Ensaios para a cobertura do Beira-Rio

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Um modelo em escala reduzida da cobertura do estádio Beira-Rio passou por ensaios de cargas de vento no Laboratório de Aerodinâmica das Construções (LAC), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A metodologia permitiu a simulação das ações de ventos naturais, medindo seus efeitos sobre a estrutura. 

 

O estádio:

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Com mais de um século de participação expressiva no cenário do futebol brasileiro, o Sport Club Internacional, de Porto Alegre, inaugurou em 1969 o Estádio José Pinheiro Borda que, situado às margens do Guaíba, logo passou a ser conhecido como Beira-Rio. Sua revitalização, que já constava nos planos do clube desde 2006, tornou-se prioritária depois que a cidade foi incluída na lista das sedes para os jogos da copa de 2014. Um dos destaques do conjunto de obras é a cobertura externa que, além de proteger as arquibancadas, rampas e acessos aos portões, modificou esteticamente a edificação.

A nova cobertura tem estrutura composta por um anel central de onde se distribuem 65 módulos em estrutura metálica, ancorados no piso da área externa do estádio. Essa estrutura é revestida com lona tensionada, constituida por uma membrana de politetrafluoretileno (PTFE) cujo desenho lembra grandes folhas.

O ensaio:

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Um modelo reduzido da nova estrutura externa foi submetido a ensaios em túnel de vento. As informações obtidas com esses estudos serviram de subsídio para o desenvolvimento do projeto de cálculo estrutural. A simulação correta das principais características do vento natural é requisito básico para aplicações em engenharia civil, principalmente em estruturas complexas.

Nesse tipo de ensaio, o modelo em escala reduzida é colocado dentro de um túnel, onde ventiladores de grande potencia simulam as cargas de vento natural que podem incidir sobre a edificação, enquanto sensores identificam os efeitos sobre o prédio.

No caso do Beira-Rio, um modelo de cobertura em escala 1/500 foi submetido às medições das pressões de vento nas faces interna e externa. Segundo Loredo-Souza, a velocidade do escoamento de ar, com vento uniforme e sem modelos, ultrapassa 160 km/h. Para maior confiabilidade dos ensaios, reproduziu-se todo o entorno do estádio, tais como construções existentes, topografia e futuras edificações.

Modo de realização:

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Para a medição das cargas de vento, foram colocadas 956 tomadas de pressão na face externa do modelo e 528 na face interna, posicionados de modo a possibilitar um levantamento da distribuição de pressões através de toda a cobertura. As pressões instantâneas foram medidas a cada 15 graus de incidência dos ventos (24 direções diferentes) perfazendo um total de 35.616 registros de pressão dinâmica.

Foram simulados todos os detalhes significativos da edificação real para que preservassem as condições de semelhança geométrica. De acordo com as características da rugosidade do terreno em torno do empreendimento, para ensaios com o modelo reduzido foram simulados dois tipos de ventos. Para alguns ângulos de incidência foi utilizado um vento mais turbulento, dentro das características do terreno.

Ficha Técnica: 

Obra: Estádio José Pinheiro Borda (Beira-Rio)

Local: Porto Alegre, RS

Projeto: 2006

Cálculo de fundações e estruturas: Simon Engenharia

 

Veja mais fotos do estádio Beira-Rio (projeto e obra):

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Fonte: Revista Finestra

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