Mineração Espacial

Esse título parece remeter a uma história de filme de ficção científica, como Star Wars, Interestelar ou Star Trek, mas em pouco tempo a exploração de minérios em asteroides pode se tornar algo extremamente real. Isso porque o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, assinou uma lei que regulamenta a exploração de asteroides nos EUA, ou seja, é reconhecido o direito de todo cidadão americano ter a propriedade de recursos de asteroides.

colonia espacial

Por consequência a lei estimula a exploração comercial desses recursos. Vale ressaltar que essa nova lei não entra em conflito com o Tratado do Espaço de 1967, que diz que nenhum país é dono de um corpo celeste; afinal a nova lei trata dos recursos extraídos dos asteroides, e não sobre a posse deles em si.

A Nova Corrida do Ouro

Com essa notícia, alguns empresários já demonstraram interesse em começar uma nova corrida do ouro, como as que aconteceram no Velho Oeste americano e no garimpo brasileiro de Serra Pelada – só que, desta vez, no espaço.

A dupla bilionária do Google, Larry Page e Eric Schmidt, e o diretor de cinema James Cameron, estão envolvidos na criação de uma nova empresa de mineração de asteroides, a Planetary Resources. Outra empresa competidora recém-apresentada é a Deep Space Industries, formada por um pequeno grupo de cientistas. O objetivo é extrair metais, desde os pouco valiosos até os mais raros, e água – um asteroide pode conter até 250 milhões de litros de água.

riqueza no espaço

Tal exploração também viabiliza a construção de bases espaciais, pois transportar suprimentos e materiais da Terra seria extremamente caro. Com isso, os minérios podem ser comercializados na Terra ou usados como matéria-prima para a construção de bases lunares ou marcianas, com água potável para alimentar as colônias espaciais, oxigênio para respirar, e hidrogênio para combustível – pode ser utilizado até em foguetes.

Detalhes Técnicos

Primeiro um reconhecimento dos asteroides será realizado, para identificar quais serão mais promissores e lucrativos, através da análise do albedo dos objetos. A Deep Space Industries pretende construir sondas de baixo custo, enquanto a Planetary Resources o ponto de partida é lançar uma rede de telescópios espaciais. A intenção é que as análises comecem a partir desse ano.

Na fase de exploração o procedimento se torna mais complexo e oneroso. Pensando nisso, a Planetary Resources irá projetar a espaçonave apenas depois de escolher o alvo, uma estratégia escolhida para reduzir os custos. A Deep Space Industries é mais arrojada nesse sentido, pois pretende colher amostras de potenciais alvos até o final desta década, através de sua segunda geração de espaçonaves.

extracao minerios

A NASA também já discute a possibilidade de rebocar um pequeno asteroide até a órbita da Lua para estudá-lo melhor, e técnicas similares poderiam ser usadas para a exploração de recursos minerais.

Outra possibilidade seria a construção de uma mina no asteroide, para tal a maquinaria seria provavelmente movida a energia solar. Um dos métodos seria escavar o material desejado para fora do asteroide, transportando-o por um túnel em veias para substâncias específicas. Devido à baixa gravidade, os equipamentos e os mineiros deveriam se ancorar na superfície, entretanto com a vantagem de manipular com mais facilidade o material extraído.

Equipamentos de mineração na superfície, extrai matérias-primas de um asteroide. No primeiro plano, um vagonete de mina transporta os materiais a uma fábrica de processamento.

Equipamentos de mineração na superfície, extrai matérias-primas de um asteroide. No primeiro plano, um vagonete de mina transporta os materiais a uma fábrica de processamento.

Fontes: Climatologia Geográfica, Revista Galileu, Superinteressante, How Stuff Works, Conhecimento Científico.

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