Casas de palafita: a alternativa das populações ribeirinhas

São construções que surgiram na Era Neolítica, ou seja, na Pré-História, de acordo com os restos dessas habitações encontrados nos sítios arqueológicos europeus. Sua maior aplicação ocorre em áreas alagadiças, como na região Amazônica, no Pantanal e na Ásia, em que as populações ribeirinhas devem se adaptar ao ciclo das águas (6 meses de seca e 6 meses de cheia de rios).

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O material básico para a construção de palafitas é a madeira, visto que ela possui uma maior resistência a água. Contudo, ainda pode ser usada a palha e a taipa, sendo a última uma espécie de barro sobre uma armação feita de galhos e ripas. Assim, as casas são sustentadas por troncos ou pilares, evitando que a água adentre o interior da mesma.

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Caso a água invada as casas, os moradores fazem uso da maromba, que é uma espécie de piso elevado que permite que os mesmos continuem vivendo no local até que a enchente diminua.

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É nítido a precariedade desse tipo de casa no Brasil por causa dos constantes riscos que os habitantes vivem, tanto com relação a integridade da construção, quanto aos acidentes proporcionados pela proximidade com a água e sua correnteza. Desse modo, a manutenção e troca das madeiras é primordial, especialmente se a água sob as casas for poluída. Entretanto, o tempo em que a manutenção deve ser feita varia conforme as características da região, do tamanho da palafita e da quantidade de chuva.

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Palafita, Maromba, Casa de palafita e Imagens.

As grandes pirâmides e suas construções

     Ao estudar a história da antiguidade, muitas questões podem chamar a atenção, mas é inegável que o fato de seres humanos conseguirem construir com eficácia estruturas complexas e pesadas, sem o auxílio de grandes máquinas e softwares avançados, é algo fascinante.


      As grandes pirâmides possuem como principal material de construção blocos de pedras que chegavam a pesar 2 toneladas. O formato escolhido é justificado pela estabilidade característica do polígono piramidal. Contudo, ao analisar as pirâmides que ainda se mantêm intactas, encontra-se alguns aspectos que diferem umas das outras. Enquanto a pirâmide Guise no Egito é lisa, as pirâmides de Huaca del Sol no Peru e a Tigre na Guatemala possuem degraus que separam a estrutura em vários níveis.


    Desde milhares de anos atrás, muito se discute sobre a construção em si das grandes pirâmides. Até hoje, não foi descoberto exatamente todos os métodos usados pelos construtores antigos, entretanto, algumas ideias foram consolidadas.

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     Pode-se separar o processo de construção das pirâmides em 3 fases: escavação, obtenção de material e transporte. Na fase de escavação fica claro que egípcios, maias, macedônios e mongóis levavam a sério as fundações. Para evitar inclinações e desmoronamentos, buracos de estacas eram cavados em intervalos regulares ao longo do relevo, levando em conta que as laterais da pirâmide fossem paralelas aos eixos leste-oeste e norte-sul (no caso dos egípcios). Porém, havia um grande desafio pela frente: o nivelamento da construção. Atualmente, ainda não se tem certeza como o nivelamento foi executado, mas a teoria mais provável diz que os trabalhadores despejavam água nos buracos escavados e nivelavam todo o material acima da linha da água, depois repetiam o processo.

Os grandes blocos usados eram formados por granito, calcário, basalto, argamassa e tijolos de barro. A falta de ferro obrigou os trabalhadores a usarem pedra e cobre para obter e modelar os materiais de construção.

Por fim, vale ressaltar a dificuldade enfrentada na fase de transporte dos enormes blocos de pedra sem ajuda de veículos resistentes. Tratando-se dos egípcios o desafio era ainda maior, já que o solo arenoso do deserto dificultava o uso das rodas. Assim, os meios utilizados baseavam-se em trenós, embarcações e rampas.

Além de impressionar com sua vista externa, muitas das grandes pirâmides fascinam estudiosos com seus ambientes internos. Labirintos, divisão complexa de cômodos, câmaras de descarga e grandes galerias provam que a engenharia é mais antiga do que parece e sua importância sempre será grande, tanto na antiguidade quanto nos dias atuais.

 

Fonte: Ultracurioso, Kalyzatf, Revista Planeta, Sempre Tops.

Aterros Estruturados

O solo mole possui baixos valores de resistência não drenada e resistência ao corte, valores de compressibilidade elevadas e baixa permeabilidade. Portanto, a altura do aterro deve ser limitada para não haver cargas muito elevadas sobre o solo de fundação. … Continuar lendo

Concreto Projetado

Você já ouviu falar de concreto projetado ou gunita? O concreto projetado é um processo de aplicação de concreto utilizado sem a necessidade de formas, bastando apenas uma superfície para o seu lançamento. O emprego de formas é opcional, sendo utilizado em sua maioria quando as característica da concretagem tornam sua utilização difícil e em alguns casos impossível. Esse tipo de concreto é muito utilizado em concretagens de túneis, paredes de contenção, piscinas e em recuperação e reforço estrutural de lajes, vigas, pilares e paredes de concreto armado. images (1)

O sistema de aplicação do concreto ou argamassa consiste num processo contínuo de projeção sob pressão  por meio de um mangote. Este mangote conduz  o concreto de um equipamento de mistura até um bico projetor, lançando-o com grande velocidade sobre a superfície.  A compactação da base se dá pelo próprio impacto do material, dispensando o uso de vibradores e resultando num concreto resistente e de alta compacidade.

A projeção do concreto pode ser feita de duas maneiras por via seca ou por via úmida. No processo via seca é feita uma mistura a seco de cimento e agregados. No bico projetor existe uma entrada de água que é controlada pelo operador. O concreto seco é conduzido sob pressão até o bico onde recebe água e aditivos. A vantagem desse método é que o operador consegue controlar durante a aplicação a consistência da mistura no bico projetor, além disso, pode-se utilizar um mangote com maior extensão. Mas o controle da quantidade de água feito pelo operador pode provocar uma grande variabilidade na mistura, sendo esse um ponto negativo.

Máquina de Concreto Projetado com Rotor de Câmaras - VIA SECA

Máquina de Concreto Projetado com Rotor de Câmaras – VIA SECA

No processo via úmida o concreto é preparado de forma tradicional, misturando-se cimento, agregados, água e aditivos,  posteriormente essa mistura é lançada pelo mangote até o bico projetor. A vantagem desse processo é que se pode avaliar a quantidade de água na mistura garantindo que esta hidratou adequadamente cimento, além disso,  esse processo reduz a quantidade de pó durante a aplicação e as perdas de material, já que sua fixação na superfície é mais eficiente.

Comparando o concreto tradicional com o projetado, nota-se que apesar da dosagem de cimento ser a mesma, ou seja, variando entre 300 e 375 kg/m³ (em alguns casos 500 kg/m³), os  agregados são de tamanho superior a 10 mm para possibilitar a redução de cimento e com isso a diminuição da retração hidráulica, isso permite que o concreto projetado seja utilizado como material estrutural.

Robô da Putzmeister projeta 20 m³/h de concreto, o equivalente a três betoneiras, na concretagem da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca – Ipanema), no trecho entre a Barra e a Gávea

Robô da Putzmeister projeta 20 m³/h de concreto, o equivalente a três betoneiras, na concretagem da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca – Ipanema), no trecho entre a Barra e a Gávea.

A relação água/cimento deve variar entre 0,35 e 0,50 de forma a garantir a aderência e a resistência do material. Podem ser utilizados aditivos nesse tipo de concreto, na proporção de 2 a 3%. A espessura das camadas não deve ultrapassar 150 mm. Em casos excepcionais em que se deva aumentar esse valor, aplica-se em camadas com espessura de 50 mm cada. Em nenhum caso deve-se ultrapassar a espessura total de 200 mm.

No processo de pré aplicação do concreto projetado, deve-se preparar a superfície que servirá de base retirando possíveis concentrações de bolor, óleos e graxas, material solto e poeira, sendo necessário para essa operação o uso de  jato de areia. Depois de preparar a superfície, deve-se umedecê-la, e em seguida projeta-se uma argamassa de cimento, areia e água, formando uma camada de pequena espessura. Finalmente aplicam-se camadas de concreto de 50 mm cada, com intervalo entre elas de 6 a 12 horas, de acordo com o tipo de cimento e dos aditivos empregados. A cura, assim como no concreto tradicional, é imprescindível para se obter um concreto projetado sem fissuras e de boa resistência.

Um fator de grande relevância e considerado um inconveniente no concreto projetado é a perda do material que não fixou na superfície de aplicação, principalmente do agregado graúdo, uma vez que é lançado com grande velocidade sobre a base. Essa perda geralmente varia entre 10 e 30% em superfícies verticais e 20 a 50% em tetos. Sua quantidade depende de vários fatores, como a hidratação da mistura, a relação água/cimento/agregado, a granulometria dos agregados, a velocidade de saída do bico projetor, a vazão do material, o ângulo da superfície de base, a espessura aplicada e a destreza do operador.

Fonte: ECivilNet, Especialista em Fundações Pesadas e Geotecnia.