Copa das confederações: estádios sustentáveis

Por Camila Goretti

A Copa das Confederações no Brasil vai servir de teste para a Copa do Mundo do ano que vem. Através dela, podemos provar para o mundo que o Brasil pode promover um evento de grande porte, juntando investimento e desenvolvimento sustentável.

A seguir, estão listados os estádios da Copa das confederações e algumas das suas medidas sustentáveis:

Arena Pernambuco

Arena Pernambuco

O canteiro de obras do estádio contou com uma estação de tratamento de esgoto própria. Houve coleta seletiva de resíduos e lava-rodas dos caminhões com água reutilizada. Outro ponto do projeto é em relação à mobilidade urbana. A arena fica a três quilômetros do terminal rodoviário e a 19 Km do aeroporto, diminuindo a necessidade do uso de automóveis.

 Castelão – Fortaleza

Foi montada uma usina de reciclagem no canteiro de obras, possibilitando a reutilização de 36 mil toneladas do concreto da demolição. As antigas estruturas metálicas foram destinadas à reciclagem e os materiais em bom estado foram doados.

Sensores de presença fazem com que evite desperdícios de energia elétrica. No estacionamento há espaços reservados para carona solidária, carro com combustível renovável e bicicletário para funcionários.

Fonte Nova – Salvador

Fonte Nova

 Na construção desse estádio houve a reutilização de 77,5 mil toneladas de resíduos de demolição, além da reciclagem de papel e do óleo dos refeitórios e o reaproveitamento de canos de PVC e madeira na confecção de porta-copos. Até os uniformes descartados foram doados ao Projeto Axé, para serem transformados em aventais, jogos americanos e bolsas. Além dessas medidas, incorporou-se o serviço de ex-moradores de rua à construção.

 O novo Maracanã – Rio de Janeiro

 O estádio economizará em torno de 8% de energia com um novo sistema elétrico, que prevê a automação. Foram implantadas 23.500 luminárias eficientes, com lâmpadas de LED. A nova cobertura vai servir para captar água da chuva para reuso não potável nos banheiros. Cerca de 50% da chuva que cair sobre o estádio será drenada por meio de 60 calhas de concreto, por um sistema de sucção a vácuo. A água será, então, levada até dois reservatórios subterrâneos onde há filtros para tratamento da água.

 Mané Garrincha – Brasília

 Mané Garrincha

 A fachada aberta entre o teto e as arquibancadas possibilita a boa circulação de vento e a grande área de cobertura mantém o sombreamento do estádio, ajudando a reduzir a necessidade de equipamentos de refrigeração. A membrana presente na cobertura é produzida no Japão e é feita de dióxido de titânio. Essa substância ajuda a retirar gases poluentes da atmosfera, além de combater o acúmulo de sujeira.

 Mineirão – Belo Horizonte

A Usina Solar do Mineirão tem uma potência instalada de 1,42 MWp, com cerca de 6.000 módu los fotovoltaicos, sendo que toda a energia gerada será injetada na rede de distribuição da Cemig. O reservatório para agua da chuva comporta cerca de 6000 m³ de água e é suficiente para a descarga dos sanitários, irrigação do gramado, lavagem dos pneus dos veículos e limpeza das áreas externas.

 Fontes: Secopa, Copa 2014, Kleng, Globo Esporte, Responsável como você

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