Universidades do Ciência Sem Fronteiras – Queen Mary University of London

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Dando continuidade à série de posts sobre Universidades Participantes do Ciências sem Fronteiras, iniciada com o post sobre a Universidade de Brunel, no Reino Unido, o blog PET Civil traz agora o relato do estudante Thales que está atualmente na Universidade de Queen Mary.

Por Thales da Silveira Gomide

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Dados Gerais:

  • Nome: Thales da Silveira Gomide
  • Universidade: Queen Mary University of London
  • Curso: Engenharia Elétrica e Eletrônica
  • Período de intercâmbio: Setembro de 2013 a Setembro de 2014 (Previsão)

Qualidade da Educação:

Queen Mary pode ser considerada uma das melhores Universidades do Reino Unido. Ela faz parte do Russell Group (http://www.russellgroup.ac.uk/home/), um grupo de Universidades de alto nível, que tem como objetivo “manter o melhor nível de pesquisa, um ensino de excelência junto à experiência na aprendizagem e ligações incomparáveis ​​com negócios e setor público”.

Todas as salas são equipadas com data show, quadro e duas telas para projeção. Tem também uma espécie de câmera na mesa do professor. Muitos deles quando querem escrever algo ligam a câmera e escrevem no papel na sua própria mesa, projetando nas telas! Acho isso bem legal. Para mim o ritmo das aulas é bem mais tranquilo do que no Brasil. Em Juiz de Fora eu costumava ter de 20 a 24 horas de aula na semana, dependendo do período. Aqui tenho 13h/semana! (Sem contar as aulas de Inglês). O que adiciona certa dificuldade são as aulas em Inglês. No começo é mais difícil, pois mesmo que você tenha estudado Inglês durante anos da sua vida, estudar em outra língua é diferente. Agora que já estou aqui há quatro meses, já está bem mais fácil acompanhar as aulas.

As avaliações aqui são assim: tem o primeiro período de aula, o segundo, depois uma semana de revisão e outra de prova! O peso dessa prova na sua nota final é que varia. Para algumas disciplinas, ela vale 100%. Outras já não têm prova final e a nota é toda distribuída ao longo de trabalhos durante o período. Nas matérias que puxei, a maioria tem a prova valendo cerca de 80% da nota, e os outros 20% eram divididos entre trabalhos e testes durante o período.

A Universidade oferece cursos de inglês gratuitos para alunos estrangeiros e cursos pagos em outras línguas, como Francês e Alemão, por exemplo.

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Instalações:

Os alojamentos da faculdade são dentro do campus (menos um, que é do outro lado da rua), e são ótimos! Na realidade, o campus é um pouco integrado com a própria cidade. No alojamento em que eu moro tem uma saída para o campus e uma para rua, e muitos prédios de aula são assim.

No campus tem de tudo. Academia (1min a pé), banco, café, bar, boate, loja de conveniências, etc. Fora do campus, porém perto, você encontra mercados, restaurantes, farmácia e tudo que você precisa para se manter.

Meu alojamento é dividido em 16 flats, que compartilham a lavanderia e o pátio no centro. Em cada flat moram 6 pessoas e ele tem a seguinte estrutura:

  • Térreo: cozinha
  • 1º Andar: 2 quartos e 1 banheiro
  • 2º Andar: 2 quartos e 1 banheiro
  • 3º Andar: 2 quartos

É um flat bem vertical. Nos banheiros têm vaso, pia, chuveiro e banheira. Os quartos são individuais e também possuem pia. A maioria dos brasileiros mora nesse alojamento. Tem em média 2 brazucas por flat e o resto são ingleses e outros estudantes estrangeiros que farão o curso integral. É aqui que o pessoal se conhece. Nas primeiras semanas a Student Union, uma espécie de Diretório Acadêmico daqui, organizou um churrasco no pátio, que foi muito com para conhecer o pessoal. Além disso, a gente sempre se encontra no pátio entre uma aula e outra e em muitos finais de semana algum flat organiza alguma festa.

Outra coisa que ajudava bem a socializar eram os blindex, janelas de vidro, transparentes nas cozinhas. Imagina o seguinte: Você chega em casa, vai andando em direção ao seu flat, quando vê que está rolando a maior festa no flat do vizinho. O que você faz? Junta-se a ele! Infelizmente, hoje, no dia em que escrevo, colocaram um plástico fosco em todos os vidros das cozinhas. A gente vai pedir para retirá-los, depois conto no que deu.

Facilidade de Adaptação:

A Student Union parece muito empenhada em receber bem os calouros (freshers), assim como o departamento, responsável pelos intercambistas. A primeira semana aqui é dedicada apenas a adaptação. Tem uma barraca gigante no meio do campus escrito INFORMAÇÕES para orientações e onde você pode perguntar o que quiser. Há várias atividades para os alunos, palestras sobre a Universidade, sobre a cidade, sobre os cursos de línguas, etc. Existe também o Multi- faith Centre, que está sempre aberto para ouvir os estudantes, independente da religião ou crenças.

Além disso, existem as Societies, um tipo de clube em que pessoas com algum interesse em comum se juntam. Existem mais de 140 em Queen Mary, com temas variados: desde fotografia, anime, societies de esportes e dos cursos específicos, a societies de degustação de vinho, queijo, música, etc. Se você não encontrar uma que lhe agrade, você ainda pode fundar a sua própria!

Londres é uma cidade muito rica culturalmente, talvez uma das mais ricas do mundo, com muitas atrações e todos os tipos de pessoas. Existe sempre algo para se fazer ou algum lugar com pessoas com que você se dará bem.

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Localização:

O campus em Mile End se encontra super perto do centro da cidade. Entre duas estações de metro onde passam linhas importantes, chego em meia hora em qualquer lugar do centro. Tem também o ponto do ônibus 24h que vai para o centro que é, literalmente, em frente minha casa. Além disso, quando quero ir para o aeroporto Stansted, onde você vai pegar os voos baratos da Ryanair, pego o ônibus a 8min de caminhada da minha casa. Resumindo: a Universidade é bem localizada e lhe permite fácil acesso a toda a cidade, considerando o tamanho de Londres.

Queen Mary fica no Leste Londrino, uma das partes mais multiculturais da cidade. Em 15min chega-se em Brick Lane (onde há uma excelente feira aos Domingos), Tower of London e na City of London, que é o “verdadeiro centro” de Londres. Para muitos londrinos, Mile End pode ser considerado um bairro ruim. Eu concordo que há muitas outras regiões na cidade que são muito mais bonitas melhores, mas há julgar pela condição de vida que o bairro oferece (segurança, facilidades, localização…) Mile End é sim um bairro muito bom.

Custo de vida:

Londres é mais caro que as outras cidades da Inglaterra, porém, mesmo assim, da para viver tranquilamente com a bolsa, tendo dinheiro não só necessário para se manter, mas também para atividades de lazer e viagens. O adicional de localidade ajuda muito, já que corresponde a quase metade da bolsa.

Conclusão:

Estou gostando muito de Londres, de Queen Mary e da Inglaterra. Eu acho que vale muito a pena vir para essa Universidade e estou feliz com a minha escolha. Espero ter ajudado as  pessoas que estão pensando em vir para cá. See you!

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PET Sem Fronteiras

Confira aqui os posts anteriores sobre as universidades e sobre o programa Ciências sem Fronteiras!

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4 pensamentos sobre “Universidades do Ciência Sem Fronteiras – Queen Mary University of London

  1. Muito obrigado Thales, o texto ficou bastante esclarecedor!
    Porém eu tenho uma dúvida e espero que você possa me ajudar. Na questão da bolsa, você acha que quem vive em Londres (mesmo com o adicional) passa mais ‘apertos’ do que quem vive em cidades de baixo custo?

    • Eu na verdade acho o contrário: quem vive em Londres com o adicional de localidade vive mais tranquilo do que quem vive nas outras cidades do UK. Apesar de Londres ser mais caro de morar, o adicional de localidade que recebemos supera essa diferença no custo de vida. (Thales)

    • Olá Maria!Segundo a autora do post, Julia Mendes: “Varia conforme o flat: se você quer suíte individual ou disposta a dividir, prédio novo ou antigo… O governo brasileiro normalmente paga o quarto dividido (que também é muito bom), e se você quiser o individual precisa contribuir com alguns pounds extras. Se não me engano, foi cerca de 40 pounds mensais no primeiro ano. Hoje em dia é preciso perguntar aos atuais estudantes CSF de Brunel.”

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