A famosa Av. Perimetral veio ao chão

Por Guilherme Giordano

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 Perimetral, via elevada de 5,5 km de extensão que dava acesso para a Avenida Brasil, o Aeroporto Santos Dumont e a Ponte Rio-Niterói no Rio de Janeiro veio ao chão em apenas 5 segundos. O elevado da Perimetral que havia sido construído em etapas entre os anos 1950 e 1970, vai ceder espaço a uma via expressa e para isso mais de 5.104 toneladas de aço e 14 de concreto terão agora que ser removidas para a liberação da área. A implosão faz parte de um projeto de reurbanização da zona portuária da capital carioca e tem entre os objetivos melhorar o tráfego na região. As obras começaram em junho de 2011 e estão previstas para terminarem em 2016.

A Perimetral era considerada a principal barreira que impede a ligação da área portuária com o fronte marítimo, agora com sua derrubada, um novo sistema viário integrará a área portuária com o Centro carioca e bairros próximos, aumentando a capacidade de fluxo de tráfego do local em 40%, segundo a CDURP. Assim, o conjunto Avenida Rodrigues Alves e Perimetral, que hoje recebe 7.600 veículos por hora, em momentos de pico, será substituído pelas duas novas vias com estrutura para comportar 10.500 veículos por hora.

As mudanças

As boas condições de trafegabilidade do novo sistema viário serão garantidas também por obras de arte especiais. A avenida do Binário do Porto contará com dois túneis: um pequeno, o Túnel da Saúde, terá apenas 60 m de extensão e passará sob o Morro da Saúde, localizado no bairro de mesmo nome, na fronteira entre os bairros da Gamboa e o Centro; outro maior, o chamado Túnel do Binário, terá 1.100 m de extensão e ligará a rua 1o de Março – uma das principais vias do Centro da cidade, próxima à Praça XV – à nova via do Binário. A avenida passará sob o Morro do Mosteiro de São Bento e sob a Praça Mauá – onde está localizado o terminal de passageiros do Porto do Rio – e voltará à superfície alguns metros à frente, na Avenida Barão de Teffé, também na zona portuária. Toda essa região, que possui diversos acidentes geográficos e uma área de aterro, foi importante para a urbanização da cidade na época colonial, e hoje é local de moradias de classes médias e populares.

A implosão

Os preparativos para a implosão do Elevado da Perimetral começaram na manhã da última sexta-feira (22), na esquina da Avenida Rodrigues Alves com a Avenida Professor Pereira Reis, na Saúde, Zona Portuária do Rio. Funcionários da concessionária Porto Novo trabalhavam no local e a Guarda Municipal orientava o tráfego. Segundo a Prefeitura, a implosão, que ocorreu no domingo (24), às 7h, foi feita por 500 profissionais e utilizou 1.200 kg de explosivos. Nesta primeira etapa será removido o primeiro trecho do viaduto, que corresponde a 1.050 metros de um total de 4.790, entre a Avenida Professor Pereira Reis e a Rua Silvino Montenegro.

Segundo a Prefeitura, antes da operação de implosão foi necessário fazer a separação dos vãos do viaduto para isolar a área a ser demolida. O sistema previu a utilização de 2.512 conjuntos de pneus com areia e 2.240 estacas em tambores para amortecer o impacto da queda da estrutura e triturar o concreto. Todos os postes, fiações e placas de trânsito no trecho deverão ser retirados.

Explosivos serão acionados em cadeia para rompimento dos pilares de sustentação do elevado, o que torna o processo diferenciado, sem o levantamento de poeira típico de implosões convencionais. Além disso, a concessionária instalará 215.340 m² de tela de proteção para impedir o lançamento de fragmentos. Segundo a Prefeitura do Rio, o procedimento inclui todos os procedimentos de segurança, como bloqueio de vias e retirada assistida dos moradores da região.

 Após o processo, todo o material de concreto será removido e reciclado para uso nas obras de pavimentação das ruas da região. Além disso, equipes da Prefeitura do Rio e da Porto Novo, empresa contratada para executar obras e serviços no Porto Maravilha, farão a limpeza da região em seis frentes de trabalho durante 90 dias.

Confira mais aqui sobre essa primeira etapa da obra:

Fontes: Infraestrutura Urbana, G1, EM Digital

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