Oratória e a arte de convencer

quarta universitaria

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Falar em público é uma tarefa que pode ser aterrorizante para grande parte das pessoas, mas fugir dela nem sempre é possível e o fato de saber se expressar com clareza e segurança pode ser um importante diferencial para os profissionais que disputam vagas no atual mercado de trabalho. Mesmo para as carreiras da área de exatas onde nem sempre há contato direto com o público, os profissionais são constantemente expostos a situações onde saber se expressar é essencial. Ao conjunto de técnicas que podem ser utilizadas para melhorar a eloquência do orador, dá-se o nome de oratória. Por isso, se você não é uma daquelas pessoas que nascem com o dom de transmitir informações e conhecimento, não se preocupe, com um pouco de prática qualquer um pode fazer um bom discurso.

A oratória divide-se em várias vertentes, sendo a escola Ciceroniana a mais significativa delas. Seu fundador, Marco Túlio Cícero foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano, dotado de uma grande aptidão para o exercício da eloquência e propôs um conjunto de práticas que até hoje contribuem para que se tenha uma boa desenvoltura no ato de discursar.

As virtudes do orador

Um enorme poder é conferido aos grandes oradores, uma vez que esta prática está relacionada à capacidade de convencimento do público. Um bom discurso pode levar uma grande multidão a realizar atos que naturalmente iriam contra suas convicções apenas devido à persuasão do orador, vide grandes ditadores que geralmente possuem um grande dom para discursar. Assim,  a oratória deve ser praticada seguindo condutas éticas e morais para que o orador não a utilize para induzir nos seus ouvintes à práticas amorais.

O arranjo do espaço físico

O espaço físico utilizado pelo orador pode influenciar sua maneira de se movimentar e seu posicionamento perante o público. Uma boa dica para evitar desconfortos é conhecer antecipadamente o ambiente e adequá-lo às necessidades da apresentação. O ideal é que o orador ocupe uma posição central no palco, isso pode ser um pouco difícil quando são utilizados recursos como datashow, mas é importante não deixar que a apresentação sobressaia mais do que o que o próprio palestrante está dizendo, neste caso, organizar os recursos de forma inteligente é essencial.

A postura do orador

A linguagem corporal pode transmitir tantas ou mais informações que a linguagem verbal, desta forma, uma boa postura é determinante para a transmissão do conteúdo. Uma boa dica é que “o orador deve se apoiar em si mesmo”, muitas pessoas tem maior sensação de segurança ao apoiarem-se em objetos, mas manter-se escorado ou com um objeto fixo nas mãos pode dar ao público uma impressão totalmente contrária, de insegurança, o que é claro, nenhum palestrante quer transmitir. De pé a postura ideal é manter-se ereto, as mãos devem-ser posicionadas mais ou menos na altura do estômago e podem ficar fechadas uma sobre a outra ou com as pontas dos dedos unidas. Caso haja uma mesa à frente, o palestrante pode apoiar levemente suas mãos sobre ela. Se  o palestrante se mantiver sentado, não deve abdicar da postura ereta, neste caso as mãos e cotovelos devem ser apoiados sobre a mesa.

Alguns dos mais graves erros de postura são: colocar as mãos nos bolsos, escorar-se em mesas ou nas paredes, apoiar demasiadamente na mesa adquirindo uma postura encurvada, manter qualquer objeto nas mãos (pastas, canetas…) salvo quando forem necessários para a apresentação, cobrir a boca ao falar, entre outros. Evite ao máximo essas posturas!

A expressão corporal dá forma visível as palavas e complementa, enfatiza ou suaviza o que o diz o orador. Mas, se utilizada erroneamente pode surtir efeito oposto ao que se deseja. Os gestos devem ser comedidos e devem desenvolver-se no espaço compreendido entre o diafragma e a altura dos olhos, sem ampliar-se muito lateralmente. Os movimentos devem ser bem definidos e não repetitivos ou podem acabar desconcentrando o público. A regra geral é: nada em excesso, para oradores experientes podem haver exceções, mas se você ainda não está totalmente seguro o melhor é manter-se neutro.

O olhar

Tão importante quanto a expressão corporal, o olhar é fundamental para a transmissão de informações. O ideal é que o olhar seja dirigido diretamente para o público, detendo-se um pouco em cada espectador, quando a plateia for grande e não for possível olhar para cada um diretamente, recomenda-se dividir área de visão em setores e passear o olhar por eles. Dessa forma todos os espectadores irão sentir-se incluídos e sua atenção pelo que está sendo dito será maior.

A quantidade de informações retida pelo público também pode variar de acordo com o lugar que a pessoa ocupa assim, é impossível evitar que aqueles que se encontram mais ao fundo da plateia tenham maior de perda de informações, de acordo com o esquema abaixo, uma pessoa sentada nas última fileiras pode ter uma perda de quase 70%, enquanto aquelas sentadas na frente chegam a perder menos de 30%.

LUGAR

A estruturação do conteúdo

percentManter uma sequência lógica durante a exposição do assunto aumenta a capacidade de assimilação pelos ouvintes, é importante estruturar o conteúdo dividindo corretamente para as fases de introdução, desenvolvimento e conclusão. Uma boa divisão é reservar de 10% a 20% do tempo para a introdução, de 60% a 80% para o desenvolvimento do tema e de 10% a 20% para a conclusão. Outra excelente estratégia é entender onde está localizado  o pico de atenção dos ouvintes. UntitledGeralmente, o clímax da atenção é atingido ao longos dos primeiros 5 minutos, por isso uma tática que pode ser observada em muitos filmes é apresentar uma cena de impacto logo no início e só após iniciar o conteúdo. Os palestrantes podem reproduzir essa estratégia iniciando sua fala com uma apresentação dos objetivos finais da palestra ou curso. Mostrando o que o ouvinte vai aprender pode despertar sua atenção e isso fará com que ele se mantenha mais interessado ao longo do restante do discurso.

Algumas boas dicas são: seja breve na introdução, lembre-se de citar suas fontes de pesquisa sobre o assunto, faça uma saudação ao público, apresente-se e se possível deixe seu nome escrito em um lugar à vista da plateia, exponha a conclusão antes de iniciar o conteúdo e após o desenvolvimento do tema retome a ela, dê exemplos para facilitar o entendimento, ao final indique algumas fontes onde os interessados possam buscar mais informações sobre o assunto.

Como melhorar?

Como diz o ditado, “a prática leva à perfeição”, assim aos inciantes na atividade da oratória um bom exercício é praticar consigo mesmo em frente ao espelho ou gravar um discurso com uma câmera de vídeo. Estes recursos podem ajudá-lo a perceber os erros e logo, ficará mais fácil corrigi-los. Pedir ajuda para outras pessoas avaliarem seu desempenho também é uma boa maneira de ver sua performance avaliada por outros pontos de vistas. Tente corrigir uma coisa de cada vez e lembre-se, exercitar-se é essencial para progredir.

Fonte: Curso oferecido pela Associação Cultural Nova Acrópole juntamente com a Sociedade de Educadores Giordano Bruno

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