Ciência sem Fronteiras: La bella Italia!

petnoborders311Participação especial: Por Diego Assis

diegoCiao! Sou Diego, estudante de Biologia da UFJF e intercambista do programa “Ciência sem Fronteiras”. Estou vivendo em Milão (Itália) desde setembro de 2012 e permaneço aqui por um ano.

Meu ingresso no programa foi pelas 40 vagas  destinadas à UFJF. Antes de tudo, precisava escolher um país e uma Universidade e entrar em contato com um pesquisador daqui para ser meu orientador. Escolhi a Itália primeiramente pelo idioma. Portugal e Espanha já estavam, digamos, superlotados de intercambistas e o CNPq cortou as possibilidades de ir para península Ibérica. Meu inglês não era bom e já havia cursado 8 meses de curso de Italiano (além de ter assistido Terra Nostra, é claro), achei mais prático optar pela Itália. Decidido isso, consultei a lista de Universidades conveniadas e fiz uma busca por professores nos Departamentos de Biologia no site de cada uma. Eu procurava profissionais que tivessem uma linha de pesquisa na mesma área que eu desenvolvia na UFJF (Biologia Celular) para entrar em contato, via email. Fiquei surpreso ao ser respondido por uma professora que se interessou no programa de intercâmbio, e que em seguida me aceitou gentilmente em seu grupo de pesquisa. Dessa forma, cheguei ao Laboratório de Oncologia, no Departamento de Biociências da Università degli Studi di Milano, onde realizo estágio em abordagens interdisciplinares de células tronco de melanoma.

Mamma mia, ma che bella!

A Itália é um país belíssimo! Conhecido por sua história, arte e culinária, é uma cultura que sem dúvida influenciou não só países da Europa, mas de todo mundo.

Roma, Veneza e Florença estão entre os principais destinos. Mas nenhum outro lugar “fica de fora” quando se fala em arquitetura associada a lindas paisagens naturais, que dão todo um charme para as cidades.

Grotta Azzurra

Grotta Azzurra, Capri

Compreendendo a região metropolitana mais populosa da Itália, Milão é considerada a capital econômica italiana, possuindo o maior mercado financeiro do país. Uma das capitais da moda e do design industrial, é rica em museus, palácios, bibliotecas e é conhecida por uma vida noturna bem agitada! (isso eu não posso confirmar, sabe?!). O cartão postal, Duomo di Milano, imensa e com seu estilo gótico é uma obra prima que se impõe bem no centro cidade.

(Duomo di Milano)

(Duomo di Milano)

im3Berço do Renascimento, grandes nomes das diversas áreas nasceram aqui, exemplos: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael Sanzio e Donatello (ou mais conhecidos como: As Tartarugas Ninjas! Brincadeira, mas pra você que não sabia, achou que o principal alimento dos quelônios (pizza) fosse mera coincidência?!)

Falando em comida…

Que tal panetone no Natal? Pizza e macarrão com frequência? (não vale miojo). A culinária talvez seja a forma mais clara de ver a influência italiana. Em todo lugar, sempre há um restaurante típico com uma bandeirinha pendurada na porta. E não é pra menos, aqui se come muito bem! Há todo um ritual para as refeições, que são servidos nessa sequência:

  • “antipasto”: seria como o nosso “tira gosto” (batatinhas, pedacinhos de pizza, pãezinhos recheados)
  • “primo”: sempre uma pasta (macarrão e suas diversas variedades, risotto)
  • “secondo”: carne acompanhada de batata ou salada (registro aqui um fato ocorrido em um jantar na casa de uma amiga italiana: ela estava na cozinha preparando o “secondo” e eu perguntei o que seria, ela me disse “cotoletta”.  Bom, sabia que seria carne mas não sabia o que de fato era,  quando fui servido eu disse na hora: “olha, também temos esse prato no Brasil, se chama bife a milanesa”… bife a MILANesa!  Claro! Como não?! OK, eu me surpreendo com obviedades, mas nunca tinha parado pra pensar! E depois de pesquisar pela internet, realmente, ao que tudo indica, o prato surgiu aqui mesmo, em Milão).

Continuando o ritual, depois do “Secondo” são servidos uma fruta, um doce e sempre, sempre um cafezinho! (familiar, né?!)

Ah,  claro que a comida é acompanhada de um bom vinho italiano. Os italianos amam falar em comida. Ainda preciso provar a pizza de Nápoles e o sorvete de fruta da Sicilia, que segundo dizem, são os melhores do mundo. Farei o sacrifício e conto depois se é verdade!

keep calm

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