O Engenheiro Empreendedor

A maior parte dos cursos de Engenharia nas universidades brasileiras possuem uma grade de matérias em sua maioria voltada para uma formação técnica de engenheiros. De fato, tal formação é importante, mas a falta de disciplinas que incentivam a criatividade e o senso de inovação da comunidade acadêmica está afetando diretamente a eficiência industrial do país.

Diante de um mercado cada vez mais competitivo, um engenheiro recém formado precisa se destacar de alguma forma para se engajar em diferentes oportunidades. Enquanto uns buscam pós graduação em cursos de mestrado e doutorado, outros visam especialização fora do país. Entretanto, um fator que pode diferenciar o profissional no mercado de trabalho são experiências de empreendedorismo. Liderança, trabalho em equipe e a facilidade para enxergar inovações pertinentes são atributos catalizadores de sucesso nas carreiras de engenheiros de hoje em dia.

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Uma referência na relação do empreendedorismo com a engenharia é a Olin College, em Needham (EUA). Neste modelo de curso, os alunos aprendem a prática com uma rede de proteção de projetos que vão sendo retiradas pelos professores ao longo do curso. No último ano, o aluno lida diretamente com clientes reais em seu projeto, com os professores atuando como conselheiros.

Segundo Stephen Schiffman, um dos criadores do currículo da escola, “você tem que ser empreendedor no seu trabalho. Você não pode só ficar lá e aceitar o que pedem para você fazer, seja você um engenheiro ou um artista”.

No Brasil, algumas ferramentas de formação do engenheiro empreendedor já existem no âmbito acadêmico. Destaca-se programas extracurriculares como grupos PET’s, empresas juniores, dentre outros. A aplicação prática das técnicas adquiridas dentro da sala de aula é fundamental na formação do engenheiro. Entretanto, mais que isso, tais movimentos são fomentadores de visão empreendedora, já que faz com que os estudantes acrescentem em seus currículos experiências de competitividade, negociações com clientes, possíveis fracassos e capacidade para reverter situações através de inovações.
Uma situação comum que leva ao empreendedorismo é quando o engenheiro aproveita todos os recursos que estão a seu alcance, seja no meio acadêmico ou em casa. Para isso ser treinado nas universidades é necessário um ambiente multidisciplinar dentro da instituição, com softwares, maquinários e tudo que se precisa para inovar. No Brasil, a maior parte das universidades ainda está distante deste modelo e a pergunta é: somos treinados como empreendedores na mesma proporção que somos formados como técnicos?

Seja diferente, pense além da caixa. Saber inovar pode salvar sua carreira e até mesmo transforma-la em algo grandioso. O engenheiro do futuro é o engenheiro empreendedor.

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Blog da engenharia; Massa cinzenta.

Fortaleza – Capital Alencarina

No ano de 2017, além de visitar a cidade de Vitória em março, o PET Civil UFJF tem sua presença confirmada no IV Conpet Civil, no mês de abril. O evento será realizado na capital cearense, Fortaleza, terra do ilustre poeta romantista José de Alencar.

Capital brasileira mais próxima da Europa, a cidade de Fortaleza é responsável por conectar o Brasil ao mundo, sendo o principal ponto de transferência (entrada e saída) de dados e de alto tráfego de informação. Além disso, é a cidade nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

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Mercado Central e Catedral de Fortaleza iluminados à noite, no centro da capital cearense.

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Avenida Beira Mar.

A vegetação de Fortaleza é tipicamente litorânea. O litoral da cidade possui uma extensão de 34 quilômetros, com um total de 15 praias principais. Tem como limites a foz dos rios Ceará, ao norte, e Pacoti, ao sul. As praias mais frequentadas pelos fortalezenses são a Praia do Futuro, Praia de Iracema, Meireles e Mucuripe,  unidas pela Avenida Beira Mar, ponto de encontro de turistas e moradores ao entardecer. Além de praias, a capital cearense oferece ainda muitas opções de lazer, como o maior parque aquático da América Latina, “Beach Park”, as lagoas de Cumbuco e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, construção com arquitetura moderna que oferece atividades relacionadas a teatros, cinemas, shows, museus e bares.

As principais obras de Fortaleza estão presentes nos portos da cidade. Reformas nos portos do Pecém e do Mucuripe atraem investimento em infraestrutura e moradia na capital cearense. Apesar das reformas de modernização do litoral, a engenharia civil ganhou muito destaque na cidade durante a construção do estádio “Castelão” para a Copa de 2014. Muito se falava que a construção se tornaria um “elefante branco” no Ceará, entretanto, as torcidas apaixonadas dos times Ceará e Fortaleza utilizam o novo estádio de forma que o mesmo gere lucro para a capital, com jogos de casa cheia e muita emoção.

Existe na cidade um teatro totalmente dedicado ao humor. Chamado de Teatro do Humor Cearense, ele conta com cinco apresentações por semana. Outra atração curiosa é o Museu do Humor Cearense, com acervo e apresentações totalmente dedicadas ao riso. Por sinal, alguns dos melhores comediantes brasileiros são cearenses, entre eles Chico Anysio e Tom Cavalcante. Como vemos, o humor é coisa séria para os cearenses. Portanto, espera-se que o evento a ser realizado na cidade de Fortaleza seja recheado de aprendizado, integração e felicidade.

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As grandes pirâmides e suas construções

     Ao estudar a história da antiguidade, muitas questões podem chamar a atenção, mas é inegável que o fato de seres humanos conseguirem construir com eficácia estruturas complexas e pesadas, sem o auxílio de grandes máquinas e softwares avançados, é algo fascinante.


      As grandes pirâmides possuem como principal material de construção blocos de pedras que chegavam a pesar 2 toneladas. O formato escolhido é justificado pela estabilidade característica do polígono piramidal. Contudo, ao analisar as pirâmides que ainda se mantêm intactas, encontra-se alguns aspectos que diferem umas das outras. Enquanto a pirâmide Guise no Egito é lisa, as pirâmides de Huaca del Sol no Peru e a Tigre na Guatemala possuem degraus que separam a estrutura em vários níveis.


    Desde milhares de anos atrás, muito se discute sobre a construção em si das grandes pirâmides. Até hoje, não foi descoberto exatamente todos os métodos usados pelos construtores antigos, entretanto, algumas ideias foram consolidadas.

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     Pode-se separar o processo de construção das pirâmides em 3 fases: escavação, obtenção de material e transporte. Na fase de escavação fica claro que egípcios, maias, macedônios e mongóis levavam a sério as fundações. Para evitar inclinações e desmoronamentos, buracos de estacas eram cavados em intervalos regulares ao longo do relevo, levando em conta que as laterais da pirâmide fossem paralelas aos eixos leste-oeste e norte-sul (no caso dos egípcios). Porém, havia um grande desafio pela frente: o nivelamento da construção. Atualmente, ainda não se tem certeza como o nivelamento foi executado, mas a teoria mais provável diz que os trabalhadores despejavam água nos buracos escavados e nivelavam todo o material acima da linha da água, depois repetiam o processo.

Os grandes blocos usados eram formados por granito, calcário, basalto, argamassa e tijolos de barro. A falta de ferro obrigou os trabalhadores a usarem pedra e cobre para obter e modelar os materiais de construção.

Por fim, vale ressaltar a dificuldade enfrentada na fase de transporte dos enormes blocos de pedra sem ajuda de veículos resistentes. Tratando-se dos egípcios o desafio era ainda maior, já que o solo arenoso do deserto dificultava o uso das rodas. Assim, os meios utilizados baseavam-se em trenós, embarcações e rampas.

Além de impressionar com sua vista externa, muitas das grandes pirâmides fascinam estudiosos com seus ambientes internos. Labirintos, divisão complexa de cômodos, câmaras de descarga e grandes galerias provam que a engenharia é mais antiga do que parece e sua importância sempre será grande, tanto na antiguidade quanto nos dias atuais.

 

Fonte: Ultracurioso, Kalyzatf, Revista Planeta, Sempre Tops.