A surpreendente ideia do cimento sem água

    Muito se discute sobre o uso do cimento na sociedade atual. O material tem grande importância e se tornou indispensável no mundo da engenharia, porém possui alguns pontos a serem discutidos. Riscos à saúde humana e ao meio ambiente são as principais vertentes que geram críticas ao uso do cimento tradicional. Doenças de pele e pulmonares e a considerável emissão de dióxido de carbono são exemplos desses fatos que incentivam pesquisadores do ramo da Engenharia Civil a procurarem melhorias e adaptações a uma das matérias primas mais utilizadas atualmente na construção civil.

Por essas e outras razões, pesquisadores e professores da Universidade Estadual de Oregon, nos EUA, tiveram a ideia de modificar a composição do cimento tradicional de maneira simples. Ao substituir a água por dióxido de carbono e silicato de cálcio, foi criado o “cimento de silicato de cálcio carbonatado” ou “CCSC”. Além de diminuir a emissão de gases de efeito estufa e ser menos impactante à saúde humana, o “cimento sem água” se mostrou mais durável e com baixo custo. Outro fator a ser destacado é a diminuição do consumo de água que o uso dessa nova alternativa acarreta, já que vivemos em tempos de crise hídrica.

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O novo material se parece muito com o convencional, entretanto suas propriedades geram maior durabilidade e resistência, em decorrência da carbonatação. Dessa forma, é muito possível que o produto ganhe credibilidade no mercado do cimento, principalmente para o uso de produtos de concreto pré-moldados, que podem ser criados em uma fábrica e transportados para onde serão usados.

A inovação da Universidade Estadual de Oregon pode se tornar uma alternativa muito interessante, uma vez que o cimento é indispensável na composição do concreto, o qual possui uma produção anual de 2 a 4 toneladas. Desse modo, adesão pela nova tecnologia impulsionaria a diminuição da emissão de CO2 no mundo a uma taxa de 1 a 3%.

Um dos únicos pontos negativos da inovação tecnológica é a sua produção, já que esta demanda mais trabalho do que uma simples mistura de água sobre a massa. A carbonatação, por exemplo, exige botijões com CO2 sob pressão. Assim, a aderência generalizada por parte de engenheiros e empresas pode demorar mais tempo.

Fonte: inovacaotecnologica, acertar

Materiais da construção civil em esculturas: Ben Young

O artista australiano Ben Young utiliza dois dos principais materiais da construção civil em suas esculturas: o vidro e o concreto. Há mais de 15 anos, Young desenvolve esse trabalho de maneira autodidata, devido a sua enorme paixão pelo surf e o oceano. Como consequência, o movimento das ondas é uma das características mais marcantes em suas esculturas.

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“The Beacon”

Young desenha à mão seus projetos, por meio de diretrizes do desenho técnico em 2D e, posteriormente, os transforma em 3D através do corte de cada placa de vidro e da junção de tais camadas laminadas. Assim, o trabalho desse artista se revela como sendo inteiramente manual.

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“Escape”

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“Safe Keeper”

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“Fjord”

O vidro usado nas esculturas é do tipo Float, que é um dos mais comuns, duráveis e baratos do mercado da construção civil. Assim como em obras da engenharia, o fato do vidro ser transparente, permitindo a entrada da claridade facilmente, é o que o artista mais explora em suas exibições. Por meio de uma iluminação estratégica, Young acredita que “… a luz reflete e dá a ilusão da peça que está sendo trazida à vida”.

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“Oxygen”

Atualmente, Young introduziu o concreto em suas esculturas, que é outro material básico da construção civil. Os contrastes físicos e visuais entre o vidro e o concreto, além da textura e das cores de tais materiais, foram os fatores que agradaram e motivaram o artista a fazer essa junção.

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“Detachment”

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“Suspended”

 

Para mais informações sobre Ben Young e suas obras: http://brokenliquid.com/

Vidro Ben Young Esculturas