moles são comumente renegados no setor de infra-estrutura devido à sua baixa resistência e alta compressibilidade. Nos últimos tempos, tendo em vista o crescimento populacional, não se pode criterizar demasiadamente a escolha da área de uma futura obra, o que é um dos componentes primordiais para a Engenharia Civil: o espaço. Dentre os tratamentos mais utilizados para solucionar tal problema está o uso de geossintéticos no encamisamento colunas granulares (de areia ou brita) sobre o solo a ser tratado.

Pela NBR 7250, constata-se que solo mole é aquele “solo predominantemente argiloso, com o valor do N-SPT entre 3 e 5”. (Ver mais sobre esse ensaio em: Sondagem de solos: ensaio a percussão (SPT)). É um solo sedimentar, geralmente de origem aluvionar, o qual sofre adensamento em quase todos os casos, necessitando de transporte de solo para o aterro – escolhido da jazida com menor distância média de transporte (DMT).

 

Boletim de Sondagem SPT

Exemplo de perfil de sondagem à percussão

Para construir um aterro são necessárias investigações geotécnicas (de campo e de laboratório) e análises de estabilidade e recalque, de acordo com o tipo de aterro a ser feito. Tais obras devem ser executadas seguindo, rigidamente, os critérios de execução. Corre-se o risco de insucessos nas fases de projetos e de execução da obra e, fatalmente, na operação da rodovia, por exemplo.

Vista

Vista de área de solo mole (fundação) que receberá um aterro de rodovia

Construção de aterro

Construção de um aterro: 1- Lançamento do material proveniente de jazida;
2- Acerto do material com trator de esteira; 3- Acerto da superfície a ser compactada; 4- Umedecimento do material (eventual); 5- Compactação final do aterro.

A TÉCNICA DAS COLUNAS ENCAMISADAS COM GEOSSINTÉTICOS

Desenvolvida pelas empresas alemãs Möbius e Huesker Synthetic, em 1994, a técnica tem como ideia principal criar uma alternativa mais eficiente para a contenção de aterros em solos moles. Dentre suas vantagens estão a capacidade de carga, a boa manutenção e a alta durabilidade. A técnica GEC surgiu para solucionar a alta taxa de recalque do aterro e o deslocamento lateral das colunas de material granular.

CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS

– limitam o deslocamento lateral da areia ou da brita;

– servem como filtros e drenos verticais;

– permeáveis, não impedindo o fluxo de águas subterrâneas (vantagem ecológica);

– atendem os padrões e as especificações, garantindo uma alta qualidade de Engenharia;

– transferem as cargas do aterro para o estrato estável.

Para um geossintético ser selecionado para encamisar tais colunas, devem ter as seguintes características:

– alto módulo de elasticidade;

– baixa propensão para deformação;

– alta permeabilidade;

– baixa danificação na instalação;

– alta resistência química e biológica.

Aterro

Sistema completo do aterro com colunas encamisadas

Módulo de elasticidade

Gráfico Tensão Normal x Deformação: Conceito de Módulo de Elasticidade (E)

Abaixo, figuras que mostram o geossintético e a coluna já encamisada:

Geossintetico

Geossintético

Coluna

Coluna encamisada com geossintético

Outras informações sobre essa especialidade da Engenharia Geotécnica também se encontram nesse blog em: Aterros Estruturados.

FONTES: Geotecnia de Fundações – UFJF, Huesker Synthetic, Möbius,   Pavimentação em Terrenos de Solos Moles.

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Dia 20 de Novembro, dia da Consciência Negra

É inegável que o preconceito racial existe desde longa data, principalmente no Brasil, país escravocrata. A história do povo africano, sempre envolvida com muita luta e resistência teve seus destaques, foi o caso de Zumbi.

Zumbi era líder do Quilombo dos Palmares, refúgio este que foi considerado o maior na história da escravidão do Brasil. Ele lutava pela liberdade e valorização da cultura de seu povo. Em 20 de Novembro de 1965 ele foi morto, defendendo sua comunidade. Desta maneira, em 2003, foi definido o dia da Consciência Negra, com objetivo de proporcionar reflexão sobre a história e importância da cultura africana, assim como o impacto que deixaram na identidade de cultura brasileira.

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Figura 1 – Zumbi dos Palmares

O feriado no dia 20 de Novembro é facultativo, ou seja, a cidade opta por paralisar as atividades ou não. Mas, independente da adesão ao feriado, vale sempre relembrar as contribuições da cultura africana em nosso dia a dia. Dentre essas pode-se citar:

  • Capoeira: Arte Marcial Afro-brasileira;
  • Culinária: Feijoada, Vatapá e Acarajé;
  • Instrumentos: Afoxé, Berimbau e Agogô;
  • Religiões: Candomblé e Umbanda

 

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No que diz respeito aos negros na engenharia tem-se Enedina Alves Marques, como a primeira mulher negra a se formar em engenharia, estado do Paraná. Já o primeiro homem negro a se tornar engenheiro foi André Rebouças, no Rio de Janeiro. Atualmente a porcentagem de negros em universidades é de 12,8%.

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Campanha da UFJF no dia da Consciência Negra

 

É preciso uma pausa para reflexão sobre as condições do negro na sociedade, reflexos do período da escravidão, saber entende-las e respeitá-las. No dia da consciência negra e em todos os outros dias é preciso saber que somos todos iguais!

“Empatia: Que tomemos consciência da importância da força dos negros na formação da sociedade em que vivemos, e que essa consciência incentive o respeito, a empatia e a igualdade.”

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Séries de TV que todo engenheiro deveria assistir

Sabe-se que a rotina de engenheiros e estudantes de engenharia não é nada tranquila. Está cada vez mais difícil encontrar tempo disponível para atividades de lazer. Entretanto, é importante ter consciência da necessidade de dar uma pausa no trabalho e estudos de vez em quando, para relaxar e abrir a mente. Uma boa pedida para os fins de semana é assistir uma série de TV que entretenha e descanse a mente dos telespectadores.

A populariadade das séries de televisão cresce a cada ano com a ascensão da TV a cabo e de provedores via streaming, como a Netflix, HBO Go e Netseries. E muitas pessoas já possuem suas séries favoritas como meios de inspiração profissional, assistindo situações empolgantes ou espelhando-se em personagens emblemáticos. Atualmente, todo mundo tem aquele amigo profissional ou estudante de Direito que é alucinado com a série “Suits” ou aquele familiar com vocacão para Medicina que não perde um episódio da série “Grey’s Anatomy”.

Portanto, chegou a hora de sugerir algumas séries que possam agregar de alguma forma a vida do engenheiro civil ou estimular o estudante a encarar a difícil caminhada que é o curso de engenharia.

No topo da lista, encontra-se a série Extreme Engineering (Megaconstruções), que retrata em 6 temporadas alguns desafios enfrentados pela construção civil, mostrando a evolução do homem, que ao longo dos anos adquiriu a necessidade de construir cada vez com técnicas mais elaboradas. Imagine levantar do zero, em apenas sete anos, um dos aeroportos com maior demanda do mundo. Esse foi o desafio dos engenheiros responsáveis pelo novo aeroporto internacional de Hong Kong, o Chep Lap Kok, que foi retratado em um dos episódios da série. Além disso, o programa da Discovery Channel trata de temas como o novo canal do Panamá e a ponte de Gibraltar (estreito que liga o Mar Mediterrâneo, Oceano Atlântico, oeste europeu e o norte da África).

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Outra série a ser citada é o grande clássico do Discovery Channel, MythBusters. Dois especialistas em efeitos especiais comprovam a veracidade de mitos da sociedade. Eles testam e provam se os mitos são verdade ou mentira. É uma série que literalmente desafia as leis da física. Os apresentadores do programa usam elementos do método científico para testar a validade de rumores, cenas de filmes, provérbios, vídeos da internet e histórias novas e antigas.

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Por último, mas não menos importante, Prison Break é uma série para os engenheiros e futuros engenheiros que não são muito fãs de séries de documentários, preferindo uma boa e intrigante trama. O personagem Michael Scofield une o seu alto QI com o curso de Engenharia Civil para conseguir fugir de várias prisões americanas e internacionais, além de improvisar diversas armas. O que ele faz é checar algumas plantas de prédios, bem como as suas estruturas de aço, misturar algumas substâncias químicas e pronto, lá estava ele escapando novamente de mais uma prisão! [ALERTA DE SPOILER] Na primeira temporada, o engenheiro tem o grande desafio de fugir de uma prisão que ele próprio projetou e uma de suas estratégias e tatuar o projeto da prisão em todo seu corpo. A série da FOX atingiu grande sucesso e pode ser assistida pela Netflix ou comprando o boxe com todas as 5 temporadas.

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Fonte: Construct; Discovery; Netflix.

 

Sustentabilidade x Construção Civil: os destaques brasileiros

                Não é novidade para nós que a área da construção civil tem fundamental importância quando o assunto é desenvolvimento de um país. Todavia, esse setor é um dos que mais consome recursos naturais e, infelizmente, um dos que mais produzem resíduos também. Sendo assim, ao buscar uma forma de amenizar os impactos gerados por ele, a noção de sustentabilidade nas construções vêm crescendo de forma considerável, atingindo cada vez mais pessoas.

                No Brasil, o conceito tomou tamanha proporção que hoje somos considerados o 4º país, num total de 165, com maior número de construções sustentáveis com certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Ao todo, são 1.226 projetos registrados e, dentre eles, 404 já são certificados. Vale ressaltar ainda que a certificação depende do número de pontos adquiridos pela obra, os quais são distribuídos mediante alguns quesitos específicos. Assim, a pontuação varia de 40 a 110 pontos e, dependendo da quantidade acumulada, a construção pode obter os seguintes selos:

  • Selo LEED Silver, para edificações com mais de 50 pontos;
  • Selo LEED Gold, para empreendimentos com pontuação superior a 60;
  • Selo LEED Platinum, para edificações que conquistaram mais de 80 pontos.

                  Vamos conhecer então as seis edificações mais sustentáveis do nosso país:

1. Bairro Jardim das Perdizes: localizado em São Paulo, é considerado o primeiro bairro da América Latina a possuir o Processo Aqua-HQE. Isso significa que a obra é um exemplo de redução do consumo de água, de energia e de matérias primas. Ele conta ainda com um melhor aproveitamento do vento e da iluminação natural para garantir a eficiência energética, além de possuir vagas na garagem para carros híbridos e elétricos. Durante sua construção, evitou-se que mais de mil de caminhões circulassem pela cidade, já que toda a movimentação de terra restringiu-se à área interna do terreno. Vale ressaltar também que a vasta área verde presente no local não só embeleza a paisagem, mas também contribui para a sustentabilidade.

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                 Figura 1: Bairro Jardim das Perdizes

                Depois de todo o planejamento e preocupação para elaboração e execução do projeto, ele recebeu o prêmio de vencedor da categoria Sustentabilidade do 20º Prêmio Master Imobiliário.

2. Edifício Eco Berrini: também localizado em São Paulo, o edifício conquistou o selo LEED Platinum e o prêmio de destaque do ano Smacna Brasil 2011. Construído pela Hochtief em parceria com o escritório Aflalo & Gasperini Arquitetos, ele economiza 40% de água e 30% de energia: para isso, suas fachadas são compostas por vidros voltados para leste e oeste, os quais permitem maior iluminação dos ambientes internos; além disso, o controle de vazão de ar condicionado e de ar externo permitem ambientes aconchegantes com menor gasto de energia.

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Figura 2: Edifício Eco Berrini

3. EcoCommercial Building (ECB): o edifício, além de receber o Leed platina por utilizar mais de 20 conceitos e tecnologias ecoeficientes, recebeu também o prêmio “Melhores Práticas Globais em Construção Verde” no Fórum Global sobre Assentamentos Humanos (GFHS – Global Forum Human Settlements). Isso se deve ao conjunto de características que promovem um ambiente sustentável, dentre as quais podemos citar: presença de painéis de energia solar, isolamento térmico em tetos e ventilação natural em todos os espaços; houve reciclagem de 97% dos resíduos na construção e as árvores nativas foram conservadas.

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Figura 3: EcoCommercial Building (ECB)

4. Edifício Eurobusiness: localizado em Curitiba, vários aspectos presentes no edifício fizeram com que ele fosse o primeiro empreendimento do sul do país a obter o selo LEED Platinum. Dentre estes aspectos, temos: redução de 50% no consumo de energia e 80% no de água comparado com um edifício convencional; utilização de elevadores inteligentes, os quais devolvem a energia gerada pelo equipamento para a rede elétrica local; presença de ar-condicionado que utiliza o calor residual do arrefecimento para aquecer água ou fornecer calor a outras divisões.

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Figura 4: Edifício Eurobusiness

5. Estádio Mineirão: apesar de muita gente já conhecer, poucas sabem que essa obra possui o selo LEED Platinum. Um de seus destaques é a área de iluminação: além de consumir 30% menos do que em outros estádios, uma usina fotovoltaica foi instalada na cobertura do estádio, a qual é capaz de captar energia solar e transformá-la em energia elétrica (o volume gerado equivale ao consumo médio de 1,2 mil casas!). Além disso, o estádio conta com reservatórios com capacidade de armazenamento de 5 milhões de litros de água das chuvas, o que gera uma redução de até 70% no seu consumo de água.

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Figura 5: Estádio Mineirão

6. Centro Integrado Fleury Ponte Estaiada: o local está instalado no edifício Tower Bridge, em São Paulo, o qual possui selo LEED Platinum devido às tecnologias presentes que garantem redução no consumo de energia e de água. O projeto, que também dispõe do selo LEED Platinum, tem foco na iluminação: como a necessidade do uso de lâmpadas é constante, apostou-se na aplicação de lâmpadas de LED. Além disso, outras características revelam o caráter sustentável do ambiente: 100% dos equipamentos de ar condicionado e ventilação possuem alta eficiência energética e medidas adotadas no uso de água potável contribuíram para redução de cerca de 40% do consumo total.

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Figura 6: Centro Integrado Fleury Ponte Estaiada

              A partir dessa breve análise das construções, percebemos que o Brasil está avançando na área de sustentabilidade, mas que muito ainda pode ser feito. Assim, devemos sempre buscar novas tecnologias e recursos para que o ramo da construção civil não seja mais reconhecida como “inimigo” do meio ambiente, mas sim exemplo a ser seguido.

Como elaborar Laudos Técnicos de Inspeções Prediais

Após a ocorrência de inúmeros acidentes em edificações, seja por falta de manutenção, obras sem acompanhamento técnico e/ou ausências de vistorias periódicas, várias cidades já apresentam em suas legislações a obrigatoriedade de realizar, de tempos em tempos, uma Inspeção Predial denominada Laudo Técnico, a ser elaborado por um profissional capacitado.

 

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Figura 01: Desabamento de dois edifícios no centro da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia que investigou o caso, o que provocou o desabamento foi uma reforma mal executada.

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Figura 02: Acidente no Edifício Senador Derla Cardoso na cidade de São Bernardo do Campo – De acordo com laudo técnico, o acidente foi provocado por falha na impermeabilização da cobertura.

 

A elaboração de um laudo técnico exige do profissional muita propriedade no que ele observa, analisa e descreve. A observação deve ser crítica e sucinta para que não passe despercebido algum ponto de relevância. Para respaldar as análises, muitas vezes se faz necessário o emprego de ensaios tecnológicos, algo que o perito deve orientar e interpretar.

Além disso, soluções para os problemas encontrados necessitam serem relatadas considerando a segurança das construções e dos usuários, a qualidade dos procedimentos, o emprego de materiais adequados e a economia para o cliente, indicando o melhor custo benefício para o mesmo. Visto a responsabilidade deste profissional, é de suma importância que eles estejam sempre atualizados com as técnicas aplicadas, materiais e equipamentos utilizados no mercado, e com as normas e leis que regulamentam este trabalho.

 

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Figura 03: Modelo de Laudo Estrutural – DISA Engenharia & Consultoria.

 

A NBR 13752 – Perícias de Engenharia na Construção Civil é o documento que regulamenta as inspeções nas edificações. O objetivo da norma é orientar ao perito quais são as diretrizes, conceitos, critérios e procedimentos para a elaboração do parecer técnico. Neste sentido, o profissional que elabora o laudo tem por obrigação transcrever um relatório claro e objetivo, a partir dos pontos observados e de sua finalidade proposta.

 

Componentes para a elaboração de um Laudo Técnico:

INTRODUÇÃO

– Descrição da construção indicando suas características construtivas, idade, endereço, grau de agressividade do local onde ele se encontra, além de informações relevantes identificadas pelo perito;

– Classificação do objeto da inspeção;

– Croqui de situação.

– Data

DESENVOLVIMENTO

– Determinação e descrição dos eventuais danos, sinistros, anomalias, pontos relevantes, classificação de grau de risco, urgência de reparo;

– Determinação do padrão construtivo;

– Determinação do estado de conservação geral.

CONCLUSÃO

– Resultados de análises;

– Recomendações;

– Relação de documentos consultados;

– Medidas preventivas e corretivas;

– Assinatura do responsável técnico, número de registro, data e local.

ANEXOS

– Fotografias em número adequado demonstrando as condições da construção;

– Cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART);

– Plantas, croquis, e outros documentos relevantes.

 

O profissional que interessa por esta área tem a possibilidade de fazer cursos de perícias e laudos, oferecidos por diversas universidades e escolas de cursos. É importante verificar a instituição e sua idoneidade, ementa do curso e o professor que irá lecionar, antes de iniciar sua especialização.

A remuneração deste profissional varia conforme a região, características da construção como área, dificuldade de acessos, insalubridade, complexidade e a experiência do profissional. De acordo com o Instituto Mineiro de Engenharia Civil a hora técnica custa em média R$220,00, acrescidos os gastos indiretos na elaboração do laudo.

Apesar de já existirem leis e normas que obrigam as inspeções prediais, ainda existe um desafio muito grande de conscientização. Os proprietários de imóveis, síndicos e zeladores precisam ter ciência de que as construções não são eternas, e que cuidados, manutenções e avaliações são tão importantes quanto os cuidados que necessitamos ter com nossa saúde.

 

COM VOCÊS, O ESCRITOR. NOSSO QUERIDO PETIANO RAIZ:

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Renato Santos,

Engenheiro Civil, especialista em Engenharia Econômica e consultor em Recuperação de Estruturas. Diretor da DISA Engenharia e Consultoria.

 

 

 

Fontes:

CREA-BA – Norma de procedimentos para elaboração de Laudos de Inspeções Prediais

NBR 13752 – Perícias de Engenharia na Construção Civil

Modelo de Laudo Técnico – DISA Soluções de Engenharia e Consultoria

IMEC – O portal do engenheiro

G1 – Queda de prédio no centro do Rio

 

 

 

 

O que esperar de um mestrado acadêmico na Engenharia?

Formamos. “E agora?”

Na colação de grau, quando um parente disse à minha amiga: “Parabéns, você é uma engenheira!”, a resposta foi: “engenheira não, eu sou é desempregada…” [sorrisos amarelos]

Infelizmente, essa é a realidade de grande parte dos jovens brasileiros atualmente. Na falta de alternativas, eles passam a considerar uma opção que até então não parecia atrativa: dar prosseguimento ao que eles sabem fazer – estudar – ingressando em um mestrado acadêmico de 2 anos.

A bolsa não é de todo ruim: R$1.500 para quem tinha perspectiva de R$0, é algo. Em algumas cidades, esse valor cobre razoavelmente o custo de vida, mas não sobra nada no fim do mês, é fato. Por outro lado, se você considerar que vários empregos iniciais estão nessa faixa de salário, R$1500 para investir na sua própria qualificação, com direito a carteirinha de estudante por mais alguns anos, começa a tornar o cenário positivo.

Para concorrer seriamente à bolsa, são 2 os principais quesitos objetivos avaliados por uma banca de seleção: participação em projetos de pesquisa durante a graduação (se tiver publicação, você tem grandes chances de passar na frente) e ter um bom Coeficiente de Rendimento (a média das notas da graduação). Inglês avançado é desejável, e as cartas de recomendação são um quesito subjetivo importante, podendo ser utilizadas em caso de desempate.

Se você tem interesse de seguir nessa área, comece a providenciar estes itens o quanto antes, pois eles levam tempo. E a cada ano, com as vagas no mercado cada vez mais limitadas, cresce a concorrência para o mestrado.

Então, de posse do seu Currículo Lattes, que você floreou o quanto deu, você se inscreveu, passou, parabéns!

Assim, no início você cai no que eu chamo de graduação parte II – sala de aula, disciplinas, provas, tudo aquilo que já tivemos o suficiente. Mas as expectativas são altas: você espera avaliação de casos reais, projetos, desafios empresariais. E aí entra a frustração: quase todas as disciplinas são teóricas. Em geral, o que se vê é um aprofundamento dos conceitos vistos na graduação.

Fato #1: mestrado acadêmico não é uma qualificação direta para o mercado.

Esses conceitos são então aplicados em projetos de pesquisa, desenvolvendo aspectos bem especializados de problemas de engenharia. Em uma analogia com a engenharia civil: você não vai dimensionar uma viga – você vai desenvolver um processo para calcular essa viga melhor do que as ferramentas atuais (ex. mais rápido, mais realista, mais otimizado…).

Para isso, são necessários meses de estudo dos processos atualmente utilizados, das propriedades da viga, do comportamento mecânico do modelo adotado, o desenvolvimento de um algoritmo de cálculo compatível com os métodos atualmente utilizados, o teste da sua ferramenta, a correção de erros e então… ufa – está pronto o seu projeto.

Fato #2: o mestrado te ensina a gerenciar projetos e solucionar problemas como ninguém (individualmente).

A sua bolsa – logo, o seu tempo de realização do projeto – é limitada. Você tem 24 meses para entender praticamente tudo sobre um assunto, desenvolver as diversas etapas do projeto, corrigir erros, começar de novo, elaborar uma dissertação e apresentá-la para profissionais que entendem tanto ou mais do que você sobre o seu trabalho, e que vão julgá-lo rigorosamente.

No fim dessa etapa, [espera-se] você tem amplo domínio de uma área relevante da engenharia, conhece seu ritmo de trabalho e estudo, foi capaz de planejar as etapas de seu projeto e realizá-lo dentro do prazo, e finalmente, passou pelo crivo de profissionais qualificados.

 

Fato #3: fazer o mestrado acadêmico não quer dizer que você necessariamente deva seguir pela área acadêmica.

Após o mestrado, você será um profissional mais maduro e consciente de suas próprias habilidades, bem como das ferramentas disponíveis na resolução de problemas. Essa é uma das razões pelas quais as empresas brasileiras estão gradualmente passando a valorizar profissionais com mestrado (porque as estrangeiras já o fazem há décadas). Embora o doutorado na área de tecnologia seja outra história por enquanto…

Na área acadêmica, eu gosto de pensar que nós resolvemos os problemas do mundo: otimização de recursos, reuso de rejeitos, desenvolvimento de novas tecnologias, melhor compreensão de mecanismos… enquanto boa parte do setor privado está ocupadíssima em causar estes problemas.

Após trabalhar em empresas privadas, na qual meu suor não era valorizado e certamente não se convertia em ganho financeiro [para mim], eu optei pela carreira acadêmica. Deixei de lado uma proposta de emprego e os processos seletivos para trainee e me preparei para encarar sala de aula, muita leitura e baterias de ensaios experimentais.

Antes de tomar essa decisão, me informei bem sobre o assunto com professores de confiança, e já sabia o que me esperava: mais 6 anos de estudo ganhando bolsas, aprender e dar aulas até o fim da vida, salários inferiores ao de colegas no mercado, todos os entraves do serviço público… não ter chefes no seu cangote, pesquisar dentro dos temas que você gosta, mudar de área quando bem entender, desenvolver tecnologias para seu país e, por fim, [contribuir para] salvar o mundo.

 

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Espero que esse artigo ajude na sua decisão também. É muito triste ver colegas que estão no mestrado porque “não tinham outra opção”, ou chegam aqui esperando aprender ferramentas de mercado e dão de cara com equações, algoritmos e provas. Mas por experiência própria: isso passa logo, e a realização de ver o seu projeto tomando forma não-tem-igual.

Com planejamento e metas, é possível realizar um projeto de qualidade, fazer contatos, e ser valorizado tanto pelo mercado quanto pelo meio acadêmico. Essa é a carreira que eu decidi seguir. Reflita bem se esse é o seu perfil e, se estiver preparado, bem-vindo ao clube!

 

COM VOCÊS, A ESCRITORA. NOSSA QUERIDA PETIANA RAIZ:

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Júlia Castro Mendes,

Pesquisadora, professora e doutoranda em Engenharia Civil.

Na jornada para salvar o mundo, gosto de escrever sobre desenvolvimento pessoal para jovens profissionais.

Esse post foi originalmente publicado no meu LinkedIn.

O Maior Túnel do Brasil

Túnel Prefeito Marcello Alencar

Maior Túnel Subterrâneo do Brasil

Após 3 anos e 8 meses de obras, foi inaugurado, em 19 de junho de 2016, o maior túnel urbano subterrâneo do Brasil: o Túnel Prefeito Marcello Alencar. Com uma extensão de 3382 metros, o túnel atravessa os bairros Centro, Gamboa e Saúde, na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. Possui duas galerias destinadas ao tráfego de veículos, a galeria Continente, no sentido Zona Sul, e a galeria Mar, no sentido Caju, que possuem três vias e ligam a Ponte Rio-Niterói e a Avenida Brasil com o Aterro do Flamengo. Tal nome é uma homenagem ao ex-prefeito da cidade e ex-governador do estado Marcello Alencar, responsável por ações marcantes em seus mandatos.

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O plano inicial seria demolir parcialmente o Elevado da Perimetral, substituindo-o por um mergulhão. Entretanto, o então Prefeito Eduardo Paes anunciou, em novembro de 2011, a sua demolição total e a construção de um túnel que sucederia a Perimetral em conjunto com a Avenida Rodrigues Alves. A partir daí, o Túnel da Via Expressa – como foi chamado a priori – começou a ser escavado em outubro de 2012 para substituir o antigo Elevado, derrubado em 2014, por ter ultrapassado sua capacidade de tráfego, além de interferir no plano de revitalização da Zona Portuária. O túnel foi construído nos arredores do Porto Maravilha e sua principal função é escoar o tráfego entre a Avenida Alfred Agache e a Avenida Rodrigues Alves.

Implosão da Perimetral

Implosão do Elevado da Perimetral

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Cada galeria tem capacidade para receber 55 mil veículos por dia. Apenas ônibus executivos municipais e intermunicipais podem trafegar pela via (sem paradas) e é proibida a circulação de caminhões. Com o túnel, diminui-se consideravelmente o volume de circulação nos chamados “horários de rush”.

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O túnel conta com 16 conjuntos de balizadores indicando a condição do trânsito de cada faixa, 105 câmeras (72 fixas e 33 móveis), 12 PVM’s fixos e sensores de visibilidade.

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O túnel Prefeito Marcello Alencar é, atualmente, o maior túnel do Brasil, sendo o maior do mundo o de Lærdal, na Noruega, com 24,5 quilômetros de extensão. Isso tudo indica que o Brasil ainda tem muito a crescer na área de Engenharia Geotécnica, mas que já deu um grande passo para as obras de terra.

Fontes: Concessionária Porto NovoG1Porto MaravilhaPrefeitura do Rio de JaneiroYouTube

CoolSeal

O CoolSeal, ou em tradução literal para o Português, ‘selo fresco’, se refere a uma pintura aplicada sobre o asfalto, de cor cinza claro, que busca mitigar os efeitos das ‘ilhas de calor’ que acabam por aumentar a temperatura nas cidades que sofrem com a grande urbanização.

Essa tecnologia se baseia no princípio da reflexão dos raios solares na área infravermelha do espectro da luz, a qual não podemos ver e, com isso, o calor que antes era absorvido pelo asfalto com uma eficiência de quase 90%, esquentando o ar na região próxima, passa a ser refletido pela camada de pintura.

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A cidade de Los Angeles, no estado americano da Califórnia, que nos últimos anos vem sofrendo com as altas temperaturas, pode ser considerada a pioneira na aplicação dessa tecnologia. Cercada por um deserto, com quilômetros e mais quilômetros de estradas asfaltadas além da pouca vegetação, a cidade americana vem colocando em prática o projeto piloto, denominado Cool Paviment (ou asfalto fresco), que consiste na aplicação da tinta sobre os asfaltos da cidade.

Com essa medida, o prefeito da cidade, Eric Garcetti pretende reduzir a média de temperatura em dois graus Celsius dentro dos próximos vinte anos. Ainda que em fase de teste, a aplicação do CoolSeal em alguns bairros de Los Angeles proporcionou resultados animadores, com diminuição de até nove graus na temperatura ao redor das áreas em que a camada de pintura foi aplicada.

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Estudos com relação ao custo x benefício do material ainda estão sendo realizados. Sabe-se que para cada uma milha (cerca de 1,6 quilômetros) de asfalto revestido com o material tem um custo de US$ 40 mil, com durabilidade de sete anos. Além disso, em entrevista à BBC Mundo, Alan Barreca, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) defende que o CoolSeal se apresenta como uma alternativa para aqueles que não têm condições de manter um ar condicionado em casa, fazendo com que o asfalto fresco se apresente como uma opção que beneficiará a todos, independentemente da fonte de renda.

“Há evidências de que o calor extremo pode ser mortal […]. Se 160 km de pavimento podem evitar a morte de uma única pessoa, vale a pena instalá-lo. E isso se só focarmos em salvar vidas. O calor extremo tem um efeito também nas hospitalizações, na saúde infantil e até na fertilidade[…]. Levando em conta todos esses fatores, acredito que os benefícios do asfalto fresco superam os custos. Mas precisamos esperar para ver se isso é confirmado”, complementa o professor.

Vale a pena ressaltar que a tecnologia aplicada no CoolSeal foi inicialmente desenvolvida por uma empresa americana, com base no estado da Califórnia, especializada em cobertura para asfalto a pedido do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O objetivo era pintar as pistas de decolagem dos aviões buscando reduzir a temperatura das mesmas, para que assim satélites espiões que utilizassem tecnologia infravermelha não conseguissem localizar as bases americanas.

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No que se refere ao produto aplicado nas ruas de Los Angeles, ele se difere daquele desenvolvido para o Departamento de Defesa americano por sua capacidade de refletir ainda mais os raios solares, ou seja, por sua maior eficiência.

Desde que o projeto desenvolvido na metrópole americana ganhou visibilidade, a empresa responsável pela fabricação do CoolSeal passou a receber questionamentos buscando maior conhecimento a respeito do produto de diversos países, incluindo China, Israel, Austrália e Arábia Saudita.

Fonte: Veja, Washington Post, LA Times, Futurism, Horizonte, BBC

Como se destacar durante a graduação de engenharia

Ao escoher um curso de engenharia, seja Civil, Elétrica, Computacional, Produção ou Ambiental, é criada uma grande expectativa de salários promissores. Entretanto, outro fator que também costuma ser pontuado é o atual mercado de trabalho brasileiro. A crise enfrentada pelo país somada ao grande número de engenheiros recém-formados caracterizam um mercado de trabalho altamente competitivo, o que gera insegurança nos estudantes de engenharia.

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Para desfrutar de uma posição favorável no mercado de trabalho, é necessária muita dedicação. As disciplinas são complexas e difíceis, exigindo horas de estudo. Além disso, investir em atividades extracurriculares, falar outros idiomas e ter proatividade são qualificações que pesam no currículo.

O Brasil conta com um número de engenheiros desempregados relativamente alto, e isso deve-se pelo fato de os profissionais não buscarem evolução, e se prepararem de forma inadequada para atender aos requisitos do mercado. Contentar-se apenas com o conhecimento obtido em sala de aula é um caminho perigoso e que pode dificultar a vida profissional de um engenheiro.

Na última semana, ocorreu na Faculdade de Engenharia da UFJF a Semana da Engenharia, realizado pelo Diretório Acadêmico Clorindo Burnier (D.A. Engenharia – UFJF). Um dos eventos promovidos foi uma mesa redonda com representantes e ex-representantes de alguns dos seguimentos da universidade, como o PET Civil UFJF, a Empresa Jr. Mais Consultoria Jr., o NASFE, o Engenheiros Sem Fronteiras e o IEEE. A troca de ideias dos participantes da mesa com os expectadores foi muito proveitosa e o principal tema abordado foi a diferença que os seguimentos fazem na graduação e o potencial que essa diferença gera em um profissional formado.

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Ao procurar um seguimento extracurricular na faculdade, o estudante se dispõe a sair de sua zona de conforto e buscar se redescobrir como pessoa. Assumir a dificuldade de conciliar projetos paralelos com a graduação é o “mal necessário” mais enriquecedor para o futuro engenheiro. Além de aumentar o leque de contatos dentro e fora da universidade, sair da zona de conforto lapida um engenheiro maduro, com liderança, proatividade, que sabe lidar com pessoas e trabalhar em equipe e que consegue se organizar para assumir responsabilidades sem perder a excelência. Esse engenheiro é o profissional que terá destaque no tão temido mercado de trabalho.

Uma prova dessa ideia é a atual dificuldade para estudantes de engenharia encontrarem um bom estágio. Um bom currículo acadêmico e uma coleção de certificados são cartões de visita que podem facilitar esse processo.

Por fim, os profissionais que estiverem em constante atualização do seu currículo acadêmico e acompanhando as tendências de mercado têm, sim, um futuro muito promissor. Descobrir que você é melhor do que você se auto-julga ser é o primeiro passo para atingir o sucesso profissional, basta querer e fazer por merecer.

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Fonte: AdzunaEgenhariaE ;  EngenhariaPT.

Como funciona o trem sem trilhos de metal da China?

Com o principal objetivo de baratear os custos de transporte público para cidades de pequeno e médio porte, já que não necessita da instalação de trilhos que tem um investimento bastante alto, a empresa ferroviária CRRC desenvolveu um “ônibus inteligente”. Capaz de combinar a facilidade econômica do sistema de ônibus, a modularidade dos metrôs, a conveniência e segurança dos veículos que tem autonomia, esse novo trem sem trilhos de metal, além disso tudo, também não precisará de um condutor.

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A previsão é de que, em 2018, a cidade chinesa Zhuzhou, na província chinesa de Hunan, já faça uso desse modal público. A empresa responsável por esse projeto, a CRRC, começou a elaboração desse sistema desde 2013 e é, atualmente, a segunda maior empresa industrial do mundo. Ademais, ela controla a fabricação de trens de alta velocidade na China, onde também há a maior rede desse tipo de linha no mundo, com cerca de 14.000 quilômetros.

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O trem sem trilhos ou ART (Trânsito Rápido de Trilhos Autônomos – Autonomous Rail Rapid Transit) é capaz de seguir um caminho previamente definido, através de pontos brancos no asfalto que são captados pelos sensores acoplados no veículo, fazendo com que ele trace sua própria rota e por isso o nome de “trilhos virtuais”. Além disso, o trem identifica o pavimento e tem sensores que transmitem informações da viagem, sem necessidade de um arranjo físico para o guiar.

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Ele tem 30 metros e é composto por três carros que podem transportar 300 passageiros por uma faixa de 6,5 quilômetros a uma velocidade máxima de 70 km/h, podendo adicionar, caso necessário, mais carros para permitir o maior transporte de passageiros. O sistema ainda é “eco-friendly” devido a seu funcionamento por eletricidade, através de baterias recarregáveis, e por gerar baixo impacto ambiental, pois não são poluentes. Com dez minutos de carga ele possui autonomia de 25 quilômetros, já com a carga completa é capaz de viajar uma distância de 40 quilômetros.

Por fim, a ART é uma ótima opção para pequenas e médias cidades que não possuem infraestrutura para a implantação de linhas de metrô, já que esse trem sem trilhos é 80% mais barato e ainda tem vida útil de 25 anos.

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A arte urbana de Kobra

Eduardo Kobra, paulistano de 41 anos de idade, iniciou sua carreira nas ruas da periferia de São Paulo em 1987 como pichador artístico. Ao longo dos anos, à medida que seu talento e viés social eram reconhecidos, passou a ser considerado muralista. Sua arte reflete a cultura de onde está inserida e passa mensagens de respeito e tolerância.

O muralista faz uso de diferentes recursos, dependendo do tipo de obra que pretende criar. O minimalismo geométrico colorido para criar faces e cenas é uma das mais conhecidas e aclamadas pelos fãs; a riqueza dos traços e cuidado na seleção dos elementos são o que tornam o grafite tão especial. Outra modalidade praticada por Kobra é a pintura em 3D, por meio de jogos de luz e sombra, ele consegue criar uma poderosa ilusão de ótica que deixa o público de queixo caído; geralmente executadas no chão, essas pinturas permitem uma interação fantástica.

Em 2011, foi premiado no Sarasota Chalk Festival, o maior festival de arte tridimensional do planeta. Desde essa época em que seu traço começou a ser reconhecido mundo a fora é praticamente impossível você não ter visto nenhuma de suas obras, seja na internet ou nas ruas mesmo. Kobra ganhou reconhecimento nacional e seus trabalhos estão espalhados por todo o Brasil em lugares marcantes e com homenagens e mensagens sensacionais. Aos poucos, seu talento chegou ao ouvido de pessoas do exterior e ele, desde então, faz trabalhos internacionais em países como Inglaterra, França, Itália, Suécia, Polônia e Estados Unidos.

No Brasil, estas são umas de suas obras mais aclamadas, estando nesse hall o painel “Etnias” do boulevard olímpico do Rio 2016 , considerado o maior mural já feito até então. Durante setenta dias de trabalho, foram gastos 1890 litros de tinta branca para regularizar a base e 2800 latas de spray.

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Suas obras ao redor do mundo reproduzem momentos históricos, homenageiam figuras públicas e mandam mensagens contra o ódio e a violência. Incorporadas às cidades, são parte viva do turismo e é impossível passar perto de um mural sem se encantar e tirar uma foto.

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O trabalho de Eduardo continua a crescer, tomando proporções astronômicas e deixando todos boquiabertos e reflexivos sobre a realidade ao redor de todo o mundo.

Fontes:

Eduardo Kobra

Dionisio Arte

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Mantas de Concreto

Uma empresa britânica durante a guerra do Afeganistão estudou alternativas para a construção de abrigos para suas tropas militares, nesse contexto surgiu a ideia da utilização de mantas de concreto para esse fim. As mantas são como um tecido flexível protegido com policloreto de polivinila ou PVC, coberto com concreto a seco quimicamente resistente, possibilitando uma moldagem fácil após a hidratação do material de acordo com a necessidade.1-e-9

O produto atualmente passou a ser utilizados em diversos países graças as suas qualidades como versatilidade, simplicidade, além de ser um ótimo isolante térmico, resistente ao fogo e ataques climáticos agressivos. A durabilidade do material é garantida pela suas fibras de polipropileno, evitando rachaduras e proporcionando uma vida útil de aproximadamente 50 anos.15-1

Outro ponto positivo é forma em que o material é comercializado, disponível em rolos pequenos ou grandes, que permitem facilidade no carregamento, transporte e uso. O produto pode ser comprado em diversas medidas de largura e comprimento, proporcionando flexibilidade de acordo com a necessidade do cliente, entretanto somente é vendido na cor natural do cimento, podendo ser pintado com tinta comum.

A instalação da manta é muito fácil, não exige tarefas de grande complexidade, escavações ou remoções de materiais, o que contribui na redução do desperdício e tempo demandado para a sua aplicação. Além disso, em relação a outros métodos construtivos tem se mostrado mais sustentável, por reduzir a quantidade de resíduos gerados e emissão de carbono na natureza.

O material vem sendo empregado com revestimento e impermeabilização em locais de difícil acesso com taludes, encostas de morros e até mesmo em erosões em praias. Pode ser usado para proteger paredes de minas, barreiras, gabiões, trincheiras e fossos. Outra aplicação é em estruturas de saneamento como sarjetas, diques, aquedutos ou até mesmo em locais em que escoem água contaminada com produtos químicos.

A manta de concreto pode ser posicionada em qualquer local, pois ele se adapta a forma do fundo no qual ele foi aplicado. Em seguida, deve ser umedecido com água para que endureça em torno de 24 horas e proceda-se com a cura do concreto nos próximos dois dias e a resistência chegue a 40Mpa. A junção entre as camadas pode ser feita com grampos, adesivos selantes, argamassa de concreto ou algum outro método mecânico viável.

Sendo assim, a tecnologia tem se mostrado bastante útil em obras e pode ser uma alternativa interessante para soluções de problemas de engenharia.

fonte: BDE

Olhares sobre a cidade – Catedral de Brasília

Como o leitor viu em nosso último post, o grupo PET Civil foi para Brasília no final de julho para participar do ENAPET. (Se ainda não viu, confira aqui!) Além de cumprir as atividades da programação do evento, conseguimos “turistar” pela capital do país.

Construções encantadoras não faltam nessa cidade… E como futuros engenheiros, sempre temos curiosidade para conhecer um pouco mais, não é mesmo? Hoje, iremos apresentar a Catedral Metropolitana de Brasília.

 

© Bruno Pinheiro

A imponente Catedral de Brasília.

 

Mais conhecida como a Catedral de Brasília, esse foi o primeiro monumento a ser levantado em virtude da construção da cidade. (E o primeiro que o PET Civil visitou, olha só?!) Oscar Niemeyer foi o arquiteto responsável por seu projeto e, como ele mesmo comentou numa entrevista, as obras de santuários permitem maior liberdade de concepção, sendo atraentes para o arquiteto e para o público.

E assim o fez. A estrutura conquista olhares curiosos de todo o canto e é vista de longe. Em números, a Catedral possui:

  • 40m de altura;
  • 70m de diâmetro;
  • 16 colunas de concreto armado em formato hiperboloide que pesam 90 toneladas;
  • 16 peças em fibras de vidro inseridas como triângulos de 10m de base e 30m de altura;
  • Capacidade para 4 mil pessoas;
  • Conjunto anexo com cerca de 10mil m² de construção.

 

O responsável pelo cálculo estrutural foi o engenheiro Joaquim Cardozo, assim como nas demais construções para o conjunto original de Brasília. Mas como se deu sua construção? Niemeyer simplifica: “Por exemplo, a Catedral de Brasília, quem olha e não conhece pensa que é muito complicado de fazer. Foi muito simples. Nós construímos as colunas no chão, pré-fabricadas, e suspendemos. Está pronta a Catedral!” Magnífico, não?!

E mais, em notícia publicada pelo Correio Braziliense, vemos que a “correção da curvatura foi feita a carvão, numa época muito distante dos cálculos computadorizados”. E em “boa parte do tempo, Magalhães [Carlos Magalhães, responsável técnico pela execução do traço de Oscar Niemeyer], ficou indo e vindo do Rio de Janeiro para acertar com o engenheiro Joaquim Cardozo os cálculos estruturais da obra.”.

 

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Brasília em construção: Catedral ganhando força e forma na nova capital do país.

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Brasília em construção: estrutura de concreto da Catedral.

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Vergalhões aparentes para sustentação da cúpula de vidro da Catedral de Brasília por volta de 1967,
do filme “Brasília: contradições de uma cidade nova“,
do cineasta Joaquim Pedro de Andrade.

 

Visualmente, suas 16 colunas de concreto podem ser interpretadas como mãos unidas para uma oração, “numa composição e ritmo como de ascensão para o infinito”, como disse o próprio arquiteto. E embora possa soar estranho para este material, o concreto conferiu leveza e delicadeza para a Catedral ao permitir seus detalhes arqueados (a cor branca também contribui para essa sensação).

Niemeyer ainda completa, noutro momento, quanto à escolha de sua forma: “Para a Catedral de Brasília, procuramos encontrar uma solução compacta, que se apresentasse externamente – de qualquer ângulo – com a mesma pureza. Daí a forma circular adotada, que além de garantir essa característica, oferece à estrutura uma disposição geométrica, racional e construtiva.”.

 

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À noite, outro espetáculo.

 

Outra parte surpreendente é o fato de que a Catedral encontra-se rebaixada em relação ao plano do terreno. Essa estrutura curva seria, então, apenas a casca ou cobertura da construção. Seu acesso se dá por uma rampa descendente e a beleza interna é incrível, com destaque para a composição concreto-vidro.

 

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Detalhe: Acesso à parte interna da Catedral através de rampa descendente.

 

São os vitrais que trazem a luz natural e adornam a Catedral com seus tons verdes e azulados em traços angelicais. O trabalho artístico foi idealizado pela artística plástica franco-brasileira Marianne Peretti na reforma feita na década de 1980. No projeto inicial, não havia vitrais coloridos, apenas duas camadas de vidros transparentes.

 

 

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A beleza dos vitrais na parte interna da Catedral.

 

 

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Olhe só! Detalhe no vidro identificando projetista, fabricação e restauração… datas e nomes que marcaram a história!

 

Interessante colocar que contextos históricos e políticos também interferem na continuidade de obras, que não ficam prontas “da noite pro dia”. E isso também foi válido para a Catedral, que passou por uma longa fase de construção: 12 anos ao todo. De 1956 a 1960, com JK na presidência e no início da construção de Brasília, apenas as estruturas de concreto ficaram expostas. Só mais tarde que a Catedral seria finalizada pela Igreja Católica, uma vez que os governos não assumiram sua continuação.

  1. Início da construção: 12 de setembro de 1958.
  2. Término e inauguração: 31 de maio de 1970.

A Catedral passou por uma segunda reforma em 2008 e está aberta à visitação diariamente. Além das características estruturais aqui apresentadas, vale a pena conhecer mais desse monumento, entendendo seu caráter religioso, as esculturas que compõem todo o seu conjunto e, assim, passeando por sua história na agitada Brasília. Sem dúvida, foi uma visita e tanto!

 

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Vista panorâmica do conjunto.

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PET Civil UFJF em visita à Catedral de Brasília!

 

 

Fontes: Site Oficial da Catedral; Entrevista com Niemeyer; Fundação Oscar Niemeyer; ArchDaily; A longa construção; Correio Braziliense; Nós no mundo360 meridianos.

 

 

XXIIENAPET: Os incomodados é que mudam!

No período de 22 a 30 de agosto o grupo PET Civil UFJF esteve no evento que mais reúne grupos PETs e GETs, o chamado ENAPET.

Desta vez, em sua vigésima segunda edição, o grande evento foi sediado em nossa capital, Brasília.

Para quem não sabe, o ENAPET tem como objetivo reunir todos os grupos PETs/GETs, de todos os cursos, a fim de proporcionar imensa troca de conhecimento, definição de trabalhos e tomada de decisões, as quais só podem ser deliberadas com uma representatividade bem grande de petianos!

Além disso, tal encontro proporciona uma incrível integração entre estudantes muito engajados com o programa e preocupados com o futuro do mesmo.

O grupo PET Civil UFJF foi em 8 pessoas e as principais atividades nas quais eles se envolveram, foram:

• GDTs: Grupo de Discussão e Trabalhos

• Oficinas e Minicursos

• Diálogos  PETianos

• Apresentação de Trabalhos Acadêmicos

• MOBILIZA PET

• Assembleia Geral

Outro ponto positivo foi o fato da UFJF ter disponibilizado um ônibus, que levou todos os petianos e getianos de Juiz de Fora, proporcionando ainda mais integração!

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Embora o programa viabilize atividades importantes e transformadoras, ele vem sendo ameaçado. Embasados nisso foi realizado o V MOBILIZA PET. Tal mobilização só existe pela necessidade de luta por direitos os quais muitas vezes não vem sendo garantidos pelo MEC!

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No que diz respeito ao #XXIIIENAPET, foi acordado que a UFSCar tomará a frente da organização, porém utilizando espaço físico da UNICAMP, já que pela ordem o próximo evento deve ocorrer no sudeste.

Desde já, nós do PET Civil UFJF nos colocamos a disposição para qualquer ajuda, UFSCAMP!  #XXIIIENAPET2018

 

 

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A carreira acadêmica como alternativa do engenheiro civil

Muito se discute sobre os possíveis caminhos que o engenheiro pode seguir após se formar. Seguir a carreira acadêmica pode ser uma ótima escolha para os profissionais de Engenharia Civil.

Olhos nos estudos, para sempre. É disso o que o engenheiro que pretende seguir como professor universitário deve ter consciência, já que o diploma da graduação é apenas o primeiro passo de sua extensa preparação acadêmica – que durará pelo menos mais seis anos, nos programas de mestrado e doutorado. Além de vocação ao ensino, também é importante buscar a experiência profissional na área de sua especialidade. O profissional deve atuar sobre o tripé ensino (da graduação e pós-graduação), pesquisa e extensão universitária para conseguir transmitir uma vivência mais completa aos seus alunos, mesclando atividades de gestão como coordenações de cursos e chefias, com experiências práticas em laboratórios, visitas técnicas e participação em eventos.

Para muitos, o maior desafio de trabalhar na sala de aula – na área de engenharia – é a constante atualização que deve ser feita por parte dos docentes. A Engenharia Civil é muito dinâmica, por isso, para ensiná-la, é preciso conhecer as inovações tecnológicas e organizacionais que surgem  constantemente. Além disso, entender as possíveis mudanças nas funções do engenheiro no aspecto socioeconômico é fundamental, uma vez que a atualização constante visa a atender às próprias necessidades do setor produtivo, o que é essencial para que os novos profissionais estejam preparados para o mercado de trabalho.

No setor de Engenharia Civil, há uma série de áreas de especialização, sendo algumas delas novíssimas – como eficiência energética, sustentabilidade, geoprocessamento e tecnologia da informação. Das mais tradicionais, pode-se citar áreas de transportes, saneamento, meio ambiente, geotecnia, estruturas, materiais, tecnologia e gestão da construção. Muitas universidades destacam-se pela boa oferta de cursos de mestrados e doutorados na área de Engenharia Civil, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Ceará (setor de recursos hídricos). A Universidade Federal de Juiz de Fora aprovou seu programa de mestrado em Engenharia Civil (Mecânica das Estruturas e Materiais e Componentes de Construção como linhas de pesquisa) em 2017 e pode ser uma ótima opção para os engenheiros da cidade.

Quem pretender uma vaga de professor em universidade pública, no entanto, terá de se preparar para concursos públicos concorridos. Os editais exigem nível de mestrado ou doutorado, publicação de artigos científicos, orientação de pesquisas e tempo de magistério em outras instituições de ensino. Portanto, é interessante que o estudante que já tem em mente seguir uma vida acadêmica se prepare desde já para ter um currículo diferenciado no futuro.

Fonte: Fonte Atômica; Exame

“The Antwerp Port House”: a nova sede do porto de Antuérpia

O porto de Antuérpia tem 12 km de cais e é o segundo maior porto de embarque da Europa. Tal empreendimento emprega, indiretamente, 150.000 servidores e, por isso, possui grandes metas de expansão para atender o crescimento e desenvolvimento do continente europeu.

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No ano de 2007, após perceberem que os escritórios antigos do porto estavam se tornando pequenos, determinou-se a necessidade de uma realocação. Isso permitiria que tanto os serviços técnicos, quantos os administrativos fossem alojados em conjunto, garantindo que os 500 funcionários trabalhassem em um mesmo local. Para isso, foi realizado um concurso de arquitetura que propunha a construção de um porto com ambiente de trabalho sustentável, capaz de perdurar pelas futuras gerações de empregados e que o edifício original do terreno escolhido fosse preservado. Assim, a antiga estação de bombeiros que ali residia deveria ser integrada ao projeto.

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O escritório de arquitetura de Zaha Hadid, a primeira mulher a ganhar o prêmio Pritzker, foi o vencedor do concurso. O mais impressionante do projeto são as fachadas do edifício, já que não existe uma fachada principal. Por ser cercado por água, a superfície envidraçada e ondulada das fachadas são capazes de refletir as cores do céu da cidade de Antuérpia.

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Como a proa de um navio, a nova extensão aponta para o rio Scheldt, conectando o edifício com o rio onde Antuérpia foi fundada.

As facetas triangulares, sendo algumas transparentes e outras opacas, são responsáveis por garantir luz solar suficiente para o ambiente de trabalho do porto. Além disso, a implantação desse novo volume cria uma percepção de um diamante que “flutua” acima da antiga estação, já que Antuérpia é conhecida como “a cidade dos diamantes”.

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A área de recepção do novo porto ficou alocada no pátio central da antiga estação, a qual foi fechada por um telhado de vidro. A partir dela é possível ter acesso à sala de leitura pública e à biblioteca. Os elevadores são panorâmicos e permitem o acesso à nova extensão do empreendimento, com uma vista panorâmica do porto e da cidade.

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O uso de estratégias eficazes durante cada fase da construção foi a vantagem que esse projeto teve frente à integração com o edifício histórico protegido, o qual deveria fazer parte do novo empreendimento que adotaria elevados padrões de design sustentável.

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Devido às referências ao rio Scheldt, a cidade de Antuérpia e a dinâmica do seu porto, juntamente com essa renovação de sucesso e a reutilização de uma estação de bombeiros abandonada, a nova sede do porto funcionará por meio desta expansão planejada ao longo das próximas gerações.

Palavras-chave: Porto, Zaha Hadid.

IV Concurso de Pontes de Papel das Escolas Públicas

Mais uma edição do Concurso de Pontes nas Escolas Públicas foi concluída! Como era de se esperar, a bagagem de experiências do grupo PET Civil UFJF ficou ainda mais cheia. Mas, o que não se esperava era o total envolvimento da comunidade da Zona Norte, que abrilhantou o concurso. Mais uma vez, a realização do concurso se deu pela parceria com a empresa ArcelorMittal e o Centro de Ciências da Universidade Federal de Juiz de Fora.

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Participantes no Centro de Ciências após o 1º dia de montagem

Participaram dessa edição 11 equipes de escolas municipais da zona norte e uma da zona rural de Juiz de Fora. Cada equipe era composta por 6 alunos de 9º ano do ensino fundamental. As escolas municipais participantes foram: Álvaro Lins (São Judas Tadeu); Engenheiro André Rebouças (Milho Branco); Antônio Carlos Fagundes (Francisco Bernardino); Professora Áurea Nardelli (Vila Esperança); Carlos Augusto de Assis (Barreira do Triunfo); Carlos Drummond de Andrade (Nova Era); Cecília Meireles (Nova Era); Gilberto de Alencar (Náutico); Henrique José de Souza (Cidade do Sol); Jerônimo Vieira Tavares (Dias Tavares); Núbia Pereira de Magalhães (Santa Cruz); Padre Wilson (Igrejinha).

O Concurso teve início com a ida dos petianos até as escolas, onde foram criadas as equipes de 6 integrantes. Cada equipe contava com um líder, para o qual foram passadas todas as instruções quanto a montagem das pontes. A montagem foi feita nos dias 06 e 07 de junho, no recém-inaugurado Centro de Ciências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Os alunos contaram com a supervisão dos integrantes do PET Civil para a confecção das pontes. No dia 10 de junho, ocorreu a cerimônia de ruptura das pontes, na praça CEU, em Benfica. A equipe vencedora seria aquela cuja a ponte aguentasse o maior peso.

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Pontes das equipes participantes

Muitos alunos que estavam participando da montagem nunca haviam ido à UFJF, nem haviam participado de eventos fora de suas respectivas escolas. O semblante de muitos deles era de admiração e orgulho no trabalho que estavam desenvolvendo. Atividades como essas mostram para o grupo PET Civil a importância de atuar além dos portões da universidade.

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Cerimônia de Ruptura, Praça CEU

A cerimônia foi marcada por muita expectativa e emoção por parte de todos os presentes. Muitos alunos, familiares, professores e diretores acompanharam a última fase do concurso, que contou com sorteios, além do conhecimento dos vencedores do concurso. Estiveram presentes, também, os representantes da empresa ArcelorMittal, do Centro de Ciências da UFJF, da Secretaria Municipal de Educação e da Praça CEU.

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Representantes dos patrocinadores do evento com o tutor do PET Civil

Ao ser chamada para a ruptura de sua ponte, cada equipe passava por momentos de muita tensão, torcendo para que a ponte aguentasse o máximo possível. Os participantes chegaram a ficar de mãos dadas, outros rezaram e outros nem queriam ver. Era muita emoção!

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Equipe apreensiva na ruptura da ponte

As equipes vencedoras do concurso foram:

  1. Padre Wilson (Igrejinha) – 6,108 kg;
  2. Carlos Augusto de Assis (Barreira do Triunfo) – 6,048 kg;
  3. Carlos Drummond de Andrade (Nova Era) – 5,752 kg.

O trabalho foi bem aceito por toda a comunidade, e a repercussão foi grande em toda a cidade. Várias matérias foram feitas por jornais da cidade:

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Selfie com os participantes e organizadores do Concurso

 

 

 

 

Fique (des)ligado?! – Iniciativas para Eficiência Energética

Talvez o leitor pense que o tema de hoje esteja relacionado apenas à engenharia elétrica. Mas engana-se. Conhecimentos sobre matriz energética, geração de energia elétrica e práticas sustentáveis também fazem parte da formação de outros profissionais, inclusive o engenheiro civil. Mais do que isso, devem estar presentes no dia a dia de cada cidadão.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, fomentar ações de incentivo à eficiência energética é um dos desafios que vêm sendo enfrentados com bons resultados. Por isso, faz-se necessário conhecer algumas das iniciativas voltadas para essa área. Vamos apresentar, então, dois programas de importantes instituições que não podem passar despercebidos.

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PROINFA

Existe um programa de incentivo às fontes alternativas de energia elétrica. Sabia disso?

Exatamente! É o PROINFA: Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica. Um programa coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com o objetivo principal de promover a diversificação da Matriz Energética Brasileira, buscando alternativas para aumentar a segurança no abastecimento de energia elétrica, além de permitir a valorização das características e potencialidades regionais e locais. E essa diversificação visa fomentar o uso de fontes renováveis de energia, como a eólica, a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCH).

 

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Atividades da PROINFA por matriz energética para cada região do Brasil.

 

 

Suas ações já apresentaram grandes resultados. Em pouco mais de 3 anos, de apenas cerca de 22 MW de energia eólica instalada, aumentou-se para 414 MW. E, além disso, há previsão de instalação de 3.300 MW de capacidade, distribuídos em 1.100 MW de fontes eólicas, 1.100 MW de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e 1.100 MW de projetos de biomassa.

 

 

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Incentivo à energia eólica.

 

PROCEL

Também coordenado pelo MME, e executado pela Eletrobras, temos o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica).  O programa foi instituído em 1985 para promover o uso eficiente da energia elétrica e combater o seu desperdício.

  • SELO PROCEL

      Você já deve ter visto este selo! Mas sabe o que é?

    Selo Procel Institucional (Sem ano)

    SELO PROCEL.

     “O Selo Procel de Economia de Energia, ou simplesmente Selo Procel, tem como finalidade ser uma ferramenta simples e eficaz que permite ao consumidor conhecer, entre os equipamentos e eletrodomésticos à disposição no mercado, os mais eficientes e que consomem menos energia.

    Para isso, são estabelecidos índices de consumo e desempenho para cada categoria de equipamento. Cada equipamento candidato ao Selo deve ser submetido a ensaios em laboratórios indicados pela Eletrobras. Apenas os produtos que atingem esses índices são contemplados com o Selo Procel.”

 

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Modelo de uma etiqueta PROCEL.

 

  • PROCEL EDIFICA – Eficiência Energética nas Edificações

Dentro desse programa, há um projeto muito interessante que promove o uso racional da energia elétrica em edificações desde sua fundação. Atendendo às demandas da construção civil, do Ministério das Cidades, das universidades e centros de pesquisa, o PROCEL EDIFICA possui ações cujos objetivos incluem incentivar a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (como água, luz, ventilação) nas edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente.

 

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Esse subprograma entrou em vigor em novembro de 2010 com a etiquetagem de prédios residenciais, incentivando as construtoras a buscarem um uso mais racional da eletricidade e alertando os consumidores sobre as opções mais econômicas.

Segundo Maria Tereza Marques, chefe da Divisão de Eficiência Energética em Edificações da Eletrobras, nas novas edificações, com tecnologias mais eficientes elaboradas no projeto, a economia no consumo pode superar 50%. Em edificações adaptadas, ela chega a 30%.

O selo classifica os imóveis de A até E, num nível decrescente de eficiência. Cada edificação pode receber mais de uma etiqueta, com a avaliação do projeto, do edifício construído, de cada unidade e das áreas comuns. Para obter o selo, o proprietário do edifício deve procurar um organismo de inspeção creditado pelo Inmetro, que irá fazer a análise. O Ministério de Minas e Energia (MME) ressaltou o papel do selo “para motivar o mercado consumidor a adquirir e utilizar imóveis mais eficientes.”

 

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Gostou? Para mais informações, acesse:

Matriz Energética

PROINFA

PROCEL

PROCEL EDIFICA

 

E fique sempre ligado nessas iniciativas!

 

 

Boas práticas para prevenção de acidentes na construção civil: programas de treinamentos

O setor da construção civil apresenta índices de acidentes de trabalho mais elevados em relação à maioria dos demais setores industriais. As consequências destes eventos podem afetar diferentes grupos, tais como os profissionais de obra, suas famílias e os empregadores. A adoção de boas práticas de segurança e saúde no trabalho é considerada por diversos pesquisadores como uma estratégia de impacto na redução das taxas de acidentalidade.

Com objetivo de sugerir boas práticas consideradas eficazes na prevenção de acidentes, foram desenvolvidas diretrizes de um programas de treinamento dividido em quatro fases específicas em prol da maior eficiência do mesmo: diagnóstico, desenho, execução e avaliação.

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O estudo foi baseado na leitura de diferentes artigos em língua inglesa disponíveis em bases de dados. Essa pesquisa foi feita por meio de strings de busca como, “Health and safety committe” e “Safety training construction”.

Além disso, foi aplicado um questionário piloto em obras de diferentes portes, gerando informações para a fase de desenho. Dessa forma, realizou-se o levantamento de necessidades para que se planeje um treinamento direcionado a um ou mais determinados problemas.

É necessário analisar o público alvo do programa de treinamento, já que este em maioria é formado por cidadãos com baixo nível de escolaridade, inexperiência e falta de apoio. Diante da alta diversidade de mão de obra encontrada na construção civil, sugere-se a divisão de “clusters” em nível de escolaridade e experiência. Com isso, há mais clareza na escolha de um método de ensino para determinado grupo. Alguns empregados podem ter mais facilidade de aprendizagem ao receberam informações através da audição do que através de didáticas visuais, por exemplo.

Outro fator importante a ser diagnosticado é a recorrência e o tipo de situações que geram acidentes na obra. As principais situações de perigo nos canteiros de obras são acidentes envolvendo quedas e eletrocussão.

A execução do treinamento consiste na aplicação do desenho formado a partir do diagnóstico. Ao executar o treinamento é aconselhado o treinador a escolher um dos espectadores como uma espécie de monitor, assim, a mensagem é passada com maior confiança e o treinamento é encarado com mais respeito pela mão de obra da construção. Observa-se também que o feedback reforça muito a aprendizagem da segurança. O mesmo deve ser contínuo para alcançar desempenho de segurança que está alinhado com o desempenho planejado.

Após a execução do programa e capacitação da mão de obra na construção civil, deve-se avaliar se as expectativas foram atingidas. De acordo com os resultados, é necessário corrigir eventuais erros no treinamento e aplicar o mesmo em diferentes universos, para que este seja eficiente em vários tipos de obras.

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O processo resultou em 11 elementos de transferência de informações que impactam o reconhecimento de perigo e treinamento de segurança: alto compromisso de gestão, supervisão, material de treinamento, atividades em pares, feedbacks formais e informais, avaliações de campo, incentivos, trabalhos motivacionais, cultura de segurança, orientação, retenção de aptidão dos profissionais.

Enfim, a criação de um programa de treinamento com alto nível de envolvimento não só de engenheiros, mas também com profissionais da área de psicologia e pedagogia e a formação de um comitê participativo e heterogêneo, com diretoria da empresa, técnicos em segurança e funcionários que trabalham diretamente no canteiro de obra, discutindo problemas e apresentando soluções, se mostram aplicáveis num grande universo amostral, já que apresentaram bons resultados diante das dificuldades do público alvo e das deficiências nos locais de execução.

Boas práticasSaúde e VidaVias concretas

 

Casas de palafita: a alternativa das populações ribeirinhas

São construções que surgiram na Era Neolítica, ou seja, na Pré-História, de acordo com os restos dessas habitações encontrados nos sítios arqueológicos europeus. Sua maior aplicação ocorre em áreas alagadiças, como na região Amazônica, no Pantanal e na Ásia, em que as populações ribeirinhas devem se adaptar ao ciclo das águas (6 meses de seca e 6 meses de cheia de rios).

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O material básico para a construção de palafitas é a madeira, visto que ela possui uma maior resistência a água. Contudo, ainda pode ser usada a palha e a taipa, sendo a última uma espécie de barro sobre uma armação feita de galhos e ripas. Assim, as casas são sustentadas por troncos ou pilares, evitando que a água adentre o interior da mesma.

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Caso a água invada as casas, os moradores fazem uso da maromba, que é uma espécie de piso elevado que permite que os mesmos continuem vivendo no local até que a enchente diminua.

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É nítido a precariedade desse tipo de casa no Brasil por causa dos constantes riscos que os habitantes vivem, tanto com relação a integridade da construção, quanto aos acidentes proporcionados pela proximidade com a água e sua correnteza. Desse modo, a manutenção e troca das madeiras é primordial, especialmente se a água sob as casas for poluída. Entretanto, o tempo em que a manutenção deve ser feita varia conforme as características da região, do tamanho da palafita e da quantidade de chuva.

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Palafita, Maromba, Casa de palafita e Imagens.

OS 10 ANOS E O KIT MOLA

O PET Civil UFJF encontra-se em comemoração dos seus 10 anos de criação!

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Logo dos 10 anos do PET Civil UFJF idealizada pelo petiano egresso Matheus Saggioro.

E mais uma vez gostaríamos de divulgar esse momento festivo que é tão especial para os integrantes do grupo: bolsistas, não-bolsistas, tutores, egressos… enfim, petianos!  E uma vez petiano, sempre petiano, não é mesmo?!

Além disso, parabenizamos a comunidade acadêmica por fazer o PET acontecer! Trabalhamos por um curso melhor, por uma Faculdade mais acessível… por vocês! Por você estudante, ou professor, calouro ou veterano!

Àquel@s que nos procuram em nossa salinha (5123 do Itamar Franco, hein?!), participam dos aulões, visitas técnicas, minicursos, Concurso de Pontes das Escolas Públicas, Olimpíada de Engenharia Civil e Concurso Mola, obrigado!

O EVENTO

E para completar, vamos relembrar a programação do último dia da Semana dos 10 anos do PET Civil UFJF.

SEXTA-FEIRA (12/05)

14H – PALESTRA COM CRIADOR DO KIT MOLA

Às 14h, teremos a ilustre presença do criador do Mola Structural Mola, o arquiteto Márcio Sequeira de Oliveira.

Em setembro de 2016, durante a XXXIX Semana da Engenharia UFJF, ele visitou nosso grupo pela primeira vez com a palestra magna “Mola Structural Model: A maior campanha de financiamento coletivo do país”. Desta vez, o Márcio irá acompanhar a segunda edição do Concurso Mola que, segundo ele, é o primeiro concurso da história do Kit Mola.

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Márcio Sequeira em sua primeira visita ao PET Civil.

A temática de sua palestra irá girar em torno de aspectos de empreendedorismo, alimentando os desejos de estudantes de todas as engenharias da UFJF, com particular ensejo na Engenharia de Produção. Fique ligado!

Mini currículo do palestrante:

Márcio Sequeira é arquiteto pela UFPA, com especialização em estruturas metálicas pelo Instituto Isabela Hendrix e mestrado em Construção Metálicas pela UFOP. Desenvolveu o projeto Mola lançado em uma plataforma de financiamento coletivo , Catarse, bateu o recorde nacional em 2014 e arrecadou R$ 600 mil em 45 dias. O projeto teve 1.583 apoiadores vindos de 30 países. Vencedor do prêmio Brasil Criativo 2014 (categoria Design) e finalista no Creative Business Cup Brasil 2014.

“Márcio Sequeira é arquiteto pela UFPA, com especialização em estruturas metálicas pelo Instituto Isabela Hendrix e mestrado em Construção Metálicas pela UFOP. Desenvolveu o projeto Mola lançado em uma plataforma de financiamento coletivo , Catarse, bateu o recorde nacional em 2014 e arrecadou R$ 600 mil em 45 dias. O projeto teve 1.583 apoiadores vindos de 30 países. Vencedor do prêmio Brasil Criativo 2014 (categoria Design) e finalista no Creative Business Cup Brasil 2014.”

 

16H – II CONCURSO MOLA

Após um intervalo com um delicioso Coffee Break, teremos o II Concurso Mola.

O Concurso MOLA já está no calendário de atividades do PET Civil UFJF dada a repercussão da primeira edição, realizada em julho do ano passado. E, ainda, foi tema de trabalho apresentado no último CONPET Civil (Congresso Nacional dos Grupos PET de Engenharia Civil), que aconteceu em Fortaleza na semana passada. (Post do IV CONPET em breve!)

ORGANIZAÇÃO

Serão 12 equipes competindo numa atividade dinâmica com a (des)construção de estruturas em escala reduzida, aplicando conceitos aprendidos nas disciplinas de Desenho Técnico, Mecânica, Análise Estrutural e Resistência dos Materiais. Mesmo assim, o concurso é voltado para todas as Engenharias, Arquitetura e cursos do ICE (Instituto de Ciências Exatas).

Como PREMIAÇÃO, a equipe vencedora vai ganhar R$500 em vales da Livraria Saraiva e pendrives para a segunda colocada. Além disso, ambas as equipes receberão as medalhas do Concurso Mola.

Aguardem novidades para a segunda edição!

INSCRIÇÕES ABERTAS! PARTICIPEM!

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II Concurso MOLA nos 10 anos do PET Civil UFJF.

Link para inscrição no Concurso Mola: aqui

Para mais informações, leia o edital: aqui

Evento de 10 anos: aqui

Contamos com sua presença mais uma vez em nosso evento! Venha comemorar conosco nossos 10 anos de muitas histórias!

Histórias que serão compartilhadas aos poucos aqui no blog ao longo de todo este ano! Podem se preparar para muitas emoções!

Abraços,

PET Civil UFJF.

Atrações da semana dos 10 anos do PET Civil – UFJF

É com muita alegria que o grupo comunica seu décimo aniversário.
Tal tema será tópico das próximas postagens do blog, assim como foi a última (para conferir, clique aqui!).

A semana de comemorações terá início no dia 10 de Maio, quarta-feira, e se estenderá até sexta-feira, dia 12.

O primeiro evento a ocorrer, dia 10/05, será o minicurso de Instalações Hidráulicas Prediais, ministrado pelo engenheiro da Tigre, Fabio de Carvalho Guimarães. Ele tem caráter básico porém muito elucidativo, de forma a complementar os conhecimentos dos alunos da graduação, na parte de hidráulica. Além disso, será gratuito e contará com certificado, porém, serão somente 60 vagas! Ocorrerá no período de 14:00 às 17:00 horas no anfiteatro 3 do Edifício Itamar Franco da Faculdade de Engenharia.

 

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Logomarca TIGRE, parceira do evento.

No dia seguinte, 11/05, acontecerá uma visita técnica. Dessa vez, visitaremos o ginásio da FAEFID, o qual se encontra em construção e conta com novidades. A visita será guiada pelo engenheiro responsável da obra. É pedido que todos estejam vestindo sapato fechado. Serão dois grupos de 20 pessoas cada: o primeiro de 14:00 às 15:30 horas e o segundo grupo de 15:30 às 17:00 horas.

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Foto da obra do ginásio da FAEFID ainda no ano de 2015

Ficou interessado? Se inscreva no evento pelo link:

Neste link você terá a opção de demonstrar seu interesse, tanto no minicurso quanto na visita técnica.

Para mais informações, não deixe de nos acompanhar nas redes sociais.
Você também faz parte desse evento!

Link do evento no Facebook;

Inscrição para o II Concurso Mola;

Edital do II Concurso Mola.

Esperamos por vocês!

 

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O Engenheiro Empreendedor

A maior parte dos cursos de Engenharia nas universidades brasileiras possuem uma grade de matérias em sua maioria voltada para uma formação técnica de engenheiros. De fato, tal formação é importante, mas a falta de disciplinas que incentivam a criatividade e o senso de inovação da comunidade acadêmica está afetando diretamente a eficiência industrial do país.

Diante de um mercado cada vez mais competitivo, um engenheiro recém formado precisa se destacar de alguma forma para se engajar em diferentes oportunidades. Enquanto uns buscam pós graduação em cursos de mestrado e doutorado, outros visam especialização fora do país. Entretanto, um fator que pode diferenciar o profissional no mercado de trabalho são experiências de empreendedorismo. Liderança, trabalho em equipe e a facilidade para enxergar inovações pertinentes são atributos catalizadores de sucesso nas carreiras de engenheiros de hoje em dia.

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Uma referência na relação do empreendedorismo com a engenharia é a Olin College, em Needham (EUA). Neste modelo de curso, os alunos aprendem a prática com uma rede de proteção de projetos que vão sendo retiradas pelos professores ao longo do curso. No último ano, o aluno lida diretamente com clientes reais em seu projeto, com os professores atuando como conselheiros.

Segundo Stephen Schiffman, um dos criadores do currículo da escola, “você tem que ser empreendedor no seu trabalho. Você não pode só ficar lá e aceitar o que pedem para você fazer, seja você um engenheiro ou um artista”.

No Brasil, algumas ferramentas de formação do engenheiro empreendedor já existem no âmbito acadêmico. Destaca-se programas extracurriculares como grupos PET’s, empresas juniores, dentre outros. A aplicação prática das técnicas adquiridas dentro da sala de aula é fundamental na formação do engenheiro. Entretanto, mais que isso, tais movimentos são fomentadores de visão empreendedora, já que faz com que os estudantes acrescentem em seus currículos experiências de competitividade, negociações com clientes, possíveis fracassos e capacidade para reverter situações através de inovações.
Uma situação comum que leva ao empreendedorismo é quando o engenheiro aproveita todos os recursos que estão a seu alcance, seja no meio acadêmico ou em casa. Para isso ser treinado nas universidades é necessário um ambiente multidisciplinar dentro da instituição, com softwares, maquinários e tudo que se precisa para inovar. No Brasil, a maior parte das universidades ainda está distante deste modelo e a pergunta é: somos treinados como empreendedores na mesma proporção que somos formados como técnicos?

Seja diferente, pense além da caixa. Saber inovar pode salvar sua carreira e até mesmo transforma-la em algo grandioso. O engenheiro do futuro é o engenheiro empreendedor.

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Blog da engenharia; Massa cinzenta.

Desdobramentos sobre o desastre de Mariana

Há exatos 1 anos, 5 meses e 5 dias, acontecia o maior desastre ambiental da história do país e um dos piores a serem registrados pela humanidade. Tal acontecimento já foi tema de um post do blog, onde se é possível ter ideia da dimensão da catástrofe vivenciada pelos moradores do pequeno distrito de Bento Rodrigues e que trouxe uma realidade turva para os moradores do leito do Rio Doce e preocupações a toda população do país.

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Carros e destroços de casas em meio a lama, em Bento Rodrigues (foto: Christophe Simon/AFP)

Barragens são complexas em todas as premissas que um projeto de engenharia possa apresentar. São obras caras, de alta complexidade e com demasiado impacto socioambiental. Sendo assim, é de se esperar que sejam obras de altíssimo risco associado. Estima-se que 1 em cada 10.000 barragens sofrerá um acidente com ruptura por ano. Exige-se um controle estrito no projeto, construção e controle. O que, obviamente, não foi observado na barragem do Fundão.

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Após longas investigações, constatou-se que houve inúmeras falhas por parte da responsável pela barragem, a Samarco S.A, que vão desde a etapa de construção até a parte de monitoramento. Relatórios comprovaram que a companhia tentou explorar ao máximo a capacidade da barragem, mesmo que evidências claras indicassem o contrário.

Consultores contratados atribuem a falha da barragem a uma sucessão de eventos:

  • 2010 : Instalação de tapete drenante: ampliou-se a capacidade de saturação das paredes, levando a um maior potencial de falha por liquefação;
  • 2011-2012 : Lama chegou a lugares onde não era esperada
  • 2012: Galeria de concreto é considerada incapaz de suportar as cargas as quais estava submetida, o que impedia o alteamento das paredes da barragem
  • 2013: Durante o processo de alteamento, nota-se presença de agua no recuo da ombreira
  • 2014: Tapete Drenante se apresentava em sua capacidade máxima

Soma-se a tudo isso, um sucessão de pequeno abalos sísmicos, que podem ter acelerado o processo de liquefação da barragem, que já era considerado avançado.

Infelizmente, esse não foi o primeiro, e nem será o último, acidente envolvendo barragens em nosso país. São muitos os manuais, artigos e livros sobre o assunto, o que descarta incapacidade técnica por parte da Engenharia Civil brasileira. Espera-se que esse acidente tenha servido de lição e que outros responsáveis técnicos por barragens tenham aprendido sobre a importância de todos as etapas, sempre colocando segurança em primeiro lugar.

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Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais/ Corpo de Bombeiros/MG – Divulgação

Fontes: Jornal Valor, CBDB

Casas de madeira: uma solução rápida

Ainda pouco adotada, as casas de madeira são uma das atuais opções para quem busca economia e conforto. Economicamente, é possível diminuir a contratação de pedreiros e arquitetos, além de evitar grandes gastos com materiais de construção e acabamento. Assim, em média, reduzem-se o custo em cerca de 60% e o tempo para construção, quando comparadas as casas de alvenaria. Já em relação ao conforto, sua cor natural quente influencia o estado de espírito de maneira positiva, acalmando o sistema nervoso e transmitindo sensação de aconchego.

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A maior vantagem desse tipo de empreendimento é a sua manutenção barata. Para garantir a durabilidade e resistência da mesma, deve-se usar um verniz de base aquosa na parte externa e interna, com a sua reaplicação dependente das condições climáticas do local. Desse modo, é provável que a casa sobreviva, sem grandes manutenções, por cerca de 100 anos.

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Antes do início da construção, é fundamental tratar o solo a fim de evitar infestação de pragas, tais como o cupim, mesmo que a madeira seja maciça e resistente. Ademais, a fundação da construção é feita em alvenaria, assim como os banheiros e cozinhas, para que seja possível garantir o isolamento acústico necessário. Já o isolamento térmico fica garantido pelo uso da madeira, que mantém casa em temperatura neutra, ou seja, não muito quente no verão e nem muito frio no inverno.

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Mas como qualquer tipo de construção civil, as casas de madeira também apresentam alguns riscos. A falta de estabilidade e força em áreas de riscos de desastres naturais, como enchentes, furacões e deslizamentos, e os rangidos típicos da madeira, são alguns dos fatores que podem levar a preferência por uma casa de alvenaria.

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Palavras chave: Madeira, Imagens, Casa de madeira, Construção.

Estudante de Engenharia Civil pode realizar o papel de um técnico de edificações?

Em meio às questões relativas à elaboração e execução de obras, as profissões de engenheiro civil, técnico em edificações e arquiteto estão completamente vinculadas. E, apesar de cada profissional possuir suas atribuições e limitações, é comum se confundir quanto à atuação de cada um.

O técnico em edificações tem por atribuição realizar o elo entre os responsáveis técnicos, que são os engenheiros e arquitetos, e os executores da obra, que são os mestres de obras, pedreiros, entre outros. Com isso, uma dúvida que surge comumente é se os estudantes de engenharia, a partir de um certo período, poderiam atuar realizando essa mesma função. Será que os graduandos, que já buscam oportunidades de estágio, possuem competência e conhecimento iguais ao que o profissional técnico tem?

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Após sua graduação, o Engenheiro Civil é especialista em projetar, planejar e construir obras como edifícios, pontes, barragens, entre outros. Muitos confundem o trabalho do engenheiro com o técnico em edificações, porém o nível de responsabilidade dos dois é muito diferente.

Já o Arquiteto, que também é especializado em projetar, planejar e construir, possui conhecimentos ligados à engenharia civil, elétrica e hidráulica além de questões como ocupação urbana, tratamento da paisagem e muito mais, tendo assim, uma área de atuação também muito ampla.

O Técnico em Edificações possui um papel de extrema importância no canteiro de obras, e sua atuação é regulamentada e fiscalizada através do CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

Durante o curso de Técnico em Edificações, os alunos recebem ensinamentos sobre arquitetura, elétrica, hidráulica além de estudarem também muitas leis e normas, principalmente no que diz respeito às técnicas de segurança.

Em síntese,  o Técnico em Edificações pode:

♦ Prestar assistência técnica no desenvolvimento de projetos e pesquisas;

♦ Atuar em empresas nas vagas relacionadas à construção civil, como, por exemplo, agente de fiscalização, consultor técnico e assistente dos responsáveis pelo projeto;

♦ Elaborar orçamentos, memoriais descritivos e fazer a supervisão das etapas de processos construtivos.

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No que diz respeito à emissão de laudos técnicos, os profissionais registrados no Conselho Federal são autorizados a emitir um registro de responsabilidade técnica. Porém nenhum profissional de nível médio técnico pode realizar um laudo ou um parecer técnico.

No mais, apesar dos estudantes de engenharia estarem continuamente recebendo um treinamento técnico profissional, eles não estão habilitados para emitir laudos. E por não terem completado sua formação, em certas áreas, também não podem exercer as mesmas funções que um técnico em edificações. Se o aluno não possui atribuições para exercer certas atividades, perante a justiça, ele estará fazendo o uso indevido de outra profissão. Então, nesse caso, é melhor que ele espere pela conclusão do curso. Afinal, tudo no seu tempo.

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SudestePET 2017 – VITÓRIA/ES

Após o encontro local dos grupos PET e GET (PET Institucional) no XV InterP(G)ET, os petianos da Universidade Federal de Juiz de Fora aguardavam ansiosos  pela integração de toda a região sudeste do país, evento de maior alcance que proporcionaria grandes discussões acerca dos trabalhos realizados, das lutas futuras e da importância do Programa de Educação Tutorial: o XVII SudestePET.

E nos dias 17 a 19 de março deste ano, aconteceu o SudestePET 2017 em Vitória/ES, sediado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o tema “Política e Educação: Influências no Programa de Educação Tutorial”. A UFJF foi representada pelos PET’s das faculdades de Educação Física, Psicologia, Engenharia Elétrica, pelo GET Engenharia Computacional, e é claro que o PET Civil não poderia faltar!

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Logo do SudestePET 2017.

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Grupos PET’s da UFJF que participaram do evento.

 

O EVENTO

Os (participantes) da UFJF foram recebidos pelos petianos da Universidade Federal de Juiz de Fora na noite do dia 16 de março para credenciamento no evento.

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Programação oficial do evento.

 

SEXTA-FEIRA (17 de março)

ABERTURA

                Na manhã do dia 17, sexta-feira, todos os petianos foram recebidos para a Abertura Oficial do XVII SudestePET. A mesa era composta por:

  • Mario Lima Brasil, tutor do PET Conexão de Saberes | Música do Oprimido (UNB – Brasilia/DF) e presidente do CENAPET (Comissão Executiva Nacional do PET);
  • Zenólia C. Campos Figueiredo, diretora da PROGRAD (Pró-Reitoria de Graduação) da UFES.
  • Silvia Neves Salazar, tutora do PET Serviço Social da UFES;
  • Samara Henrique Maschetti, petiana do PET Engenharia Florestal (UNESP – Botucatu/SP) e diretora de comunicação do CENAPET;
  • Camila Maria Grijó de Almeida, estudante de Artes Visuais e egressa do PET Conexões – Projeto Educação (UFES).

 

Durante a abertura, realizada no Teatro Universitário da UFES, os petianos foram apresentados à criação e trajetória do Programa de Educação Tutorial. Todas as dificuldades enfrentadas pelo Programa e destacadas na fala de Mario Lima, presidente do CENAPET, foram efetivas para entendermos a importância desse sistema do qual fazemos parte e o porquê de estarmos nesse encontro regional.

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Na mesa de abertura, temos, da esquerda para direita: Camila Grijó, Samara Maschetti, Zenólia Figueiredo, Mário Lima e Silvia Salazar.

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Todos reunidos para abertura do evento no Teatro Universitário da UFES.

 

Aproveitando o tema “Política e Educação: Influências no Programa de Educação Tutorial”, os petianos e tutores que compuseram a mesa ressaltaram nosso dever, como integrante da comunidade petiana, de agir e não ficarmos restritos apenas aos trabalhos individuais. Os 842 grupos precisam mostrar presença nas atividades e lutar pelo o que é nosso, afinal, somos todos agentes políticos. É por isso que precisamos marcar presença no MOBILIZA PET e no próximo ENAPET, eventos apresentados durante a abertura. Ambos acontecerão em Brasília, em julho deste ano.

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Alguns petianos vieram de Brasília para divulgar o XXII ENAPET, que ocorrerá em julho deste ano.

 

GDT’S

Nesse primeiro dia de evento, foram organizados os GDT’s (Grupos de Trabalho) com a ideia de convidar os petianos a participarem de debates sobre temas importantes para a atuação do PET. Dentre os vários GDT’s organizados pelo SudestePET, estes são os grupos que PET Civil participou:

  • PET e o colegiado – relações com o CLAA e a IES.
  • Desafios, Integração dos grupos PET.
  • Financiamento do programa: custeio.
  • PET, ação e prática política: MobilizaPET.
  • Intervenção dos grupos PET na Sociedade.

 

SÁBADO (18 de março)

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS

Dando sequência à programação, a manhã do dia 18 de março foi reservada para a apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos diversos grupos PET da região sudeste. Cada grupo poderia submeter até 2 trabalhos, que seriam apresentados na forma de banner.

A proposta é conhecer as atividades de cada grupo, conhecendo novas pessoas, formas de atuar de seu respectivo PET e, quem sabe, motivar-se para também colocar em prática alguma ideia que tenha gostado. Além disso, haveria avaliação dos trabalhos por uma comissão do Sudeste PET.

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Apresentação de trabalhos.

 

O grupo PET Civil enviou trabalho sobre o “III Concurso de Pontes de Papel das Escolas Públicas de Juiz de Fora”, que foi apresentado pelos petianos Gustavo e Letícia Spínola. Os mesmos comentaram que foi uma experiência bacana e que ficaram felizes pela maneira como o Concurso foi bem recebido: “Todos gostaram muito!”.

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Gustavo e Letícia Spínola preparados para sua apresentação.

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PET Civil ao lado de seu banner.

 

A programação para sábado estava realmente cheia. Ainda para esse dia, teríamos o GAPD e a Plenária, as Oficinas, Reunião de Tutores e Festa Oficial do evento.

  • GAPD (Grupo de Ajustes às Propostas Deliberativas)

Com base na ementa do GAPD, disponível no documento final das propostas, “O Grupo de Ajustes às Propostas Deliberativas (GAPD) é composto por três representantes de cada universidade, a priori um tutor e dois petianos, e tem como objetivo ajustar e melhorar a redação das propostas advindas dos GDTs, a fim de facilitar o entendimento e a compreensão das mesmas na Assembleia Geral.”

  • PLENÁRIA

A plenária constituiu-se uma sessão de debates, que abordou temas como diversidade, pluralidade e gênero, discutindo uma formação crítica e livre de quaisquer preconceitos.

Em consonância com deliberação do último ENAPET, constituiu ótima iniciativa, pois trouxe espaço para assuntos importantes que merecem ser ouvidos e debatidos.

  • OFICINAS

Criando um momento de descontração, o SudestePET 2017 trouxe também algumas atividades lúdicas para aprendizagem e também interação entre os participantes. Tivemos oficinas de Circo, Teatro, Luta, Mosaico, Vídeo, Dança Afro e, ainda, Visita ao Centro Histórico de Vitória.

DOMINGO (19 de março)

ASSEMBLEIA GERAL

No último dia do evento, estava programada para acontecer a Assembleia Geral, com a reunião de toda a comunidade petiana participante do SudestePET.

Reunidos no Teatro Universitário da UFES, todos votaram a fim de acordar sobre o regimento interno do SudestePET, moção sobre rotatividade desse encontro regional e, por fim, o documento final do GAPD foi lido e as propostas discutidas e votadas. Após a Assembleia, deu-se por encerrado o XVII SudestePET.

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Leitura dos documentos redigidos durante o SudestePET para votação final.

 

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Comunidade petiana erguendo seus crachás para computar os votos na Assembleia Geral.

AGRADECIMENTOS

Foram dias de muita inspiração para todos os petianos, que chegaram motivados a compartilhar essas experiências e, claro, participar do Encontro Nacional dos Grupos PET (ENAPET), que será realizado em julho de 2017, em Brasília/DF.

O PET Civil agradece aos organizadores, à UFES e também à nossa UFJF, que possibilitaram a participação nesse evento enriquecedor.

E, ainda, agradecemos ao estado do Espírito Santo e à Vitória, que nos conquistou com suas belezas naturais, suas pontes, nos recebeu na praia do Camburi, no Convento da Penha (Vila Velha) e na Rua da Lama, com sua deliciosa pizza em cone.

Até a próxima!

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Visita ao Convenho da Penha pelos grupos PET da UFJF, com vista para a famosa Terceira Ponte – Vila Velha/ES.

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PET Civil no SudestePET 2017.

 

Para saber mais, acesse:

Site oficial do evento: SUDESTEPET 2017

Mais fotos do evento em: SudestePET no Facebook

Comissão Executiva Nacional do PET: CENAPET

Tema do trabalho apresentado no  SudestePET: III Concurso de Pontes das Escolas Públicas de Juiz de Fora

Concreto branco e suas variações

O Concreto Branco é um tipo de concreto produzido a partir do Cimento Portland Branco (CPB), onde a cor branca é obtida através da utilização de matérias primas com baixo teor de óxido de ferro e manganês, areia com doses extras de calcário moído e, principalmente, utilizando o caulim no lugar da argila. Vale apena ressaltar também que o  cimento a ser utilizado varia de acordo com a necessidade da obra, podendo ser ele estrutural ou não estrutural. O CPB-Estrutural é normalmente aplicado em concretos branco para fins arquitetônicos, enquanto o CPB-Não Estrutural é destinado principalmente ao rejuntamento de peças cerâmicas, pedras naturais e pastilhas.

125aparente2Imagem 1: Fundação Iberê Camargo – Porto Alegre

pontebranca1.Imagem 2: Ponte Estaiada em Concreto Branco – Brusque, Santa Catarina.

O concreto branco está relacionado diretamente à estética, e é muito utilizado para dar destaque às formas arquitetônicas ou, misturado a pigmentos, obter texturas e efeitos rústicos.

A utilização de pigmentos no Concreto Branco define o chamado Concreto Colorido. Tais pigmentos são insolúveis, o que os diferencia dos corantes, podem ser orgânicos ou inorgânicos e podem estar na forma de pó ou dispersões aquosas. A cor dos pigmentos orgânicos varia de acordo com os componentes presentes, de forma que o Óxido de Ferro III está relacionado com a tonalidade vermelha, o Óxido de Cobalto com a tonalidade azul, entre outros.

Dentre as vantagens do Concreto Colorido destaca-se a sua maior durabilidade estética, a não necessidade de revestimentos e pinturas e sua boa resistência à poluição, ação solar e outras intempéries.

museu-paula-regoImagem 3: Casa das Histórias Paula Rego – Portugal.

 

A surpreendente ideia do cimento sem água

    Muito se discute sobre o uso do cimento na sociedade atual. O material tem grande importância e se tornou indispensável no mundo da engenharia, porém possui alguns pontos a serem discutidos. Riscos à saúde humana e ao meio ambiente são as principais vertentes que geram críticas ao uso do cimento tradicional. Doenças de pele e pulmonares e a considerável emissão de dióxido de carbono são exemplos desses fatos que incentivam pesquisadores do ramo da Engenharia Civil a procurarem melhorias e adaptações a uma das matérias primas mais utilizadas atualmente na construção civil.

Por essas e outras razões, pesquisadores e professores da Universidade Estadual de Oregon, nos EUA, tiveram a ideia de modificar a composição do cimento tradicional de maneira simples. Ao substituir a água por dióxido de carbono e silicato de cálcio, foi criado o “cimento de silicato de cálcio carbonatado” ou “CCSC”. Além de diminuir a emissão de gases de efeito estufa e ser menos impactante à saúde humana, o “cimento sem água” se mostrou mais durável e com baixo custo. Outro fator a ser destacado é a diminuição do consumo de água que o uso dessa nova alternativa acarreta, já que vivemos em tempos de crise hídrica.

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O novo material se parece muito com o convencional, entretanto suas propriedades geram maior durabilidade e resistência, em decorrência da carbonatação. Dessa forma, é muito possível que o produto ganhe credibilidade no mercado do cimento, principalmente para o uso de produtos de concreto pré-moldados, que podem ser criados em uma fábrica e transportados para onde serão usados.

A inovação da Universidade Estadual de Oregon pode se tornar uma alternativa muito interessante, uma vez que o cimento é indispensável na composição do concreto, o qual possui uma produção anual de 2 a 4 toneladas. Desse modo, adesão pela nova tecnologia impulsionaria a diminuição da emissão de CO2 no mundo a uma taxa de 1 a 3%.

Um dos únicos pontos negativos da inovação tecnológica é a sua produção, já que esta demanda mais trabalho do que uma simples mistura de água sobre a massa. A carbonatação, por exemplo, exige botijões com CO2 sob pressão. Assim, a aderência generalizada por parte de engenheiros e empresas pode demorar mais tempo.

Fonte: inovacaotecnologica, acertar