Casas de palafita: a alternativa das populações ribeirinhas

São construções que surgiram na Era Neolítica, ou seja, na Pré-História, de acordo com os restos dessas habitações encontrados nos sítios arqueológicos europeus. Sua maior aplicação ocorre em áreas alagadiças, como na região Amazônica, no Pantanal e na Ásia, em que as populações ribeirinhas devem se adaptar ao ciclo das águas (6 meses de seca e 6 meses de cheia de rios).

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O material básico para a construção de palafitas é a madeira, visto que ela possui uma maior resistência a água. Contudo, ainda pode ser usada a palha e a taipa, sendo a última uma espécie de barro sobre uma armação feita de galhos e ripas. Assim, as casas são sustentadas por troncos ou pilares, evitando que a água adentre o interior da mesma.

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Caso a água invada as casas, os moradores fazem uso da maromba, que é uma espécie de piso elevado que permite que os mesmos continuem vivendo no local até que a enchente diminua.

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É nítido a precariedade desse tipo de casa no Brasil por causa dos constantes riscos que os habitantes vivem, tanto com relação a integridade da construção, quanto aos acidentes proporcionados pela proximidade com a água e sua correnteza. Desse modo, a manutenção e troca das madeiras é primordial, especialmente se a água sob as casas for poluída. Entretanto, o tempo em que a manutenção deve ser feita varia conforme as características da região, do tamanho da palafita e da quantidade de chuva.

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Palafita, Maromba, Casa de palafita e Imagens.

Casas de madeira: uma solução rápida

Ainda pouco adotada, as casas de madeira são uma das atuais opções para quem busca economia e conforto. Economicamente, é possível diminuir a contratação de pedreiros e arquitetos, além de evitar grandes gastos com materiais de construção e acabamento. Assim, em média, reduzem-se o custo em cerca de 60% e o tempo para construção, quando comparadas as casas de alvenaria. Já em relação ao conforto, sua cor natural quente influencia o estado de espírito de maneira positiva, acalmando o sistema nervoso e transmitindo sensação de aconchego.

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A maior vantagem desse tipo de empreendimento é a sua manutenção barata. Para garantir a durabilidade e resistência da mesma, deve-se usar um verniz de base aquosa na parte externa e interna, com a sua reaplicação dependente das condições climáticas do local. Desse modo, é provável que a casa sobreviva, sem grandes manutenções, por cerca de 100 anos.

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Antes do início da construção, é fundamental tratar o solo a fim de evitar infestação de pragas, tais como o cupim, mesmo que a madeira seja maciça e resistente. Ademais, a fundação da construção é feita em alvenaria, assim como os banheiros e cozinhas, para que seja possível garantir o isolamento acústico necessário. Já o isolamento térmico fica garantido pelo uso da madeira, que mantém casa em temperatura neutra, ou seja, não muito quente no verão e nem muito frio no inverno.

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Mas como qualquer tipo de construção civil, as casas de madeira também apresentam alguns riscos. A falta de estabilidade e força em áreas de riscos de desastres naturais, como enchentes, furacões e deslizamentos, e os rangidos típicos da madeira, são alguns dos fatores que podem levar a preferência por uma casa de alvenaria.

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Palavras chave: Madeira, Imagens, Casa de madeira, Construção.

As grandes pirâmides e suas construções

     Ao estudar a história da antiguidade, muitas questões podem chamar a atenção, mas é inegável que o fato de seres humanos conseguirem construir com eficácia estruturas complexas e pesadas, sem o auxílio de grandes máquinas e softwares avançados, é algo fascinante.


      As grandes pirâmides possuem como principal material de construção blocos de pedras que chegavam a pesar 2 toneladas. O formato escolhido é justificado pela estabilidade característica do polígono piramidal. Contudo, ao analisar as pirâmides que ainda se mantêm intactas, encontra-se alguns aspectos que diferem umas das outras. Enquanto a pirâmide Guise no Egito é lisa, as pirâmides de Huaca del Sol no Peru e a Tigre na Guatemala possuem degraus que separam a estrutura em vários níveis.


    Desde milhares de anos atrás, muito se discute sobre a construção em si das grandes pirâmides. Até hoje, não foi descoberto exatamente todos os métodos usados pelos construtores antigos, entretanto, algumas ideias foram consolidadas.

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     Pode-se separar o processo de construção das pirâmides em 3 fases: escavação, obtenção de material e transporte. Na fase de escavação fica claro que egípcios, maias, macedônios e mongóis levavam a sério as fundações. Para evitar inclinações e desmoronamentos, buracos de estacas eram cavados em intervalos regulares ao longo do relevo, levando em conta que as laterais da pirâmide fossem paralelas aos eixos leste-oeste e norte-sul (no caso dos egípcios). Porém, havia um grande desafio pela frente: o nivelamento da construção. Atualmente, ainda não se tem certeza como o nivelamento foi executado, mas a teoria mais provável diz que os trabalhadores despejavam água nos buracos escavados e nivelavam todo o material acima da linha da água, depois repetiam o processo.

Os grandes blocos usados eram formados por granito, calcário, basalto, argamassa e tijolos de barro. A falta de ferro obrigou os trabalhadores a usarem pedra e cobre para obter e modelar os materiais de construção.

Por fim, vale ressaltar a dificuldade enfrentada na fase de transporte dos enormes blocos de pedra sem ajuda de veículos resistentes. Tratando-se dos egípcios o desafio era ainda maior, já que o solo arenoso do deserto dificultava o uso das rodas. Assim, os meios utilizados baseavam-se em trenós, embarcações e rampas.

Além de impressionar com sua vista externa, muitas das grandes pirâmides fascinam estudiosos com seus ambientes internos. Labirintos, divisão complexa de cômodos, câmaras de descarga e grandes galerias provam que a engenharia é mais antiga do que parece e sua importância sempre será grande, tanto na antiguidade quanto nos dias atuais.

 

Fonte: Ultracurioso, Kalyzatf, Revista Planeta, Sempre Tops.