Visita técnica ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT)

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) é uma instituição pública federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O INT foi fundado por Ernesto Lopes da Fonseca Costa em 28 de dezembro de 1921 e fica localizado na cidade do Rio de Janeiro.

História

Foi criado para investigar e divulgar os processos industriais de aproveitamento de combustíveis e minérios no Brasil, sendo inicialmente chamado de Estação Experimental de Combustíveis e Minérios (EECM). Desde sua criação vem realizando pesquisas e desenvolvendo soluções tecnológicas integradas às atividades de produção e gestão de bens e serviços sendo responsável por diversos avanços na área da ciência e tecnologia como a criação do primeiro automóvel movido a álcool do mundo e criação do Brazilian Test, método de ensaio de resistência do concreto reconhecido e adotado mundialmente, entre outros. O Instituto Nacional de Tecnologia atua à frente e participa de projetos, atendendo a demandas de programas estratégicos de governo, de empresas, redes temáticas e outras instituições de pesquisas.

Os alunos do PET Civil e do GET Engenharia Computacional da Universidade Federal de Juiz de Fora visitaram o Instituto e conheceram algumas das atividades que vem sendo desenvolvidas.

O Laboratório de Modelos Tridimensionais (LAMOT)

O LAMOT desenvolve modelos (virtuais e reais) que tem as mais diversas aplicações. São produzidos desde peças mecânicas até fetos, escaneados por meio da ultrasonografia.

Para reproduzir estes complexos modelos o laboratório conta com equipamentos de última geração, tais como: sistema de prototipagem rápida; FDM, que trabalha com plástico, ABS; SANDERS, que trabalha com cera; scanner tridimensional; softwares de modelagem tridimensional; fresadora CNC; máquina de vacuum-forming; e Injetora de baixa pressão. Possui ainda uma oficina convencional completa, apta a trabalhar com plásticos, madeiras e metais.

Impressora FDM (Fuse Deposition Model)

Embora a maioria dos modelos impressos no LAMOT tenham sido encomendados por empresas, alguns foram feitos com outras finalidades. Os modelos de fetos por exemplo já foram utilizados para permitir que um casal cego pudesse “ver” o filho antes mesmo do seu nascimento. Como os modelos são obtidos por meio da ultrassonografia    eles reproduzem fielmente a realidade, além disso a alta definição das impressões permite que sejam praticamente idênticos aos espécimes reais. A impressão de fetos também vem sendo importante para explicar aos pais casos de má f0rmação. Outro interessante uso de modelos tridimensionais é o escaneamento de múmias, a tecnologia permite que se conheça o que há no seu interior sem que seja preciso abri-las.

O que é a impressão tridimensional?

Quando falamos em “imprimir”, não nos referimos a uma imagem que pode ser visualizada em três dimensões no papel, mas sim a um objeto realmente construído em 3D.

Se antes era necessário primeiro desenhar um produto por meio de várias perspectivas, depois projetá-lo em três dimensões para somente então repassá-lo a um artesão especializado, que seria incumbido da tarefa de produzir o primeiro molde (por preços muito elevados), hoje só é necessário projetar o modelo por meio de um aplicativo que lide com objetos 3D e mandá-lo direto para a impressão. Esse processo é muito usado por empresas para prototipagem de produtos, desta forma, os fabricantes podem testar e visualizar tudo com mais agilidade e precisão, tendo noção exata de proporções, falhas de projeto, questões de conforto e segurança (ou design) e do próprio funcionamento.

O Processo

Primeiro é necessária a obtenção de um modelo virtual, que pode ser criado ou obtido por meio de escaneamentos, ultrassonografias, ressonância, entre outros processos. Esses modelos são transferidos para as impressoras que irão construí-los a partir de diversos materiais (gesso, polímero, etc). A tecnologia de impressão 3D é chamada aditiva, pelo fato de serem adicionadas sucessivas camadas de material, e não subtraídas a partir de um bloco compacto. Essa característica permite o uso simultâneo de diversos materiais.
Após saírem da impressora os modelos precisam passar por um pós-processamento para que sejam finalizados. Esta etapa é feita em uma oficina convencional.

Máquina de impressão a gesso / Modelo antes do acabamento / Oficina de acabamento

Fontes: INT, Techmundo

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