Engenharia, as expectativas do mercado para 2013

quarta-universitaria4

engenharia-consulte-13-10Um aspecto considerado por muitos na hora de escolher uma profissão é em relação ao mercado de trabalho. Se você é um engenheiro ou pretende seguir esta carreira, as previsões são animadoras, há grande chance de você ser disputado pelo mercado de trabalho assim que estiver com o diploma nas mãos! Este quadro de carência de engenheiros é um problema que já atinge o país há algum tempo, porém a partir de 2013 ele se agravará devido à proximidade de eventos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

engenheiros

Motivos do problema

As razões que levam a esta situação são as mais diversas e exigem uma série de medidas para modificá-la. Primariamente, existe o fato de que o número de formandos é extremamente menor do que as necessidades do país. O problema no entanto não refere-se a oferta de vagas, já que a quantidade de cursos de graduação em Engenharia no Brasil – em todas as 60 habilitações – aumentou seis vezes em 15 anos. Saltou de 454 cursos em 1995 para 3.045 em 2012. O motivo de os cursos não conseguirem suprir a necessidade de mão de obra é a taxa de evasão de aproximadamente 43%. O abandono do curso tem como motivo principal a dificuldade que os alunos encontram, agravada pela defasagem da educação básica. Outro fator é que nem sempre os recém formados seguem carreira na sua área propriamente dita, optando por consultoria ou áreas burocráticas por exemplo. Assim, na prática o número de profissionais atuantes é ainda menor.

Estratégias e soluções

Com o mercado superaquecido o país precisa de uma alternativa imediata para resolver o problema e o meio encontrado para suprir as demandas é a importação de mão de obra. Mas, se por um lado esta alternativa resolve um problema em primeira instância, ela também cria outro, já que ao importar mão de obra, o país torna-se dependente da tecnologia estrangeira.

Se à primeira vista o problema parece simples, ao estudar a questão a fundo percebe-se uma grande complexidade. Um outro aspecto problemático é a falta de capacitação dos profissionais. A escassez de profissionais faz com que os salários aumentem, assim os recém formados são atraídos rapidamente para o mercado de trabalho e não dão continuidade aos estudos de pós graduação. Uma estratégia que vem sendo utilizada para evitar essa situação é a oferta de bolsas de iniciação científica que contribuem para aumentar o vínculo do aluno com o curso e também sua motivação. Além disso, as próprias empresas vem seguindo a tendência de oferecer especializações aos profissionais, estes continuam os estudos e vinculam as pesquisas ao trabalho que já vem realizando.

Contudo, é preciso ressaltar que existem sim, engenheiros desempregados no país, situação que decorre do fato de que as demandas das regiões são bem diferenciadas. Temos também que levar em conta que para alguns cargos é essencial que se tenha uma qualificação elevada, assim, prolongar os estudos pode ser um diferencial importante na hora de conseguir uma boa vaga.

Fontes: Gazeta do povo, Guia da carreira

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