Energia limpa pode ser gerada a partir do lodo de esgoto

Com  intuito de reduzir a geração de resíduos sólidos através de hábitos de consumo mais sustentáveis e propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização desses resíduos foi criada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pela Lei 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404/2010.

A PNRS define seus princípios, diretrizes, objetivos da mesma forma que seus instrumentos, distribuição de responsabilidades e a forma compartilhada da gestão dos resíduos sólidos, envolvendo Municípios, Estados, setor empresarial e sociedade civil, além de impor que empresas elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Em resposta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lançou recentemente o edital para construção de uma estação de geração de energia elétrica a partir do biogás que é naturalmente produzido durante o processo de tratamento de esgoto e com isso eliminar o volume de lodo descartado no aterro sanitário – 500 toneladas por dia. O projeto inicial deve ser construído na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barueri.

A empreitada será feita por meio de um contrato de concessão de 30 anos com a iniciativa privada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Barueri, a maior de São Paulo. Nessa ETE são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região, incluindo parte da capital. A Sabesp vai fornecer o lodo e o biogás gerados na ETE e a empresa entrará com a tecnologia para gerar energia térmica e elétrica.

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Embora esse resíduo represente em média 1% a 2% do volume total do esgoto tratado, seu gerenciamento é bastante complexo e demanda custos elevados de disposição final, além disso, após o tratamento de esgoto, o lodo é o resíduo mais valioso devido à sua grande quantidade e riqueza de matéria orgânica. Assim, o projeto pretende aproveitar este potencial para “minimizar custos e impactos ambientais”.

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O biogás é um combustível gerado no processo de biodigestão para a secagem do lodo que fica na estação após o tratamento do esgoto e pode virar energia. Só que hoje esse potencial energético é queimado na própria ETE e lançado na atmosfera, enquanto o lodo seco é transportado até o aterro de Caieiras, na Grande São Paulo, onde sofre decomposição.

Em contrapartida ao descarte de lodo no aterro usado pela Prefeitura de São Paulo, a Sabesp trata todo o chorume da decomposição do lixo da cidade. Segundo o diretor metropolitano da estatal, Paulo Massato, com o novo negócio, o lodo também poderá ser usado pelo parceiro para a produção do biogás.

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O edital prevê que nos primeiros cinco anos de concessão deverão ser gerados 5 megawatts de energia e 10 megawatts a partir do sexto ano. Essa energia é suficiente para suprir de 60% a 75% o consumo de energia da própria ETE.

Fontes: PNRS    Sabesp    Estadão    Ciclo Vivo

 

 

 

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