Biblioteca de Alexandria

No post sobre o Farol de Alexandria, falou-se um pouco sobre a cidade de Alexandria, que foi fundada por Alexandre, o Grande em 331 a.C.. A cidade tinha tamanha importância na época, que cedo se convertera no centro da cultura grega na época (cultura helenística). Para guardar todo o conhecimento da época, Ptolomeu II mandou construir, no início do século III a.C., a que talvez tenha sido a maior biblioteca do mundo: a Biblioteca de Alexandria. Estima-se que em seu auge, tenha armazenado 400.000  rolos  de papiro, podendo ter chegado a 700.000.  O primeiro incêndio registrado dela foi em 47 a.C., quando César incendiou a esquadra naval egípcia para ajudar Cleópatra. Ela ainda sofreu mais três incêndios: em 272 d.C., 391d.C. e o mais devastador, em 640 d.C., quando o Califa Omar usou como lenha para os banhos públicos todos os livros que discordassem das “Sagradas Escrituras”.

A antiga biblioteca. Fonte: bibliotecadafocca.blogspot.com

A antiga biblioteca. Fonte: bibliotecadafocca.blogspot.com

Mais de 1000 anos depois da destruição da Biblioteca de Alexandria, em 1987, o então presidente do Egito, Hosni Mubarak (sim, aquele mesmo que foi deposto da Revolução de Jasmim) expôs a ideia de reconstrui-la, transformando-a em um centro internacional de pesquisa. Foi lançado então,  pela Unesco,  um concurso internacional de arquitetura em 1989. O projeto vitorioso trazia um edifício concebido como símbolo do sol egípcio raiando sobre a terra, pois o sol sempre fora o símbolo dos principais deuses egípcios – Amon e Aton (no período de Akhenaton).

A nova Biblioteca de Alexandria. Fonte: snohetta.com

A nova Biblioteca de Alexandria. Fonte: snohetta.com

Em 1996, começou a construção do prédio, que ficou pronto em 2001.  A construção principal tem a forma de um cilindro com 160 metros de diâmetro e com o topo inclinado. Ela tem onze andares , sete à superfície e quatro subterrâneos , sustentados por 66 colunas de 16 metros cada uma. O telhado de vidro e alumínio tem quase o tamanho de dois campos de futebol e sua inclinação tem por objetivo  minimizar os danos dos ventos marítimos e permitir máximo uso da luz natural. Sua sala principal de leitura tem 20.000 m², pode abrigar até 8 milhões de livros e ser utilizada por 2.000 pessoas.  No total, em suas mais de 200 salas de estudo, podem frequentar cerca de 3500 pessoas. Além da biblioteca principal, o prédio ainda possui  quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências e um de caligrafia e uma sala de congresso e de exposições.

A sala de leitura. Fonte: snohetta.com

A sala de leitura. Fonte: snohetta.com

Indiretamente iluminado por claraboias verticais, o salão espaçoso onde ficam guardados os livros não é exposto à luz solar direta, pois ela é prejudicial aos livros e manuscritos.

A claraboias. Fonte: snohetta.com

A claraboias. Fonte: snohetta.com

A ampla fachada do cilindro central, de granito cinza, tem gravada os caracteres  de alfabetos antigos e modernos. Dispostos em fileiras, eles representam a base fundamental do conhecimento e de sua transmissão.

A fachada e suas inscrições. Fonte: marjoriekaroline.blogspot.com.br

A fachada e suas inscrições. Fonte: marjoriekaroline.blogspot.com.br

Confira algumas fotos dessa incrível construção:

Fonte: Folha de São Paulo, Escritório Snohetta,  Blog Marjorie, Liberdade Cultural, Leio, vejo e opino,

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