O desastre de Mariana em números

Em 5 de novembro de 2015, o município de Mariana, em Minas Gerais, foi vítima do maior desastre ambiental da história do Brasil. A tragédia ocorreu após o rompimento da barragem de Fundão, controlada pela Samarco Mineração S.A em conjunto com a Vale e a BHP Billiton.

O desastre provocou um “mar de lama”, que devastou o distrito de Bento Rodrigues, localizado a 35 km do centro da cidade de Mariana, deixando um rastro de destruição à medida que avançava pelo Rio Doce. Várias pessoas ficaram desabrigadas e outras morreram. Além disso, existem os impactos ambientais, que são incalculáveis e, alguns, irreversíveis.

Os números são realmente alarmantes, e especialistas atestam que a região vai precisar de mais de uma década para se recuperar. Se for considerado o volume de rejeitos despejados – 50 a 60 milhões de metros cúbicos (m³) – o acidente em Mariana (MG) equivale, praticamente, à soma dos outros dois maiores acidentes do tipo já registrados no mundo – ambos nas Filipinas, um em 1992, com 28 milhões de m³, e outro em 1992, com 32,2 milhões de m³ de lama.

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* O ranking leva em consideração o volume de resíduos despejados nos acidentes, em milhões de metros cúbicos (m³). Fonte: Bowker Associates Science & Research in the Public Interrest, novembro de 2015.

Mas não é apenas nessa métrica (volume de rejeitos) que a tragédia mineira sai negativamente na frente. Em termos de distância percorrida pelos rejeitos de mineração, a lama vazada quebra outro recorde. Foram 600 quilômetros (km) de trajeto seguidos só no mês de novembro.

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* Valores fazem referência à distância percorrida, em quilômetros, pelos rejeitos após o rompimento das respectivas barragens. Fonte: “Bowker Associetes Science & Research in the Public Interest”, novembro de 2015.

De acordo com o portal de notícias G1, foram contabilizados em janeiro de 2016 os seguintes números:

  • 17 pessoas foram identificadas como vítimas da tragédia;
  • 11 toneladas de peixes foram mortos, sendo 8 toneladas em Minas Gerais e 3 no Espírito Santo;
  • 82% das edificações de Bento Rodrigues, cidade mais afetada, foram destruídas pela lama;
  • 7 comunidade e subdistritos foram afetados pela lama: Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo, Paracatu de Cima, Campinas, Borba, Pedras e Bicas, todos pertencentes ao distrito de Camargos;
  • 329 famílias foram desabrigadas, totalizando 1265 pessoas;
  • 1,5 mil hectares de vegetação foram destruídos entre Mariana(MG) e Linhares(ES);
  • 35 cidades foram afetadas em Minas Gerais e 4 no Espírito Santo;
  • foram doados: 235 toneladas de roupas (incluindo roupa de cama, roupa de banho, roupa íntima e produtos de higiene), 190 toneladas de mantimentos e 402 mil litros de água em Mariana e no Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), em Minas Gerais.

foto 3                                                               Raquel Freitas/G1

foto4                                                            Fred Loureiro/Secom ES

Outro fator que impressiona é o descaso dos responsáveis para com as comunidades afetadas e o meio ambiente. Sete meses após a tragédia a Samarco ainda não começou obras consideradas emergenciais para evitar vazamentos e prevenir novos desastres, segundo o comitê interfederativo formado após acordo entre a mineradora, a União e estados.

Fonte: Maiores desastres

Portal G1

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