A carreira acadêmica como alternativa do engenheiro civil

Muito se discute sobre os possíveis caminhos que o engenheiro pode seguir após se formar. Seguir a carreira acadêmica pode ser uma ótima escolha para os profissionais de Engenharia Civil.

Olhos nos estudos, para sempre. É disso o que o engenheiro que pretende seguir como professor universitário deve ter consciência, já que o diploma da graduação é apenas o primeiro passo de sua extensa preparação acadêmica – que durará pelo menos mais seis anos, nos programas de mestrado e doutorado. Além de vocação ao ensino, também é importante buscar a experiência profissional na área de sua especialidade. O profissional deve atuar sobre o tripé ensino (da graduação e pós-graduação), pesquisa e extensão universitária para conseguir transmitir uma vivência mais completa aos seus alunos, mesclando atividades de gestão como coordenações de cursos e chefias, com experiências práticas em laboratórios, visitas técnicas e participação em eventos.

Para muitos, o maior desafio de trabalhar na sala de aula – na área de engenharia – é a constante atualização que deve ser feita por parte dos docentes. A Engenharia Civil é muito dinâmica, por isso, para ensiná-la, é preciso conhecer as inovações tecnológicas e organizacionais que surgem  constantemente. Além disso, entender as possíveis mudanças nas funções do engenheiro no aspecto socioeconômico é fundamental, uma vez que a atualização constante visa a atender às próprias necessidades do setor produtivo, o que é essencial para que os novos profissionais estejam preparados para o mercado de trabalho.

No setor de Engenharia Civil, há uma série de áreas de especialização, sendo algumas delas novíssimas – como eficiência energética, sustentabilidade, geoprocessamento e tecnologia da informação. Das mais tradicionais, pode-se citar áreas de transportes, saneamento, meio ambiente, geotecnia, estruturas, materiais, tecnologia e gestão da construção. Muitas universidades destacam-se pela boa oferta de cursos de mestrados e doutorados na área de Engenharia Civil, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Ceará (setor de recursos hídricos). A Universidade Federal de Juiz de Fora aprovou seu programa de mestrado em Engenharia Civil (Mecânica das Estruturas e Materiais e Componentes de Construção como linhas de pesquisa) em 2017 e pode ser uma ótima opção para os engenheiros da cidade.

Quem pretender uma vaga de professor em universidade pública, no entanto, terá de se preparar para concursos públicos concorridos. Os editais exigem nível de mestrado ou doutorado, publicação de artigos científicos, orientação de pesquisas e tempo de magistério em outras instituições de ensino. Portanto, é interessante que o estudante que já tem em mente seguir uma vida acadêmica se prepare desde já para ter um currículo diferenciado no futuro.

Fonte: Fonte Atômica; Exame

O Engenheiro Empreendedor

A maior parte dos cursos de Engenharia nas universidades brasileiras possuem uma grade de matérias em sua maioria voltada para uma formação técnica de engenheiros. De fato, tal formação é importante, mas a falta de disciplinas que incentivam a criatividade e o senso de inovação da comunidade acadêmica está afetando diretamente a eficiência industrial do país.

Diante de um mercado cada vez mais competitivo, um engenheiro recém formado precisa se destacar de alguma forma para se engajar em diferentes oportunidades. Enquanto uns buscam pós graduação em cursos de mestrado e doutorado, outros visam especialização fora do país. Entretanto, um fator que pode diferenciar o profissional no mercado de trabalho são experiências de empreendedorismo. Liderança, trabalho em equipe e a facilidade para enxergar inovações pertinentes são atributos catalizadores de sucesso nas carreiras de engenheiros de hoje em dia.

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Uma referência na relação do empreendedorismo com a engenharia é a Olin College, em Needham (EUA). Neste modelo de curso, os alunos aprendem a prática com uma rede de proteção de projetos que vão sendo retiradas pelos professores ao longo do curso. No último ano, o aluno lida diretamente com clientes reais em seu projeto, com os professores atuando como conselheiros.

Segundo Stephen Schiffman, um dos criadores do currículo da escola, “você tem que ser empreendedor no seu trabalho. Você não pode só ficar lá e aceitar o que pedem para você fazer, seja você um engenheiro ou um artista”.

No Brasil, algumas ferramentas de formação do engenheiro empreendedor já existem no âmbito acadêmico. Destaca-se programas extracurriculares como grupos PET’s, empresas juniores, dentre outros. A aplicação prática das técnicas adquiridas dentro da sala de aula é fundamental na formação do engenheiro. Entretanto, mais que isso, tais movimentos são fomentadores de visão empreendedora, já que faz com que os estudantes acrescentem em seus currículos experiências de competitividade, negociações com clientes, possíveis fracassos e capacidade para reverter situações através de inovações.
Uma situação comum que leva ao empreendedorismo é quando o engenheiro aproveita todos os recursos que estão a seu alcance, seja no meio acadêmico ou em casa. Para isso ser treinado nas universidades é necessário um ambiente multidisciplinar dentro da instituição, com softwares, maquinários e tudo que se precisa para inovar. No Brasil, a maior parte das universidades ainda está distante deste modelo e a pergunta é: somos treinados como empreendedores na mesma proporção que somos formados como técnicos?

Seja diferente, pense além da caixa. Saber inovar pode salvar sua carreira e até mesmo transforma-la em algo grandioso. O engenheiro do futuro é o engenheiro empreendedor.

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Blog da engenharia; Massa cinzenta.

Casas de madeira: uma solução rápida

Ainda pouco adotada, as casas de madeira são uma das atuais opções para quem busca economia e conforto. Economicamente, é possível diminuir a contratação de pedreiros e arquitetos, além de evitar grandes gastos com materiais de construção e acabamento. Assim, em média, reduzem-se o custo em cerca de 60% e o tempo para construção, quando comparadas as casas de alvenaria. Já em relação ao conforto, sua cor natural quente influencia o estado de espírito de maneira positiva, acalmando o sistema nervoso e transmitindo sensação de aconchego.

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A maior vantagem desse tipo de empreendimento é a sua manutenção barata. Para garantir a durabilidade e resistência da mesma, deve-se usar um verniz de base aquosa na parte externa e interna, com a sua reaplicação dependente das condições climáticas do local. Desse modo, é provável que a casa sobreviva, sem grandes manutenções, por cerca de 100 anos.

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Antes do início da construção, é fundamental tratar o solo a fim de evitar infestação de pragas, tais como o cupim, mesmo que a madeira seja maciça e resistente. Ademais, a fundação da construção é feita em alvenaria, assim como os banheiros e cozinhas, para que seja possível garantir o isolamento acústico necessário. Já o isolamento térmico fica garantido pelo uso da madeira, que mantém casa em temperatura neutra, ou seja, não muito quente no verão e nem muito frio no inverno.

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Mas como qualquer tipo de construção civil, as casas de madeira também apresentam alguns riscos. A falta de estabilidade e força em áreas de riscos de desastres naturais, como enchentes, furacões e deslizamentos, e os rangidos típicos da madeira, são alguns dos fatores que podem levar a preferência por uma casa de alvenaria.

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Palavras chave: Madeira, Imagens, Casa de madeira, Construção.

Outras atuações do engenheiro civil

Quando se questiona em quais ramos um engenheiro civil pode atuar, a resposta majoritária é no âmbito da Construção Civil. Contudo, na formação de tal profissional, visa-se capacitá-lo para proceder atividades em demais setores, sendo eles: Estruturas, Geotecnia, Hidráulica, Saneamento Básico e Transportes.

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Fonte: autor próprio.

Todavia, ao longo dos cinco anos da graduação, o estudante de Engenharia Civil desenvolverá, através das matérias lecionadas, habilidades que permitirão sua admissão à cargos que, normalmente, não lhe são designados. De acordo com Vanderli Fava de Oliveira (2011), Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Formação e Exercício Profissional em Engenharia (Nupenge) e Diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), apenas dois, dentre sete engenheiros formados no país, trabalham nas áreas de atuação de sua formação.

O desenvolvimento de um raciocínio lógico eficiente, a facilidade com cálculos e a visão organizada e meticulosa, são algumas das competências de um engenheiro civil que permitem essa multiprofissionalidade.

Assim, quais são as outras possíveis atuações do engenheiro civil?

  • Deter um cargo executivo em grandes corporações, principalmente na administração das mesmas:

Como exemplo, José Roberto Bernasconi, graduado em Engenharia Civil e premiado como Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia (2012), abriu uma empresa trabalhando como projetista. Atualmente, ele ocupa uma função administrativa na mesma, tendo um raro convívio com a execução das obras.

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Engenheiro civil José Roberto Bernasconi.

  • Gerenciar as finanças e a contabilidade de uma empresa:

Como exemplo, Daniel de Melo Aguiar e Oliveira, que após a graduação em Engenharia Civil, se inscreveu em processos de trainee de diversos bancos e foi contratado pelo Banco Itaú.

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Engenheiro civil Danilo de Melo Aguiar e Oliveira.

  • Ser um empresário autônomo:

Como exemplo, Wilson Guerino, engenheiro civil formado, vive em Goiânia (GO), onde fincou seu sucesso como dono de um estabelecimento gastronômico de crepes. Segundo ele, devido aos conhecimentos adquiridos durante sua graduação, foi possível que o mesmo construísse o maquinário que seria utilizado em seu empreendimento.

  • Atuar no âmbito acadêmico, como professor em escolas e universidades:

Como exemplo, os professores da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) são, em sua maioria, graduados em Engenharia Civil.

Portanto, é nítido que o engenheiro civil não tem uma gama restrita de atuação, visto que sua graduação corrobora para que ele se torne um profissional apto à exercer atividades além das previstas.

Fontes: Gazeta do Povo Engenharia Civil Revista Exame Guia do Estudante Revista Você S/A