Resíduos perigosos na construção civil

Os resíduos gerados pela construção civil, são responsáveis por cerca de 70% do total de resíduos sólidos urbanos de uma cidade de médio e grande porte. Esses resíduos são classificados de acordo com Resolução nº. 307, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que além da classificação, ainda exige que todos os municípios tenham um plano de gestão para esse entulho.

A classificação é dada da seguinte forma:

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Os entulhos de classe A e B, se geridos com um rigoroso controle de qualidade podem ser reutilizados na própria obra ou reciclados para uma posterior utilização. O que mais dificulta essa condição, porém, é a gestão dos resíduos perigosos e o cuidado para que não haja a contaminação do entulho reciclável e, sobretudo, a não contaminação do solo e lençol freático do terreno da obra.

A gestão dos resíduos de uma obra, deve começar com a separação adequada dos recicláveis e dos perigosos, esses materiais devem ser acondicionados em caçambas com tamanho apropriado e em quantidades adequadas. Além disso, é importante a identificação visual dos recipientes para que não haja mistura de resíduos e, sobretudo, a conscientização dos trabalhadores do canteiro.

Dentre os resíduos considerados perigosos, classe D, os mais comuns gerados na construção civil são as tintas, os solventes (e materiais que contenham solventes), óleos, graxas, amianto, água contaminada pela lavagem de pincéis, desmoldante para concreto e equipamentos contaminados. Esses materiais, podem ser separados como resíduos perigosos sólidos e resíduos perigosos líquidos e a sua gestão deve ser feita da seguinte forma:

  1. Resíduos sólidos:  Os resíduos sólidos contaminados, como estopas, pincéis e EPIs devem ser descartados separadamente em caçambas metálicas identificadas e com tampas. É recomendável, ainda, que a caçamba seja mantida fechada para que não haja contato do resíduo com a água da chuva.
  2. Resíduos Líquidos: Os resíduos líquidos que oferecem risco ao meio ambiente e não podem ser reutilizados, como restos de tinta, solventes, óleos e graxas, devem ser descartados, de acordo com o seu tipo, em tambores com tampas. Os recipientes, quando cheios, devem ser encaminhados para as empresas receptoras desses resíduos.

    Entre os resíduos líquidos mais comuns estão as sobras de tintas e solventes, a água contaminada por efluentes e a lama bentonítica. Esses materiais devem ser tratados de maneiras diferentes. No caso dos restos de tintas e solventes, suas latas devem ser esgotadas, raspadas e posteriormente enviadas aos pontos de coleta indicados pelo município. A água contaminada por efluentes, como a água utilizada para a lavagem de brochas e pinceis, deve ser segregada em tambores específicos e recomenda-se que esta seja reutilizada até seu esgotamento, caso não seja possível deve ser encaminhada ao seu destino final. A lama bentonítica (água + bentonita) utilizada como fluido estabilizante em escavações, quando não for mais reutilizada deve passar por processo de reciclagem dentro do próprio canteiro por meio de decantação com material floculante, separando-se a água que poderá ser reutilizada e a bentonita que poderá ser destinada a aterros comuns.

A gestão dos resíduos deve então, ser feita de acordo com as normas do Conama e as especificações da empresa receptora. Mais detalhes a respeito de resíduos da construção civil são esclarecidos neste post do blog do PET Civil.

Fontes: revista techne, tribuna hoje, blogdopetcivil;

 

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