Pearl River Tower: você já viu algo assim?

Cantão (Guangzhou) é uma das mais importantes cidades da China e, como nas demais grandes cidades chinesas, destacam no seu horizonte enormes e inusitados arranha-céus. Um deles, além de possuir um design inusitado, é um exemplo de edifício sustentável: o Pearl River Tower.

Pearl River Tower é um arranha-céu de 309 metros de altura, com 71 andares e cerca de 210 mil metros quadrados de área construída. Foi projetado pela empresa de engenharia e arquitetura SOM (Skidmore, Owings and Merrill LLP) com um design arrojado e alguns recursos de engenharia inovadores. Essas inovações tiveram o intuito de fazer dele o arranha-céu mais eficiente energicamente do mundo, consumindo cerca de 60% menos energia que uma construção tradicional.

Pearl River Tower

Pearl River Tower

O edifício possui contornos levemente inclinados de 13,6° em relação à malha ortogonal do bairro com o intuito de aproveitar os ventos vindos da direção sul. Na fachada existem quatro aberturas (em dois andares mecânicos), que direcionam esses ventos em uma série de grandes turbinas eólicas integradas de eixo vertical. O sistema cria uma pressão negativa sobre o lado oposto do edifício, que ajuda a acelerar o vento e gerar cerca de 15 vezes mais energia elétrica do que uma turbina de vento tradicional. São essas turbinas que geram energia para alimentar os dispositivos e os equipamentos eletrônicos dos escritórios. A forma do edifício assegura que os aerogeradores funcionem  mesmo com ventos fracos e vindos de várias direções, aumentando até 2,5 vezes o potencial de geração de energia.

Depois de girar as turbinas, o vento é direcionado para o sistema de ventilação, substituindo assim o uso de ar condicionado nos dias mais quentes. Essas aberturas na construção também servem para amenizar a diferença de pressão entre os lados a barlavento e sotavento.

Conceito da turbina eólica. Fonte: josre.org

Conceito da turbina eólica. Fonte: josre.org

A orientação da torre também serve para maximizar o uso de radiação solar. Essa radiação é captada através de painéis solares fotovoltaicos para complementar a produção de energia das turbinas eólicas. Essa energia  é utilizada no controle da entrada de luz nas fachadas oeste e leste, alimentando as venezianas automatizadas – que também possuem células fotovoltaicas – e vidros Adaptive Fritting™. Para tanto, as fachadas norte e sul foram concebidas com uma dupla parede de painéis de vidro separadas por um corredor de ar ventilado de 20cm, que funciona como isolante contra as temperaturas extremas. O calor do Sol aprisionado nesse espaço é também utilizado em processos de desumidificação ou de aquecimento de água.

Localização painéis solares. Fonte: josre.org

Localização painéis solares. Fonte: josre.org

Para imaginarmos a dimensão da iniciativa, foi feita uma projeção sobre o impacto que resultaria se esta tecnologia fosse aplicada em todos os edifícios comerciais da China. Concluiu-se que a economia energética obtida anualmente seria equivalente à Usina Hidrelétrica de Três Gargantas no Rio Yang-tsé, a maior usina do mundo, com capacidade de 18.200 megawatts.

A torre ganhou muitos prêmios e é um exemplo para o mundo, pois construções como essa, por serem mais inteligentes , não alteram a rotina de quem utiliza suas instalações. Para o futuro, podemos esperar mais prédios desse tipo e com outras tecnologias sustentáveis que ajudem o planeta.

Infográfico. Fonte: tecmundo

Infográfico. Fonte: tecmundo

Fonte: Josre.orgTecmundo, Projeto Amazônia

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