PET Civil e Monet

Abertura da exposição no CCBB Rio

Abertura da exposição no CCBB Rio

Esteve em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, a exposição “Impressionismo: Paris e a modernidade”. Em exibição desde outubro do ano passado, as 85 obras expostas vieram do acervo do Museu d´Orsay, na França e eram de importantes artistas do século XIX, como Monet, Van Gogh, Renoir, entre outros. No dia 13 de janeiro, último dia em que esteve em cartaz, o grupo do PET Civil compareceu à mostra. Os petianos Camila, Lucas e Marcela e o petiano egresso Renato estiveram presentes para conferir os impressionantes quadros da época do Impressionismo e chegaram a ficar oito horas na fila antes de entrar no CCBB, mas garantem que a espera valeu a pena.

Camila, Marcela, Lucas e Renato

Camila, Marcela, Lucas e Renato

O Impressionismo

O Tocador de Pífaro - Édouard Manet - 1867

O Tocador de Pífaro – Édouard Manet – 1867

Movimento surgido na França no século XIX, o Impressionismo leva esse nome devido a uma obra de Claude Monet chamada “Impressão, nascer do sol” (1872). Os artistas envolvidos romperam com os preceitos do Classicismo e da Academia de Belas-Artes da França, não mais se preocupando em retratar figuras nobres ou pintar fielmente a realidade. Prezavam pela luz e movimento e pintavam a cidade de Paris, a vida urbana, as pessoas na espontaneidade, pessoas comuns como na obra “O tocador de pífaro” de Édouard Manet, em suas tarefas cotidianas tanto na cidade quanto no campo como em “A estação Saint-Lazare” de Claude Monet… Pintavam também a natureza e a vida campestre, como “Paisagem argelina, o barranco da mulher selvagem” de Renoir. A luz era um elemento muito importante na pintura impressionista, pois as cores da natureza mudam de acordo com a incidência de luz solar e por isso era uma pintura mais instantânea, procurando captar esses momentos, com pinceladas rápidas e curtas.

A exposição, que bateu recorde de visitas no CCBB (500 mil espectadores) foi dividida em seis módulos. Três são dedicados à vida na metrópole, “Paris: a cidade moderna”, “A vida urbana e seus autores” e “Paris é uma festa”. Trazem obras como “Femme au boa noir”, de Toulouse-Lautrec e as plateias dos cabarés e teatros representadas em “La troisième galerie au théâtre du Chatelet”, de Félix Vallotton.

Os outros três módulos, “Fugir da cidade”, “Convite à viagem” e “A vida si­lenciosa” mostram trabalhos de artistas que escaparam do ritmo acelerado da cidade e buscaram uma vida mais calma e reservada. São artistas como Monet, Van Gogh e Gauguin e Émile Bernard.

O Impressionismo é considerado por muitos o marco inicial da arte moderna, quando os artistas romperam com os valores tradicionais e passaram a fazer um novo tipo de arte.

O Lago das Ninfeias - Claude Monet - 1899

O Lago das Ninfeias – Claude Monet – 1899

O Sena e Notre-Dame de Paris – Johan Barthold Jongkind – 1864

O Sena e Notre-Dame de Paris – Johan Barthold Jongkind – 1864

Femme au boa noir - Henri de Toulouse-Lautrec - 1892

Femme au boa noir –
Henri de Toulouse-Lautrec – 1892

Moças ao Piano - Pierre Auguste Renoir - 1892

Moças ao Piano – Pierre Auguste Renoir – 1892

Colheita – Charles François Daubgny – 1851

Colheita – Charles François Daubgny – 1851

Confira abaixo a opinião dos petianos sobre a exposição:

314671_2534300718208_1274272675_3071846_1135121836_n “Quando eu tinha sete anos de idade, ganhei um livro da minha mãe sobre o pintor Monet (Linéia no Jardim de Monet). Eu o adorava, lia e relia e queria ser pintora quando crescesse. Dos quadros retratados no livro “O lago das ninfeias, harmonia verde” era o meu favorito. Nessa exposição grande foi a minha emoção ao poder, finalmente, ver esse quadro, que pra mim é uma verdadeira obra prima. Por mim só por vê-lo valeria tranquilamente a espera de quase oito horas na fila.”

Marcela Tortureli

Renato1“Sobre a visita, tenho a dizer que todo o desgaste, fome, sede, impaciência e calor causados por 7 horas e 40 minutos na fila foram sobrepostos pelas pinturas brilhantes dos artistas do Impressionismo. Uma exposição literalmente impressionante. Acho que não devemos considerar a arte somente quando vemos um quadro de um pintor famoso, devemos entender que o artista estava inserido em um certo período e quis passar para a sociedade, através de seu talento, algo que julgava importante. Na exposição isso foi marcante para mim. O Impressionismo exposto em cada quadro marcou a mim e as pessoas que puderam se vislumbrar dessas obras de arte. Em cada ponto tingido nas telas o artista mostrava sua personalidade e seu modo de enxergar o mundo e para nós expectadores ficou uma sensação de “valeu a pena”, afinal estas obras vieram da França e “tão cedo” estarão no Brasil novamente. Fiquei muito feliz em poder participar dessa visita e deixo aqui meu muito obrigado ao PET-Civil que sempre proporcionou a todos os petianos muita cultura!”

Renato Santos

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“Nós chegamos antes da abertura da exposição. E logo depois, ao seguir a fila procurando seu final, percebemos que permaneceríamos muito tempo ali, aguardando. Do mesmo jeito que uma fila extremamente grande e cansativa significa algo ruim, ela também significa, neste caso, uma boa repercussão e procura popular. O mais impressionante não foi o tamanho da fila, o cansaço ou a procura popular, o mais impressionante foi perceber, ao entrar na exposição, que tudo valeu a pena. Os quadros são belíssimos e carregados de significados. Obras de arte originais do acervo francês como “O lago das ninfeias, harmonia verde” de Monet ou “Moças ao piano” de Renoir ou ainda “O cais Saint-Michel e Notre Dame”, de Maximilien Luce ao alcance dos olhos. Olhos deslumbrados.”

Camila Goretti

Lucas“A visita ao CCBB foi impressionante, a fila foi uma parte importante da nossa visita, pois passamos muito tempo nela, visitamos as redondezas e compramos nosso almoço no Burger King. Fizemos muita farra, brincamos e conhecemos as pessoas da fila, toquei gaita, comprei e li um livro sobre Impressionismo. Vimos a exposição, maravilhosa, impressionante, mesmo. Encontrei uma pintora famosa de Juiz de Fora, Nívea Bracher, de quem havia visitado uma exposição em 2012. Ela pediu meu telefone e agradeceu a atenção, e me apresentou a duas artistas da globo das quais era amiga. Voltamos e comemos na casa do alemão.”

Lucas Penna

Fonte: Banco do Brasil, Wikipedia, Mazé Leite

Colaboração: Marcela Tortureli, Renato Santos, Camila Goretti, Lucas Penna

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