Cidades made in China

As fotos acima podem até parecer cidades famosas como Paris e Londres mas são todas cidades chinesas.  As cópias de cidades inteiras e monumentos famosos são um fenômeno que vem crescendo no país. E o que as torna mais peculiares é que as réplicas não são apenas para turismo local, tal como atrações turísticas em outros lugares do mundo, na China, essas cidades são feitas para serem realmente habitadas pela população.

Diversas explicações tentam justificar essa síndrome de imitação chinesa. De acordo com a escritora Bianca Bosker, autora de um livro sobre o tema, os motivos estão relacionado a fatores econômicos. Segundo ela, a população relaciona sua cultura com o declínio enquanto os padrões de vida ocidentais representariam a modernidade. Assim, copiar o estilo de cidades ocidentais seria uma forma de valorizar os imóveis e atrair os investimentos da classe média e alta do país.

Contudo, parece que a ideia não tem dado muito certo, a maioria dessas cidades está praticamente abandonada. Em Tianducheng por exemplo, a cidade que é uma réplica de Paris e deveria ter pelo menos 10 mil habitantes, a população é de apenas 2 mil pessoas. A área total é de 19 quilômetros quadrados e contém pontos turísticos próprios da capital da França, como a reprodução do Torre Eiffel de 108 metros de altura,  um Arco do Triunfo e uma fonte que imita outra que está presente nos jardins do Palácio de Versalhes. A população do local é tão pequena que Tianducheng é considerada uma cidade fantasma.

Outra cidade que ganhou uma réplica foi a vila alpina de Hallstatt, na Áustria, patrimônio cultural da Unesco. A reprodução foi feita na cidade de Boluo, no sul do país. Com casas no estilo europeu e a torre de relógio característica da cidade, a versão chinesa de Hallstatt foi aberta para visitas e novos moradores no fim de 2012.

Agora, a China se ocupa com mais um ousado projeto, a construção de um centro comercial, Yujiapu, que terá réplicas de edifícios de Manhattan, incluindo o Rockfeller Center e do World Trade Center. A região com mais de 9,5 milhões de metros quadrados de escritórios ficará pronta em 2019  a um custo estimado de R$ 63 bilhões.

Fontes: Megacurioso, Opinião e Notícia, Folha de São Paulo, Artimanhas

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