Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira

Por Lara Andrade

Um dos cartões postais mais famosos da cidade de São Paulo, a ponte Octavio Frias de Oliveira é a primeira ponte estaiada do mundo que une duas pistas curvadas conectadas à mesma torre. Ela é a única ainda com o mastro principal em formato de X, sendo um marco da arquitetura nacional de estilo pós-contemporâneo.

A ponte foi construída para desafogar o trânsito na região dos bairros Brooklin e Morumbi, fazendo parte de um complexo viário entre a Avenida Roberto Marinho e a Marginal Pinheiros, em uma região que se tornou o mais novo polo econômico da capital. Seu nome homenageia o empresário Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha de São Paulo.

O projeto inicial se tratava da construção de duas pontes estaiadas sobre o rio Pinheiros,  porém, ele traria um impacto urbanístico maior, além de ser mais caro. Como o processo de licitação já estava adiantado, o arquiteto e urbanista João Valente Filho juntamente com o engenheiro Catão Ribeiro desenvolveram a ideia de fazer duas pontes menores e sustentadas por estais ligados a um único mastro. O formato escolhido resolveu, então, os problemas urbanístico e financeiro.

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É interessante destacar que o formato em X do mastro nasceu da necessidade estrutural e não arquitetônica, como se pode ver pelas imagens:

Com previsão de até 4 mil carros por hora em cada pista, as pontes foram pavimentadas com asfalto da categoria SMA (Stone Mastic Asphalt), mesmo tipo usado no Autódromo Luis Carlos Pace (Interlagos). Essa pavimentação apresenta alta resistência a impactos e a cargas em movimento, além de permitir maior drenagem e evitar deformações do asfalto.

Nos 290 metros estaiados de cada lado foram colocadas placas de alumínio chamadas de “narizes de vento”, utilizadas para dissipar o vento nas pistas. As pontes possuem um sistema de drenagem de águas pluviais que faz com que a água passe por caixas de passagem antes de ser lançada ao solo, o que evita a sujeira nas pistas. E tanto as pontes quanto o mastro são pintados com um verniz antipichação que permite até quatro lavagens consecutivas.

Os estais que sustentam as pontes são feixes de cabos que variam de 15 a 25 cordoalhas de aço, revestidas por uma bainha de polietileno amarelo, cuja finalidade é proteger os estais da chuva, do vento e dos raios do sol. “A cor amarela dos estais foi escolhida por razões estéticas. A idéia foi montar uma espécie de ‘rede de luz’ no meio do céu”, segundo o arquiteto João Valente.

A ponte Octávio Frias de Oliveira possui também iluminação especial. Durante a noite, a parte interna do mastro conta com iluminação colorida, por meio de projetores ColorBlast, equipados com Led, sistema que torna possível a troca de cores, especialmente em datas ou eventos especiais, e consome 53% menos de energia do que os sistemas comuns.

Fontes: Prefeitura de São Paulo, Folha UOL, Metálica

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