Cimento magnesiano: uma boa alternativa

Um grupo de pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP, desenvolveu um cimento alternativo ao tradicional Portland para a produção de fibrocimento, possibilitando uma diminuição de até 80% do aglomerante utilizado atualmente.

O cimento magnesiano foi desenvolvido em 1867 pelo francês Stanislas Sorel, com compostos de oxido de magnésio e cloreto de magnésio. No entanto as misturas criadas por Sorel não resistiam muito a uma longa exposição à água sem perder a força e tinham um alto custo de processo.

A equipe do engenheiro Carlos Gomes, da USP, para sanar os problemas de resistência e alto custo, adicionou à mistura cargas minerais que possibilitaram, segundo o engenheiro, a substituição total do cimento Portland na composição do fibrocimento.

As principais vantagens do desenvolvimento do “novo” produto encontram-se no campo ecológico pois, a produção do novo cimento é significativamente menos agressiva que a produção do cimento convencional e o produto final consegue captar mais carbono do meio ambiente.

Além de um processo de fabricação mais limpo e mais rápido, o cimento magnesiano também proporciona aos fibrocimentos uma maior durabilidade pois, o cimento não ataca as fibras devido a sua baixa alcalinidade.

Segundo o engenheiro Carlos Gomes, diante de testes de imersão em água quente, nos fibrocimentos compostos por fibras de escória de alto-forno ou celulose, o envelhecimento acelerado ocorreu após 56 dias, um tempo padrão recomendado por norma. Já os fibrocimentos formados com o novo material, ao invés do cimento Portland,  não apresentaram degradação nas fibras.

Além disso, o material formado com o novo cimento atinge a sua resistência final com um tempo de cura bem menor. O material formado com o cimento alternativo, atinge a sua resistência final com 40 minutos de cura enquanto o formado com o cimento tradicional só atinge a sua resistência final aos 28 dias.

O cimento alternativo, contudo, ainda não esta disponível no mercado e passará por testes que serão realizados na EESC – USP em protótipos de habitações.

Fontes: InovaçãoTecnológica

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