Casa pendurada no penhasco desafia a arquitetura

Pegar a Sunset Boulevard até o Oceano Pacífico, em Los Angeles, é um passeio maravilhoso, mundialmente famoso. Você desliza por cânions rústicos onde moram estrelas de cinema e respira a brisa do oceano a leste de Brentwood. No mesmo trecho de estrada, você certamente encontrará parte da ousada arquitetura da cidade. Pouco antes de Pacific Palisades há uma colina tortuosa, e agarrando-se a ela, uma casa cautelosamente equilibrada em vigas maciças de concreto. A residência de dois andares revestida de madeira parece flutuar perigosamente sobre a estrada.

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A casa foi projetada por Robert Bridges, que é também o morador.  “Esta casa pode parecer precária, mas não é. De um ponto de vista de engenharia, esta coisa é absolutamente racional”, garante Bridges. Seu projeto desafiador da gravidade foi uma resposta a limitações tanto financeiras quanto arquitetônicas.

Construir a casa apresentou sérios desafios: a inclinação, para começar, mas também o barulho do tráfego. O imóvel teria de defletir uma interminável sinfonia de motores e escapamentos. Depois “de muitas ideias artísticas e de engenharia”, ele chegou a uma solução: concreto reforçado pós-tensão.

Pilares de sustentação fazem contato com o chão em bases de concreto; sob as bases ficam estacas inseridas profundamente no solo com certo ângulo. Em cima de tudo isso, a casa. Para despejar todo esse concreto, ele não podia pagar uma equipe com maquinário pesado. Foi apenas ele, um guindaste e três outros homens.

Com toda sua ousadia voltada à Sunset, a casa tem dupla personalidade. Sua entrada fica em uma rua residencial plana, e parece quase modesta. Entretanto, o interior traz o selo de seu método de construção: os tetos são de concreto exposto, enquanto enormes colunas pontuam os espaços habitáveis. O efeito é como estar dentro de uma casa na árvore.

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Robert Bridges disse que”O conceito era um plano aberto, como se fosse um loft em Nova York. Não houve um planejamento cuidadoso sobre detalhes requintados do espaço interior”. E de qualquer forma, o foco é para fora, para as coisas que se desenrolam mais abaixo. Na cozinha, uma varanda se estende por cima da movimentada via.

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Não muito tempo depois da família se mudar, em 1991, Robert Bridges trocou a arquitetura pelo mundo acadêmico. Sua marca duradoura como arquiteto e o trabalho pelo qual ele é mais conhecido, mesmo que anonimamente, é a casa onde ele acorda todas as manhãs.

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Fonte: The New York Times

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