O Uso de Geossintéticos no Encamisamento de Colunas de Fundação em Aterros sobre Solos Moles

Solos moles são comumente renegados no setor de infra-estrutura devido à sua baixa resistência e alta compressibilidade. Nos últimos tempos, tendo em vista o crescimento populacional, não se pode criterizar demasiadamente a escolha da área de uma futura obra, o que é um dos componentes primordiais para a Engenharia Civil: o espaço. Dentre os tratamentos mais utilizados para solucionar tal problema está o uso de geossintéticos no encamisamento colunas granulares (de areia ou brita) sobre o solo a ser tratado.

Pela NBR 7250, constata-se que solo mole é aquele “solo predominantemente argiloso, com o valor do N-SPT entre 3 e 5”. (Ver mais sobre esse ensaio em: Sondagem de solos: ensaio a percussão (SPT)). É um solo sedimentar, geralmente de origem aluvionar, o qual sofre adensamento em quase todos os casos, necessitando de transporte de solo para o aterro – escolhido da jazida com menor distância média de transporte (DMT).

 

Boletim de Sondagem SPT

Exemplo de perfil de sondagem à percussão

Para construir um aterro são necessárias investigações geotécnicas (de campo e de laboratório) e análises de estabilidade e recalque, de acordo com o tipo de aterro a ser feito. Tais obras devem ser executadas seguindo, rigidamente, os critérios de execução. Corre-se o risco de insucessos nas fases de projetos e de execução da obra e, fatalmente, na operação da rodovia, por exemplo.

Vista

Vista de área de solo mole (fundação) que receberá um aterro de rodovia

Construção de aterro

Construção de um aterro: 1- Lançamento do material proveniente de jazida;
2- Acerto do material com trator de esteira; 3- Acerto da superfície a ser compactada; 4- Umedecimento do material (eventual); 5- Compactação final do aterro.

A TÉCNICA DAS COLUNAS ENCAMISADAS COM GEOSSINTÉTICOS

Desenvolvida pelas empresas alemãs Möbius e Huesker Synthetic, em 1994, a técnica tem como ideia principal criar uma alternativa mais eficiente para a contenção de aterros em solos moles. Dentre suas vantagens estão a capacidade de carga, a boa manutenção e a alta durabilidade. A técnica GEC surgiu para solucionar a alta taxa de recalque do aterro e o deslocamento lateral das colunas de material granular.

CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS

– limitam o deslocamento lateral da areia ou da brita;

– servem como filtros e drenos verticais;

– permeáveis, não impedindo o fluxo de águas subterrâneas (vantagem ecológica);

– atendem os padrões e as especificações, garantindo uma alta qualidade de Engenharia;

– transferem as cargas do aterro para o estrato estável.

Para um geossintético ser selecionado para encamisar tais colunas, devem ter as seguintes características:

– alto módulo de elasticidade;

– baixa propensão para deformação;

– alta permeabilidade;

– baixa danificação na instalação;

– alta resistência química e biológica.

Aterro

Sistema completo do aterro com colunas encamisadas

Módulo de elasticidade

Gráfico Tensão Normal x Deformação: Conceito de Módulo de Elasticidade (E)

Abaixo, figuras que mostram o geossintético e a coluna já encamisada:

Geossintetico

Geossintético

Coluna

Coluna encamisada com geossintético

Outras informações sobre essa especialidade da Engenharia Geotécnica também se encontram nesse blog em: Aterros Estruturados.

FONTES: Geotecnia de Fundações – UFJF, Huesker Synthetic, Möbius,   Pavimentação em Terrenos de Solos Moles.

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