81 Anos do Cristo Redentor

O mais famoso cartão-postal do Brasil completa 81 anos hoje, 12 de outubro. Construído em apenas cinco anos (1926-1931), o monumento tem 30 metros de altura (sobre oito metros de pedestal), pesa 1145 toneladas, erguido sobre uma montanha (o Corcovado), 710 metros acima do nível do mar.

Inicialmente, pensou-se em uma estátua de bronze, mas posteriormente, definiu-se uma estrutura em concreto armado revestida por um mosaico em pedra sabão, resistente a intempéries (não deforma e nem fissura com as variações de temperatura).

A construção

Os moldes de gesso foram feitos na França e, já em tamanho definitivo, as peças foram divididas em dezenas de partes numeradas e transportadas de navio de Paris ao Rio – só a cabeça (3,75 metros) era composta por 50 partes. Reunidas na Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, cada uma delas foi levada para o alto do Corcovado,  assim como os materiais e funcionários da obra, pelos trens da Estrada de Ferro do Corcovado, a primeira eletrificada do país, construída em 1884.

O Cristo é moldado em concreto sobre uma tela de aço, colocada sobre o molde original de gesso, pedaço por pedaço. Na argamassa, usaram areia, açúcar e óleo de baleia. Para revesti-lo, donas-de-casa voluntárias cortaram 2 milhões de triângulos de três centímetros de tecido, sobre os quais foram colados pedaços de pedra-sabão – material resistente a intempéries.

A Reforma

Com os anos, o local recebeu nova iluminação, limpeza completa, proteção especial anticorrosão e novas formas de acesso. Em 2003, foram inaugurados os elevadores panorâmicos e as escadas rolantes. Antes, era preciso enfrentar 220 degraus que levam até a imagem.

Contenção das encostas do morro do Corcovado_ a medida preparou o local para receber o peso extra da estrutura e evitar fissuras no solo local. Posteriormente, foram feitas as fundações e as estruturas de sustentação da torre dos elevadores e das escadas rolantes.

Camuflagem_ para minimizar o impacto visual da nova estrutura, os elevadores e escadas rolantes acompanham a topografia da montanha, ficando camuflados atrás das árvores, pintados de verde (assim como os equipamentos) com tinta anti-corrosiva e com vidros especiais para evitar reflexos dos raios solares. A única parte visível é a estrutura que sustenta as escadas rolantes e as passarelas dos níveis intermediários, feita em aço especial do tipo cortem, com alta resistência à corrosão atmosférica.

A torre recebeu um revestimento especial, com chapas metálicas galvanizadas, recheadas com uma camada de lã de rocha – material que não pega fogo e nem absorve calor. Essa proteção evita o aquecimento da parte interna dos equipamentos que poderiam ter sua operação prejudicada pelo calor.

Proteção catódica_ trata-se de uma tela de titânio que reveste todo o interior da estátua. A tecnologia é utilizada na extração de petróleo e na construção de navios, fundamental para a conservação do monumento. A proteção catódica entra em ação quando a tela é eletrificada. Ela ganha carga positiva e atrai as partículas de cloreto de sódio. Dessa forma, a estrutura metálica que sustenta a estátua fica livre da ação desse agente corrosivo, que passa a se alojar em torno da proteção catódica.

Limpeza_ Até mesmo a quantidade de cloro foi dosada. A porcentagem adicionada era necessária, apenas, para purificar a água, sem deixar resíduos. Para a limpeza da estátua, foram usadas máquinas especiais que controlam a pressão e podiam produzir um jato de dez bar (unidade de medida de pressão) que, de tão suave, é chamado de névoa úmida. Tudo isso, para evitar um desgaste dos pequenos triângulos de pedra-sabão que revestem o monumento.

Curiosidades

No projeto original do engenheiro Heitor da Silva Costa, o Cristo estaria carregando uma cruz e um globo. O desenho dos braços abertos é de Carlos Oswald, que fazia parte da equipe de Heitor.

O pedestal da imagem, com 8 metros de altura, abriga uma capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, com capacidade para 20 pessoas sentadas. O interior da estátua tem escadas em ziguezague. À medida que se sobe, a altura dos corredores diminui. Para se chegar aos braços, é preciso andar agachado. O Cristo tem um coração, instalado, claro, na altura do peito.

Não há registro da quantidade de operários que trabalharam nas obras do Cristo Redentor durante os cinco anos que elas duraram. Apesar da altura e dos ventos fortes, não houve nenhum acidente grave durante a construção – quase um milagre, já que os empregados ficavam pendurados em andaimes sem qualquer segurança.

Fontes: corcovado, guia do estudante, portal são francisco,

Fotos: bbc, dtoledo,  blog estadão

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