Séries de TV que todo engenheiro deveria assistir

Sabe-se que a rotina de engenheiros e estudantes de engenharia não é nada tranquila. Está cada vez mais difícil encontrar tempo disponível para atividades de lazer. Entretanto, é importante ter consciência da necessidade de dar uma pausa no trabalho e estudos de vez em quando, para relaxar e abrir a mente. Uma boa pedida para os fins de semana é assistir uma série de TV que entretenha e descanse a mente dos telespectadores.

A populariadade das séries de televisão cresce a cada ano com a ascensão da TV a cabo e de provedores via streaming, como a Netflix, HBO Go e Netseries. E muitas pessoas já possuem suas séries favoritas como meios de inspiração profissional, assistindo situações empolgantes ou espelhando-se em personagens emblemáticos. Atualmente, todo mundo tem aquele amigo profissional ou estudante de Direito que é alucinado com a série “Suits” ou aquele familiar com vocacão para Medicina que não perde um episódio da série “Grey’s Anatomy”.

Portanto, chegou a hora de sugerir algumas séries que possam agregar de alguma forma a vida do engenheiro civil ou estimular o estudante a encarar a difícil caminhada que é o curso de engenharia.

No topo da lista, encontra-se a série Extreme Engineering (Megaconstruções), que retrata em 6 temporadas alguns desafios enfrentados pela construção civil, mostrando a evolução do homem, que ao longo dos anos adquiriu a necessidade de construir cada vez com técnicas mais elaboradas. Imagine levantar do zero, em apenas sete anos, um dos aeroportos com maior demanda do mundo. Esse foi o desafio dos engenheiros responsáveis pelo novo aeroporto internacional de Hong Kong, o Chep Lap Kok, que foi retratado em um dos episódios da série. Além disso, o programa da Discovery Channel trata de temas como o novo canal do Panamá e a ponte de Gibraltar (estreito que liga o Mar Mediterrâneo, Oceano Atlântico, oeste europeu e o norte da África).

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Outra série a ser citada é o grande clássico do Discovery Channel, MythBusters. Dois especialistas em efeitos especiais comprovam a veracidade de mitos da sociedade. Eles testam e provam se os mitos são verdade ou mentira. É uma série que literalmente desafia as leis da física. Os apresentadores do programa usam elementos do método científico para testar a validade de rumores, cenas de filmes, provérbios, vídeos da internet e histórias novas e antigas.

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Por último, mas não menos importante, Prison Break é uma série para os engenheiros e futuros engenheiros que não são muito fãs de séries de documentários, preferindo uma boa e intrigante trama. O personagem Michael Scofield une o seu alto QI com o curso de Engenharia Civil para conseguir fugir de várias prisões americanas e internacionais, além de improvisar diversas armas. O que ele faz é checar algumas plantas de prédios, bem como as suas estruturas de aço, misturar algumas substâncias químicas e pronto, lá estava ele escapando novamente de mais uma prisão! [ALERTA DE SPOILER] Na primeira temporada, o engenheiro tem o grande desafio de fugir de uma prisão que ele próprio projetou e uma de suas estratégias e tatuar o projeto da prisão em todo seu corpo. A série da FOX atingiu grande sucesso e pode ser assistida pela Netflix ou comprando o boxe com todas as 5 temporadas.

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Fonte: Construct; Discovery; Netflix.

 

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Como se destacar durante a graduação de engenharia

Ao escoher um curso de engenharia, seja Civil, Elétrica, Computacional, Produção ou Ambiental, é criada uma grande expectativa de salários promissores. Entretanto, outro fator que também costuma ser pontuado é o atual mercado de trabalho brasileiro. A crise enfrentada pelo país somada ao grande número de engenheiros recém-formados caracterizam um mercado de trabalho altamente competitivo, o que gera insegurança nos estudantes de engenharia.

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Para desfrutar de uma posição favorável no mercado de trabalho, é necessária muita dedicação. As disciplinas são complexas e difíceis, exigindo horas de estudo. Além disso, investir em atividades extracurriculares, falar outros idiomas e ter proatividade são qualificações que pesam no currículo.

O Brasil conta com um número de engenheiros desempregados relativamente alto, e isso deve-se pelo fato de os profissionais não buscarem evolução, e se prepararem de forma inadequada para atender aos requisitos do mercado. Contentar-se apenas com o conhecimento obtido em sala de aula é um caminho perigoso e que pode dificultar a vida profissional de um engenheiro.

Na última semana, ocorreu na Faculdade de Engenharia da UFJF a Semana da Engenharia, realizado pelo Diretório Acadêmico Clorindo Burnier (D.A. Engenharia – UFJF). Um dos eventos promovidos foi uma mesa redonda com representantes e ex-representantes de alguns dos seguimentos da universidade, como o PET Civil UFJF, a Empresa Jr. Mais Consultoria Jr., o NASFE, o Engenheiros Sem Fronteiras e o IEEE. A troca de ideias dos participantes da mesa com os expectadores foi muito proveitosa e o principal tema abordado foi a diferença que os seguimentos fazem na graduação e o potencial que essa diferença gera em um profissional formado.

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Ao procurar um seguimento extracurricular na faculdade, o estudante se dispõe a sair de sua zona de conforto e buscar se redescobrir como pessoa. Assumir a dificuldade de conciliar projetos paralelos com a graduação é o “mal necessário” mais enriquecedor para o futuro engenheiro. Além de aumentar o leque de contatos dentro e fora da universidade, sair da zona de conforto lapida um engenheiro maduro, com liderança, proatividade, que sabe lidar com pessoas e trabalhar em equipe e que consegue se organizar para assumir responsabilidades sem perder a excelência. Esse engenheiro é o profissional que terá destaque no tão temido mercado de trabalho.

Uma prova dessa ideia é a atual dificuldade para estudantes de engenharia encontrarem um bom estágio. Um bom currículo acadêmico e uma coleção de certificados são cartões de visita que podem facilitar esse processo.

Por fim, os profissionais que estiverem em constante atualização do seu currículo acadêmico e acompanhando as tendências de mercado têm, sim, um futuro muito promissor. Descobrir que você é melhor do que você se auto-julga ser é o primeiro passo para atingir o sucesso profissional, basta querer e fazer por merecer.

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Fonte: AdzunaEgenhariaE ;  EngenhariaPT.

A carreira acadêmica como alternativa do engenheiro civil

Muito se discute sobre os possíveis caminhos que o engenheiro pode seguir após se formar. Seguir a carreira acadêmica pode ser uma ótima escolha para os profissionais de Engenharia Civil.

Olhos nos estudos, para sempre. É disso o que o engenheiro que pretende seguir como professor universitário deve ter consciência, já que o diploma da graduação é apenas o primeiro passo de sua extensa preparação acadêmica – que durará pelo menos mais seis anos, nos programas de mestrado e doutorado. Além de vocação ao ensino, também é importante buscar a experiência profissional na área de sua especialidade. O profissional deve atuar sobre o tripé ensino (da graduação e pós-graduação), pesquisa e extensão universitária para conseguir transmitir uma vivência mais completa aos seus alunos, mesclando atividades de gestão como coordenações de cursos e chefias, com experiências práticas em laboratórios, visitas técnicas e participação em eventos.

Para muitos, o maior desafio de trabalhar na sala de aula – na área de engenharia – é a constante atualização que deve ser feita por parte dos docentes. A Engenharia Civil é muito dinâmica, por isso, para ensiná-la, é preciso conhecer as inovações tecnológicas e organizacionais que surgem  constantemente. Além disso, entender as possíveis mudanças nas funções do engenheiro no aspecto socioeconômico é fundamental, uma vez que a atualização constante visa a atender às próprias necessidades do setor produtivo, o que é essencial para que os novos profissionais estejam preparados para o mercado de trabalho.

No setor de Engenharia Civil, há uma série de áreas de especialização, sendo algumas delas novíssimas – como eficiência energética, sustentabilidade, geoprocessamento e tecnologia da informação. Das mais tradicionais, pode-se citar áreas de transportes, saneamento, meio ambiente, geotecnia, estruturas, materiais, tecnologia e gestão da construção. Muitas universidades destacam-se pela boa oferta de cursos de mestrados e doutorados na área de Engenharia Civil, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Ceará (setor de recursos hídricos). A Universidade Federal de Juiz de Fora aprovou seu programa de mestrado em Engenharia Civil (Mecânica das Estruturas e Materiais e Componentes de Construção como linhas de pesquisa) em 2017 e pode ser uma ótima opção para os engenheiros da cidade.

Quem pretender uma vaga de professor em universidade pública, no entanto, terá de se preparar para concursos públicos concorridos. Os editais exigem nível de mestrado ou doutorado, publicação de artigos científicos, orientação de pesquisas e tempo de magistério em outras instituições de ensino. Portanto, é interessante que o estudante que já tem em mente seguir uma vida acadêmica se prepare desde já para ter um currículo diferenciado no futuro.

Fonte: Fonte Atômica; Exame

Boas práticas para prevenção de acidentes na construção civil: programas de treinamentos

O setor da construção civil apresenta índices de acidentes de trabalho mais elevados em relação à maioria dos demais setores industriais. As consequências destes eventos podem afetar diferentes grupos, tais como os profissionais de obra, suas famílias e os empregadores. A adoção de boas práticas de segurança e saúde no trabalho é considerada por diversos pesquisadores como uma estratégia de impacto na redução das taxas de acidentalidade.

Com objetivo de sugerir boas práticas consideradas eficazes na prevenção de acidentes, foram desenvolvidas diretrizes de um programas de treinamento dividido em quatro fases específicas em prol da maior eficiência do mesmo: diagnóstico, desenho, execução e avaliação.

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O estudo foi baseado na leitura de diferentes artigos em língua inglesa disponíveis em bases de dados. Essa pesquisa foi feita por meio de strings de busca como, “Health and safety committe” e “Safety training construction”.

Além disso, foi aplicado um questionário piloto em obras de diferentes portes, gerando informações para a fase de desenho. Dessa forma, realizou-se o levantamento de necessidades para que se planeje um treinamento direcionado a um ou mais determinados problemas.

É necessário analisar o público alvo do programa de treinamento, já que este em maioria é formado por cidadãos com baixo nível de escolaridade, inexperiência e falta de apoio. Diante da alta diversidade de mão de obra encontrada na construção civil, sugere-se a divisão de “clusters” em nível de escolaridade e experiência. Com isso, há mais clareza na escolha de um método de ensino para determinado grupo. Alguns empregados podem ter mais facilidade de aprendizagem ao receberam informações através da audição do que através de didáticas visuais, por exemplo.

Outro fator importante a ser diagnosticado é a recorrência e o tipo de situações que geram acidentes na obra. As principais situações de perigo nos canteiros de obras são acidentes envolvendo quedas e eletrocussão.

A execução do treinamento consiste na aplicação do desenho formado a partir do diagnóstico. Ao executar o treinamento é aconselhado o treinador a escolher um dos espectadores como uma espécie de monitor, assim, a mensagem é passada com maior confiança e o treinamento é encarado com mais respeito pela mão de obra da construção. Observa-se também que o feedback reforça muito a aprendizagem da segurança. O mesmo deve ser contínuo para alcançar desempenho de segurança que está alinhado com o desempenho planejado.

Após a execução do programa e capacitação da mão de obra na construção civil, deve-se avaliar se as expectativas foram atingidas. De acordo com os resultados, é necessário corrigir eventuais erros no treinamento e aplicar o mesmo em diferentes universos, para que este seja eficiente em vários tipos de obras.

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O processo resultou em 11 elementos de transferência de informações que impactam o reconhecimento de perigo e treinamento de segurança: alto compromisso de gestão, supervisão, material de treinamento, atividades em pares, feedbacks formais e informais, avaliações de campo, incentivos, trabalhos motivacionais, cultura de segurança, orientação, retenção de aptidão dos profissionais.

Enfim, a criação de um programa de treinamento com alto nível de envolvimento não só de engenheiros, mas também com profissionais da área de psicologia e pedagogia e a formação de um comitê participativo e heterogêneo, com diretoria da empresa, técnicos em segurança e funcionários que trabalham diretamente no canteiro de obra, discutindo problemas e apresentando soluções, se mostram aplicáveis num grande universo amostral, já que apresentaram bons resultados diante das dificuldades do público alvo e das deficiências nos locais de execução.

Boas práticasSaúde e VidaVias concretas

 

O Engenheiro Empreendedor

A maior parte dos cursos de Engenharia nas universidades brasileiras possuem uma grade de matérias em sua maioria voltada para uma formação técnica de engenheiros. De fato, tal formação é importante, mas a falta de disciplinas que incentivam a criatividade e o senso de inovação da comunidade acadêmica está afetando diretamente a eficiência industrial do país.

Diante de um mercado cada vez mais competitivo, um engenheiro recém formado precisa se destacar de alguma forma para se engajar em diferentes oportunidades. Enquanto uns buscam pós graduação em cursos de mestrado e doutorado, outros visam especialização fora do país. Entretanto, um fator que pode diferenciar o profissional no mercado de trabalho são experiências de empreendedorismo. Liderança, trabalho em equipe e a facilidade para enxergar inovações pertinentes são atributos catalizadores de sucesso nas carreiras de engenheiros de hoje em dia.

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Uma referência na relação do empreendedorismo com a engenharia é a Olin College, em Needham (EUA). Neste modelo de curso, os alunos aprendem a prática com uma rede de proteção de projetos que vão sendo retiradas pelos professores ao longo do curso. No último ano, o aluno lida diretamente com clientes reais em seu projeto, com os professores atuando como conselheiros.

Segundo Stephen Schiffman, um dos criadores do currículo da escola, “você tem que ser empreendedor no seu trabalho. Você não pode só ficar lá e aceitar o que pedem para você fazer, seja você um engenheiro ou um artista”.

No Brasil, algumas ferramentas de formação do engenheiro empreendedor já existem no âmbito acadêmico. Destaca-se programas extracurriculares como grupos PET’s, empresas juniores, dentre outros. A aplicação prática das técnicas adquiridas dentro da sala de aula é fundamental na formação do engenheiro. Entretanto, mais que isso, tais movimentos são fomentadores de visão empreendedora, já que faz com que os estudantes acrescentem em seus currículos experiências de competitividade, negociações com clientes, possíveis fracassos e capacidade para reverter situações através de inovações.
Uma situação comum que leva ao empreendedorismo é quando o engenheiro aproveita todos os recursos que estão a seu alcance, seja no meio acadêmico ou em casa. Para isso ser treinado nas universidades é necessário um ambiente multidisciplinar dentro da instituição, com softwares, maquinários e tudo que se precisa para inovar. No Brasil, a maior parte das universidades ainda está distante deste modelo e a pergunta é: somos treinados como empreendedores na mesma proporção que somos formados como técnicos?

Seja diferente, pense além da caixa. Saber inovar pode salvar sua carreira e até mesmo transforma-la em algo grandioso. O engenheiro do futuro é o engenheiro empreendedor.

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Blog da engenharia; Massa cinzenta.