Farol de Alexandria

Alexandria foi fundada em torno de um pequeno vilarejo em 331 a.C. por Alexandre, o Grande. Permaneceu como uma das principais cidades do mundo e capital do Egito durante mil anos, até à conquista muçulmana do país. Lá viveram grandes gênios como Euclides, Aristarco de Samos, Arquimedes, Eratóstenes, Galeno, Ptolomeu e Hipátia.

A cidade de Alexandria. Fonte: cidadeselugares.blogspot.com

A cidade de Alexandria. Fonte: cidadeselugares.blogspot.com

Alexandria sofria com um grave problema: havia enormes rochedos ao longo da sua costa, o que dificultava a navegação. Os riscos para as naus só diminuíram quando, em 280 a.C., o rei Ptolomeu II inaugurou o Farol de Alexandria. Projetado pelo arquiteto e engenheiro grego Sostratus de Cnidus, o farol sinalizava a entrada e os perigos do porto da cidade, na ilha de Faros.

Farol de Alexandria. Fonte: Cultura Exatas

Farol de Alexandria. Fonte: Cultura Exatas

O farol foi construído com pedras de granito clara, com revestimento de mármore e calcário.Os blocos de pedra eram unidos por uma liga reforçada de chumbo derretido e uma forma arcaica de cimento, baseada na mistura de resina com calcário. A parte superior era revestida com estuque, que refletia a luz solar, facilitando a localização do farol durante o dia.

O prédio foi concebido em formatos diferentes. Sobre uma base quadrada, erguia-se a esbelta torre de mármore, com uma altura que variava entre 115 e 150 metros de altura. Essa torre contava com três corpos, sendo o inferior de base quadrangular, com cerca de 31 metros de lado. Ele possuía forma de tronco de pirâmide, o que servia para fazer descer o centro de gravidade da construção. O segundo corpo, menos alto, tinha a forma de uma torre octogonal, enquanto que o corpo superior, correspondente à lanterna, era constituído por um grande pavilhão cilíndrico.

Esquema tridimensional do Farol de Alexandria. Fonte: Wikipedia

Esquema tridimensional do Farol de Alexandria. Fonte: Wikipedia

A parte cilíndrica abrigava a tocha e era divida em duas: uma onde os homens trabalhavam para manter o fogo e outra por onde a luz passava. Perto da fornalha existia uma série de placas de bronze bem polida côncavas, que simulavam espelhos e ajudavam a refletir e concentrar a luz das chamas durante a noite. Nas primeiras torres, janelas ajudavam na circulação de ar, para que o fogo queimasse com mais facilidade. O brilho da chama podia ser visto a 50 Km de distância.

Uma rampa em espiral conduzia à entrada. Carroças e cavalos podiam subir às centenas de salas de armazenagem no primeiro pavimento, onde ficavam o combustível para o fogo, estábulos para os animais de carga, dormitórios e refeitórios dos trabalhadores e soldados que faziam a proteção do local. O acesso aos pisos superiores era realizado por escadas em espiral. Monta-cargas transportavam suprimentos à torre mais elevada.

Uma curiosidade é que a palavra “farol” tem origem no nome da ilha em que ele ficava – Iha de Faros. Essa obra foi, provavelmente, a primeira do gênero. Em 1375 um terremoto destruiu o farol e, em 1480, as pedras que restaram foram utilizadas na construção de um forte – o forte Qaitbay, o qual permanece até os dias de hoje no lugar do farol.

Forte Qaitbay. Fonte: tripadvisor

Forte Qaitbay. Fonte: tripadvisor

Fonte: hsw, Wikipedia, Guia do Estudante, Cultura exatas, Delfim Ferreira Leão – O Farol de Alexandria, Infoescola

Anúncios

2 pensamentos sobre “Farol de Alexandria

  1. Pingback: Biblioteca de Alexandria | PET Engenharia Civil - UFJF

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s