Tecnologia inovadora e sustentável é adotada em obras de aeroporto brasileiro.

A empresa RIOgaleão, formada pela Odebrecht TransPort, Infraero e Changi Airports International (operadora do aeroporto considerado o melhor do mundo nos últimos três anos), é a responsável pelas obras de melhoria da infraestrutura do Aeroporto Internacional Tom Jobim, que conecta o Rio de Janeiro a todo o Brasil e a 26 países. Dentre várias intervenções, a construção do Edifício Garagem do Terminal 2 chama a atenção pela utilização do sistema BubbleDeck, já visto em nosso blog.

BubbleDeck

O Edifício Garagem teve suas obras de ampliação iniciadas no final de 2014, com previsão de termino para dezembro de 2015, e investimento aproximado de 57 milhões de reais, segundo o consórcio responsável. O estacionamento ganhará 2,1 mil novas vagas dispostas em quatro novos pavimentos, totalizando 23 metros de altura. A tecnologia BubbleDeck foi escolhida para a construção das lajes com o objetivo de reduzir o peso próprio das mesmas, proporcionar maior agilidade na obra, e diminuir os gastos e o impacto ambiental durante a fase de construção.

O sistema inovador e sustentável consiste em utilizar esferas de plástico no lugar de concreto que, neste caso, não desempenha função estrutural. Isso reduz em 25% a quantidade de concreto utilizada na obra e não interfere na resistência da laje maciça, apesar de deixá-la mais leve. A escolha de utilizá-lo se deve a algumas particularidades da obra, que incluem os vãos médios de 16 metros entre os pilares e a redução no peso próprio do pavimento, além da necessidade de realizar-se as obras com os outros andares de estacionamento em operação.

Utilizada pela primeira vez em um projeto de infraestrutura aeroportuária no Brasil, a nova tecnologia substituirá o concreto por mais de 180 mil esferas plásticas, que possuem 36 centímetros de diâmetro. Segundo o diretor da Odebrecht Infraestrutura Pedro Moreira, as esferas de polipropileno (resinas termoplásticas recicláveis) são inseridas de forma uniforme entre duas telas de aço, e reduzem a emissão de CO2, em média, em 46 kg por m² de laje construída. Além do mais, o processo se destaca dos métodos convencionais na velocidade de execução e por simplificar os materiais empregados. Por ser um processo de produção mais eficiente, diminuem-se também os riscos de acidentes de trabalho e a gestão de segurança dos agentes envolvidos torna-se mais eficaz.

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O RIOgaleão investiu cerca de 2 bilhões de reais para melhorias de infraestrutura até abril de 2016. A construção de um novo píer ligado ao Terminal 2, com 26 novas pontes de embarque, também deverá estar concluída até lá. A concessionária também investe na ampliação e na otimização dos estacionamentos, que terão sistemas inteligentes de locação de vagas. Além disso, novas câmeras de segurança serão instaladas nos dois terminais e haverá um moderno centro de comando e monitoramento integrado de todo o aeroporto. Para todas estas e outras melhorias, a concessionária deverá investir 5 bilhões de reais no aeroporto até o fim do contrato de 25 anos.

Para mais detalhes sobre a tecnologia citada aqui, acesse Uma tecnologia chamada BubbleDeck.

Fonte: RIOgaleão, BubbleDeck, Téchne.

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