De olho no cardápio

Alguns alimentos podem melhorar a memória, a concentração e até prevenir doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer. Sabendo combinar os alimentos em uma dieta balanceada, é possível potencializar o rendimento nos estudos e diminuir a ansiedade para as provas.

Ovo – fonte da colina, que ajuda a formar novos neurônios e a reparar as células cerebrais avariadas. Também produz acetilcolina, neurotransmissor fundamental para a memória e o aprendizado. Previne contra a depressão, além de ser fonte de vitaminas do complexo B, que facilitam a comunicação entre os neurônios. Salmão, soja, fígado, germe de trigo e feijão também possuem colina, mas em concentrações bem menores.

Frutas – são ricas em antioxidantes, substâncias que protegem os vegetais das agressões do sol, do frio e da poluição. Um deles, a fisetina (encontrada na maçã, no morango, pêssego, kiwi e uva), favorece o amadurecimento das células nervosas e estimula os mecanismos cerebrais.

Frutas vermelhas – Possuem flavonóides, que exercem efeitos benéficos na aprendizagem e na memória porque protegem os neurônios e são capazes de reverter déficits de memória. Uma equipe do HNRCA (Human Nutrition Research Center on Aging), nos EUA, elaborou um ranking com as frutas com maior concentração desses antioxidantes. Em ordem decrescente, são elas: mirtilo, ameixa preta, amora, framboesa, morango, cereja, abacate e uvas vermelhas. No caso, o morango também contém outro antioxidante de ponta, a vitamina C, encontrada ainda nas frutas cítricas, como laranja, limão, acerola e kiwi. O efeito calmante do maracujá deve-se à uma substância chamada passiflorina.

Peixe – essencial para o cérebro principalmente para a memória (estudos identificaram um risco 47% menor de desenvolver Alzheimer em indivíduos que consumiram pelo menos uma porção de peixe por semana). Os de água fria, em especial, fornecem ácidos graxos altamente benéficos, do tipo ômega 3, que tem reconhecida ação anti inflamatória. Como fontes de vitamina D, comer peixe contribui para a renovação dos neurônios, proteção contra os radicais livres e preservação de suas membranas, colaborando para a troca de informações entre eles. A partir deles, também obtemos  zinco o e selênio, estimulantes da atividade cerebral, impedindo ondas de cansaço ao final do dia.

Cereais integrais: Participam da troca de informações entre os neurônios e auxiliam na memória. Isso acontece por serem ricos em vitaminas do complexo B.

Azeite de oliva: Fortalece a memória. Rico em ácidos graxos monoinsaturados, que integram a membrana das células nervosas e aceleram a transmissão de informação entre elas. Outras fontes são o óleo de canola e a linhaça. Para completar, o azeite extravirgem ainda fornece dois antioxidantes, que exercem efeito neuroprotetor: os polifenóis e a vitamina E (disponível também em outros óleos vegetais, como o de girassol, amendoim e milho, além do abacate e das nozes).

Geléia real: Alimento especial da abelha rainha, rico em substâncias neurotransmissoras como o ácido glutâmico e outros 150 componentes ativos. Está envolvida diretamente no desenvolvimento do cérebro e memória e no aumenta do fluxo sanguíneo diminuindo significativamente a pressão arterial.

Ginseng: Ajuda a reduzir o estresse e melhora a capacidade de concentração e de memorização.

Alimentos ricos em cafeína e açúcares fornecem energia rapidamente e podem mantê-lo atento, porém seu efeito estimulante tem curta duração e, consumidos em excesso, eles elevam a produção de insulina e desencadeiam outras reações químicas que agridem as células cerebrais. Portanto, cuidado com as doses!

Procure evitar:

Carnes- elas estimulam a produção de substâncias tóxicas para os neurônios. Altas taxas constituem fator de risco para Alzheimer e Parkinson, adverte a nutricionista Barbara Sanches.

Álcool: além de causarem déficits temporários de memória, atenção e aprendizado, o álcool e outras drogas podem levar à morte de neurônios e prejudicar a formação de novas células cerebrais. Quanto maior o consumo, maior o perigo.

Gorduras: as saturadas (provenientes de fontes animais) e, sobretudo, as do tipo trans, comprovadamente maléficas para o coração, podem ameaçar o cérebro.

Importante!  Em vésperas das provas, evite alimentos que não esteja acostumado a ingerir, para não correr o risco de ter desconfortos intestinais. Dê preferência à alimentos mais leves, bebidas alcoólicas e alimentos ricos em gorduras   dificultam a liberação de energia para o cérebro. Durante a avaliação, evite o consumo de balas, chocolates, salgadinhos e refrigerantes. Eles aumentam o apetite e podem por consequência levar à perda de concentração.

 Fontes: Viva Saúde, G1, Só nutrição

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