Engenharia das Cidades

Por Marcela Tortureli

O surgimento de núcleos urbanos, em sua maioria, é um processo que ocorre paulatinamente segundo fatores históricos, importância econômica e política da região, favorecendo a ocupação populacional que posteriormente receberá a infra estrutura necessária para se tornar uma cidade. Mas nem sempre é assim. Quanto a origem, é possível classificar os núcleos urbanos em:

• Cidades Naturais_ São aquelas que emergiram e se desenvolveram sem nenhum tipo de planejamento prévio, ou seja, naturalmente, nessas geralmente as ruas são estreitas dificultando a mobilidade e fluxo de pessoas e pedestres, além de outros inconvenientes. Nesse contexto, podemos exemplificar as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro (Brasil), Nova York (Estados Unidos) e Tóquio (Japão).

• Cidades Planejadas_ Correspondem àquelas constituídas a partir de um projeto ou plano diretor discutido e analisado antes da sua execução, nesse caso há uma preocupação com a configuração da cidade, como largura das ruas, escolha de espaços específicos para comércio, residências e outras funções. No Brasil são consideradas como cidades planejadas: Teresina, fundada em 1851; Aracaju, 1858; Belo Horizonte, 1898; Goiânia, 1937; Brasília, 1960; e Palmas, 1990. Apesar do planejamento prévio, o crescimento acelerado não acompanha as previsões do projeto.

Cidades planejadas também podem surgir devido a obras de engenharia que influenciam no seu entorno, é o caso de Ilha Solteira, uma das poucas cidades planejadas do Brasil, que nasceu em 1968 para abrigar os construtores da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. Construída e administrada pela CESP (Companhia. Energética de São Paulo), a região passou de distrito especial de Pereira Barreto a município em dezembro de 1991. A cidade localiza-se no extremo noroeste do estado de São Paulo, na divisa com Mato Grosso do Sul, na margem paulista do Rio Paraná, logo abaixo da confluência com o rio São José dos Dourados e está a 680 km da capital São Paulo.

Ilha Solteira

Em razão do enorme contingente de mão-de-obra necessária à construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, a cidade de Ilha Solteira recebe seus primeiros habitantes em 15 de outubro de 1968, surgindo . O nome da Usina e da cidade tem origem de uma ilha fluvial denominada “Ilha Solteira”, existente no rio Paraná.

Construída pela CESP, a cidade é resultado de um planejamento urbano e praticamente manteve seu traçado original, enquanto permaneceu sob administração da empresa estatal. Em outubro de 1970, a nomenclatura das vias e logradouros da cidade foram estabelecidos de acordo com o mapa do Brasil, onde cada Alameda corresponde ao nome de um Estado e cada quadra, chamada de Passeio, recebeu o nome de uma cidade do Estado o qual se refere a Alameda. Em 1989, sua sede foi transferida para o então povoado de Ilha Solteira, sendo distrito da cidade de Pereira Barreto até a emancipação em 30 de dezembro de 1991, cuja dinâmica do mercado imobiliário começou a interferir nas modificações do espaço. Uma vez cidade, passou a ter identidade própria, com mudanças significativas, assumindo sua autonomia, sendo elevada à categoria de Estância Turística em 2000 e a Comarca em 2005.

Veja alguns pontos que marcam a admirável cidade:

Caixa d'agua

Caixa D’Água: Com 33 metros de altura, construída em concreto armado, é um monumento que possui a forma de uma taça, sendo um marco histórico da cidade.

Estrela

Estrela: Símbolo de Ilha Solteira, construída em uma estrutura metálica com iluminação interna. Possui vinte pontas, que representam as vinte unidades geradoras da usina.

Estrela

Barrageiro

Monumento aos Barrageiros: é composto por duas partes simbólicas. Uma chapa metálica representando o fluxo d’água e três pilares de concreto armado e metal, que representam os operários que construíram a barragem. O conjunto compõe, então, uma unidade plasticamente harmoniosa, significando a imposição da força e inteligência humana frente à natureza muitas vezes indomável.

Construída em apenas 2 anos (1966-1968) para receber os operários “Barrageiros”, a cidade incorpora a obra energética à rotina e vocabulário dos habitantes, empregando o termo “Barrageiro” em vez de operários. A rodovia SP 595, que liga a SP 300 a Santa Fé do Sul, passando por Ilha Solteira, recebeu também o nome de Rodovia dos Barrageiros.

Fonte: Mundo educação, Ilha Solteira, Turismo pelo Brasil 

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