Casas Icônicas Mundo Afora – parte 2

Dando continuidade ao post anterior (Casas Icônicas Mundo Afora – parte 1), aqui estão mais algumas casas muitos famosas, interessantes e belas!

6. Fallingwater

Projetada pelo arquiteto americano Frank Lloyd Wright (1867-1959) para o empresário Edgar J. Kaufmann, é uma das casas mais famosas do arquiteto e de todo o mundo. Localizada acima de uma cachoeira, nos arredores da cidade de Pittsburgh, EUA,  a Fallingwater (“água caindo”, em inglês) exemplifica a arquitetura orgânica proposta por Wright: natureza e arte se unem harmoniosamente. A casa principal foi construída entre 1936 e 1938 e em 1939 foi adicionada uma casa de hóspedes. Serviu de residência para a família Kaufmann até 1968, quando foi doada para a Western Pennsylvania Conservancy.

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A casa principal ocupa 495 m² (268 m² no interior e 227 m² em terraços) e a casa de hóspedes, 158 m².  A Fallingwater foi construída com arenito retirado do próprio local da construção e lajes de concreto reforçado a suspendem acima do riacho. A casa apareceu na capa de revista Time de janeiro de 1938 e foi nomeada pelo American Institute of Architects o “melhor trabalho de arquitetura americana de todos os tempos”.

Para mais informações, incluindo orientações para visitas, visite Fallingwater (em inglês).

7. Casa de Vidro

Projetada pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992) como sua residência oficial, foi uma das primeiras construções do bairro Morumbi, em São Paulo, tanto que preserva no seu jardim 7000 m² de mata nativa. Construída em 1951, a casa é marcada pela transparência de grandes panos de vidro e pela leveza de suas estruturas de aço.

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Procurando conservar o perfil natural do terreno, muito inclinado, a parte frontal casa foi construída sobre pilotis e a parte traseira está apoiado sobre muros de concreto. As lajes são de concreto armado, interligadas por grandes janelas sem guarda-corpo. Uma árvore foi mantida no local da construção, dando origem a uma abertura que permite a ventilação cruzada, e o acesso à casa é feita por uma escada aberta de estrutura de aço e degraus de granito. Hoje a casa é administrada pelo Instituto Lina Bo e P.M.Bardi que promove  exposições, encontros, palestras e visitas ao extenso acervo de obras de arte ali contidas.

Para mais informações, incluindo orientações para visitas, visite Instituto Lina Bo e P.M. Bardi (em português).

8. Casa Melnikov

O arquiteto russo Konstantin Melnikov (1890-1974) projetou e construiu a casa para si e sua família como “uma casa cilíndrica experimental”. A essência da casa, segundo o arquiteto, é a “distribuição uniforme de peso, luz, ar e calor”.

8453658199_96497d9e7b_zA casa consiste em duas torres cilíndricas que se interceptam, com 9 m de diâmetro cada, sem nenhuma coluna ou parede estrutural no interior. Na casa, Melnikov inseriu mais de 60 janelas hexagonais, semelhantes a favos de mel, que permitem uma iluminação bem dispersa. Um único cômodo foi projetado para a família toda, dividido por biombos. Hoje, a casa se encontra mal conservada e ameaçada, com iniciativas na Rússia procurando convertê-la em um museu.

Para mais informações, visite The Melnikov House (em inglês).

9. Glass House

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Projetada pelo arquiteto americano Philip Johnson (1906-2005), é uma construção minimalista, um ensaio sobre estrutura mínima, proporção, geometria e o efeito da transparência. A construção, concluída em 1949, tem 17 m de comprimento, 9,8 m de largura e 3,2 m de altura. O chão de tijolos está 25 cm acima do solo. O layout aberto é interrompido somente por um tubo de tijolos que contém o banheiro, única estrutura no interior que vai do chão ao teto. O terreno de 47 acres em que está localizada também contém outras 13 estruturas projetadas por Johnson, incluindo a Brick House, que serve como casa de hóspede, a Painting Galery e a Gate House (“Da Monsta”).

Para mais informações, incluindo orientações para visitas, visite The Glass House (em inglês).

10. Haus Auerbach

Construída em 1924 para o casal Felix e Anna Auerbach, em Jena, Alemanha, a casa é uma das poucas residências privadas projetadas pelo arquiteto alemão Walter Gropius (1883-1969), na qual, pela primeira vez Gropius aplicou seu Baukastenprinzip – princípio da modularidade.

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A Haus Auerbach é uma construção aparentemente flutuante e assimétrica, uma formatação cúbica com prédios que se interceptam – materialização do conceito “grande caixa de tijolos” de Gropius. A casa, cujas proporções obedecem a relação 3:2, tem um telhado plano e as paredes exteriores construídas de pedra Jurko. O jardim de inverno é formado por três janelas de aço divididas em três sessões. Hoje a casa é uma residência privada.

Para mais informações, incluindo orientações para visitas, visite Haus Auerbach (em inglês).

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Para mais casas icônicas, visite IconicHouse.org.

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