Último projeto de Niemeyer para Brasília

Foram feitos os últimos acertos, sendo concedido terreno para a execução do Memorial da Liberdade Presidente João Goulart, a última obra do gênio da arquitetura Oscar Niemeyer aprovada para o eixo monumental de Brasília.

memorial

A obra apresenta uma grande seta vermelha com a data 1964. Sobre o projeto, Niemeyer escreveu uma “explicação necessária”: “Quem conhece a história de João Goulart, sabe como ele foi violentamente afastado de seu cargo com o golpe militar de 1964, que durante 20 anos pesou sobre nosso país. E isso eu procurei manter na minha arquitetura, da forma mais clara, com uma grande flecha vermelha a atingir a cúpula projetada.”

Orçado em cerca de R$ 15 milhões, a obra ficará na Praça Municipal, no Eixo Monumental Leste de Brasília e pode ficar pronta até 2014 (50 anos após o ocorrido).

niemeyerA seguir, trechos marcantes de uma recente entrevista com o arquiteto, que revelou como deve ser uma relação profissional entre engenheiros e arquitetos, sua preferência por curvas e escolha do concreto como material construtivo.

Sobre a motivação para as curvas, presença marcante em suas obras

“Há muitas décadas tenho manifestado minha preferência pelas linhas curvas. Estas devem ser compreendidas como resultantes de minha própria eleição pelo concreto armado. Trata-se de elementos que se impõem em razão da busca por explorar as potencialidades – a meu ver, ilimitadas – do concreto armado. Eu já escrevi um poema em homenagem às curvas.”

Predileção pelo concreto e potencialidades deste em termos arquitetônicos

 “O concreto corresponde a um material especialmente generoso, capaz de oferecer ilimitadas possibilidades ao arquiteto. Ainda mais quando esse se anima em explorar as linhas curvas ou o jogo entre retas e curvas, como é o meu caso.”

Relação Arquiteto-engenheiro

“Essa relação tem de ser a mais harmoniosa possível. E, quando o arquiteto (pensando no meu próprio exemplo) especula no concreto e, sobretudo, propõe ao calculista estruturas ousadas (cite-se o caso do Museu de Brasília), se não houver esse diálogo entre os diferentes saberes (o do engenheiro e o do autor do projeto arquitetônico), a obra poderá ficar comprometida.
Eu tive a felicidade de contar, ao longo de uma intensa trajetória profissional, com o apoio de engenheiros notáveis, como Joaquim Cardozo, Bruno Contarini e o meu grande amigo José Carlos Sussekind.”

E, no próximo post, conheça um pouco mais a respeito dos engenheiros civis que trabalharam com Niemeyer, tornando reais projetos tão desafiadores!

Fontes: G1, Revista Concreto

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