Elefantes Brancos da Engenharia Brasileira

Elefante Branco

Por Guilherme Giordano

O termo “elefante branco” tem sua origem em uma lenda na qual um rei dava um elefante branco para os súditos de que não gostava. O animal ocupava espaço, tinha pouca utilidade e custava muito caro! Popularmente, chamamos de “elefante branco” toda grande obra pública que tenha demandado grandes investimentos e que, por falta de planejamento, tenha se tornado um enorme problema, a ponto de não sair do papel. Os elefantes brancos geralmente estão relacionados ao uso negligente do dinheiro público, ao desvio de verbas e fraudes, mas também podem acontecer por erros técnicos das empreiteiras e do projeto determinado pelo governo.

Rodovia Transamazônica

“Levar homens sem terra para uma terra sem homens”. Com essa frase o General Emílio Garrastazu Médici lançou a semente da sonhada Integração Nacional, levando 500 mil colonos pra construir quase 5.000 km de estradas no Norte do país. A extensão da rodovia Transamazônica seria o equivalente a uma estrada que ligasse Lisboa, em Portugal, a Kiev, na Ucrânia.

A ideia inicial era abrir um corredor de exportação pelo pacífico, cortando a Amazônia, passando pelo Peru e Equador. Para isso, foram gastos 1,5 bilhão de dólares da época (quase 7,7 bilhões de dólares hoje), mas mesmo 43 anos depois de iniciada, a obra que era o símbolo do “Brasil grande”, não foi concluída e se transformou num dos maiores Elefantes Brancos da engenharia nacional.

Ponte Internacional Brasil – Guiana Francesa

A ponte estaiada, que seria a primeira ligação terrestre entre o Brasil e a Guiana, possui 370 metros de comprimento e foi concluída, mas até agora não tem previsão de quando será inaugurada. As pessoas continuam cruzando a fronteira através de canoas e a cidade francesa de Saint-Georges abriga mais de 40 mil imigrantes ilegais brasileiros que foram em busca de empregos na construção civil.

A obra foi executada pelo Governo Brasileiro em parceria com o Governo Francês e custou aos cofres nacionais cerca de R$ 71 milhões. A construção foi iniciada em 2005, e a expectativa era que fosse inaugurada em 2010. Para a inauguração da ponte são necessárias várias intervenções no ‘lado brasileiro’.

 A estrada que liga a capital do Amapá até a chamada Ponte Binacional ainda está sendo pavimentada e enfrenta diversos problemas, como por exemplo, protestos dos indígenas no trajeto da rodovia. Também é necessária a construção de um posto de fronteira além da resolução de vários entraves burocráticos com o governo Francês para a liberação da ponte para o uso da população local. No ‘lado Francês’ da ponte, a estrada já foi pavimentada e sinalizada.

Transposição do Rio São Francisco

Como em toda grande obra, a expectativa gerada em torno do benefício e das consequências que serão trazidas é muito grande. Ainda mais uma obra que prometia acabar com a seca nos estados mais afetados pela estiagem no país. A transposição do Rio São Francisco seria a salvação de milhares de famílias nordestinas que vivem em condições de miséria no sertão. A transposição é a maior obra de infraestrutura hídrica em andamento no Brasil e custou, até então, nada menos que R$ 8,2 bilhões.

Vários trechos da transposição estão abandonados, mato cresce onde devia correr água, trechos teoricamente concluídos estão deteriorados e cheios de rachaduras. A obra, que deveria ter sido entregue em 2012, não tem hoje grandes canteiros de obras e por isso não existe grande esperança da população na conclusão do projeto.

Papódromo

Em Maceió, uma obra orçada em R$ 27 milhões foi construída para ser utilizada apenas uma vez. O chamado Papódromo foi construído para receber o papa João Paulo II em 1991 e depois foi esquecido. O monumento fica em uma área da Marinha.
papodromo

Engenharia e política estão muito ligadas, visto que o maior objetivo da engenharia é dar melhores condições de vida para a população. Com ações concretas do governo em planejamento e fiscalização os grandes projetos desse país se tornarão realidade com grande contribuição dos diversos segmentos da engenharia. Resta a nós cidadãos fiscalizarmos como está sendo gasto o dinheiro dos nossos impostos.

Aeroporto goiana

Aeroporto Regional da Zona da Mata

Em Goianá, Minas Gerais, uma pista de aviões começou a ser construída. A cidade de apenas quatro mil habitantes recebeu um aeroporto de grande porte que custou R$ 88 milhões. A pista foi projetada sem levar em conta um morro que havia na cabeceira e que terá que ser removido.

Teatro Invertidosaojose
Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, a prefeitura começou a construir um teatro ao custo de R$ 680 mil. As fundações do Teatro Municipal foram assentadas ao contrário. A obra ficou conhecida como “teatro invertido”. Por um erro de projeto, a construtora virou a frente do teatro para a avenida, pois a planta estava de cabeça para baixo.

Fontes: Brasil Novo Notícias, Engenhariae, Site de CuriosidadesAdvivo

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