Barragens: finalidades e estrutura

Recentemente o rompimento de duas barragens de uma mineradora liberou uma enxurrada de lama que causou grande destruição em um distrito de Mariana, em Minas Gerais. A ocorrência desse desastre levantou diversos questionamentos, sendo alguns deles à respeito do funcionamento e da estrutura desses obstáculos artificiais.

As barragens, projetadas com o objetivo de reter água, rejeitos e detritos para fins de armazenamento ou controle, por exemplo, podem variar em tamanho desde pequenos maciços de terra, usados frequentemente em fazendas, a enormes estruturas de concreto ou de aterro, geralmente usadas para diversas finalidades.

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Exemplo de barragem de concreto

Além do abastecimento humano, principal finalidade da maioria das barragens, esse tipo de intervenção pode servir para a utilização de água para a irrigação e para a geração de energia, o que aumenta a capacidade de sustentabilidade econômica regional. Controle de cheias, regularização das vazões, contenção de rejeitos, navegação interior, piscicultura e dessedentação são outros exemplos de finalidades ao se construir esse tipo de estrutura.

As barragens podem ser divididas em dois grandes grupos: barragens de concreto – que se subdividem em barragens em arco e de gravidade – e barragens convencionais de terra e/ou enrocamento.

As barragens em arco são aquelas cujas curvaturas ocorrem em duplo sentido, ou seja, na horizontal e na vertical. Parte das pressões hidráulicas  é transmitida às ombreiras por estes arcos. Já as barragens de gravidade são estruturas  maciças de concreto com pouca armação, onde a única força que a mantém  em vigor contra o empuxo da água é a gravidade da Terra.

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Barragem em arco

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Barragem de gravidade

Essas estruturas são compostas por diversos elementos e órgãos hidráulicos, a saber:

  • Paramentos ou Barramentos – as superfícies mais ou menos verticais que limitam o corpo da barragem: o paramento de montante, em contato com a água, e o paramento de jusante;
  • Coroamento – a superfície que delimita superiormente o corpo da barragem;
  • Encontros – as superfícies laterais de contato com as margens do rio;
  • Fundação – a superfície inferior de contato com o fundo do rio;
  • Descarregador de cheia ou Vertedouro – o órgão hidráulico para descarga da água em excesso na albufeira em período de cheia, em caso de atingir a cota máxima do reservatório;
  • Tomadas de água – os órgãos hidráulicos de extração de água da albufeira para utilização;
  • Descarregador de fundo – o órgão hidráulico para esvaziamento da albufeira ou manutenção do caudal ecológico a jusante da barragem;
  • Eclusas ou Comportas – órgão hidráulico que regula a entrada e saída de água entre a montante e a jusante da barragem e permite à navegação fluvial vencer o desnível imposto pela barragem;
  • Escada de peixes – órgão hidráulico que permite aos peixes vencer o desnível imposto pela barragem.
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Apesar de trazer inúmeros benefícios do ponto de vista de geração de energia, controle de cheias e regularização das vazões, a construção de barragens é uma obra a ser muito bem planejada e executada. Caso contrário, inundações de longas extensões de terras habitáveis podem ocorrer, deixando um grande número de pessoas desabrigadas, além de comprometer a fauna e flora locais, gerando consequentemente indesejáveis impactos ambientais.

Fonte: CBDB; slideshare; ComuniTexto; wikipedia.

 

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