Os maiores erros de engenharia e arquitetura da história

Por Marcela Pullig

Eventualmente ouvimos falar de falhas em construções. Algumas são pequenas e cômicas, outras se tornam pontos turísticos, mas alguns erros podem ser trágicos! Essas construções comprometidas servem para ensinar a alunos de engenharia e arquitetura o que não fazer. Vamos listar aqui as cinco maiores falhas dos tempos modernos, algumas de engenharia, outras relacionadas a projetos.

Vento: A Ponte Tacoma Narrows, 1940

A Ponte Tacoma Narrows, inagurada em 1938, balançava com tanta violência que foi apelidada de “Grande Galopante” pelos moradores locais. Apenas dois anos depois da inauguração, ela viu seu fim na forma de ventos a 67 km/h que geraram movimentos de torção, fazendo a estrutura cair na enseada Puget Sound. Ninguém ficou ferido. Hoje, sua armação de aço forma o maior recife artificial do mundo.

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Humanos: O Passeio do Hotel Hyatt Regency, 1981

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O átrio do hotel Hyatt Regency, construído em 1979 em Kansas City, era cortado por vários passeios suspensos — todos estavam lotados de pessoas assistindo a um concurso de dança em 1981. Uma falha no projeto colocou o dobro do peso pretendido em uma pequena porca que segurava a armação de aço do passeio. Ele desabou sobre outro passeio imediatamente abaixo, matando mais de cem pessoas. Na época, fora o acidente estrutural mais mortal da história dos Estados Unidos e, desde então, passou a ser matéria obrigatória em todo curso que aborde engenharia de estruturas.

Projeto: O Stata Center, 2007

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Localizado no pedaço de terra onde o famoso Building 20 já esteve, o MIT Stata Center de Frank Gehry permaneceu aberto por apenas três anos antes que processos começassem a aparecer. Gehry e seu empreiteiro foram processados por “serviços de projeto deficientes e desenhos que fizeram goteiras saltarem, causaram rachaduras na alvenaria, mofo crescer, e blocos de gelo e detritos bloquearem as saídas de emergência.”

Água: Conjunto de apartamentos Lotus Riverside, 2009

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Este prédio residencial de 13 andares, em Xangai, ainda estava em construção quando caiu, em 2009. Trabalhadores tinham removido uma grande quantidade de solo para construírem a garagem. Porém, a terra escavada, acumulada ao lado do prédio, fez com que o leito de um rio corresse para baixo do prédio, transformando suas fundações em uma piscina de lama instável.

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Sol: O Hotel e Spa Vdara, 2009 e o prédio 20 Fenchurch Street, 2013

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Construído em 2009 por Rafal Vinoly, a fachada curvada de vidro do Hotel e Spa Vdara aumentava a potência dos raios solares diretamente para a área das piscinas, queimando cabelos humanos e derretendo plástico. A solução foi aumentar as áreas de sombra.

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O prédio 20 Fenchurch Street, em Londres, também conhecido como Walkie Talkie, antes mesmo de sua conclusão tem recebido acusações de derreter veículos. A explicação é que a luz solar bate nos vidros espelhados do edifício que tem formato côncavo e, com isso, o reflexo atinge os carros estacionados nas ruas adjacentes. Neste caso, como medida de precaução, a administração local fechou três áreas de estacionamento próximas à obra consideradas alvos em potencial, enquanto analisa a situação.

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