Cruzando o Amazonas

Cruzando el Amazonas

MapaA empresa espanhola ISOLUX-CORSAN é responsável pelo projeto “Cruzando el Amazonas”, que corresponde à construção de quase 1200 Km de linhas de transmissão de alta tensão, conectando Manaus e Macapá ao sistema interconectado do Brasil. A linha permitirá que ambas as capitais disponham de uma rede de fibra ótica, que suporte a demanda crescente de comunicação de voz e dados.

O projeto, financiado pela SUDAM (Superintendencia de Desenvolvimento da Amazonia) e BASA (Banco da Amazonía), é o primeiro a cruzar a Amazônia e totaliza 900 milhões de euros, sendo caracterizado por sua complexidade tanto em termos de dimensões como pelas dificuldades atribuídas ao território. A obra conta com mais de 4 mil funcionários brasileiros que viverão durante o tempo de sua missão no projeto em um dos 14 alojamentos construídos para abrigar trabalhadores da obra.

TorreEntre as peculiaridades do projeto está complexo de Jurupari, que consiste na construção de duas torres metálicas com mais de 300m de altura para travessia de cabos elétricos sobre o rio Amazonas, que nesse ponto apresenta cerca de 2000m de largura. Outro trecho importante se estende 70 quilômetros em um pântano. A empresa terá que fazer, então, a construção dos elementos necessários para levantar as torres que suportam linhas de transmissão elétrica, a partir de jangadas habilitadas a fazê-lo. Estas são algumas das soluções adotadas para superar as dificuldades de construção deste projecto na selva.

As torres gigantes, de altura equivalente à da Torre Eifel (324m) e peso de 2400 toneladas cada, são o ponto crítico do projeto (em termos de dimensões) e tem a altura não convencional atribuída ao ponto de vista ambiental, que busca preservação das matas. 

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23Para a construção da obra, foram instaladas no complexo de Jurupari duas centrais produtoras de concreto, que atenderão à demanda de 30.000 metros cúbicos de concreto em 6 meses. Na fundação da torre 241 ( com mais de 300m), foram estaca raiz e blocos de concreto. Uma boa concretagem é fundamental, principalmente para as torres localizadas às margens do rio, que se inundarão constantemente. A montagem das torres exige área ao redor de 25 m², o que requer serviço prévio de terraplenagem, juntamente a um muro de contenção de 17m de altura, não muito comum em obras de engenharia, mas que representa um desafio à construção dessas torres de altura elevada.

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Está sendo construída também a subestação elétrica Juripari, sobre uma superfície de 6mil m² sobre platô de 100 mil m², onde serão construídos aproximadamente 900 tubulões e 500 bases para equipamentos, com 7 transformadores de grande potência, 20 reatores e 600mil m lineares de tubos de drenagem.

Buscando mitigar os impactos ambientais decorrentes, o projeto adotou medidas tais como alteamento de torres, uso de estruturas autoportantes e adoção de apenas picada para lançamento de cabos. A nova infra-estrutura possui todas as licenças ambientais e também uma estratégia de resgate da fauna e flora m perigo de extinção, através de uma equipe de biólogos.

Fonte: isoluxcorsan, video

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