O papel do PET na internacionalização da Ciencia & Tecnologia

Julia, correspondente especial do PET Civil diretamente de Londres

Nos últimos posts, foram abordados a qualidade do ensino no Reino Unido e os desafios da internacionalização da informação no Brasil. A importância dos programas de intercâmbio para esse novo passo da Educação brasileira já foi exaustivamente ressaltada. Mas esperem! Antes que todos os alunos deixem o PET e corram para os novos editais de intercâmbio da sua universidade, hoje vou falar do papel do Programa de Educação Tutorial no processo de internacionalização.

Como já anteriormente colocado, o PET é um programa de sucesso, com benefícios comprovados na melhoria dos cursos de que faz parte. De todos os princípios e atividades do PET, três são as que mais contribuem para essa nova etapa da C&T brasileira: desenvolvimento de pesquisas já na graduação; contato com outras universidades em eventos; espaço para discussão e propagação de ideias.

1-Desenvolvimento de pesquisas já na graduação

O petiano tem por obrigação destinar 1/3 da sua carga horária para atividades de pesquisa. Enquanto muitos alunos entram e saem da universidade sem sequer  saber do que trata uma iniciação científica, os membros dos grupos PET tem contato direto com esse importante ramo da tríade do ensino superior. Podemos também ressaltar que a breve imersão durante a graduação serve como incentivo ao aluno para escolha da carreira acadêmica.

Ainda, com 12 bolsistas e até 6 voluntários por grupo, e mais de 700 grupos pelo Brasil, os petianos sozinhos são  responsáveis por uma razoável parcela da geração de conhecimento, publicação de artigos e desenvolvimento de tecnologias do país.

Petianos no Seminário de Iniciação Científica da UFJF

2- Contato com outras universidades em eventos

Os eventos são parte intrínseca e fundamental do Programa. Nos encontros estaduais, regionais, nacionais e por áreas, debatemos nossa filosofia, promovemos melhoras para o programa e conhecemos pessoas de todo o país.

Nesse processo de networking que acontece naturalmente durante os eventos, passamos a conhecer um pouco das condições e da cultura de outras universidades. Seja comparando a infraestrutura das instituições, a dificuldade das disciplinas, batendo papo ou conhecendo a universidade sede, a cada petiano é conferida uma visão geral da educação no Brasil.

Contemplando o quadro geral da qualidade das instituições brasileiras, a comunidade petiana é capaz de tomar decisões que afetam a educação superior em nível nacional, e assim, tornam o PET um instrumento de mudança sem igual.

3- Espaço para discussão e propagação de ideias

É importante mencionar que nos eventos PET, além de conhecer pessoas das mais diversas culturas, temos espaço reservado para debate e aprimoramento do Programa. E essa é uma das características mais importantes do PET, e que nos destaca dos demais programas do governo: nós temos o poder de a cada ano avaliar nosso desempenho e, principalmente, temos o potencial para melhorá-lo.

Assembléia do XVII ENAPET – São Luis 2012

O PET nos moldes atuais não fornece nenhum tipo de incentivo a internacionalização do saber. No próprio Manual de Informações não há qualquer menção a intercâmbio de pessoas, de informações, de cultura sequer. Mas o Manual afirma que o objetivo do grupo PET é formar globalmente o aluno, qualificando-o tanto academicamente como quanto membro da sociedade.

Assim, fica novamente a cargo de nós, petianos presentes nessa nova etapa da Educação Superior no Brasil, atuar em conjunto com as universidades promovendo mudanças em nosso ambiente acadêmico, pois uma formação global certamente abrange um horizonte de conhecimento além das fronteiras brasileiras.

Considerações finais

Podemos considerar, ainda, que a participação no Programa de Educação Tutorial confere ao aluno um currículo diferenciado, repleto de atividades, participação em congressos, desenvolvimento de projetos e histórico de trabalho em equipe, só para citar alguns, que são muito bem vistos pelas instituições responsáveis pelas seleções de intercâmbio.

Como sugestão final, fica o pedido de incluir nos próximos eventos  (desde o InterPET), espaço para debate e promoção de ideias que busquem uma participação maior do PET na internacionalização da C&T, como por exemplo, estimulando a participação voluntária de alunos intercambistas no grupo e a participação de egressos no programa Ciência Sem Fronteiras.

As petianas egressas Julia e Fernanda no topo do Arco do Triunfo, com a Torre Eiffel ao fundo. (observe bem, a Torre está lá)

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