Visita Técnica – Sistema “Bus Rapid Transit” (parte 2)

BRT (Bus Rapid Transit), ou Transporte Rápido por Ônibus, é um sistema de transporte coletivo de passageiros que propõe um conjunto de mudanças que formam um novo conceito de mobilidade urbana.

História

O sistema BRT foi criado em 1974 por Jaime Lerner, arquiteto e na ocasião prefeito da cidade de Curitiba. Por isso, foi esta a primeira cidade a ter este sistema implantado. A partir de então várias cidades em todo o mundo copiaram o modelo, com grande sucesso, hoje são cerca de 130 cidades que adotam o BRT ou uma variação bem semelhante a ele. Entre elas,  São Paulo, Goiânia e Belo Horizonte.

O Sistema

O BRT é também conhecido como metrô de superfície pois possui características bem semelhantes ao metrô convencional.  Contudo o BRT ainda apresenta diversas outras vantagens em relação ao metrô como o custo de implantação, cerca de dez vezes menor e o tempo de implantação, 1/3 do tempo necessário para implantação de uma linha de metrô.

O sistema BRT oferece aos passageiros comodidade, rapidez e segurança. Os veículos são articulados com 18 a 19 metros de comprimento e capacidade para 140 passageiros. Os ônibus trafegam em uma via segregada dos carros, o que evita os congestionamentos e permite que circulem com velocidade constante de 70 km/h.

Pista segregada dos veículos BRT

O acesso aos veículos é feito por meio de terminais especiais, que são totalmente acessíveis e adaptados a deficientes físicos. Os terminais são equipados com câmeras de seguranças e funcionários que cuidam da limpeza, segurança, venda de cartões e orientação dos usuários. Os bilhetes de passagem são adquiridos nos próprios terminais de forma a facilitar e agilizar o embarque.

Nos terminais, monitores informam o horário de chegada dos próximos ônibus

As tarifas variam de acordo com as linhas a serem utilizadas, para o BRT a tarifa é de 2,75 por exemplo, mas se além do BRT for utilizado também um ônibus intermunicipal a tarifa aumenta para 4,95. Essas tarifas permitem realização de até 3 viagens em 2 horas e os cartões são recarregáveis, de forma que o esse transporte também apresenta vantagem econômica em relação aos demais. São 2 tipos de veículos: expressos e paradores. Os expressos param em apenas algumas estações pré-determinadas e os paradores param em todas as estações. No sistema em implantação no Rio de Janeiro estes últimos (paradores) circularão 24 horas, todos os dias. Além disso o sistema é integrado à linhas alimentadoras onde circulam ônibus comuns mas, cujo acesso é feito com o mesmo cartão utilizado no BRT. As linhas alimentadoras são responsáveis por trazer os passageiros de seus bairros até a estação BRT mais próxima e vice-versa.

Centro de Controle Operacional

Centro de Controle de Operações

O CCO é o local onde são administrados todos os ônibus em circulação. Como os veículos são equipados com sistemas de comunicação  (Bus Chat), os controladores conseguem determinar a que distância eles se encontram de cada estação. Também é possível monitorar a demanda e colocar mais ônibus em circulação se necessário.

BRT no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro serão 4 corredores expressos: Transoeste, Transcarioca, Transbrasil e Transolímpica. Eles irão conectar pontos chave da cidade: a Transoeste vai desde o terminal Alvorada na Barra da Tijuca até Santa Cruz. A Transcarioca está sendo construída ao longo da Avenida Airton Sena,vai da Barra da Tijuca até o aeroporto Antônio Carlos Jobin. A terceira linha, Transolímpica, ligará a Barra da Tijuca até a área dos jogos Olímpicos em Deodoro. E a última delas, Transbrasil, vai de Deodoro até a área próxima a  Rodoviária Novo Rio.

A partir da Transoeste já podemos perceber a eficácia do sistema, a viagem do Terminal Alvorada à Santa Cruz pode ser feita em 50 minutos, uma redução drástica no tempo de viagem que duraria quase 1 hora a mais em ônibus convencionais.

O Terminal Alvorada

O centro de todas essas estruturas será o terminal Alvorada onde ficará localizado o Centro de Controle de Operações (CCO). É também no terminal que ficarão os ônibus fora de circulação, tanto os ligerões (como são chamados os ônibus BRT no Rio de Janeiro) como os das linhas alimentares. No terminal alvorada chegarão as linhas transoeste e transcarioca e estima-se que estas atendam em torno de 600 mil pessoas por dia. Por isso o terminal será uma megaestrutura, com lojas e serviços para atender aos passageiros.

O terminal está sendo construído a partir de princípios sustentáveis, como a iluminação por meio de LEDs e sistema de captação de água pluvial.

Estima-se que 18% da população do Rio de Janeiro utilize o transporte coletivo, a intenção é que gradativamente o BRT atraia mais usuários e que em 2016 este número aumente para 63%.

Por Natália Resende

Agradecimento à guia da visita Maria Muricy

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