Diário de Bordo 3: O Brasil pelos olhos franceses

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Por Fernanda Moreira

fe1Na manha de sábado (8/12) os franceses desfrutaram de uma nova decoração ao caminhar pela Champs Elisée (principal avenida de Paris). Toda a avenida (1,9 km) foi enfeitada com bandeiras do Brasil e França, lado a lado. Tudo isso para comemorar a chegada da nossa presidente (Dilma Russef)  ao País, que veio para discurtir, entre outras coisas, acordos de cooperação entre os dois países. E se engana quem pensa que somos nós, brasileiros, que temos mais a ganhar com essa parceria. No post de hoje, venho mostrar que os franceses enxergam no Brasil muito mais do que o samba e a caipirinha. Como principal fonte de pesquisa, utilizo a reportagem especial da revista Challenge’s, que traz na capa a presidente Dilma e o título: Brésil: Le Pays où Il faut être.

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O Caminho Inverso

A educação francesa é tradicionalmente reconhecida por sua qualidade, por isso é o destino de muitos estudantes brasileiros em intercambio (como eu, por exemplo). No entanto, o caminho inverso também acontece, e muito. Segundo Thierry Valentin, responsável pelo Campus France “Depois dos estrangeiros de nacionalidade sul americana, os franceses são a maioria nas universidades brasileiras”, segundo ele também ”O número de estudantes que vêm com um programa de intercâmbio aumenta em cerca de 600 por ano, sendo metade estudantes de engenharia.” Mas o que esses estudantes procuram? O dinamismo econômico e as oportunidades de carreira são os principais atrativos para esses estudantes, que almejam trabalhar em uma das diversas empresas multinacionais instaladas no Brasil, ou até mesmo lançar o seu próprio negócio.

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Brasil: O novo Far West

Muitos empresários franceses veem no Brasil um mundo de oportunidades e um potencial investimento, como o francês Charles Naouri (dono do grupo Casino), que ao sobrevoar São Paulo em 1999 descobriu o que fascina a maioria dos investidores estrangeiros: o tamanho. “Eles são 20 milhões, eles vão consumir” disse ele, face à concentração da população que o convenceu a investir da rede Pão de Açúcar, que desde agosto deste ano pertence ao seu grupo. E ele não está só, até 20 de novembro deste ano, a casa de comércio franco-brasileira já havia recebido cerca de 450 dossiês de empresas francesas, ou seja, quase 2 por dia útil. Além da dimensão do país, outro atrativo é o clima, que “permite duas colheitas por ano e a capacidade de ser a principal fornecedora em recursos naturais para os outros países emergentes, sobretudo a China”, diz Paulo Leme, presidente da Goldman Sachs no Brasil.

fe4Face a tanta procura, o governo brasileiro tem mantido uma política cada vez mais protecionista. Os franceses admitem que entrar no país não é fácil. Recém formado na Escola de Gestão de Genoble, o francês Raphaël Huot foi enviado para trabalhar no Brasil em 2007 pela empresa Legrand, e conta que não foi fácil conseguir o visto para trabalhar no Brasil. “Sobre o visto de trabalho, emitido por dois anos se você têm um empregador, é melhor ir a um agente privado para obtê-lo, e mesmo assim isso pode demorar de dois à seis meses”. As empresas brasileiras também começam a ter destaque no exterior, tornando-se mesmo campeãs internacionais, como Vale (2º groupo de mineração mundial), Petrobras ( 4º grupo petroleiro mundial), Embraer ( 3º lugar no setor aeronáltico mundial).

Além disso o Brasil passa a ser conhecido não só pelas suas riquezas naturais, mas também por suas construções. O modernismo de edifícios como congresso de Brasília, o Instituto Inhotim em Minas Gerais e a Cidade da Música no Rio de Janeiro, são exemplos da originalidade brasileira. O mesmo vale para o design e a moda em São Paulo, também destaques no cenário mundial.

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Tudo leva a crer que a maneira como o mundo vê o Brasil esta mudando e que, em alguns anos, estaremos totalmente inseridos no mercado mundial, pois diversidade e potencial econômico nós temos. É claro que ainda há muito o que melhorar, mas devemos dar valor ao que temos agora, investirmos mais em nossas riquezas e acreditarmos no poder da nossa nação.

 

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Um pensamento sobre “Diário de Bordo 3: O Brasil pelos olhos franceses

  1. Eu como professora de História sempre passei essas informaçoes para meus alunos e continuo transmitindo aos que me cercam.Sou vista como defensora do PT(nunca votei neles).A análise histórica deve ser feita com isenção e isto desagrada a quem n tem formação historica. O nosso país é rico,mas a corrupção é cada vez maior e Lula nem vergonha tem depois de desmascarado!bjs e obrigada pelas informações!

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