Proteção contra fogo de estruturas na Construção Civil – USO DO CAFCO 300 E BLAZE SHIELD II

Argamassas projetadas são os materiais mais utilizados em todo o mundo para a proteção passiva contra fogo de estruturas metálicas, pois reúnem as maiores vantagens técnicas e os menores custos para todas as situações onde as estruturas não estejam aparentes, como vigamentos ocultos sobre forros ou pilares com acabamentos arquitetônicos.

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 ONDE SÃO RECOMENDADOS?

Em edifícios de escritórios, residenciais, escolas, hotéis, centros comerciais, cinemas, hospitais, e qualquer edificação de grande, médio ou pequeno porte, sempre que as estruturas estiverem ocultas por forros falsos ou acabamentos arquitetônicos (gesso acartonado, ACM, placas decorativas, etc).

São muito utilizados também em estruturas aparentes, desde que localizadas em áreas livres de intemperismos e abusos mecânicos, e onde o seu aspecto visual rústico seja compatível arquitetonicamente, como em vigas de estacionamentos ou unidades fabris.

QUANTO CUSTA?

O valor unitário da proteção varia conforme o TRRF (tempo de resistência requerido ao fogo), a massividade dos perfis e as quantidades a serem aplicadas, mas argamassas projetadas de baixa densidade são os produtos mais baratos que existem para proteção passiva contra fogo de estruturas metálicas.

Em edificações de médio e grande porte seu custo situa-se em torno de 10% do valor das estruturas.  O gráfico abaixo mostra os níveis comparativos de preços entre estas argamassas e outros produtos para um TRRF de 120 minutos:

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 QUAL A DURABILIDADE DAS ARGAMASSAS PROJETADAS DE BAIXA DENSIDADE?

Este item é muito importante, pois os incêndios podem ocorrer muitas décadas após a construção do edifício. Desta forma, a durabilidade deste tipo de produto deve ser equivalente à vida útil da edificação, já que não é viável a remoção dos forros e acabamentos que ocultam a proteção contra fogo de das estruturas de um edifício em pleno funcionamento para uma eventual manutenção. Os órgãos que regulamentam a construção civil nos Estados Unidos, país que já utiliza há muitas décadas este tipo de proteção, concluíram que, além do teste de resistência ao fogo (ASTM E-119), são necessários vários tipos de ensaios para atestar que uma argamassa projetada para proteção de estruturas irá manter o seu desempenho inalterado ao longo da vida útil do edifício.

Estes testes, normalizados pela ASTM (American Society for Testing and Materials), são a garantia de desempenho e durabilidade dos materiais, e exigência básica para a aprovação de qualquer produto desta natureza, não sendo aceitos materiais que não tenham sido testados e aprovados com base nestes ensaios.

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 QUAL É O TRATAMENTO SUPERFICIAL NECESSÁRIO?

As estruturas devem estar livres de óleos, carepas e preferencialmente sem qualquer tipo de primer. O início de corrosão superficial, típico de estruturas expostas na obra durante alguns meses, não representa problemas e é benéfico para a adesão das argamassas projetadas. Se houver primers ou tintas aplicadas nas estruturas, em alguns casos pode ser necessária a aplicação de um adesivo específico antes da instalação do Cafco 300 ou do Blaze Shield II.

 EM QUE ETAPAS DO CRONOGRAMA DE OBRAS AS ARGAMASSAS DEVEM SER APLICADAS?

Imediatamente após a concretagem das lajes. Aplicação em fases posteriores, embora possível, implica em interferências com outras etapas e atividades da obra que diminuem a produtividade, geram mais custos com limpeza e aumenta o preço global da proteção.

 ESTES PRODUTOS SÃO RECONHECIDOS E APROVADOS PELO CORPO DE BOMBEIROS E POR COMPANHIAS SEGURADORAS?

No Estado de São Paulo o Blaze Shield II e o Cafco 300 são homologados e aceitos pelo Corpo de Bombeiros, atendendo as exigências do Decreto-Lei Estadual 46076 e da Instrução Técnica 08 – Segurança Estrutural nas Edificações.

Em todo o Brasil são aprovados pelos órgãos municipais, estaduais e companhias seguradoras, por atenderem integralmente os requisitos das normas NBR 14323 – Dimensionamentos de Estruturas de Aço de Edifícios em Situações de Incêndio e NBR 14432 – Exigências de Resistência ao Fogo dos Elementos Construtivos das Edificações.

 FONTE: PCF

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