As grandes pirâmides e suas construções

     Ao estudar a história da antiguidade, muitas questões podem chamar a atenção, mas é inegável que o fato de seres humanos conseguirem construir com eficácia estruturas complexas e pesadas, sem o auxílio de grandes máquinas e softwares avançados, é algo fascinante.


      As grandes pirâmides possuem como principal material de construção blocos de pedras que chegavam a pesar 2 toneladas. O formato escolhido é justificado pela estabilidade característica do polígono piramidal. Contudo, ao analisar as pirâmides que ainda se mantêm intactas, encontra-se alguns aspectos que diferem umas das outras. Enquanto a pirâmide Guise no Egito é lisa, as pirâmides de Huaca del Sol no Peru e a Tigre na Guatemala possuem degraus que separam a estrutura em vários níveis.


    Desde milhares de anos atrás, muito se discute sobre a construção em si das grandes pirâmides. Até hoje, não foi descoberto exatamente todos os métodos usados pelos construtores antigos, entretanto, algumas ideias foram consolidadas.

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     Pode-se separar o processo de construção das pirâmides em 3 fases: escavação, obtenção de material e transporte. Na fase de escavação fica claro que egípcios, maias, macedônios e mongóis levavam a sério as fundações. Para evitar inclinações e desmoronamentos, buracos de estacas eram cavados em intervalos regulares ao longo do relevo, levando em conta que as laterais da pirâmide fossem paralelas aos eixos leste-oeste e norte-sul (no caso dos egípcios). Porém, havia um grande desafio pela frente: o nivelamento da construção. Atualmente, ainda não se tem certeza como o nivelamento foi executado, mas a teoria mais provável diz que os trabalhadores despejavam água nos buracos escavados e nivelavam todo o material acima da linha da água, depois repetiam o processo.

Os grandes blocos usados eram formados por granito, calcário, basalto, argamassa e tijolos de barro. A falta de ferro obrigou os trabalhadores a usarem pedra e cobre para obter e modelar os materiais de construção.

Por fim, vale ressaltar a dificuldade enfrentada na fase de transporte dos enormes blocos de pedra sem ajuda de veículos resistentes. Tratando-se dos egípcios o desafio era ainda maior, já que o solo arenoso do deserto dificultava o uso das rodas. Assim, os meios utilizados baseavam-se em trenós, embarcações e rampas.

Além de impressionar com sua vista externa, muitas das grandes pirâmides fascinam estudiosos com seus ambientes internos. Labirintos, divisão complexa de cômodos, câmaras de descarga e grandes galerias provam que a engenharia é mais antiga do que parece e sua importância sempre será grande, tanto na antiguidade quanto nos dias atuais.

 

Fonte: Ultracurioso, Kalyzatf, Revista Planeta, Sempre Tops.

ARoS: um Museu Diferente

O Museu ARoS está localizado na cidade de Aarhus, na Dinamarca. Sua criação original data de 1859, sendo um dos mais antigos do país.Com 10 andares e cerca de 20.700 m² de área total, consiste em um edifício moderno que foi reaberto em 8 de abril de 2004.

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Com 816.468 visitantes no ano de 2015, é o segundo museu mais visitado em terras dinamarquesas e um dos maiores do norte europeu. Ele possui diversas atrações em meio às instalações artísticas minimalistas: loja oficial, café, praça na cobertura e uma passarela suspensa em forma de arco-íris.

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A cobertura que já contava com placas de energia solar, em 2007 teve um implemento fantástico. Entre 5 ideias, a ganhadora foi a do arquiteto Olafur Eliasson: ”Your Rainbow Panorama”.  A instalação é uma passarela circular suspensa 3.5 metros acima da cobertura, tem um diâmetro de 52 m, comprimento de 150 m, altura e largura internas de 3 metros. O conceito embutido é a alternância de cores das placas de vidro, seguindo o padrão de cores do arco-íris.

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A coroa permite uma visão 360° da cidade e, ao anoitecer, é iluminada por holofotes internos. O efeito criado é muito interessante e muitos garantem que o sucesso de visitações, em grande parte, se deve a essa instalação futurista.

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Outra obra do museu que chama a atenção do público por seu viés perfeccionista é “Boy” do artista australiano hiper realista Ron Mueck. O artista passou oito meses transformando um modelo de 40 cm de argila na sua obra final de 5 metros que pesa meia tonelada, adicionando apenas silicone e fibra de vidro. É de se impressionar.

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Para os que se interessam por prédios em camadas, esse também é um aspecto interessante do local. Vários lances de escada abaulados se encontram no centro e dão vista para o vão central.

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Aos engenheiros com um viés arquitetônico e aos amantes das artes esse é, com certeza, um programa para se fazer antes dos 30.

Fontes: Galileu & Cores