Usina Hidrelétrica de Belo Monte – Parte II

Apesar de ter enfrentado grandes percalços desde o início das obras a partir de junho de 2011, a construção da Usina de Belo Monte já ultrapassou 50% de sua conclusão e é considerada a maior obra de infraestrutura em andamento no país. Nessa segunda parte do post sobre Belo Monte, vamos mostrar o andamento das obras e o planejamento que foi e está sendo realizado para finalizar a usina que será considerada a terceira maior usina hidrelétrica do mundo em geração de energia. Para acessar o primeiro post clique aqui.

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Onde será gerada a maior parte da energia de Belo Monte – na vila de Pontal – atualmente o solo está preparado, em rocha nua, para receber as 18 turbinas que formarão a casa de força principal. No dia 10 de junho foi instalada na casa de força nº 1 as partes da turbina, que viajaram cerca de três meses por quase 3 mil quilômetros passando por estradas e rios: esse fato mostra que a logística é uma das maiores problemáticas presente na obra. Serão 11,233 GW gerados na época de cheia do Rio Xingu (entre fevereiro e maio) e 4,571 GW será o valor médio gerado durante o ano. Para gerar essa quantidade de energia, os canos que alimentarão as turbinas terão uma vazão de 750 metros cúbicos por segundo: vale ressaltar que toda a água passada pelas turbinas será devolvida ao curso natural do rio.

Canal que irá desviar águas do RI Xingu: com 20km de extensão é praticamente um rio artificial cortando a Amazônia

Canal que irá desviar águas do Rio Xingu: com 20km de extensão é praticamente um rio artificial cortando a Amazônia

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O canal que irá desviar águas do Rio Xingu está localizado no Sítio Pimental, e terá 20 quilômetros de extensão com uma vazão de 14 mil metros cúbicos por segundo! Além disso terá 200 metros de largura no fundo e quase 300 metros na superfície, e profundidade de 22 metros. Entretanto diversos igarapés (pequenos cursos de água, funciona como um pequeno rio) atravessavam o canal, portanto foi necessário drenar através da construção de 27 diques toda a água desses cursos para evitar atrapalhar o trabalho das máquinas: alguns igarapés tiveram seu curso d’água invertido, desaguando no Rio Xingu. A empresa responsável pela obra de Belo Monte, Norte Energia, disse que não serão causados impactos ambientais.

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Após o solo estar preparado e nivelado, chega a hora de revesti-lo: os engenheiros conseguiram alterar o projeto inicial, pois encontraram grande quantidade de rochas de migmatito. Essa rocha possui alta dureza e é triturada e usada para cobrir todo o fundo do leito. Contudo as rochas geram uma superfície mais rugosa que o concreto, diminuindo a velocidade das águas através do atrito; para compensar essa perda, foi preciso aumentar o calibre dos canos que desembocam nas turbinas.

Afinal, o princípio de uma hidrelétrica se baseia num grande volume de água correndo em uma grande velocidade para girar as turbinas. Com essa alternativa foi possível economizar R$ 200 milhões – que é o custo de 1 milhão de metros cúbicos de concreto – que seria utilizado para revestir o canal. Cerca de 1 quilômetro do canal foi concluído.

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Fontes: Exame, Estadão, Folha, Wikipédia.

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