‘Costa Concordia’ é reerguido 20 meses após naufrágio

Vinte meses após o trágico naufrágio na pequena ilha italiana de Giglio, o transatlântico ‘Costa Concordia’ voltou nesta terça-feira, 17 de setembro, à posição vertical. Desde que bateu em rochas no fundo do mar no dia 13 de janeiro do ano passado, o gigantesco casco de 114,5 mil toneladas estava inclinado a 65 graus.

O acidente ocorreu após manobra arriscada do capitão, que está sendo julgado. O transatlântico de luxo levava cerca de 4.000 passageiros e tripulantes, dos quais 32 morreram. Dois dos corpos das vítimas seguem desaparecidos.

A ação, programada para durar 12 horas, não enfrentou dificuldades, mas acabou se estendendo. “O navio está completamente separado das rochas. A tensão tende a diminuir, como esperávamos. Estamos na fase de tração e controle. Ainda temos muito caminho pela frente se não ocorrer nada inesperado”, disse, em entrevista a jornalistas, Sergio Girotto, um dos responsáveis pelo projeto.

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O processo para endireitar o navio começou no ano passado, quando uma equipe internacional com cerca de 500 engenheiros começou a estabilizar a embarcação, com a instalação de tanques laterais que serviram de contrapeso.

Finalizada a fase de estabilização do navio, foi construído um fundo falso sobre para evitar seu afundamento. A instalação dessas estruturas levou um ano para ser feita.

A operação de “parbuckling” é uma fase muito delicada, na qual as forças têm que ser compensadas para evitar a deformação ou rompimento do casco. Quando o navio estiver na posição vertical, serão instaladas outras 15 boias estabilizadoras, iguais as já instaladas na parte esquerda do casco.

Após o término desse trabalho, que deve terminar no início de 2014, o navio será rebocado para um estaleiro onde será desmontado.

Os engenheiros se dizem confiantes no sucesso da operação, embora o processo nunca tenha sido tentado sob condições tão difíceis em um barco desse tamanho.

A operação, levada a cabo por uma empresa americana e uma italiana, é considerada o maior resgate marítimo da história e consumirá mais da metade do seguro pago pelo acidente (o equivalente a R$ 2,5 bilhões).

Por causa do valor, o resgate está sendo monitorado de perto por seguradoras marítimas, já que eventuais problemas poderiam ter impacto significativo sobre os contratos de seguro no futuro para cruzeiros e navio de carga.

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Fonte: Folha de São Paulo

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