Mulheres na Engenharia

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As mulheres conquistam cada vez mais seu lugar no mundo moderno. Um exemplo claro disso é a engenharia, que deixou de ser um campo de universo masculino para dividir espaço com as qualidades femininas. Turmas que antes formavam com uma ou duas representantes do sexo feminino, hoje são metade compostas por elas. Observar as bibliotecas de faculdades de engenharia cheias de mulheres é motivo de orgulho para toda a sociedade.

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Enedina Alves Marques

Voltando um pouco na história, em 1917, mesmo ano em que na Rússia o dia 8 de março consagrou-se como o dia da mulher, Edwiges Maria Becker Hom´meil entrava para a história como a primeira engenheira do Brasil formada pela Escola Polythecnica do antigo Distrito Federal (RJ), que hoje seria a Escola Politécnica da UFRJ. Vinte e oito anos depois de Edwiges, em 1945, na UFPR, formava-se a primeira engenheira do estado do Paraná e primeira engenheira negra do Brasil, Enedina Alves Marques, também considerada uma pioneira da engenharia brasileira.

Trazendo a história um pouco mais para perto, na Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1933, Marilia D’Alva Fabiano Alves torna-se a primeira mulher engenheira (geógrafa) formada pela Escola de Engenharia de Juiz de Fora e Dulce Palmer é a primeira mulher a se formar pela Escola de Engenharia como engenheira civil e eletrotécnica em 1938.  Essas são apenas algumas mulheres, dentre muitas outras de igual importância, que superaram limites para fazer história na engenharia brasileira.

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Apesar da participação feminina crescer a cada dia, alguns preconceitos precisam ser vencidos. Embora a legislação brasileira, em seu artigo 7º, inciso XXX da Constituição Federal de 1988, proíba a diferença de salários e a discriminação trabalhista relacionada ao sexo, idade, cor ou estado civil, quando se observa os gráficos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), percebe-se que a média salarial das engenheiras, no Brasil, é 14% menor que a dos homens. Além do desafio da desigualdade, aos poucos as mulheres têm saído dos escritórios e vencido o preconceito da presença delas em canteiros de obras. Afinal, o mundo precisa de mais mulheres de botina e capacete fazendo história.

Reportagem especial mostra a inserção das mulheres na Engenharia Civil

 

Fontes: Blog da EngenhariaUNOCHAPECÓ ; UFJF .

Crescimento do salário feminino na construção civil

Mesmo após muitas conquistas na sociedade, as mulheres brasileiras, hoje, continuam ganhando salários inferiores aos dos homens, mas apesar dessa remuneração inferior a inserção das mulheres no mercado entre 2000 e 2010, segundo dados do Censo Demográfico de 2010 do IBGE divulgados nessa quarta-feira (19), cresceu em 24%.

Rendimento salarial Foi verificado um aumento na participação das mulheres em algumas áreas até então dominadas pelos homens, devido ao aquecimento da economia. Nesse sentido, a construção civil tem sido uma das áreas de maior destaque, absorvendo o trabalho feminino.
A entrada feminina em grande escala nesse setor é um fenômeno recente.  Elas ainda representam uma minoria no mercado da construção civil, mas já começam a conquistar espaço e visibilidade. As mulheres ocupam, em geral, cargos de nível técnico e superior, como atividades ligadas à administração, gerência ou coordenação de projetos.

São Carlos, interior de São Paulo, o inesperado aconteceu, quando um curso de Construção Civil, exclusivo para mulheres e promovido pela prefeitura local, teve uma impressionante procura. As 150 vagas iniciais evaporaram e a primeira turma iniciou suas aulas com quase o dobro de inscritas. Além de desempenhar as mesmas funções que o homem, elas tem se mostrado mais cuidadosas, detalhistas e caprichosas, o que acaba sendo um diferencial positivo.  A participação das mulheres como engenheiras, gesseiras, encanadoras, eletricistas nas construções também tem sido vista como  uma solução para o apagão de mão de obra no setor. Há mais vagas para mulheres nas regiões Sudeste e Sul. Em Santa Catarina, por exemplo e no Rio de Janeiro, onde algumas construtoras já possuem cerca de 20% do quadro composto por mulheres. Mas diante desse novo panorama, o que se torna mais animador é verificar que dentre os 20 setores de trabalho analisados pelo IBGE, a área de construção civil e transportes aparece entre as 3 únicas em que as mulheres ganham mais que os homens, com sálários 65,8% mais altos.

Fontes: Folha de São Paulo G1 C3

O Blog do PETCivil entra em recesso, desejando a todos um feliz natal e um próspero ano novo. Retornaremos nossas atividades em janeiro de 2013.

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