Projeto Alp Transit

O principal propósito do projeto é aliviar o conturbado trânsito nas rodovias suíças, construindo uma malha ferroviária de alta velocidade sob os Alpes, ligando a Suíça às principais cidades europeias. A rede de túneis proposta desafiou uma equipe multinacional de especialistas a pensar mais alto do que nunca.

A malha ferroviária exigiu 2 túneis separados (evitando colisões). O túnel rodoviário Lotschberg, de 35 km de extensão sob as montanhas do sudoeste da suíça e o ainda maior túnel Gotthard, com 57km através da montanha Gotthard , custando mais de 5 bilhões de dólares. As coordenadas de ambos foram obtidas via GPS.

“O maior desafio de engenharia é o cumprimento do túnel. Nós temos muito material rochoso saindo. Problemas de logística, ventilação, segurança. Isso tudo é um desafio porque nunca se construiu nada assim antes “ diz Simon Pegs, gerente de projeto.

O túnel Gotthard

O trajeto do túnel é uma linha reta através da base da montanha, permitindo conexões entre o norte Europeu e a Itália e favorecendo tanto o transporte de cargas pesadas a cerca de 150 km por hora como o deslocamento de trens de passageiros chegando a 250km/h.

Os Alpes são uma “panela de pressão” geológica, placas tectônicas se movem fazendo as montanhas se deslocarem 1mm por ano. O peso das montanhas só aumenta a pressão, fazendo dos desmoronamentos uma ameaça constante. Examinar a formação geológica das montanhas antes da escavação ajuda os gerentes de projeto a evitar projetos. Segundo Simon, a geologia é necessária porque precisa imaginar como será a rocha e o tipo de escavação a utilizar, além de calcular os custos e prazos.

Os geólogos analisaram amostras no fundo da montanha para prever quais rochas seriam encontradas. Rochas firmes podem ser atravessadas com fresas, mas em áreas macias ou instáveis, os mineradores precisaram utilizar as ferramentas tradicionais e explosivos. As zonas de alta pressão, as áreas molhadas e de rocha esfacelada apresentam os maiores riscos para os trabalhadores, sendo imprevisíveis. Ao longo dos levantamentos iniciais foi descoberta uma área assim próxima ao projeto do túnel. Durante a coleta de amostras, houve uma repentina explosão de areia e água, mas não houveram vítimas fatais no acidente. Foram necessários, então,  6 meses de exploração investigatória para evitar a rota de maior perigo.

Dois cruzamentos ao longo dos túneis permitirão que os trens mudem de túnel em caso de emergência e  estações com sistema de ventilação, instaladas em cada túnel, servirão como saídas à prova de fumaça e pontos de evacuação para os passageiros.

As 22t de rochas, extraídas das montanhas com a maior fresa do mundo, foram utilizadas na fabricação do concreto que revestiria o túnel. É feita antes uma primeira camada é uma malha entrelaçada de plástico de revestimento branco. A água atravessa a malha e cai num sistema de drenagem existente no fundo do túnel. Uma segunda camada de placas de plástico sólido, que isola qualquer camada remanescente de água. Em seguida, grande formas de metal são instaladas e o concreto é injetado.

Durante 14 anos, imensas máquinas perfuram através das montanhas em duas direções: ao norte, de Erstfeld, perto do lago Lucerne, e ao sul de Bodio, próximo à fronteira com a Itália, encerrando as operações de escavação em março de 2011. Ainda assim, a obra tem previsão de inauguração para apenas dezembro de 2017.

Veja também: A obra do século – Túnel de Gotthard

Fontes: Programa Megaconstruções, Telegraph, wikipedia

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