Pesquisadores estudam tecnologia mais eficiente para reparo de pavimentos rodoviários

Investigadores do Instituto de Recursos Naturais da Universidade de Minnesota Duluth (UMD) estão procurando novas formas de reparo de degradações locais em pavimentos rodoviários betuminosos, conseguindo obter remendos mais eficientes e duradouros, além da maior facilidade e velocidade na aplicação.

Os engenheiros norte-americanos recorreram a um mineral com elevada capacidade de absorção de energia de micro-ondas, a magnetita. Este material foi adicionado, em pequenas quantidades (entre 1 a 2% do volume total), a uma mistura betuminosa correntemente usada em reparações (RAP e RAS), de forma a obter uma substância para remendos que fosse reativa a micro-ondas.

Depois de limpos, os ninhos, peladas ou fendas são preenchidos com a nova mistura de reparação contendo magnetita. O material é compactado e aquecido a temperaturas de pelo menos 100ºC, através de um equipamento móvel de micro-ondas de elevada potência (50kW), o que promove a fusão do pavimento existente com a mistura de magnetita. No total o processo tem uma duração média de 8 a 12 minutos.

De acordo com os investigadores da UMD, esta técnica permite a manutenção da integridade das zonas reparadas por muito mais tempo que os métodos tradicionais de reparação a frio. Isto se deve principalmente ao fato de o novo processo criar ligações extremamente fortes entre o material existente e o novo material, eliminando o aparecimento de zonas de interface vulneráveis.

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Taxas de aquecimento de rochas taconita e de agregados convencionais. A seta indica o aumento do teor de magnetita na rocha taconita.

É precisamente nestas zonas de interface, que as reparações tradicionais falham, devido ao estabelecimento de vínculos precários e heterogêneos, o que as deixa especialmente frágeis às ações de tráfego e ciclos de congelamento e descongelamento.

Um efeito secundário do aquecimento controlado do pavimento é a remoção da umidade na área tratada, o que permite que o processo de colagem se dê em condições ideais. Além disso, o novo material pode ser misturado em fábrica ou in-situ e transportado a frio, o que torna a técnica adequada para uso inclusive durante os meses mais frios do ano.

Fonte: UMD, engenhariacivil.com

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