Demolição: Uma nova visão

Tomar a decisão de se demolir alguma estrutura não é algo trivial. Determinar a obsolescência de um conjunto de moradias como prédios e vilas e projetar para o local um novo conceito em estrutura buscando a melhor forma para a região é uma tarefa que requer diversas precauções. Atualmente, os conceitos mais difundidos são: a demolição manual, realizada por operários em pequenas áreas ou região de difícil acesso, e demolição através de maquinários e explosivos para situações que permitem a utilização desses artifícios. A priori, parece tarefa fácil colocar uma estrutura a baixo, porém deve-se preconizar a segurança de cada trabalhador da obra e inclusive verificar onde a construção está inserida, tendo em vista que há a necessidade de se preservar as estruturas ao redor e as pessoas que transitam próximo ao local. Para tanto, é necessário ter ciência das leis de cada região, analisando os limites máximos de ruídos e de resíduos gerados.
Buscando adequar essa metodologia a novas tendências que estão surgindo, é preciso pensar em desenvolvimento sustentável e engenharia como qualidade de vida. A otimização dos processos de demolição e o reaproveitamento de elementos que compunham a estrutura antiga são tendências no mercado. Em Tóquio se adotou uma maneira diferente para a demolição. Para se ilustrar o caso, pegaremos como referência o Akasaka Prince Hotel no ano de 2003:

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A Equipe responsável pela demolição do prédio atuou de forma prática e dinâmica na situação. O projeto estabelecido tinha como objetivo “desconstruir” a edificação de forma que as pessoas que passassem pela região não percebessem que o prédio seria substituído futuramente por uma construção que atendesse os aspectos do local. De fato, a população não reparou e passados alguns dias surgiram comentários como: O prédio parece estar encolhendo. Em uma perspectiva externa, essa afirmação se tornou realidade, mas é preciso analisar a metodologia adotada para compreender o que estava acontecendo internamente.

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O método usado pela equipe de demolição foi primeiramente cobrir a parte superior do edifício (os 4 últimos andares) com um painel que imitava a fachada. Essa estrutura era ligada a outra de forma a auxiliar o desmonte dos pavimentos, garantindo estabilidade para a construção. À medida que dois andares do prédio eram desfeitos, abaixava-se a estrutura implantada superiormente no edifício, sendo que, em média, isso demorava apenas 10 dias.

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A estrutura auxiliar no interior da edificação permitia que a parte superior do edifício descesse lentamente, dando a impressão de que o prédio estava encolhendo. De acordo com o responsável da demolição, tal prática permitia com que os funcionários trabalhassem apenas no interior da construção, diminuindo o ruído externo em até 20 decibéis quando comparado com outros métodos. É válido salientar que dessa forma permite-se aproveitar e separar os materiais com muito mais facilidade, reciclando os antigos elementos da estrutura. Nesse cenário, podemos constatar que há uma diminuição significativa na geração de resíduos além de abatimento de gastos, respeitando principalmente a lei da capital quanto a geração de resíduos.

Confira a seguir algumas fotos em sequência do desenvolvimento do projeto:

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