Mantas de Concreto

Uma empresa britânica durante a guerra do Afeganistão estudou alternativas para a construção de abrigos para suas tropas militares, nesse contexto surgiu a ideia da utilização de mantas de concreto para esse fim. As mantas são como um tecido flexível protegido com policloreto de polivinila ou PVC, coberto com concreto a seco quimicamente resistente, possibilitando uma moldagem fácil após a hidratação do material de acordo com a necessidade.1-e-9

O produto atualmente passou a ser utilizados em diversos países graças as suas qualidades como versatilidade, simplicidade, além de ser um ótimo isolante térmico, resistente ao fogo e ataques climáticos agressivos. A durabilidade do material é garantida pela suas fibras de polipropileno, evitando rachaduras e proporcionando uma vida útil de aproximadamente 50 anos.15-1

Outro ponto positivo é forma em que o material é comercializado, disponível em rolos pequenos ou grandes, que permitem facilidade no carregamento, transporte e uso. O produto pode ser comprado em diversas medidas de largura e comprimento, proporcionando flexibilidade de acordo com a necessidade do cliente, entretanto somente é vendido na cor natural do cimento, podendo ser pintado com tinta comum.

A instalação da manta é muito fácil, não exige tarefas de grande complexidade, escavações ou remoções de materiais, o que contribui na redução do desperdício e tempo demandado para a sua aplicação. Além disso, em relação a outros métodos construtivos tem se mostrado mais sustentável, por reduzir a quantidade de resíduos gerados e emissão de carbono na natureza.

O material vem sendo empregado com revestimento e impermeabilização em locais de difícil acesso com taludes, encostas de morros e até mesmo em erosões em praias. Pode ser usado para proteger paredes de minas, barreiras, gabiões, trincheiras e fossos. Outra aplicação é em estruturas de saneamento como sarjetas, diques, aquedutos ou até mesmo em locais em que escoem água contaminada com produtos químicos.

A manta de concreto pode ser posicionada em qualquer local, pois ele se adapta a forma do fundo no qual ele foi aplicado. Em seguida, deve ser umedecido com água para que endureça em torno de 24 horas e proceda-se com a cura do concreto nos próximos dois dias e a resistência chegue a 40Mpa. A junção entre as camadas pode ser feita com grampos, adesivos selantes, argamassa de concreto ou algum outro método mecânico viável.

Sendo assim, a tecnologia tem se mostrado bastante útil em obras e pode ser uma alternativa interessante para soluções de problemas de engenharia.

fonte: BDE

“The Antwerp Port House”: a nova sede do porto de Antuérpia

O porto de Antuérpia tem 12 km de cais e é o segundo maior porto de embarque da Europa. Tal empreendimento emprega, indiretamente, 150.000 servidores e, por isso, possui grandes metas de expansão para atender o crescimento e desenvolvimento do continente europeu.

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No ano de 2007, após perceberem que os escritórios antigos do porto estavam se tornando pequenos, determinou-se a necessidade de uma realocação. Isso permitiria que tanto os serviços técnicos, quantos os administrativos fossem alojados em conjunto, garantindo que os 500 funcionários trabalhassem em um mesmo local. Para isso, foi realizado um concurso de arquitetura que propunha a construção de um porto com ambiente de trabalho sustentável, capaz de perdurar pelas futuras gerações de empregados e que o edifício original do terreno escolhido fosse preservado. Assim, a antiga estação de bombeiros que ali residia deveria ser integrada ao projeto.

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O escritório de arquitetura de Zaha Hadid, a primeira mulher a ganhar o prêmio Pritzker, foi o vencedor do concurso. O mais impressionante do projeto são as fachadas do edifício, já que não existe uma fachada principal. Por ser cercado por água, a superfície envidraçada e ondulada das fachadas são capazes de refletir as cores do céu da cidade de Antuérpia.

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Como a proa de um navio, a nova extensão aponta para o rio Scheldt, conectando o edifício com o rio onde Antuérpia foi fundada.

As facetas triangulares, sendo algumas transparentes e outras opacas, são responsáveis por garantir luz solar suficiente para o ambiente de trabalho do porto. Além disso, a implantação desse novo volume cria uma percepção de um diamante que “flutua” acima da antiga estação, já que Antuérpia é conhecida como “a cidade dos diamantes”.

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A área de recepção do novo porto ficou alocada no pátio central da antiga estação, a qual foi fechada por um telhado de vidro. A partir dela é possível ter acesso à sala de leitura pública e à biblioteca. Os elevadores são panorâmicos e permitem o acesso à nova extensão do empreendimento, com uma vista panorâmica do porto e da cidade.

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O uso de estratégias eficazes durante cada fase da construção foi a vantagem que esse projeto teve frente à integração com o edifício histórico protegido, o qual deveria fazer parte do novo empreendimento que adotaria elevados padrões de design sustentável.

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Devido às referências ao rio Scheldt, a cidade de Antuérpia e a dinâmica do seu porto, juntamente com essa renovação de sucesso e a reutilização de uma estação de bombeiros abandonada, a nova sede do porto funcionará por meio desta expansão planejada ao longo das próximas gerações.

Palavras-chave: Porto, Zaha Hadid.